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Poemas : 

Os rostos da espera

 

A luz não jorra
sobre os rostos da espera.
Verte-se em desequilíbrio para

estátuas suplicantes de movimentos nítidos
em espelhos de vozes alegres
e claras.

Que entrassem a cor e a água
e a solidão se dissipasse
nos corpos angulares e taciturnos.


"Fizeste da tua vida
Uma catedral abandonada
Horas esquecidas
Em adoração nocturna
Pedindo silêncio
A tudo o que perdeste."

Luís Falcão, in "Pétalas negras ardem nos teus olhos"


 
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evelina
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Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 13/07/2020 15:06  Atualizado: 13/07/2020 15:06
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 Re: Os rostos da espera
nem sempre quem espera sempre alcança.
Pareces nos dizer sem deixar de ter razão.
Faz-me lembrar o tempo, ou o tom de um meu, o ficamos.

Só porque na poesia nos mantemos na rima, "quem espera desespera".
Mas esse "desespera" tem o prefixo que indica negação.

Trocando por miúdos, a vida é malfada e injusta. Infeliz a maioria das vezes, e andamos à procura que ideais que não passam disso.

"A luz não jorra
sobre os rostos da espera..."
indicas a personificação anexada à metáfora, para destacares algum desencanto, no início.

A luz, juntamente com as sombras, pode dar ideia de movimento até em estátuas. Iludir.

A água sim, é vida, molha, infecta, limpa, tudo no mesmo movimento. Faz crescer.
Suavidade, pode ser que surja, no meio do tempo e da sua erosão.

Muito bom reler-te
Andas fugida

Abraço irmã