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Poemas : 

Prendo a noite nos bolsos

 
Não digo de um mar vazio
onde se cruza o tempo frio das artérias,
prendo nos bolsos a noite,
acendo o sangue quente nos meus dedos
soltos sem zumbidos
embalados de sentidos
e de vitórias.
Disperso no vento o cântico agitado,
dor, cobardia,
amargura do cansaço.
Valseio um papagaio rubro
suspenso das andorinhas renovadas,
ébria de azul,
calmo e silente no peito o voo leve,
um trilho de ar que o destino não percebe.

 
Autor
idália
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