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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Minha Mãe e seu Oficio. </title>
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      <description>Mãe, na sua luta permeada por longos silêncios, durante o trabalho duro, era possível perceber satisfação no seu rosto. O quintal era o espaço conquistado, ali estava o seu varal pesado de roupas. A sua rotina era molhar, ensaboar, esfregar, bater, torcer, enxaguar, quarar, secar, passar, dobrar e entregar as roupas limpas e secas que não mais lhes pertencia.  Pertencia a alegria do dever cumprido. Em seu olhar vivo você tinha o brilho da certeza de um futuro melhor. Assim nos fizemos filhos orgulhosos de você. Se a vida não lhe sorriu, você sorriu muito para a vida. Aliás, considero que na sua quietude você “desenhava” o caminho a ser seguido pelos filhos, deixando como herança a honestidade e o bom humor. &lt;br /&gt;A benção mãe.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 15 Dec 2015 17:14:45 +0000</pubDate>
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      <title>Sonho!</title>
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      <description>O sonho é só uma utopia? Experimente a realidade sem o sonho e irá entender o que é necessidade.</description>
      <pubDate>Sun, 08 May 2011 22:13:09 +0000</pubDate>
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      <title>O senhor X. </title>
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      <description>Domingo de manhã, como é meu costume, fui à feira da Vila Operária. Ali as barracas dos feirantes são organizadas num agrupamento simpático, e mostram a beleza daquele espaço, que representa bem a diversidade de Rondonópolis. São vendidas hortaliças, frutas, sucos, cafés, temperos...E dentre tantas iguarias que são apreciadas, também se encontra, de forma especial, o pastel da feira. Porém, toda essa mistura de barulhos, comidas e calor mudaram o foco da minha atenção, permitindo que meu olhar ficasse a serviço do meu coração, e pude então perceber um homem que estava sentado no chão pedindo ajuda às pessoas que passavam. Era o senhor X. Notei que a sua esperança estava concentrada ouvindo os burburinhos recheados de vozes dilacerantes que se espalhavam na multidão. Percebi que ele via o que não sentia, e sentia o que não via. Seu olhar falava com cheiro de saudades. O olfato apurado ouvia as imagens coloridas de uma feira ainda em preto e branco...Observei que as expectativas do senhor X estavam órfãs de um progresso que não aconteceu...Vi seus murmúrios particulares se mostrando em um silêncio enigmático. Seus vazios promoviam a incompreensão dos sentidos, enquanto escarafunchava em seu monopólio de simplicidade o porque das coisas serem assim. Sem resposta ele continua a busca por uma lucidez que se perdeu nas frestas da vida. &lt;br /&gt;Ele é o X...&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 17 Nov 2010 01:16:06 +0000</pubDate>
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      <title>Admiro...</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=145664</link>
      <description>Admiro aqueles que entenderam que a vida é efêmera, e que a eternidade fixou residência em um tempo bem curtinho, e por isso, faz um pacto com a magia do momento; fogem de todos os “pós-humanos”; reconstroem a consciente loucura pelo já; recompensam o instante com a mágica da vida; &lt;br /&gt;e desenham uma alma leve recheada de significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro aqueles que viajam de mala e cuia pra dentro da vida, e transformam a vida em um renascer constante, não permitindo que lhe digam “verdades” prontas, negando, desta forma, a condição de aletófílo, pois estão convencidos que doses miúdas de conversas “tolas” rejuvenesce, além disso, sabem que um copo de palavras é o suficiente para embriagar a verdade e torná-la mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro aqueles que escapam das procrastinações, estas situações roubam o presente arremessando as pessoas pra longe da vida, tirando-lhes o direito de serem os heróis do agora, tornando-os, escravos da previsão futura, furtando assim, os significados do existir em vida, transferindo o viver para uma existência imaginária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro aqueles que descobriram que uma forma boa de promover tempos fecundos é se valer de pontes que ligam bem estar com magia; e que as alegrias constroem liberdades que “pilotam” o vôo da vida com a velocidade da respiração; edifica a alma e suaviza as rugas, libertando-nos da condição de refém do destino.