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Poemas : 

Me perco em "Querer"

 
Tags:  Namastibet    Jorge Santos  
 
Me perco em "Querer"
 





Me perco em querer,
Um querer sem perca,
Não é melodramático,
Definitivo e comum

E eu sou um banal
Costureiro, faço da
Rotina um "bem-estar",
E do estar "mal-uso",

Substituo a prática,
Dos gestos, pela ideia
Que deles tenho,
Fundamentalmente

Sou um engenheiro
De indisciplina interna,
Realizo-me irrealmente
Como fosse um vicio,

Que não quero querer,
Sendo eu o querer por
Defeito e por sevícia,
Não posso perdoar-me,

Me perco em querer,
Sem querer exatamente
Nada, tudo me foge,
Tudo se me desagarra,

Inclusive a sensação,
Quando é pensada,
De querer alguma coisa,
Infindavelmente pura,

Infinitamente alta,
Como um pôr-de-sol,
Redondo em Malta,
Curvo em Alepo, Gaza,

Granada, peco inclusive
Por não querer-nada
Fora eu mesmo, indesejado
Por decreto-lei, recuso-me

A estabelecer acordos,
São simpatias falsas, pouco
Práticas, uma maçada
Que excluí dos meus hábitos,

Não quero o que outros
Possam querer, a astúcia
Não é "o meu forte",
Nem a paciência se dá comigo.



Jorge Santos (14 Dezembro 2020)


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Enviado por Tópico
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Publicado: 14/12/2020 21:22  Atualizado: 14/12/2020 21:22
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 Re: Me perco em querer (js)
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Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 15/12/2020 18:21  Atualizado: 15/12/2020 23:49
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 Por um ténue, pálido fio de tule ...











Por um ténue, pálido fio de tule








Em cada dia que me aconteço, suspenso
Em mim mesmo, me convenço que os
Símbolos têm alma própria, a vida é breve
E os fios, enigmático tecido e pele
Por ser dum autêntico ser vivo, aviso

Dum ritual iniciático, conduz-me devagar
Igual a linguagem de espíritas, em lume ocre
O que fica cerzido, o oráculo dos mortos,
A razão das coisas vivas, siglas em seda,
Da existência, do fim ao começo, profecia,

Entendimento, uma presença no limbo,
O juízo do cosmos, as cordas e o espaço/
Tempo, o privilégio da alma, cifras são
Rituais de visionário, o Omega antecede
O Alfa, a linguagem do Indo, de quem

Não possui corpo, aspecto, uma Sibila
Sem focagem, imprecisa e ténue, singela
E dispersa no ar, toca-me e sinto-a tocar-me,
Entra por mim adentro, sedenta, desconhecida
E sem pedir licença, por direito natural breve

De "quem-me-dorme" e me acorda, ao-de-leve
Por um ténue, pálido fio de tule, convida-me
Em sigilo e silêncio, depois nada...mais nada
E nada mais foi ou será visto, pronunciado
Por esta boca, este lábios, estas pálpebras.







Joel Matos (15 Dezembro 2020)

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Enviado por Tópico
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 Re: Me perco em querer
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Enviado por Tópico
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Publicado: 18/12/2020 22:00  Atualizado: 18/12/2020 22:02
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 Balada do louco

Enviado por Tópico
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Publicado: 24/12/2020 14:25  Atualizado: 24/12/2020 14:25
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 Afinal me perco em Sófia ...









Afinal me perco em Sófia ...



Afinal me perco, nem lembro quantas vezes
Nos parques de estacionamento, na sombra
Dos edifícios, nos lugares dos objectos cinza
Afinal me perco nos bairros salgados, tristes,

Quem disse haver no baldio uma paisagem
Mentiu, passei da convivência, à sombra que
De noite está, sem haver lembrança, mesmo
Vaga do outro dia-ainda ontem-quem outro

Eu era...Afinal me perco do que seja querer
E deixou de o ser, sentimentos em vidraças,
Incomuns, descomunais cidades de gigantes
Perto de aonde afinal me perco, nos parques

De estacionamento com passagem apertada,
Urbanos, afinal me perco, nem lembro, tantas,
Quantas vezes em Sófia Sofia...



Jorge Santos (01/2017)
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Enviado por Tópico
sendoluzmaior
Publicado: 12/04/2021 21:52  Atualizado: 12/04/2021 21:52
Da casa!
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 Re: Me perco "en'querer"