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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Chegada da Primavera</title>
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      <description>Nesta altura em que a chega a primavera&lt;br /&gt;em tão conturbada era&lt;br /&gt;parece que caiu fora a moda&lt;br /&gt;de maus sentimentos fazer-se a poda&lt;br /&gt;Hoje em dia todos dizem não ter eixo&lt;br /&gt;todos deslocam o seu queixo&lt;br /&gt;No entanto nesta nefasta era&lt;br /&gt;Todos se esquecem do milagre da Primavera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que milagre é esse, vocês perguntam&lt;br /&gt;Já que aparentemente tão profundos estamos no esquecimento&lt;br /&gt;que já nem nos lembramos deste advento&lt;br /&gt;Dita-nos a consciência cautela para tal antes que nos invistam&lt;br /&gt;Invistam em que perguntam-se vocês?&lt;br /&gt;Já não nos basta este mundo cheio dos porquês?&lt;br /&gt;É o milagre da primavera&lt;br /&gt;faz com que esquecemos a causa da encerra&lt;br /&gt;a qual nós que aparentemente gostamos do culto da tristeza&lt;br /&gt;nos vemos sorrir com a surpresa&lt;br /&gt;de que tudo o que de mau há&lt;br /&gt;não vale a pena perder tempo em algo que &quot;je ne sais quoi&quot;&lt;br /&gt;Portanto sorri nesta Primavera&lt;br /&gt;abracei a energia desta nova era&lt;br /&gt;sente a paz em ti&lt;br /&gt;e sorri neste mundo onde mais de mil somos&lt;br /&gt;e onde o que ontem era não mais fomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mafalda Sanches&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 24 Mar 2014 23:08:01 +0000</pubDate>
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      <title>Pequena formiga</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=255992</link>
      <description>&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Era uma vez&lt;br /&gt;Uma pequena formiga perdida no meio da serra&lt;br /&gt;Não sabia o que houvera&lt;br /&gt;Mas todo o seu mundo se tornara num abismo de malvadez&lt;br /&gt;Ela caminhava passo a passo &lt;br /&gt;firme no seu traço&lt;br /&gt;Levando nas suas costas&lt;br /&gt;O peso deste e de outro mundo&lt;br /&gt;Levando consigo o encargo do futuro imundo&lt;br /&gt;Marchava e marchava&lt;br /&gt;Alguns diriam mesmo que navegava&lt;br /&gt;Não sabia o que carregava&lt;br /&gt;Não sabia para onde viajava&lt;br /&gt;Toc! toc! toc! faziam as suas pequenas pernas&lt;br /&gt;O ritmo da jornada que a acompanhava&lt;br /&gt;Poc! Poc! Poc! ouvia-se o chapinhar nas bermas&lt;br /&gt;O acompanhamento da melodia que a transitava&lt;br /&gt;Era uma vez&lt;br /&gt;Uma pequena formiga que decidida se aventurava na guerra&lt;br /&gt;Não entendia o que a seu redor acontecia&lt;br /&gt;O importante era levar a sua porção à familia que acolhia&lt;br /&gt;O importante era continuar o seu ciclo nesta curta vida em que dormia&lt;br /&gt;Somos nós formigas que tentam sobreviver num rumo pré traçado de subsistência aos que nos rodeiam?&lt;br /&gt;Não sei... Sei que continuarei a fazer uma simples coisa independentemente dos que me odeiam&lt;br /&gt;Toc!Toc!Toc! farão os meus dedos enquanto alma em mim houver&lt;br /&gt;Enquanto música no meu sangue correr&lt;br /&gt;Poc!Poc!Poc! enquanto o corpo me permitir dançar&lt;br /&gt;E da noite fria e ao mesmo tempo aconchegante deixar!.&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 26 Sep 2013 15:37:55 +0000</pubDate>
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      <title>A filha do Luar</title>
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      <description>I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lua ia alta nesta noite fria. Embora fosse primavera ainda eram aqueles dias tímidos em que a alvorada mostra os primeiros raios de sol enfraquecidos e os pássaros ainda ensonados entoam as primeiras notas de bom dia ao mundo. Ouvia-se não muito longe dali as ondas fortes do oceano embaterem nas rochas frias como que a gritar: “serás minha!”. As àrvores dançavam contra o luar embaladas pela aparente calma melodia do vento. Dançavam e dançavam num hipnótico movimento de vai e vem como se o tempo estivesse assim, suspenso no ar mas como tudo na vida não estava e os primeiros raios abraçavam agora o céu tocando as poucas núvens dispersas na vastidão azul-alaranjada que pintavam esse amanhecer.  Ao longe ouvia-se os primeiros filhotes da primavera a chamarem a atenção dos seus progenitores. Tomei particular atenção numa família de patos que por ali passava perto do riacho onde eu me deleitava com esta imagem matinal. A mãe a ensinar carinhosamente mas de forma rígida os primeiros passos dos seus rebentos na gelada água e como eles corajosos se bem que algo desastrados a seguiam incondicionalmente. Eu via-me perdida em devaneios sobre como seria se nós meros humanos tivessemos esta capacidade cega de confiar em quem nos gera sabendo que incondicionalmente nunca nos íriamos magoar ou quando feridos estes seriam os primeiros a tocar-nos com os seus “bicos” e a endireitarem-nos no rumo certo, passo a passo. Ouvi um grito ao longe: “ Socorro”. Demorei algum tempo a realizar-me desta voz rouca que soava tao distante mas ela persistia incessantemente: “Socorro!!!”