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Sonetos : 

IN SOLITUDINE

 
Tags:  amor    solidão    cerrado    Luciano Spagnol    in    SOLITUDINE  
 
Quando o cerrado se ensombra, desce
a noite, numa silenciosa negra vastidão
sinto que o atroz tormento reaparece
em uma sensação de aperto no coração

Vejo o teu penoso volto, em pura ilusão
estou assim, queixa posta, numa prece
e o pensamento desprezado na solidão
tento esquecer o que não se esquece

Passaste pelo meu sentido sem o ver
Se o teve, agora não mais, hoje findo
contentar-me?... se triste é o meu ser

E, por te desejar vivamente, no gueto
o sentir, seco, ermo. Vou prosseguindo
“in solitudine”, com arrimo do soneto

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/02/2021, 18’18” – Triângulo Mineiro

Vídeo poético no YouTube:
https://youtu.be/bOp6cV_Ba4A


Sou alma do cerrado, pé no chão, do triângulo, do chapadão. Pão de queijo com café, fogão de lenha, das vilas ricas, arraiais, filho de Araguari, das Gerais...

- quarto filho de José Lino Spagnol e Joana D'Arc Brasileiro Spagnol.

 
Autor
LucianoSpagnol
 
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