As coisas não precisam de você.
A formiga carrega as suas folhas
Sem precisar saber que você existe.
O vento passa sem saber que passa
E também sem saber que você existe.
O mundo segue sem qualquer porquê
E o céu mantém-se sem nenhuma escolha.
Os postes de iluminação acendem
Luz sobre a noite morta da cidade.
A noite não precisa de você
Porque a lua procura outros olhos,
E nisto não precisa de você.
À quem os olhos da lua se estendem
Você não tem qualquer necessidade.
O dia irá nascer e morrer
E todos irão dormir e acordar.
Mesmo para quem jaz no cemitério,
Você existir ou não é indiferente.
Haverá Céu, Purgatório e o Inferno.
As coisas não precisam de você.
Por que eu haveria de precisar?