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Poemas : 

Com’um grifo …

 
Com’um grifo …
 







Com’um grito …



Como eu, o grito
Cresce à vista a ira,
O vasto e o calado,
A solidão do prado,

Com o meu grito,
Nem porto ou cais
Poderá ser d’vendavais
Abrigo,

Como eu grito,
Nem os pássaros
E o cio dos lobos,
Parideira com dor,

Como eu nem os
Animais ou a fúria
De seis/sete Búfalos,
Como eu, o grito

É ter cinco pedras
Na mão e determinação
Fora-do-normal
De gorila grisalho,

Do Adamastor
O urro, a dor de Joana D’arc
No lume, um murro
Como grito rouco

Na comuna de Paris,
Das barricadas, “Liberté Égalité
Fraternité”
Que estilhaçou a história,

Como o meu grito,
Precede o silêncio,
Assim o galope,
Inação não é luta,

É esquecimento,
Sejamos cavalos de tiro,
Gorilas, Ursos, Bois ou Brutus,
Cães com pulgas,

Mas não deixemos
De gritar “Porra”
E libertar do peito o urro
Da Vitória convicto e bruto,

Com’um grifo …








Joel Matos (05/2018)




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Jorge Santos - aliás Joel Matos

 
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