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O vento anuncia-se pelo ruído ...

 
Tags:  Namastibet    Jorge Santos  
 
O vento anuncia-se pelo ruído ...
 








O vento anuncia-se pelo ruído,



Do vale até ao monte o caminho é curto
Para o vento norte, o rugido é grosso e penso
No silêncio e o que é não tê-lo face ao ruído
Todo do mundo, ele se reproduz como rato

E peste, inumano, pano de fundo, boca de
Sena, do vale até ao monte foge a razão
Da gente voando, e o trote do vento é a morte
Cavalgando, o meu não ouvido percebe o rugido,

Suspeito ser o suspiro derradeiro do horror
Do vale ao monte desespero e morte,
Luto e guerra, fez-se escuro no meu reino,
Deixei de ser rei e em pedaços voo,

O vento anuncia-se pelo ruído arrancando
Folhas e ramadas, qual juízo final do mundo,
Balouça a minh'alma cadenciada, "a monte" ...













Jorge Santos (05/2017)













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Jorge Santos/Joel Matos

 
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Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 11/11/2021 09:31  Atualizado: 11/11/2021 09:31
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Usuário desde: 18/08/2021
Localidade: Azeitão, Setúbal, Portugal
Mensagens: 1506
 Re: O vento anuncia-se pelo ruído ...





































O vento anuncia-se pelo ruído,



Do vale até ao monte o caminho é curto
Para o vento norte, o rugido é grosso e penso
No silêncio e o que é não tê-lo face ao ruído
Todo do mundo, ele se reproduz como rato

E peste, inumano, pano de fundo, boca de
Sena, do vale até ao monte foge a razão
Da gente voando, e o trote do vento é a morte
Cavalgando, o meu não ouvido percebe o rugido,

Suspeito ser o suspiro derradeiro do horror
Do vale ao monte desespero e morte,
Luto e guerra, fez-se escuro no meu reino,
Deixei de ser rei e em pedaços voo,

O vento anuncia-se pelo ruído arrancando
Folhas e ramadas, qual juízo final do mundo,
Balouça a minh'alma cadenciada, "a monte" ...













Jorge Santos (05/2017)













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Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 13/11/2021 08:07  Atualizado: 13/11/2021 20:43
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Mensagens: 1506
 Sou tudo quanto dou e devo (...)













Sou tudo quanto dou e devo












































Sei d'tudo quanto dou e devo,
Sou o que entrego tudo dum todo,
Ainda que não seja a verdade,
Essa é entre mim e esse outro,

Que bora seja ele, nem tud'o
Que digo é propriamente seu
Ou sequer meu, esse outro que sou
Sendo gora ele, a esse devo a edição

De mim mesmo, disparatada
Absurda que duvido alguém
Possa descrever d'outra sóbria
Forma sentindo igual modo,

Alternando o contrário com
O oposto, vazio com cheio, velho
Com novo, passado com futuros, vários
Súbitos e não calculados, são

Apenas e só os outros, não
Aquilo que sou eu, único e eu só
Que me reconheço duplo como sendo
O outro a quem dev'o mundo

E outros muitos, insólitos num
Dos lados, no outro a mesma
Pegada minha, nem verdadeira
Nem falsa ou variada, ausente

Entre outros que me estranham
Quanto eu me estranho a mim,
Esse mesmo, aquele que esconde
E mostra nada menos que coisa

Alguma, nova ou usada, amêndoa
Amarga