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Poemas : 

Sublime, suprema arte ...

 
Tags:  Namastibet    Joel Matos  
 
Sublime, suprema arte ...
 








Sublime, suprema arte …

A vida é uma curta aberta
Entre tempestades, é a bonança,
No entanto cabem nela,
Todos os comuns sonhos,

E outros menos normais
De ermitas e simples gente,
Pra quem a vida é arte
Sublime, suprema, não tão

Pequena quanto a nossa,
Se é que ela existe como
Conta corrente eu nado morto,
Miragem no deserto,

A vida é uma curta aberta,
E eu acabo por ignorar,
As estrelas que do céu
Me vêm pouco e sem tempo

Entre as tempestade, a bonança
Entre morte e renascimento,
Quem me dera ser monge
Ou camponês, pra ter estrelas

A apontar do céu pra mim,
Mesmo na noite mais escura
Que o breu e fazer da morte,
Instante menor que vida ultra,

Sublime, suprema arte,
A vida é uma vala comum aberta,
Por onde passam destinos
Soberbos e sobejos humanos,

Despojos desiguais, uns mais
Intensos mais nobres que de Roma,
Os centuriões guerreiros das guerras
Púnicas, outros que a gente perde

Pra morte…














Joel Matos (01/2018)





















https://namastibet.wordpress.com/
http://joel-matos.blogspot.com






























































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Jorge Santos/Joel Matos

 
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(Namastibet)
 
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Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 03/11/2021 16:32  Atualizado: 03/11/2021 16:32
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Usuário desde: 18/08/2021
Localidade: Azeitão, Setúbal, Portugal
Mensagens: 1506
 Re: Sublime, suprema arte ...

















Sublime, suprema arte …

A vida é uma curta aberta
Entre tempestades, é a bonança,
No entanto cabem nela,
Todos os comuns sonhos,

E outros menos normais
De ermitas e simples gente,
Pra quem a vida é arte
Sublime, suprema, não tão

Pequena quanto a nossa,
Se é que ela existe como
Conta corrente eu nado morto,
Miragem no deserto,

A vida é uma curta aberta,
E eu acabo por ignorar,
As estrelas que do céu
Me vêm pouco e sem tempo

Entre as tempestade, a bonança
Entre morte e renascimento,
Quem me dera ser monge
Ou camponês, pra ter estrelas

A apontar do céu pra mim,
Mesmo na noite mais escura
Que o breu e fazer da morte,
Instante menor que vida ultra,

Sublime, suprema arte,
A vida é uma vala comum aberta,
Por onde passam destinos
Soberbos e sobejos humanos,

Despojos desiguais, uns mais
Intensos mais nobres que de Roma,
Os centuriões guerreiros das guerras
Púnicas, outros que a gente perde

Pra morte…














Joel Matos (01/2018)





















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http://joel-matos.blogspot.com












































































































































































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Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 06/03/2022 20:31  Atualizado: 06/03/2022 20:31
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 Vem a mim Cabrão
se és homem vem a mim e deixa os outros, otário cabrão

Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 26/05/2022 15:58  Atualizado: 26/05/2022 16:01
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 "Eu era homem, gora sou dono."
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"Enquanto não possuía nada além da minha cama e dos meus livros, eu estava feliz. Agora eu possuo nove galinhas e um galo, e minha alma está perturbada. A propriedade me tornou cruel.
Sempre que comprava uma galinha amarrava-a dois dias a uma árvore, para impor a minha morada, destruindo em sua memória frágil o amor à sua antiga residência. Remendei a cerca do meu quintal, a fim de evitar a evasão dos meus pássaros, e a invasão de raposas de quatro e dois pés. Eu me isolei, fortifiquei a fronteira, tracei uma linha diabólica entre mim e meu vizinho. Dividi a humanidade em duas categorias; eu, dono das minhas galinhas, e os outros que podiam tirá-las de mim. Eu defini o crime. O mundo encheu-se para mim de alegados ladrões, e pela primeira vez eu lancei do outro lado da cerca um olhar hostil.
Meu galo era muito jovem. O galo do vizinho pulou a cerca e começou a corte das minhas galinhas e a amargar a existência do meu galo. Despedi o intruso a pedrada, mas eles pularam a cerca e aovaron na casa do vizinho. Eu reclamei os ovos e meu vizinho me odeia. Desde então vi a cara dele na cerca, o seu olhar inquisidor e hostil, idêntico ao meu. Suas galinhas passavam a cerca, e devoravam o milho molhado que consagrava aos meus. As galinhas dos outros me pareciam criminosas. Persegui-os e cego pela raiva matei um. O vizinho atribuiu grande importância ao atentado. Ele não aceitou uma indemnização pecuniária. Retirou gravemente o corpo do seu frango, e em vez de comê-lo, mostrou-o aos seus amigos, o que começou a circular pela aldeia a lenda da minha brutalidade imperialista. Tive que reforçar a cerca, aumentar a vigilância, aumentar, em suma, meu orçamento de guerra. O vizinho tem um cão determinado a tudo; eu pretendo comprar uma arma.
Onde está minha antiga tranquilidade? Estou envenenado pela desconfiança e pelo ódio. O espírito do mal tomou conta de mim.




Eu era um homem.



Agora eu sou um dono."




("Galinhas", do anarquista Rafael Barrett, Paraguai, 1910.)