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Admiro aqueles que minimizam as suas angústias com os acasos, aniquilando os medos e tornando os sofrimentos menores, tanto com as dores passadas, como com as expectativas futuras, descobrindo que o poder da humildade é vital, conserva a simplicidade como companheira de todas as atitudes, tornando os seres humanos resilientes e ressignificados.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Admiro aqueles que mantém a dignidade, e sem exceder na vaidade se tornam insubstituíveis. São pessoas que sabem usar sandálias de salto alto como se fossem franciscanas; que cantam desafinadas, sem preocupação, elas entenderam que o que conta é o canto e não afinação; que riem de si mesmas quando falham, a falha é humana, e somente como humanos percebe-se o aprendizado que os erros proporcionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro aqueles que administram o espetáculo da vida sem serem asfixiados por promessas fictícias, eles descobriram a diferença entre viver e procrastinar, e entenderam que a feitura da vida não pode ser &quot;alimentada&quot; por postergações, e que é na necessidade da renúncia onde nos completamos, o que evidencia que a maior riqueza que se pode acumular são as “insanidades” regadas por instantes de alegrias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro aqueles que aprenderam com John Lennon que: “A vida é aquilo que acontece enquanto você faz planos”; e com a aranha compreenderam que o brilho de suas teias são esculpidas com o sereno da noite que não resiste ao sol da manhã; com a semente da mostarda descobriram que a fé pode ser mensurada; com Babel desvendaram o charme dos múltiplos, o sagrado do multirracial, e a beleza dos burburinhos...&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 10 Aug 2010 01:16:41 +0000</pubDate>
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      <title>MEU BAIRRO...</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=139759</link>
      <description>O primeiro contato com o meu bairro se deu no ano 1.981, e foi a partir dali que conheci o restante da cidade. Com o estranhamento natural do novato e inseguro em relação às minhas expectativas sobre o futuro, ainda assim, foi possível vislumbrar uma longa estadia nesta região. Logo de início, percebi que a vida ali tinha o charme da mistura, o lugar era multirracial, multicultural, tudo era “multimuito”. E com o espírito transgressor do jovem sonhador observei também que ali os bons sentimentos não eram somente peculiaridades psicológicas. Eram atitudes sólidas. Isso me fascinava e firmava a minha determinação em criar raízes. E assim foi... Amor à primeira vista.&lt;br /&gt;Passado a primeira impressão vieram os convites para os cafezinhos caseiros que adicionados ao calor humano dessa gente simbolizava bem o resultado da miscigenação local. Uma bela mistura de cores, cheiros e sabores que construíam em mim motivos de satisfação. Era gente de todos os lugares: nordestinos, nortistas, sudestinos, sulistas... A convivência harmoniosa com essas pessoas me fez despir de qualquer preconceito. As experiências adquiridas com esses migrantes fizeram com que meu mundo de encantamentos fosse ampliado a cada dia. Tive muita sorte por desfrutar de toda essa diversidade que representa os vários ‘brasis’ existentes no meu bairro.