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Poemas : 

Pulgões do Algodoeiro

 
É carmin o quinto
dos infernos.
Os cães do demônio
rateiam minha carne, premem a ternura
com os pés.

Ai, amor!
Meu doce amor!

Acorrentada fui
nos gélidos ferros.
Por onde andarão os anjos do abrigo meu??

Choro
em silêncio...
Qualquer dia, o alvor me alçará e, não
haverá mais pranto.

Noites craqueladas
esganam,
mancham!


Leonor Huntr



 
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Enviado por Tópico
nereida
Publicado: 25/09/2020 12:57  Atualizado: 25/09/2020 12:57
Colaborador
Usuário desde: 27/08/2017
Localidade: São Paulo
Mensagens: 1743
 Re: Pulgões do Algodoeiro
Poema cheio de amargura, introspectivo.
Gostei Leonor.

Enviado por Tópico
Mr.Sergius
Publicado: 26/09/2020 00:41  Atualizado: 26/09/2020 00:41
Da casa!
Usuário desde: 14/08/2018
Localidade:
Mensagens: 304
 Re: Pulgões do Algodoeiro
Esse peso de amargura nos versos, por muito tempo frequentou minhas páginas, sinto-lhes ate uma certa saudade. Agora, delicio-me lendo este poema que aguça minhas memórias... gostei muito.

Enviado por Tópico
Violante
Publicado: 27/09/2020 22:53  Atualizado: 27/09/2020 22:53
Da casa!
Usuário desde: 10/09/2019
Localidade: Campinas, Brasil
Mensagens: 392
 Re: Pulgões do Algodoeiro
Quanta dor em suas palavras.

Beijo Leonor.