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"duas vezes, nada.."

 
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"Com estas flores pensava, doce donzela , adornar teu leito nupcial e não espalhá-las sobre tua sepultura."


(Hamlet) Cena I, Ato V










Consumo
Prado de listras
Em listras brancas
Amareladas
E tantas,

Arbítrio
Império final
Afinal
É este?
Assim
Como a chama de mim
Tardia noite
Incêndio
E açoites

Na metade de um conto breve
A terminar
Por intermédio dessa toda febre
A terminar
Em contato feral
Ritmado
Ao lado
Ao único e compacto ser
De tanto te ser, assim
Ao acaso
Assim,

Tentativas e erros
Todas as minhas armas a esmo
E mesmo que não revelassem
Que não te dissessem
Ainda que estivessem aqui,
Ainda assim,
Perto de mim
É onde o nome que te precede
Estaria,


meu amor..








...





II - "Negação,"




O caminho que despenca sob versos
Alheios e dispersos por encenarem-te
Em terra-madeira entre fogo e aço, despertos
Em tempos incessantes de nomes a descerem

Qual queda danifico? Que parte é tão voraz?
Nas metades da vontade solta, convidada..
Os meus espelhos de lado, e eu quero mais
Uma ponta da curva que me lima, me cala

Todas as vezes de um conflito previsível
Em demanda desse sonho fixo e crivo
Eu.. que tentaria cem vezes, essa convulsão

Na tentativa farta que não basta, então..
Quando em trevas, sobre a queda que previ
A minha corda, que te escolta, te quer aqui,




meu amor..


-


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Inédito,(re-editado).
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Hv|s
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Enviado por Tópico
karinna*
Publicado: 25/11/2020 03:47  Atualizado: 25/11/2020 03:47
Da casa!
Usuário desde: 26/11/2017
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Mensagens: 214
 Re: "duas vezes, nada.."
*tocas minh'alma com tua palavra...ela caminha etérea entre os versos e sente a bravura, as introspecções, a hombridade de saber-te na circunferência do sentimento...e quando ela alcança o "meu amor" , minh'alma suspira e guarda a força amorosa, da tua Poesia . E eu, SimoneKarinna, leitora, sente-se gratificada por beber das águas da fonte poética que és. Grata por esse momento.
Carinho
Karinna*