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Poemas : 

Povo

 
Num cacho
não há
duas uvas iguais...

Estranho
o vinho.


Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra não respondo.

 
Autor
Rogério Beça
 
Texto
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Enviado por Tópico
TrabisDeMentia
Publicado: 30/05/2020 17:47  Atualizado: 30/05/2020 17:47
Webmaster
Usuário desde: 25/01/2006
Localidade: Bombarral
Mensagens: 2371
 Re: Povo
É isso mesmo.
Desse vinho que todos estranhamos, todos fazemos parte.

Ter sempre isso presente, é um presente.

Enviado por Tópico
Jmattos
Publicado: 31/05/2020 01:29  Atualizado: 31/05/2020 01:29
Colaborador
Usuário desde: 03/09/2012
Localidade:
Mensagens: 17655
 Re: Povo
Rogério
Apreciei a leitura! Parabéns!
Abraço!
Janna

Enviado por Tópico
ZESILVEIRADOBRASIL
Publicado: 31/05/2020 03:48  Atualizado: 31/05/2020 03:48
Membro de honra
Usuário desde: 22/11/2018
Localidade: RIO - Brasil
Mensagens: 1029
 Re: Povo
...estranho e muitos mais árduo pôr palavras às várias parras e se ter um vinho uno!
meu abraço caRIOca!

Enviado por Tópico
Margô_T
Publicado: 08/06/2020 08:18  Atualizado: 08/06/2020 08:40
Da casa!
Usuário desde: 27/06/2016
Localidade: Lisboa
Mensagens: 309
 Re: Povo
Tão curto e tão cheio de mensagem!
Apesar da nossa individualidade nos demarcar (das outras uvas do cacho), o que há em nós de “colectivo” existe e persiste. Daí o vinho.
Gosto muito dos teus poemas curtos. Ficam no ouvido e alteram a nossa perspectiva (como voltar a olhar para um cacho de uvas sem me lembrar deste poema?...); obrigada por isso!

Bjs