. Levantei-me de um salto, algo díficil pois estivera toda a noite acordada a observar as estrelas sozinha reflectindo sobre tudo e nada como em tantas outras noites, sacudi as silvas que se tinham teimado em prender na minha longa saia, não que desse grande importância ao facto afinal nunca o dera e corri o mais que as minhas pernas permitiram em direcção ao som.  Comecei a gritar de forma calma mas clara: “ Estou aqui, fale comigo estou a tentar encontrá-lo”. Silêncio. “Fale comigo!!! Ou não poderei ajudá-lo!!!”. Não obtive resposta. Senti-me subitamente tonta, afinal tinha estado toda a noite a pé apenas a deliciar-me com os prazeres sensoriais que a natureza oferecia-me. A visão turvou-se e apenas senti desvanecer-me do mundo. Não me recordo por quanto tempo estarei estado no limbo do desconhecido mas quando abri os olhos as árvores, a relva sobre o meu corpo, as flores e até as pequenas aves que voavam agora que o sol ia alto pareciam-me diferentes. Estranhamento todo o mundo parecia ter agora uma espécie de névoa permanente azulada e ao mesmo tempo tão detalhada ou ainda mais que a minha até então outrora realidade. Interrogava-me... “Será que bati com a cabeça?”. Levei as mãos à minha testa mas parecia-me estar tudo bem, nem sinais de uma febre ligeira apresentava. “Porque estou a ver tudo o que me rodeia, incluido as minhas vestes que eram negras como trajava habitualmente, rodeadas desta estranha luz azulada?”. Devo ter falado em voz alta, coisa que não me tinha apercebido pois ouvi um sussurro ao meu ouvido que não esperava com a resposta à minha dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(trabalho em progressão)&lt;br /&gt;Mafalda Sanches&lt;br /&gt;Um pequeno conto que surgiu na minha mente e que resolvi iniciar com o título de &quot;Filha do Luar&quot;.</description>
      <pubDate>Thu, 16 May 2013 15:23:50 +0000</pubDate>
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      <title>Perdendo-me no tempo</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=210410</link>
      <description>Pensamento perdido... &lt;br /&gt;Há já algum tempo que não me deixava inebriar pela doçura da escrita&lt;br /&gt;Talvez o dom da palavra estivesse então em mim perdida&lt;br /&gt;Não sei mas hoje ao erguer-me algo me fez despertar&lt;br /&gt;Tecla por tecla numa era tao mais inbriada de tecnologia&lt;br /&gt;Dei por mim a deslizar os dedos reecontrando uma emoção esquecida&lt;br /&gt;Será os ares do Inverno aconchegante que me tocaram para a nostalgia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem saberá? Eu não o sei é decerto&lt;br /&gt;Ainda ontem na silenciosa manhã dava por mim a tocar nas frias teclas de madeira d meu piano&lt;br /&gt;Abria as velhas partituras de infância sentido a preguiça dos músculos em fazer a música soar&lt;br /&gt;Mas cada nova tecla que carregava a memória regressava e o sorriso vinha liberto&lt;br /&gt;Fechava os olhos e o corpo relembrava cada toque fragil da madeira a tocar na corda... ai leviano!&lt;br /&gt;E em momentos simples como este encontramos um nota de felicidade escondida mas certa por se revelar&lt;br /&gt;Apenas ali aguardand por nós meros mortais de a aconchegar&lt;br /&gt;Apenas ali escutando entre os demais a suavidade do voar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repouso agora sobre elas, as partituras, com um ar sonhador tentando decifrar cada emoçao de quem as escrevera&lt;br /&gt;Se pensariam como eu em análises, escalas, acordes e cadencias&lt;br /&gt;Se apenas libertavam o seu espirito às experiências&lt;br /&gt;Seremos nós nos dias de hoje a era mais livre na invenção ao mesmo tempo a mais restrista desta era?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beberico o meu licor talvez numa vã tentativa de libertar-me das restrictas correntas da actual sociedade&lt;br /&gt;Esta que nos diz que dia após dia tudo estará mais dificil&lt;br /&gt;Esta que nós meros cidadãos em grande parte não escolhemos nem traçamos&lt;br /&gt;Mas sonho e sonhos quando impulsonados transformam-se em sobriedade&lt;br /&gt;Por meras palavras lançadas ao vento muitos destinos se traçaram&lt;br /&gt;Por meros pensamentos almas se ergueram&lt;br /&gt;Dificil? Não, o que é dificil é nós nos tornarmos os nossos próprios obstáculos em cada curta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mafalda Sanches</description>
      <pubDate>Wed, 04 Jan 2012 17:58:23 +0000</pubDate>
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      <title>Liberdade de espírito</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=133718</link>
      <description>Há algum tempo que a minha mente encontrava-se perdida&lt;br /&gt;Vagueando na luta diária em busca de felicidade&lt;br /&gt;Adormecida mesmo diria-se, contida&lt;br /&gt;Presa numa masmorra de realidade&lt;br /&gt;Mas o sol hoje nasceu para mim diferente&lt;br /&gt;Irradiava uma aura quente, harmoniosa&lt;br /&gt;Apesar de ver a minha volta as paredes sem vida&lt;br /&gt;Não me sinto mais de sentimento desprovida&lt;br /&gt;Vejo em cada nuvem branca o abraço de inspiração luminosa&lt;br /&gt;Presa de corpo na masmorra mas livre ne minha mente&lt;br /&gt;Sonho com a praia, com o mar&lt;br /&gt;Lembro de antigos sentimentos como amar&lt;br /&gt;Vejo com os olhos do espírito o oceano intrépido&lt;br /&gt;Indo de encontro da sua amante terra&lt;br /&gt;Num ir e vir incessante eterno&lt;br /&gt;Ao contrário de nós humanos não deixa de lutar&lt;br /&gt;Ao contrário de nós continua destemido&lt;br /&gt;Nesta nossa e vossa terra&lt;br /&gt;Neste local sagrado e materno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mafalda Sanches</description>
