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Poemas : 

Infinito “jeu de Paume”

 
Tags:  Namastibet    Joel Matos  
 
Infinito “jeu de Paume”
 




Infinito “jeu de Paume”




O que me torna mais exigente
É aquela sensação sombria e minha
De que nada valho, sublimo assim
Quanto o orvalho nas estevas

Quando o sol nasce após o ocaso,
Confesso que me conforta a noção
De perda assim como tempo futuro
Que não vem, não foge nem m’perdura

Outro tanto, ao invés de subtrair
A altura em mim, me faz mais alto,
Mais grosso que a maioria dos condes,
Drácula’s, xpresso em “letras graúdas”

Pequenos dramas entre mim e eu
Próprio, traumas supostos e paus
De canela, de candeias às avessas com
Otomanos e o ramadão versus retábulo

Da Madonna a óleo com moldura em
Ouro de lei, o que me torna mais
Exigente são os outros, os Persas Drusos,
Particulares de nascença pois que falam

Com clareza dos isótopos com a expressão
No rosto, já velha de entender de tudo
Um pouco, grisalhos de amargura (resignação)
Acólitos do faz de conta, sublinho d'improviso

A afronta que me torna vigoroso fanático,
E mais me afasta do comum dos Gregos,
No “Vosge” da dinastia “Peshmerga” Afegão,
“Verum ipsum factum”, pela verdade de facto,

Exprimo-me tal qual um insurgente Dom
Casmurro, boca de estandarte e luneta,
“Ato as pontas à veia” num infinito “jeu de
Paume” entre mim e eu mesmo.






Joel Matos ( 3 Janeiro 2021)

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Jorge S/Joel M/Namastibet/Transhumante

 
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Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 06/01/2021 12:43  Atualizado: 06/01/2021 15:51
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 “jeu de Paume”
Bom almoço de maçã (pomme)


Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 11/01/2021 21:28  Atualizado: 11/01/2021 21:28
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 Re: Infinito “jeu de Paume”
Tanto eu como o mar em frente
enlouquecido e bruto virámos cactos
flores mortas, hortos de pouca água,
eu sou sem ser a colher e a castrada fé

tanto de mim como do mar em frente,
embriaga-mo-nos de erros fatais
não sabendo serem frutos, vegetais
colhidos ou cardeais do juízo perdido

Tanto eu como o mar em frente
lamenta-mo-nos às páginas-tantas
de quando havia rosas e o movimento
dos astros se fazia compreender

por um leigo desenhado a amores-perfeitos
tanto eu como o mar em frente
encetámos uma marcha lenta
tendo ambos por virtude a esperança-boa

e que o movimento dos astros
nos leve a um bom porto doutro mar
silvado, doutra nação que não esta
que castra meu coração outrora salgado

e ind'agora são, tanto eu como o mar
em frente ...


Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 20/01/2021 09:12  Atualizado: 20/01/2021 09:12
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 Re: Infinito “jeu de Paume”
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Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 16/02/2021 16:38  Atualizado: 16/02/2021 16:38
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 Cesare e eu ? ...























A imaginação humana é imensamente mais pobre que a realidade. Se pensamos no futuro, vemo-lo sempre desenvolver-se segundo um sistema monótono. Não pensamos que o passado é um multicolor caos de gerações. Isto pode também servir para nos consolar dos terrores causados pela «barbárie técnica e totalitária» do futuro. Nos cem anos mais próximos poderá produzir-se uma sequência de, pelo menos, três momentos, e o espírito humano poderá, sucessivamente, viver na rua, na prisão e nos jornais.
O mesmo se pode dizer do futuro pessoal.














Cesare Pavese,