&lt;br /&gt;Conforta-me muito saber que o modo que tenho de ver e pensar o mundo teve fortes influências neste local. Conhecer e conviver com pessoas como o “seu” Waldomiro da Farmácia (profissional com uma postura ética e uma habilidade para unir competência e humildade, que era impossível não admirá-lo); o “seu” Zé Padeiro (exímio conhecedor e observador político de Rondonópolis); “seu” Medeiros (homem que se fez empreendedor, quando o empreendedorismo ainda não era palavra de ordem.), e tantos outros, me fizeram melhor. Assim, vida pessoal, e a vida profissional ambas colheram mais bônus do que ônus, enquanto eu me fazia útil e funcional no meu trabalho.     &lt;br /&gt;	Hoje sei que minhas vivências neste bairro, enquanto profissional de farmácia, possibilitou-me aprendizados que fazem parte da minha formação, e foi deste modo que entendi o valor das diferenças; descobri nas minhas imperfeições e na dos outros que somos seres inacabados, o que evidencia a grandeza de saber viver nas divergências; saber que os obstáculos que a vida oferece são estímulos para arquitetar o espetáculo da tolerância, e dessa forma, nessa construção humana consentir um pouco de Deus em mim. Só assim, posso adquirir a habilidade de não permitir que meus interesses comerciais, ou minhas simpatias de balcão me furtem as possibilidades que eu tenho de servir.   &lt;br /&gt;	Noto, no meu bairro que às pressas de alguns são antagônicas com as demoras de outros, são os contrastes entre o moderno e o antigo, entre os agoras e as saudades, mas o bom é saber que toda essa dinâmica chamada vida adquire formas de esperanças, que se convertem em uma energia boa, que motiva as pessoas a darem continuidade na busca dos seus sonhos. Aliás, essa riqueza de significados se faz presente na fé, na gratidão e na generosidade da minha gente, e são estes os sentidos maiúsculos que temperam os motivos do acolhimento proporcionado por esse povo que aqui vive ou trabalha. &lt;br /&gt;Pois bem! Assim é o meu bairro: dos serviços, dos esportes, dos sabores, dos amores, das contradições, das pressas, das calmas... Do Manus, do Vilson e do Queijinho, do Zé e da Dona Maria, do Léo e da Luzia... Assim sou eu: recolhido no conforto da dúvida, vejo o tempo perder a pressa na certeza que hoje sou um pouco mais este BAIRRO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 02 Jul 2010 02:15:15 +0000</pubDate>
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      <title>Minhas Saudades e Eu...</title>
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      <description>Entre ritos e mitos...Entre atos e fatos...Entre falas e silêncios...Entre ditos e esquecidos...Entre lembranças e saudades... Fez-se a vida em sociedade, e eu me fiz humano e civilizado. O que eu não sabia é que nada é mais desumano do que a civilização. Hoje, sinto que minha alma está algemada, e esta prisão tem nome: Modernidade. &lt;br /&gt;Ludibrio meu cárcere viajando às minhas saudades. Consigo assim, construir contentamentos em meu existir. Reencontro com lembranças quase esquecidas que estavam recolhidas nos lapsos da memória, e movido por uma nostalgia doída, junto os ‘retalhos’de pensamentos adormecidos que ainda se fazem presentes, acordo-os, e confecciono distrações. Envolvido com esta satisfação por rememorar meu passado em imagens presentes, começo a sentir saudades de ser o que já não sou. Uma saudade diferente. Saudade de ser criança novamente.&lt;br /&gt;Neste retorno ao passado, visitando minhas memórias, promovo um encontro comigo mesmo. A satisfação é maior no momento que revivo os ‘causos’ do meu avô; a música de viola de meus tios; as orientações que meu pai, sentado em sua cadeira de palha, ‘tecia’ pra gente ser feliz; os sabores da comida caseira que minha mãe preparava no fogão de lenha... Enfim, coisas simples de uma vida rica em magia.&lt;br /&gt;Agora sou adulto, e me tornei órfão dos hojes que se negam a recolher as sabedorias dos ontens. Não compreendo, porque os instantes recusam os distantes, e nos projeta rumo à maioria dos nós que nos afasta de nós. Só sei que me adeqüei ao suportável e ao sofrível, para conseguir tolerar ao intolerável. Se ao menos, eu soubesse ontem o que sei hoje, não teria medo dos esconderijos do silêncio. Escaparia de todas as receitas: de sucesso, de progresso, de riqueza... Porém, eu não esqueceria que o “cinza é &quot;filho&quot; do preto e do branco”, e são tantas as possibilidades de novos tons que eu sepultaria todas as verdades absolutas.      &lt;br /&gt;Hoje faço dos meus sentidos o reverso das lógicas. Concorro comigo mesmo. Consigo ver melhor com os olhos fechados. Minha visão tem apurado meu paladar. Meus óculos auxiliam a minha audição. Minhas dores anestesiam a minha alma.  Não sou um conceito opcional, sou prioridade em todos os modos de pensar que mantenham acesa a chama da dúvida. &lt;br /&gt;Cavalgo na pele de águas desconhecidas sobre ondas alucinadas em busca do nada. Sinto os redemoinhos provocando gotas de um orvalho ainda por acontecer. Ouço o eco do oco que formata em meu labirinto um som incompreensível, mas perceptível a olho nu e audível em contato com o olfato. É sublime a junção dos sentidos que me devolve ruídos enriquecidos por murmúrios que se perdem dentro de burburinhos de vozes ainda sem vez para compreensão dos ‘normais’.      &lt;br /&gt;Mergulho na superfície da vida e descubro que o tempo passou e as perdas foram inevitáveis. Agora vivo minha lucidez, aguardando um reencontro com minha inocência. Inocência? Talvez, trocaram seu nome, e hoje a chamam de experiência. Por isso, acolho as minhas necessidades, e me valho do desconhecido. Lá, ainda estou isento de opiniões.Lá, sem entender encontro meu existir dentro dos meus vazios. Lá, convivem bem o que eu sei e o que eu não sei. Lá, sou parte do que penso e também do que não penso, Lá, sou utopia, sou sonho, sou esperança, sou tudo e sou nada. Lá, sou puramente instinto...&lt;br /&gt;Ah! Eu preciso de um sorriso de criança em todos os dialetos. Alguém pode conseguir?...      </description>
      <pubDate>Thu, 03 Jun 2010 18:54:51 +0000</pubDate>
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      <title>Sou Quem?... </title>
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      <description>Sou quem me elaborou, projetou, analisou, descreveu, interpretou, construiu... Acontece que sobrevivi, e entre a minha construção e um vácuo deixado pelos executores da obra, escapei e me fiz também. Hoje sou a dúvida de quase todas as certezas. Nego muito do que do que fui e do que sou, pois sei que vontades alheias aos meus desejos determinando quem eu seria me trouxeram mais dissabores do que sabores. Sendo assim, renuncio a minha autenticidade.&lt;br /&gt;Tento dizer o indizível, me faltam palavras para expressar meus sentimentos, nesta hora me valho do meu olhar, mas quantos o entenderão? Não tem importância, o poeta avisou: “Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação”.&lt;br /&gt;Vazios existentes promovem um encontro comigo mesmo, e de forma revigorada eu continuo a minha luta em prol das vozes sem som. Faço festa com o desconforto dos saberes, e como meu sol tem sabor de lua, encontro reconforto nos alucinados.&lt;br /&gt;Neste “bolicho” de proscratinações, me transformo na esperança do moribundo, converto desespero em alegrias, e fantasio-as como a leveza de uma embriaguez.&lt;br /&gt;Manter a chama das ilusões é agigantar-se no ínfimo; é saber que os defeitos são autênticos, e os perfeitos são excêntricos; é manter a jovialidade sem a preocupação de ser jovem; é entender que ser belo é produzir belezas, que ser novo é construir novidades; e que para ser feliz, quase sempre requer ser o sim do não e enchê-lo de nada.&lt;br /&gt;Andando por asfaltos de areia movediça, blefando comigo mesmo, ouço os gritos dos calados, que sem liberdade continuam sonhando em ser livres. Despertar os sentidos adormecidos e fazê-los desistir dos limites é uma forma empolgante de extrair o sabor do nada e abastecê-lo com magia e mistério.&lt;br /&gt;A eficácia da mediocridade torna as almas descrentes e extravagantes, acolhendo quase sempre desilusões. Não quero isto para mim, o que eu quero é ser a birra da criança transgressora, exteriorizando sentimentos sem medo de desagradar ou não.&lt;br /&gt;Sou tantos e sou nada, abrigo em mim à incompreensão do presente, mas quem sabe não metamorfosearei o futuro? Só não tente me entender, porque eu já sou outro...&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 31 May 2010 01:26:04 +0000</pubDate>
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