      <pubDate>Fri, 21 May 2010 15:50:26 +0000</pubDate>
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      <title>Sonho...</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=127824</link>
      <description>A lua ascendia elevada no céu nocturno, cheia, mostrando todo o seu explendor. Estava mágica repleta de uma luz pálida, mas, inebriante na sua sedução iluminando toda a clareira nesta floresta onde eu me encontrava. Sobre a sua candida luz algo se movia silenciosa na calada da noite com um cuidado premeditado, cautelosa... uma forma tarda a surgir... Debruça-se... silenciosamente uma mao tao delicada, tao esbelta a luz do luar surge, sobre o que parecia um pesado manto negro que lhe cobria todo o corpo. Segurava algo cristalino, brilhante parecia reflectir todo o mundo e luz em redor nele.... segurava nele como um pendulo e aí vi então como começou primeiro lentamente a girar. Depois acelerou ritmo até obviamente nao ser natural a força que aquele pequeno objecto tinha bem como a pessoa que o segurava. Mas que via eu? esfrego novamente os meus olhos pasmos perante o que acabara de suceder...! Uma figura alta, esbelta surge, também ela coberta por um manto negro nao se vendo absolutamente nada destes dois seres.&lt;br /&gt;No silencio da noite ouço um murmurio tao pouco audível no entanto doce, transbordando ternura na voz do primeiro ser:&lt;br /&gt;-&quot;Estamos seguros&quot;?&lt;br /&gt;-&quot;Estamos minha doce fada lunar, por esta noite estamos seguros&quot; ouço uma voz mais grave e rouca, cheia de óbvio amor na voz.&lt;br /&gt;Observo atentamente enquanto vejo a figura delicada e pequena retirar o seu capuz para assim revelar um cabelo selvagem, rebelde, de um cobre erascente sobre o luar. Em cada onda do seu cabelo parecia que uma salamandra dançava, pequenas faiscas soltavam-se no ar e se observássemos com cuidado veríamos que cada faísca saía a dançar na escuridão da noite. Abriu totalmente o roupao que envergava e o espanto abate-se sobre mim ao constatar que brilhava nua sobre a magia da lua. Suavemente chegou-se perto dele... agarrou-lhe a mao entre as dela com carinho e fê-la deslizar no seu ventre indicando que a magia iria começar... a roda iria girar uma e outra vez porque ha coisas na vida que são impossíveis de deter mesmo entre os seres menos naturais destes vários mundos e realidades. Ela dançava suavemente ao longo da clareira, escutando a melodia da Terra, ao ritmo da Deusa que transportava no sangue. Rodopiavam os seus braços em movimentos sensuais... movia o ventre indicando a receptividade daquele que era o seu amor, um seu semelhante. Girava sem parar em redor dele, tocando-lhe o capuz por breves momentos e ele assim estático permanecia...esperando...mas o quê? Porque se mantinha tão quieto e controlado quando claramente era mostrada a magia da Mãe Terra?&lt;br /&gt;Noto-o mexer-se... leva as maos ao capuz e tira-o tao rapidamente que se eu tivesse pestenejado nao teria percebido o que ocorrera. O longo cabelo loiro era revelado que em constraste com a palida luz da lua, parecia ser uma estrela no meio das penumbras... Tomou-lhe a mão, trazendo-a subitamente à consciencia e beijou-a com uma magia recheado do que era o mais doce dos afectos e um desejo de completar o ritual mais uma vez.&lt;br /&gt;Perdidos em beijos trocados uma e outra vez tornando qualquer noção do que é o amor incompleta perante o que eu fascinada observava. A luz que criavam em cada beijo...Oh meu deus a Luz! Não eram seres deste mundo...ou talvez fossem... e não estejam geralmente á vista dos mais desatentos e o mundo está tão pouco observador dos momentos mais belos que a todos nós rodeiam...&lt;br /&gt;Perdiam-se as mãos em doces carícias tocando cada curva dos dois corpos... sentia-se em toda a clareira o ar mudar... a temperatura subir...os animais silenciam-se... todo o mundo parece parar de propósito para que estes dois seres se unam...se possuiam..finalmente matem a saudade há muito sentida...&lt;br /&gt;Deitam-se lentamente por cima dos capuzes... o mundo é deles agora... o tempo...esse não existe mais... os fogosos cabelos vermelhos selvagens contrastam como sangue nos negros mantos... enquanto madeixas loiras como as espigas de verão tornavam-se agora rebeldes nos movimentos da paixão e algo inexplicável emanava desta união... era um sentimento de algo impossível, de não ser permitido e via então como se consumiam um ao outro entre declaraçoes de amor, suspiros de prazer e deleite....&lt;br /&gt;Ouve-se o solto de um silvo em como ambos atingiram o apogeu e agora abraçados descansavam nos braços um do outro observando a Lua redonda, brilhante e as estrelas que caíam como lágrimas da grande mãe.&lt;br /&gt;Ultimos beijos eram trocados com um sentimento de tristeza profunda em ambos tão grande que se sentia toda a natureza em volta morrer um pouco... ouço muito roucamente dizer:&lt;br /&gt;-&quot;Minha fada lunar por momentos fomos nós, por momentos fomos livres, por momentos unimo-nos em perfeito casamento de espíritos e agora chega a hora de cada um de nós regresssar à batalha da vida entre os mortais... entre aqueles que não entendem o nosso espírito elemental e algo aprenderemos de entre eles, na forma como amam, vivem e sentem este mundo&quot;...