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Rascunhos (parte 4)

 
(Parte 4)


Momentos ruins que sugam energias
Sugar é meu melhor sentido do mal

Ele faz eu me debater totalmente, dentro da mente é uma vontade de vomitar, é ter que ficar em pé já estando deitada
Ele faz sentir a tristeza por uma derrota que não aconteceu, é uma decepção e uma tragédia como se fosse a primeira vez atingida

O mal corta, abre feridas, dá a dor o aborto e a muitos o desejo de morrer
E o opressor que do mal faz sua vontade virará seu escravo no final, será o seu melhor

Imagina uma vida fatiada por vários acontecimentos
Imagina sumindo vários pedaços por causa de ressentimentos

Da onde poderia brotar, ser colorido, deixar o perfume, nascer gritando, mas é cortado
Deixar de ter ferro no sangue , anticoncepcional, a mágoa de todos os dias que mata

Ele só quer morrer com sua própria espada, mas ele espreita o fraco, covarde
Sua morte é a glória que almeja, mas é só mais um que deseja fugir da vida

Fim, depois que finalizou outros
Muitos que era a alegria e o amor de muitos outros, fim, morreu

Uma vida tão pobre de contar ossos
Uma vida que enche sem estourar foguetes

Assim como de uma semente surge muitos frutos e dos frutos mais sementes, semelhante às letras que formam infinitos pomares
Imagina ter fome de alegria, desejo de ter uma boa sensação que repita, ah disso eu tenho sede

Sensação provocada por alguém que depois é repassada para esquentar outro coração
Quero sementes de alegria no meu coração, cobertores de abraços

Mas o que é bom renova-se, assim como a vida, apesar de ser nela jogado no cimento
O fruto do caule é sua alegria, uma criança é também esperança

O verdadeiro sol, a energia está dentro e de fora só recebe calor é por dentro que multiplica
Assim é a lagarta que se prepara dentro do casulo, sou eu a metamorfose

Veio agora o olhar e pude também escutar a voz de alguém rancoroso, ele não está errado em ficar bravo
Mas não posso pensar nisso a minha vida depende de alegria ele que aperta o rec sozinho até virar um disco arranhado

Quando surge o broto é a alegria, uma gratidão
Esperança concretizada, de alguém que acreditou

Porque realizou o que esperava
O bem busca o novo, qualquer centímetro de uma boa surpresa

Qualquer aumento de tamanho
Uma estabilidade

O bem amplia, mas se ele encolhe ruim fica, adoece murcha até ser osso
Expandiu o coração, a mente aumenta sua luz e a energia do corpo é potente

Sensibilidade de quem vê a felicidade numa simples flor
Maturidade e confiança que qualquer tempestade não é eterna

No campo de batalha encontro a amizade
Oásis, jardins escondidos, monges

Outros iguais a trapos que estranhamente conseguem sorrir
Vejo a luz de deus sobre eles

Não falo que a miséria é deus lhes castigando
Mas de encontrar uma força em sorrir que transmite alegria e fortalece quem observa

Não é necessário a miséria para ser feliz e nem é a explicação de ser grato
Mas que o objetivo seja descobrir o que lhe faça feliz e não algum tipo de guarda-roupa, guarda volume algum tipo de caixote

Quando a barriga busca por vaidade ela não pode ser satisfeita, não aumenta a estrutura dos músculos
Quando tem gratidão e confiança, tem alegria com sorrisos em agradecimento por qualquer pão

Sou uma viajante sozinha
Já percorri longas distâncias sem precisar dar muitos passos

Ele encontra muitos na sua caminhada, mas só de passagem, nunca eternamente estarão ao seu lado
Existe algo invisível que nos separa cada cabeça tem seu próprio mapa

O oriente é sempre para o mesmo lado, e muitos o procuram
Procuro aqueles que apanharam com mesmo número de chinelo mas seguiram por caminhos que almejo

No fim a necessidade não olha a estrutura do anão e do gigante a necessidade é o amor
Mas de qual amor preciso e qual é a pomada certa para meu machucado, viajantes sozinhos

Nos km percorridos são os anos que vivo
Nos tempos vividos espero e nunca perco meu objetivo

Ah ainda consigo te dobrar porque eu sei que voltará
Quando algo irritar os monges e estável ele continuar, perfeito, ensina-me o controle da voz

Queria ter gestos doces, mas vivo no meio dos espinhos, talvez seja mais uma ilusão, ao perder meus espinhos serei esmagada
A aprendizagem vem da leitura, ler o outro, mas não conheço quem produza mel, como vou aprender

Ah porque a primeira coisa que faço é gritar
Fico triste por sair do controle pois na briga também me machuco

Além dos passos ainda tem os desafios, o engano e a ilusão vem que em duas pernas só machuca um, que mistério
Não sei o porque de cada velocidade nem o porquê os desafios para uns é mais fácil

Numa vida preenchida de fantasia, embora umas asquerosas outras são crianças
Meu corpo pode ser uma bela rosa, eu irei desabrochar

Não importando o chão que piso
Mas a força que possuo

Árido ou pantanoso, flor eu sempre serei
Eu sei que em todos ambientes existem flores

A bondade é linda, leve, colorida, cheia de luz
Ela pode ser de qualquer medida, mesmo um gesto pequeno é bela, ah bondade

Ah o bem espalha nos corações como se fosse hortelã e ali deixou raiz e em cada alma deixou cheiro e flor
Habita o amor na mente e no corpo, ele espalha deixa a pele como um veludo

Existe perfume nos meus poros e um ar puro que não vem dos pulmões
Nos olhos irradia luz e como ímã procura os pássaros

Busco a elevação do espírito para alcançar a paz
O tesouro prometido, a felicidade

Vivendo em prova e quase sempre errando
Em treinamento físico e espiritual, errar não é fatal, da minha mão vem o meu próprio punhal

Existe um general e pensar nisso é alívio
Mas é verdade porque sempre luto contra mim

Porquê negar o general se na batalha tem dois exército
Crê no inimigo e perde a guerra

Homens que não são adversários
O inimigo cada dia está em um corpo

Vida passageira como uma flor
O jardineiro está cada vez mais distante

Ah flor bela está sofrendo
O planeta está ruim e a terra pobre não dá alimento

Não sei, tenho dúvida
O sol não chega até as flores

Desconfio de bloqueadores invisíveis
Algum domínio vindo e sua morada é no ar

Algumas rosas, tão feias, cansadas com as pétalas queimadas
Por baixo das pernas a terra sedenta

Algumas rosas com o corpo envergado e com as pétalas na terra
Elas já não produzem outras rosas, as que saem do seu corpo se adapta e assim o tempo, a terra gira

Porquê, porquê a terra está anêmicas
Rosinhas tão miudinhas

O jardim está morrendo
Não vejo beleza nos homens e nem na terra

Depois do início alguma mutação aconteceu, o jardim era lindo
As pernas que cresceram em algumas rosas, foi para os pássaros comida estragada

Ao caminhar, as rosas encontrou os cravos
No caminho foi atacada cresceu espinhos

A rosa, a rosa sofreu um pouquinho
Junto do cravo foi morar perto dos cactos


Erotides


Eu, Maria Gabriela só se entrega em alguns momentos. Meu marido não gosta de uma mulher chorona.

Maria Gabriela (Erotides)



 
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GabrielaMaria
 
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