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Despojo é o cerrado de aguaceiro seguido
Que açoita o chão com sequioso profundo
Ao fulgor de sinistro fôlego, tão moribundo
E lutante segui, atravessando bem esvaído

Leva o espírito, nele, do místico contido
Gérmen de quimera e encanto fecundo
É pluralidade feliz, entranha do mundo
Rimador de composto, falso adormecido

Apóstolo do excelso, planalto visionário
Em um sobe e desce a escalar a lonjura
Essa cascalhado central, lindo cenário

À graça, espelhando o congênito sabor
De sedução, arrojo tal glorifica figura
Erguendo no valer meus versos amador!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03/01/2021, 15’00” - Triângulo Mineiro

Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/Gw8TazY4WCw


Sou alma do cerrado, pé no chão, do triângulo, do chapadão. Pão de queijo com café, fogão de lenha, das vilas ricas, arraiais, filho de Araguari, das Gerais...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado

 
Autor
LucianoSpagnol
 
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