&lt;br /&gt;-&quot;Doce elfo é um caminho tão duro de entender, viver nos braços de quem não nos percebe, de quem não sente como nós, de quem nos magoa sem perceber, de quem nos teme por diferentes sermos, de quem tenta induzir-nos medo para assim sentirem-se seguros...é demasiado dificil elfo...&quot; dizia ela numa voz baixa com clara embargura na voz...&lt;br /&gt;-&quot;Uma lição a aprender e quando aprendida regressaremos ao nosso mundo, a nosso lar, ao nosso leito e saíremos mais sabedores, compreendendo melhor este caminho que temos que percorrer enquanto aparentes humanos entres os demais&quot;...&lt;br /&gt;-&quot;Eu sei...assim seja feita a vontade da Deusa e que nos ajude a compreender melhor este caminho&quot;...&lt;br /&gt;Via eu própria já deixando correr livres as lágrimas perante tanta pureza de sentimento as lágrimas dela cristalinas correndo como pequenas sereias que lhe tocavam o rosto e em cada lágrima que tocava o chão, uma flor branca, candida tao pequena e leve surgia.... Fez-me sorrir ao reflectir quantas fadas nao teriam chorado as suas amarguras nos grandes campos de flores por onde eu tantas vezes deixava o meu corpo vaguear em caminhadas...&lt;br /&gt;Via-os a vestir novamente os seus capuzes agora um pouco amarrotados da loucura do momento...davam o ultimo beijo (quando novamente dariam outro?)... Ela segurava novamente o pendulo cristalino e mais uma vez ele tornou a girar...mais rápido e mais rápido até que ficou sozinha na clareira...no meio da escuridão.... observo-a e vejo-a fixa a olhar para mim sorrindo ...faz um gesto estranho no ar ...algo que nao percebi...&lt;br /&gt;Acordo bruscamente...que se passara? Fora tudo um sonho? Um devaneio de pensamentos entre o limbo deste mundo e do outro?&lt;br /&gt;Nunca o saberei....ou talvez saiba... e veja na doce fada algo próprio do meu ser!&lt;br /&gt;Escrito por:&lt;br /&gt;Mafalda Sanches</description>
      <pubDate>Sun, 11 Apr 2010 15:24:19 +0000</pubDate>
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      <title>Retorno</title>
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      <description>Retorno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retorno a um sonho de criança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que os meus dedos leves tocavam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua tao doce textura, suave lembrança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da madeira fria ao meu toque enquanto viajavam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas teclas livremente ja sem medos nem receios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas leves suspiros e anseios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada toque retomava em mim um doce sentimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos de tormento se apagaram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela magia que no espaço onde seu nome reflecte cada momento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos que por lá passam, foram e ficaram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma, planicie que nasceste na mente de um sonhador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te moldaste, cresceste, ganhaste forma em nosso redor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que continues a ser espelho de uma mente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não tem receio de mostrar o que sente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a ti regressem as boas almas e puras de espirito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que as acolhas como refugio mesmo quando alguem está perdido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma tens em ti um força que muitos sentem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebendo-a ou nao ficam os espiritos da paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerras em ti um mistério tao grande quanto o do sonhador que te alimenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua a ser o lar calmo e tranquilo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O porto de abrigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quem de ti precisa na tormenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quem a ti se entrega nas horas más&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de quem apenas passa e todos sentem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem vindo, fica conosco saramos teu tormento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconchegamos-te neste momento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partilha conosco tuas magoas ou alegrias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Une-te e deixa uma vez mais a mente voar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flutuar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Alegria encontrar</description>
      <pubDate>Sun, 11 Apr 2010 15:20:35 +0000</pubDate>
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      <title>Mágoas da vida</title>
