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Poemas : 

Balanço

 
No princípio era o ritmo

bailam
frenéticas
as vozes do passado
despertam memórias
de sonhos truncados
rodopiam o pião e a bola da vida

corcéis alados dirigem “Allegros”
de volúpia
agita-se o corpo
na corda bamba do primeiro amor

e a dança não para
a vida não deixa
o tempo não espera

compasso p’ra quê?

é preciso partir
é preciso fugir
é preciso ganhar

onde estás, harmonia?

vem, melodia

mergulha-se a alma no som do piano
retocam-se as cores do quotidiano

composta a máscara
do equilíbrio
desafina a vontade
de chegar ao fim.

 
Autor
idália
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