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Sonetos : 

A MORTE DAS VIOLETAS (soneto)

 
Tags:  poeta    morte    cerrado    Luciano Spagnol    flor    violetas  
 
No vaso floreado de variada cor
De suave frescor e delicada trama
Cheias de viço e aveludada rama
Desabrocham as violetas em flor

Pouco estar, e de fugaz esplendor
No seu breve e infortunado drama
Enlanguescida, ela, curva e acama
Tal aos pés da sofrência a fatal dor

E vai perdendo o regalo a violeta
Aos amuos do tempo, ali funesto
Num despojo final, e última reta

E, desbotada e então tombada
Épica, em um derradeiro gesto
Mortal, a violeta se vê imolada

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 de agosto, 2016 – Triângulo Mineiro

Vídeo, Canal no YouTube:
https://youtu.be/SnAJep8z_yA


Sou alma do cerrado, pé no chão, do triângulo, do chapadão. Pão de queijo com café, fogão de lenha, das vilas ricas, arraiais, filho de Araguari, das Gerais...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado

 
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LucianoSpagnol
 
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Enviado por Tópico
Migueljaco
Publicado: 02/08/2020 14:49  Atualizado: 02/08/2020 14:49
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Mensagens: 9569
 Re: A MORTE DAS VIOLETAS (soneto)
Bom dia LucianoSpagnol, teus versos dissecam o ciclo de vida de uma violenta, da sua florada a sua decadência, parabéns pelo vosso redundante soneto, eu te desejo um domingo de muita paz, MJ.