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      <description>Mágoas da vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde criança&lt;br /&gt;Que recordo várias lembranças&lt;br /&gt;Algumas divertidas&lt;br /&gt;Outras nem tanto assim&lt;br /&gt;Parecia sentir-me sempre no fio da navalha&lt;br /&gt;Uma luta constante pela perfeição&lt;br /&gt;Lágrimas derramadas pela impossibilidade de tal objectivo&lt;br /&gt;Vai a alma num vazio navio&lt;br /&gt;Acusam-me de não amar&lt;br /&gt;Pois minhas afeições não mostro facilmente&lt;br /&gt;Mantenho um constante ar ausente&lt;br /&gt;De alguém que já a mente cá não está&lt;br /&gt;De alguem que abandonou a esperança&lt;br /&gt;Ocupo a cabeça de pensamentos racionais&lt;br /&gt;Tentanto assim nao trazer problemas tais&lt;br /&gt;Ao consciente do meu ser&lt;br /&gt;Agarro-me à corda da vida&lt;br /&gt;Quando no fundo por um segundo gostaria de desfalecer&lt;br /&gt;Soltar-me para o abismo perdida&lt;br /&gt;Acusam-me meus pais de não amar&lt;br /&gt;Pois afecto não me vêem revelar&lt;br /&gt;Rígida, ausente sempre de sorriso presente&lt;br /&gt;Assim fui ensinada a ser na pior desilusão&lt;br /&gt;Enfrentar o mundo como se nada houvera acontecido&lt;br /&gt;Como se fosse apenas um mero robô assim de alma desprovido&lt;br /&gt;Exigem-me agora que mostre o que naturalmente já o sou para todas as almas bondosas&lt;br /&gt;Que me sorriem docemente nesta vida&lt;br /&gt;Mas essas almas nunca me exigiram que outra coisa eu vivesse&lt;br /&gt;Que outra forma de sentir mostrasse&lt;br /&gt;Podia ser eu própria sem amarras nem esperas de perfeição&lt;br /&gt;Podia ser simplesmente eu&lt;br /&gt;Podia viver num mundo só meu...</description>
      <pubDate>Sun, 11 Apr 2010 15:18:57 +0000</pubDate>
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      <title>Quem me dera amar</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=127690</link>
      <description>Dera a mim te amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir em todo a plenitude o calor desse sentimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir em mim o desejo de contigo sempre estar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De contigo tudo de mim mostrar por um momento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dera a mim meus labios em ti pousar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sentir como todos os demais sentem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar-me em sonhos inocentes levar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente viver e como todos assim tentem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser felizes, ser livres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas assim tu me pediste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pequenas palavras, pequenos gestos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o meu espirito morria lentamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu via o teu viver amarguramente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apesar dos eternos beijos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doçura do amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ficou há muito perdido em longinqua dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dera a mim saber o que é novamente amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não o sei, tudo esqueci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque todas as almas amo com profunda protecçao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acolho-as no meu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim vejo que perdi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sentimento tao doce que nos faz voar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dera a mim amar-te&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em loucuras, devaneios me deixar arrastar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocar-te&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ver todo um futuro em conjunto emergir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ver sem medo toda a profundidade do teu sentir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim juntos nesta vida o caminho trilhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dera a mim nao ser eu por um dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir como todos os outros a alegria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir como todos os outros as tritezas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como todos delas recuperar e ver todas as belezas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste doce mundo que me acolhe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste mundo que me assim escolhe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não posso fugir de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao posso pedir ao mundo um dia de descanso e então assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinha caminhando a compasso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino que me está reservado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que apenas por mim pode ser trilhado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que apenas por mim passo a passo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É revelado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É guardado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dera a mim amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um cisne ama a sua companheira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim