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Poemas : 

Ladram cães à distância, Mato o “Por-Matar” …

 
Ladram cães à distância, Mato o “Por-Matar” …
 






Ladram cães à distância,
Mato o “Por-Matar” …

Ladro de cães à distância e uma vela acesa,
Inúteis mecenas que despertam o ardor
Da cria que me habita e cuido e velo, grito
Pois creio, ser eu lobo, mais lúcido que ouro

E que alguma vez fui e o desejo me acena,
– Oh, como desejo a caça grossa, arguta,
E não capoeira onde jazz ovelho mal morto
E a tesão que dá matar o “Por Matar”, o manto

Sinto-o ter da morte aqui e ao lado, esgoto
Do veio da vida, enquanto este é cenário
Lívido da morte, encoberto, invisível corre
Do prado pra moita certa, boca de sena

Cega à navalha, eu superior e ela presa,
E os cães ladrando “à tona”, à distância
De uma vala e uma vela se apagando,
Morte certeira, noite encenada, navalha

De barba, mato o “Por Matar”, degolado
Como manda o código da Ordem, Barbeiro
O som da morte a quebrar, inesquecível
E tão pouco curável quanto a reles loucura,

Ladro de cães à distância e a gamela e os
Restos no prado do despojo, no restolho ruivo
Suplicado em vermelho sangue, de guerreiro
Meu credo pois o creio meu uivo, o do lobo

E ao uivar ao céu agradeço à Deusa Maga
E a Belenus quando irrompe, consagrando
O dia Basco do Druida Lobo, a meu mando
Age o fogo que consome os montes, o dom…

O dou aos amantes, eu me elevo, assombro
E mito nas palavras que me velam, devotas
E por revelar, envolto em mistério e morte,
E por matar me vou, leve e em voo de bruxo

Mago…













Joel Matos 01/2020



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Jorge Santos - aliás Joel Matos

 
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Enviado por Tópico
Jorge/Joel
Publicado: 01/07/2020 12:38  Atualizado: 01/07/2020 16:50
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 Os novos "baetas"


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Os novos "baetas"





Sinto-me indignado, sim indignado e ofendido como profissional de uma profissão que estava em extinção, morta há quase quatro décadas, em estado pródromico quando fiz o primeiro contacto com uma tesoura e o respectivo pente, perguntavam-me nessa época, numa atitude quase desdém, a razão de ter escolhido uma pobre e insignificante actividade e respondia que tinha sido ela a escolher-me a mim, não o contrário, era e ainda é um ofício familiar, entretanto constituí família, ganhei razoavelmente, cultivei encargos, divorciei-me e, de novo, pela derradeira vez (espero) voltei a criar laços familiares, desta mais estáveis.
Com o termo das primeiras núpcias, construí um lar numa casa de tijolo e madeira, envelhecida com traves antigas de postes telegráficos e tectos de madeira velha, enquanto a profissão se manteve firme quanto as traves do tecto de minha casa, pensava eu que era de pedra e cal tal como uma casa e seria para sempre esta a minha profissão como se fosse uma fé inabalável, como um compromisso, como um casamento deveria ser também, mas felizmente ou infelizmente não é e não foi, a dissolução faz e fará parte da solução e vice-versa, agora e sempre.

Hoje acordo e penso como me sinto indignado pela concorrência desleal dos ditos “Barber Club’s” de homens “barbichas” e amigos entre os quais se cortam também cabelos e se bebe cerveja gelada como se a finalidade de uma profissão e de um profissional fosse ou seja confraternizar apenas com amigos comparsas e não o de levar para casa um adequado salário para alimentar a família, para pagar agua, luz, aquecimento e as despesas dos filhos na escola ou na universidade como compete e se deve atribuir a um “chefe de família” que se pensa “de respeito”, também os lobos repartem e contribuem pelo amor às crias os despojos que recolhem incansável e diariamente.

A caça e o alimento no meu terreno de caça está escasso, é parco pra alimentar crias em crescimento por via dos caçadores predadores amigos barbudos pigmentados de tattoos serem demasiados e de tal maneira desleais, nas alcateias, quando falta o alimento, desfazem-se os laços parentais e procuram-se novos territórios, novas presas, pois com os barbeiros passa-se o oposto, caçam todos na mesma reserva os mesmos clientes, caça-se em territórios alheios e pradaria de caçadores velhos, doentes e desdentados-decrépitos, sem outra fonte de rendimento nem reforma condigna, tendo estes de caçar para além da idade expectável, considerada produtiva e digna para qualquer outro, noutra ou outras actividades produtivas, lutam apenas pela sobrevivência.

Somos uma espécie “suis generis” e imoral de baixo nível intelectual, cívico e formação deficiente que pensa apenas na sua subsistência básica, talvez sinal ou fruto do período “neonacionalista” e fascista que se aproxima veloz.

Torno-me assim no pior de mim mesmo defendendo ou correndo o risco de me socorrer de ideias e ideais misóginos, caquécticos conceitos sociais que abomino do fundo da alma


Sendo eu profissional da mais velha profissão do mundo, (creio que se cortavam cabelos ainda antes da menina Lucy se insinuar atrás de um menir megalítico ou na aldeia lacustre do Quénia Tanzaniano ) começo a ficar farto, estou "pelos cabelos" destes cortes "abrasileirados" , dizem eles de "retro", sou profissional há 40 anos, o meu pai fez quase 80 (de profissão. 87 de idade) e nunca foi assim, fazia-se desenhos, sim desenhava-se, nos cavalos, nas nádegas destes, nas crinas, a propósito de futebol, penteados e cavalos de corrida, imitações da feira de vaidades Lusa, a qual inclui os "Sobas" da floresta de Itauí, denominados "Brazucas" e barbeiros-Amarikanos, por estas "Fazendas-do-Mar-Salgado" sem final feliz ou em Almeirim, donde sopra má poesia e desmérito sem fim...