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Rascunhos ( parte 1)

 
Parte 1)


Vem uma tristeza na mente
Em segundos chega ao coração

Derrubada está ao chão
Alguém feriu-lhe por dentro

Dizem que o sangue tem gosto de ferro
Dizem que a lágrima é salgada

Eu sei que a alma chora e sua tristeza já não consegue esconder
As lágrimas são os últimos recursos de quem senti dor

Qual a profundidade da ferida
Está nos olhos e na ação do inimigo

A sua vontade em bater
Seu prazer em machucar

Mas ontem foi a morte
Hoje é o renascimento

O tempo é um torturador
O desespero atende a voz

A voz grita do fundo do abismo
A voz que oprime já com a bota no pescoço

Venha força, venha coragem
A dor que faz erguer

Ela bateu forte
Mas ela bateu em alguém que acredita ser forte

As cicatrizes que são marcas de luta
Cicatrizes passadas por que a vitória é uma mesa farta

Na alma de tempo em tempo as cicatrizes em ciclos são abertas
Na alma as cicatrizes são curada com ajuda de alguém

Alguém tem sua cicatriz como medalha que já venceu
Guerreiros pulando de estágios

Ajuda também de algum desconhecido
Ele não sabe, mas segui seus passos de vencedor

Na chuva de letras
Seus gestos de tempestades

Como um forte vento que por onde passa deixa estrago
Aquele corpo parece está possuído

Ele parece que estava entupido de palavras
Guardadas as palavras amargas em algum tempo é despejada

Suas ameaças como estrondo de um trovão
Caiu, caiu um raio no meu coração

Queimou, dilacerada sua carne
Mas o corpo não fica eternamente caído

As raízes são invisíveis
Existe apoio, a força de alguém que não pode ser visto

Talvez existe uma média, a medida certa de alguém ser considerada normal
Acredito em aperfeiçoamento

Existem aqueles que por suas habilidades são escolhidos
Eles carregam a confiança depositada por seu senhor

Antes de receber a missão
Deve está preparado para cumprir

Os olhos são abertos para as próximas batalhas
Os pés ficam com medos de perder a força

No futuro, talvez iludido, tem medo de perder suas habilidades
Mas os velhos e as crianças nessa vida sofrem

As lutas não acabam
Cuido de mim e de outros

Aqueles que superam sua própria dor
É covarde em deixar o outro sofrer

Apesar de maior trabalho a minha cura eu busco
A habilidade de regenerar vem em acreditar que o sofrimento passa

Mas já enfrentei três níveis de sofrimento
A memória é um castigo e um chicote

Não é espírito, talvez seja sua vontade de ser obedecido
Prefiro acreditar que as palavras deles era só para provocar

Algo premeditada causa espanto e medo
Coisas de monstros a maldade no seu sangue e a cabeça sem cura

Mas as palavras atravessam a carne
Naquele dia estava sensível

Inocente naquele dia
Percebeu que na vida precisaria de escudo

A maldade vem de um coração ruim
O que provocou aquela maldade

Uma criança inocente pode provocar uma ação com tamanha brutalidade sem justificativa
A maldade vem da necessidade sem explicação do início

Despreparada a rosa e pensando não ser necessidade
Os espinhos deixou de ter

Mas pela primeira vez eu sentido
Algumas palavras foram criadas e usadas para ferir e fazer fugir

Naquele dia chorou, correu e se escondeu dentro de
A raiva veio depois em perceber que era fraca, deixando muito fácil para seu opositor

Porquê fizeram isso comigo as palavras bastavam, seriam obedecidas
Eles queriam mostrar seu poder

Em uma selvageria, ser sozinha, inocente e diferente, machuca!
O tempo passa e a espada feita de palavras machuca, mas sobrevive

Então depois do ataque sofrido
As bocas em seu redor, delas via-se saindo vermes

Aquela imagem marcada, tatuada na retina
Via no seu rosto um sorriso sarcástico

Depois de tudo, o medo a ameaça de ser machucada novamente
Lá fora almas malignas

No primeiro ataque sofrido
Algum espírito parece ter soprado naquele ouvido maligno

Ela já sabia, antes, quais palavras machucaria
A sensação de inferioridade que a alma ferida já possuía

Passou, passou, passou
O tempo não parou

Parece injusto, insensível
O tempo dá um tapa no rosto

Cruel, cruel o sentimento de arrependimento
Esqueça e fica esperta o tempo não dá chance para concertos

Poderia ser tudo diferente
Mas quando novamente alguém lhe atacar

Ela vai sorrir
Sabendo antes do ataque o escudo é construído


Erotides


Eu, Maria Gabriela só se entrega em alguns momentos. Meu marido não gosta de uma mulher chorona.

Maria Gabriela (Erotides)



 
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GabrielaMaria
 
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Enviado por Tópico
GabrielaMaria
Publicado: 22/09/2022 17:31  Atualizado: 22/09/2022 17:31
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 Refletir: Um dia como alguns outros dias
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Um dia como alguns outros dias.

Chegou uma aluna afoita, colocou o livro no balcão e apressada dizia que ia devolver o livro.
Eu logo fui em busca do livro, ao ver ele, eu concordei, era da grossura de um dicionário e olhando eu observei que era um livro de poemas de Mário de Andrade.
Ela olhando em minha direção, dizia saber que o poema era para sentir e concordando eu disse que ela deveria devolver só depois de um mês.
Um colega do lado leu uma parte que dizia cataclismo de heróis, e eu disse que poderia ser um desastre de heróis.

Depois eu fiquei imaginando que a poesia é complicada, mas pode ser desafiador, precisa conhecer os diversos sentidos e fazer associações com o que já conhece ou sentimentos.

Erotides