graciosamente uma vida inteira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transparecendo toda a alegria num cantar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas cisne nao sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso aqui simplesmente estou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinha por nao saber fugir ao meu ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ainda nao saber viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dera a mim nao te magoar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por algo que não há como aceitar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facilmente uma união findada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aquela que amamos agraçiada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ti me senti abençoada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas horas em que unos nossas mentes se encontravam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos corpos se deleitavam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dera a mim nao chorar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por não ser o que idealizaste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dera a mim ser o que sempre desejaste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não me consigo num ideal tornar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuso-me a desistir de sonhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois sem o sonho de criança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há esperança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprenderás novamente a voar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que um dia o conseguirás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que um dia o viverás!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mafalda Sanches</description>
      <pubDate>Sat, 10 Apr 2010 13:41:33 +0000</pubDate>
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      <title>Dança na floresta</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=127592</link>
      <description>Encontrava-me em mais um dia como tantos outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhando livre entre árvores e flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem pensar em nada e tudo simultaneamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! A alegria de por momentos viajar livremente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocada pelos simples prazeres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o aconchegante abraço do Sol e vejo então doces potros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como eu disfrutando das simples circustâncias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um caloroso dia de Primavera e sem instâncias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodeiam-me agora sem medos, seres curiosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando-me com aqueles penetrantes olhos castanhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem quaisquer vestígios de vícios maldosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem qualquer traço de sob humanos tratos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livres no seu pequeno recanto sem objectivos tamanhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas sentir, sobreviver, pocriar sem contractos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;às vezes gostava de por momentos como eles ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nefasto este humano mundo é-o tantas vezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que cada segundo que tenho a sorte das cidades me afastar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a Deus por ainda assim me presentear&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com pequenas alegrias já tantas vezes esquecidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São as horas de maiores alegrias e é nesses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequenos momentos que sou eu e puramente eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nas horas de silêncio e solidão que se torna meu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este espírito que habita-me e cresce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso danço loucamente até poderia-se mesmo dizer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pisando flores e folhas no húmido chão da floresta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo não contesta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito pelo contrário, pede mais, quer viver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então o sol desce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É agora já hora do branco luar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio da floresta e vejo-me percorrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A húmida e fria areia branca à beira Mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fria mas tão reconfortante de sentir e ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deito-me nela e fico assim, simplesmente a observar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imensidão de estrelas para as quais um dia vou voltar.</description>
      <pubDate>Fri, 09 Apr 2010 20:01:50 +0000</pubDate>
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