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Poemas : 

Send'a própria imagem minha, Continuo'a ser eu ess’outro …

 
Tags:  Namastibet    Joel Matos  
 
Send'a própria imagem minha, Continuo'a ser eu ess’outro …
 






Sendo minha própria imagem,
Continuo a ser todavia, eu ess’ outro …











Sou a própria passagem do tempo,
O mestre do desapego, o final do ano,
É o que descrevo de mim e por mim,
De modo a parecer logro sendo-o, sou-o,

Não me imito, desnivelo-me pelo outro,
Mesmo o mais baixo, matreiro oco
Manhoso e velhaco, e os demais são,
Sendo eu, a minha própria mensagem, o local

Da praça, o demérito, a paragem do despudor,
A dor com que observo a tarde
A Ocidente, o lago da " não-pertença",
O Oligarca dos mal feitos,

Nada - é o meu nome a cheio,
Feito meu, a própria cara minha personifica
Um lego no que leio e receio nem ser,
Ouço-me em falso falando o que nem entendo,

Apenas raras vezes no sossego, conto
As estações do ano, os rostos leais dos meses
Como que me batem, o mérito nos rostos,
Na longa viagem dos "condes do duvidoso",

Os Deuses do absurdo são poucos,
Brancos quanto o sal das salinas,
Nas estações do "inverneio", no subúrbio
Pouco verdadeiro do que expresso,

O que peso não é um peso morto
Que se ate aos sapatos ou que os homens
Possam usar no bolso,
Eu faço uso d'facas vivas, o que me aconteceu,

Acontece aos nós, nos dedos dos loucos,
Nem sei quantos atributos os deuses
Das pedras têm, dos redemoinhos, dos socalcos
Nas águas, da turbulência dos ribeiros,

Dos cascalhos do caudal em que me prendo,
I'preso eu me penso não um rio, um mar
Imenso, desses onde se pode embarcar
Pra outro universo vivo, esse onde anoiteci

Rei e rainha de mim, inúmeras narrativas
Vêm á minha mente que não recordo
Nem tenho necessidade, não perco tempo
Averiguando as que são reais e as que finjo,

Dói-me a viagem dentro da própria viagem,
Conquanto sou a própria imagem doutro,
Continuo a ser, todavia, eu ess’outro
Dentro de mim …










Joel Matos ( 12 Dezembro 2021)










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Jorge Santos/Joel Matos

Sou minha própria imagem,




Sou a própria passagem do metro,
O mestre do desapreço, a estação final
É o que escrevo, de mim pra mim,
De modo a parecer louco, sendo-o

Não me limito, nivelo-me pelos outros,
Mesmo os mais baixos, matreiros, ocos
Manhosos e velhacos são os mais sãos,
Eu sou a minha própria passagem, o local

Do metro, o desmérito, a paragem do desprazer,
O despudor com que observo a gare,
O Oriente, o cais da "não pertença",
O Oligarca dos feios, o ruim o torpe,

Desonra é o meu nome do meio,
Feito minha, à própria imagem, personifico
Um cego no que creio, e receio ser,
Ouço-me e uso falando, a língua deles,

Apenas às vezes, sem sossego cont'o tempo,
As estações de metro, os rostos leais desses
Com que me cruzo, o mérito próximo,
A longa linhagem dos uniformes longos,

Os Deuses do absoluto são brandos,
Brancos quanto a cal das paredes,
Nas estações do metro, no subúrbio
Suburbano, que há muitos, tenho ideia

O que eu penso não é um rio qualquer
Que se atravesse a nado ou que os homens
Possam usar para pousar os olhos, lavá-los,
Eu uso das fontes vivas, o que aconteceu,

Acontece nos nós dos dedos, que vão desaguar
Nem eu sei aonde ou quando, dos atritos
Nas pedras, dos redemoinhos, dos socalcos
Nas águas, da turbulência dos ribeiros,

Nos cascalhos do caudal é que me prendo,
I'preso eu me penso não um rio, um mar
Imenso, desses onde se pode embarcar
Pra outro universo vivo, esse onde anoiteci

Eu precoce, inúmeros apeadeiros e o metro
Prolongando-se no meu subconsciente
Deslocando-se ao ritmo das coisas tais
As que o são não tão reais, aparenta ser

Doutrem a viagem dentro de mim próprio,
Conquanto sou a própria imagem,
Continuo sendo um outro, mais leve
Que eu mesmo, esse outro.







Jorge Santos (24 Fevereiro 2021)





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Publicado: 12/12/2021 19:33  Atualizado: 12/12/2021 19:33
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 Re: Continuo sendo todavia, um outro …












































































































Sou a própria passagem do metro,
O mestre do desapreço, a estação final
É o que escrevo, de mim pra mim,
De modo a parecer louco, sendo-o

Não me limito, nivelo-me pelos outros,
Mesmo os mais baixos, matreiros, ocos
Manhosos e velhacos são os mais sãos,
Eu sou a minha própria passagem, o local

Do metro, o demérito, a paragem do desprazer,
O despudor com que observo a gare,
O Oriente, o cais da "não pertença",
O Oligarca dos feios, o ruim o torpe,

Desonra é o meu nome do meio,
Feito minha, à própria imagem, personifico
Um cego no que creio, e receio ser,
Ouço-me e uso falando, a língua deles,

Apenas às vezes, sem sossego cont'o tempo,
As estações de metro, os rostos leais desses
Com que me cruzo, o mérito próximo,
A longa linhagem dos uniformes longos,

Os Deuses do absoluto são brandos,
Brancos quanto a cal das paredes,
Nas estações do metro, no subúrbio
Suburbano, que há muitos, tenho ideia

O que eu penso não é um rio qualquer
Que se atravesse a nado ou que os homens
Possam usar para pousar os olhos, lavá-los,
Eu uso das fontes vivas, o que aconteceu,

Acontece nos nós dos dedos, que vão desaguar
Nem eu sei aonde ou quando, dos atritos
Nas pedras, dos redemoinhos, dos socalcos
Nas águas, da turbulência dos ribeiros,

Nos cascalhos do caudal é que me prendo,
I'preso eu me penso não um rio, um mar
Imenso, desses onde se pode embarcar
Pra outro universo vivo, esse onde anoiteci

Eu precoce, inúmeros apeadeiros e o metro
Prolongando-se no meu subconsciente
Deslocando-se ao ritmo das coisas tais
As que o são não tão reais, aparenta ser

Doutrem a viagem dentro de mim próprio,
Conquanto sou a própria imagem minha,
Continuo sendo todavia, um outro …










Joel Matos ( 12 Dezembro 2021)










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Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 12/12/2021 22:46  Atualizado: 13/12/2021 08:33
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