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"Daqui-a-nada"

 
Tags:  "O Transhumante"  
 
"Daqui-a-nada"
 




"Daqui-a-nada" desfaço-me em sorriso,
Porque a vida, ou é relevada ou não é
Pra ser levada assim, "tanto-a-sério",
Há gente por exemplo que nunca dorme,

Encurralados entre o "divan" e a divisão
Menos mobilada, a cama. Há gente que
Nunca morde ou ainda não foi mordida
"Às-cegas" p'la fúria séria, sem expiação.

Loucura, glória nem daqui a'nad'ontem,
Agora ainda é cedo pra dormir, deixem-
-Me rir mais um pouco, ao fim e ao cabo
A delícia está no absurdo que é acordar

Sonhando ser agora, só "ind'à bocado,"
"Daqui-a-nada" desfaço-me en'semanas
E troço d'quen'chegar d'facto nado morto
Ou fora d'horas, o que chegar en'último,

Não "vale-pra-nada", é mais um "tonto",
"Daqui-a-pouco" é hoje, amanhã, depois
O Yin-yang será en'terreno relvado, a lua
A contar do fundo meio campo, na praia

Do "tanto-se-me-dá", canto livre directo.
Há gente que nunca come, por exemplo
Chamuças ao sábado ou não bebe vinho
Verde, Porto só "de quando em quando" ...







"O Transhumante" (Novembro 2022)





Jorge Santos/Joel Matos

 
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(Namastibet)
 
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Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 24/11/2022 16:40  Atualizado: 28/11/2022 15:20
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 Re: "Daqui-a-nada"






Focado no eco do golo e um pouco pelo ego não dissimulado mas muito grande, largo e que expresso de orelha a orelha num sorriso sem complexos e acerca do peso que no rosto ocupa uma conquista, do que uma sílaba sonora gritada a forte possa contar de imenso num texto sem morte. Não sendo nem daqui eu nem de lado nenhum e de toda a parte um pouco, sinto-me um optimista pouco reservado, mais do que posso explicar por palavras, com sorte e por poder dar ao mundo o meu mundo como uma espécie de eternidade compreensível, muito obrigado (bem sabes quem)