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Cruz peregrina

 
Abaixo do Pai do céu
Levanta o amargo véu
De sua noiva Pobreza.
Renuncia deste mundo
Para em mistérios profundos
D'outro ter da realeza.

Fez do sol su' irmandade
E buscou na castidade
A pureza do que é belo.
Sob a lua, em redenção,
Orou, na observação
Das palavras do Evangelho.

Nas pedras fez seu segredo;
Tomou, da Cruz, o seu Credo
E, de Cristo, a imitação.
Rebaixou-se ao que é o Homem,
Levando, aonde ele fosse,
Oração a todo irmão;

"Ao irmão sol e irmã lua,
Pois são, todos, criaturas
Do Deus-Pai universal."
Com seus pés nus caminhou
Até onde suportou,
Convertendo rocha em sal.

Mas como o Amor não lhe coube
Apenas no peito, soube
O Pai medir sua fé.
Lançou fogo em seu pulmão,
Abriu-lhe chagas nas mãos
E também em seus pés.

Francisco - A cruz peregrina!
Mesmo cego das retinas
Viu Deus em seu esplendor.
Anjo seráfico, santo!
Carregou no peito o encanto
De Jesus e Seu Amor.

Francisco - pobre de Assis!
Vislumbrou cada matiz
Da Luz, desde a conversão.
Embaixo das almas claras
E nos braços da Irmã Clara,
Atingiu a perfeição!

 
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WesMic
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Enviado por Tópico
sendoluzmaior
Publicado: 31/05/2020 11:49  Atualizado: 31/05/2020 11:51
Da casa!
Usuário desde: 01/05/2012
Localidade: Belo Horizonte
Mensagens: 420
 Re: Cruz peregrina
Gostei muito da sua poesia. Para mim uma verdade. E o verbo se fez carne e habitou entre nós.
Não gosto de falar de religião e sim do conhecimento universal sobre isso.
Ouve um motivo para o verbo se redimensionar carne, escrevi sobre isso.
Caso queira, se achar que te fará bem, te presenteio com o Ebook A Guerra De Órion.
Paz e luz