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Poemas : 

Em silêncio …

 
Tags:  Namastibet    Jorge Santos  
 
Em silêncio …
 






Em silêncio as guerras,
Os navios sem velas
E o mar vencido nas guelras
Dos peixes, a tristeza também

De não ter o mar imenso
Na imaginação e escrever
Com ela em guerra,
Como ela em mim,

Em silêncio as guerras
Mas não em mim, as ilhas
Por certo, distancio-me delas
Com silêncios plo'meio,

Meu barco vazio nem tem velas,
Os ruídos são dos nós duros
Dos meus dedos dez,
Na madeira do velame

Navegando em vão,
Em silencio as guerras,
E o trovão que esta alma
Nega ser,

Navio sem vela,
Barca de lenho e eu sem arder,
Quanto mais escritor
Do que azul é, eu sem ouro

Com ele enterrado algures
Como qualquer outra coisa,
O sagrado ou um tesouro,
Desses com brilho de fumo,

Efémero e termo… terreno.






Jorge Santos (03/2017)





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Autor
Jorge Santos
 
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Enviado por Tópico
Jorge Santos
Publicado: 18/11/2021 08:56  Atualizado: 18/11/2021 08:56
Subscritor
Usuário desde: 18/08/2021
Localidade: Azeitão, Setúbal, Portugal
Mensagens: 1964
 Re: Em silêncio …





















Em silêncio as guerras,
Os navios sem velas
E o mar vencido nas guelras
Dos peixes, a tristeza também

De não ter o mar imenso
Na imaginação e escrever
Com ela em guerra,
Como ela em mim,

Em silêncio as guerras
Mas não em mim, as ilhas
Por certo, distancio-me delas
Com silêncios plo'meio,

Meu barco vazio nem tem velas,
Os ruídos são dos nós duros
Dos meus dedos dez,
Na madeira do velame

Navegando em vão,
Em silencio as guerras,
E o trovão que esta alma
Nega ser,

Navio sem vela,
Barca de lenho e eu sem arder,
Quanto mais escritor
Do que azul é, eu sem ouro

Com ele enterrado algures
Como qualquer outra coisa,
O sagrado ou um tesouro,
Desses com brilho de fumo,

Efémero e termo... terreno.











Jorge Santos (03/2017)












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Enviado por Tópico
Jorge Santos
Publicado: 18/11/2021 23:49  Atualizado: 18/11/2021 23:49
Subscritor
Usuário desde: 18/08/2021
Localidade: Azeitão, Setúbal, Portugal
Mensagens: 1964
 Re: Em silêncio … (Eu nunca)







Eu nunca











Eu nunca tive facilidade d'agradecer nad'a ninguém,
Nem uma dor de dentes constitui pra mim
Uma aflição exagerada, sinto como um Lama
Do Tibete, não preciso agradar nem reprovo

Em absoluto, amo a tranquilidade como um recluso,
Uma obra de arte legítima, espiritual, privilegio
A intenção acima de tudo como uma cereja
Sobre um muro, coerente com o mundo,

E consigo mesma, num todo a nossa substância
É igual, um resumo de matéria negra, ocultamos
Um caroço duro de roer sob a polpa lesada, a essência.
Eu nunca tive opiniões que me bastassem, no fundo

A aptidão em mim é silente, não vale quase nada
Nem interrompe o que penso assim como numa
Cidade deserta de funcionários, o silêncio também
É mudo assim como a pedra, som nenhum sai dela,

Nem o encanto é uma esquina por onde a tarde
Se evade, se esconde e eu nela, plagio o lusco-fusco
Sem pressuposto contacto físico


(...)




Enviado por Tópico
JorgeJacinto
Publicado: 08/12/2022 16:16  Atualizado: 08/12/2022 16:16
Super Participativo
Usuário desde: 22/02/2011
Localidade: Curitiba
Mensagens: 139
 Re: Em silêncio …
Encantador! Parabéns!