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Poemas : 

oh my sweet love

 
Um momento, eu morri, morri desgostoso à boleia do crepúsculo a passos de roda e encontro-me no ponto morto mais desconhecido da noite a dançar. Devo ter morrido enquanto o mundo não estava a ver possuído pela sombra de contornos negros numa atitude passiva manifestando o desagrado pela mesma e o desejo da liberdade reposta. Morri e devo estar na morgue à espera de ser esquartejado por um instrumento cirúrgico, talvez um bisturi swann-morton para estudo da pele escura. Tudo isto é medonho. A morte é um tédio... morri ou estarei bêbado? E se morri, separei-me do sombrio enraizado no soturno sangue da folhagem que me veste. Não! Se estou a patinhar no eco da escuridão chorando por ela num sonho noutro lugar estarei ainda em coma num registo espectral profundamente dramático procurando a luz e hoje mesmo sairei daqui. Este lúgubre é um castigo. Devo ter tomado o atalho errado! Eu não preciso desta morte que me escorrega das mãos. Cá está, a luz. Oh my sweet love... Eu sou um morto delicado, inconformado, afortunado e a escuridão adoece-me, gosto do calor da luz, da lua deleitada, satisfeita, gosto de ir ao céu e ver a luz, as estrelas laços... ah, está na hora do povoado frustrar a morte vestir o sol e morrer

 
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amf
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Enviado por Tópico
amf
Publicado: 17/11/2020 20:46  Atualizado: 22/11/2020 08:43
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 Re: oh my...
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Vai a meio a
noite sem esteio
com ela a doer

Fecha a noite
branca
no destino e canta

Eu não vou morrer


Alberto Moreira Ferreira