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Poemas : 

figo-do-diabo na mesa do faquir

 
É com um cacto
que mato a sede,

com os seus olhares vários,

são gomos de fruta madura,
em pleno deserto,
acabada de colher...

Se anseio a travessia,
não é porque quero o fim nos teus braços
espinhos,
cama de pregos.

Prego, aos papagaios, as ilíadas da vida a dois.








Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra não respondo.

 
Autor
Rogério Beça
 
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