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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Sat, 16 May 2026 08:06:59 +0000</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Pausa</title>
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      <description>Pausa &lt;br /&gt;Da náusea &lt;br /&gt;Conspurcante&lt;br /&gt;Tronitroante &lt;br /&gt;Ululante &lt;br /&gt;Indecente &lt;br /&gt;Imoral &lt;br /&gt;Insolente &lt;br /&gt;E letal.</description>
      <pubDate>Sat, 07 Mar 2026 10:21:39 +0000</pubDate>
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      <title>CAFÉ AMARGO</title>
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      <description> CAFÉ AMARGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era uma mulher deslumbrante, daquelas que chamam a atenção até das estátuas. Tinha nos olhos um brilho de quem já conheceu o amor — e também a dor. Divorciada havia dois anos, morava sozinha num apartamento elegante, herdado da separação. Frequentava cafés discretos, lia romances franceses e escondia nas entrelinhas dos seus suspiros um segredo: estava apaixonada.&lt;br /&gt;Não por um empresário ou um artista. Não por um homem de status, como os que costumava conhecer em jantares ou galerias. Mas por ele, um simples funcionário de escritório, modesto e retraído, que trabalhava no prédio em frente ao dela. Ela observava-o todos os dias pela janela, sempre de camisa amarrotada, olhando para o nada com um misto de cansaço e nobreza. Havia nele uma beleza rara, algo que nascia da resistência silenciosa ao desespero.&lt;br /&gt;Ele, por sua vez, também a via. Era impossível não a ver — uma aparição etérea entre cortinas de linho branco. Quando ela atravessava a rua, seu coração perturbava-se com emoção. Não era apenas a beleza dela, embora fosse hipnotizante. Era a maneira como ela carregava o mundo com leveza, como se dissesse: &quot;Sim, a vida me bateu, mas veja — ainda estou de pé.&quot;&lt;br /&gt;Mas ele tinha um problema: não tinha dinheiro. A empresa onde trabalhava estava à beira da falência, e ele estava há vários meses sem receber. Mal conseguia pagar a renda do quarto onde dormia, quanto mais convidar uma deusa para jantar.&lt;br /&gt;Ele rezava em silêncio, às vezes com humor amargo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Senhor, que pouca sorte a minha… logo agora que conheci a mulher mais bonita do mundo?&lt;br /&gt;Certo dia, ele cruzou com ela por acaso na porta do prédio. Ela sorriu.&lt;br /&gt;— “X”, não é? — disse ela, como quem já ensaiava essa frase há semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim… como sabe o meu nome? — respondeu ele, com a boca seca e as mãos nervosas.&lt;br /&gt;— Eu o vejo. Todos os dias.&lt;br /&gt;Ele não soube o que dizer. Ela continuou:&lt;br /&gt;— Quer tomar um café comigo?&lt;br /&gt;Ele corou.&lt;br /&gt;— Olhe… eu… estou numa fase difícil. Não tenho como pagar nada, nem um café sequer.&lt;br /&gt;— Ótimo — disse ela com um sorriso enigmático. — Hoje eu pago. Um dia, quem sabe, serás tu.&lt;br /&gt;— Mas não fica mal para ti? Quero dizer…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— A única coisa que fica mal — ela interrompeu — é passar a vida escondendo o que sentimos.&lt;br /&gt;E assim foram. Um café simples, numa esplanada de esquina. Nada de velas ou talheres de prata. Mas ali, entre goles e olhares, começou algo que nem a falta de dinheiro poderia impedir: um amor sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AJSN</description>
      <pubDate>Wed, 04 Feb 2026 09:16:18 +0000</pubDate>
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      <title>O Roubo dos Poemas</title>
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      <description>Ele trabalhava com as mãos sujas de graxa e o bolso cheio de palavras. Durante o dia, o ruído das máquinas; à noite, o silêncio do papel. Escrevia poemas em folhas soltas, guardanapos esquecidos, margens de cadernos velhos. Não escrevia para ser famoso — escrevia porque, se não o fizesse, sentia que algo dentro dele se desfazia.&lt;br /&gt;Os amigos sabiam. Riam-se, elogiavam, diziam que aqueles versos “tinham valor”. Um deles, mais prático, aconselhou-o: devia registar os poemas, proteger a autoria. O poeta assentiu, animado, até ao dia em que entrou no balcão certo e ouviu o preço. Saiu de lá menor, como se lhe tivessem arrancado um verso do peito. Era caro demais para quem contava moedas no fim do mês.&lt;br /&gt;— Não te preocupes — disseram os amigos. — Nós tratamos disso. Temos dinheiro. É só uma formalidade.&lt;br /&gt;Ele acreditou. Acreditava porque ainda não tinha aprendido a desconfiar de quem lhe batia no ombro com demasiada facilidade.&lt;br /&gt;Os meses passaram. Continuou a trabalhar, a escrever, a confiar. Um dia, numa pequena celebração improvisada, ofereceram-lhe um livro. Capa simples. Nome desconhecido. Um novo poeta, disseram, alguém promissor.&lt;br /&gt;Ele sorriu por educação. Só começou a ler em casa.&lt;br /&gt;No primeiro poema, sentiu um arrepio. No segundo, o coração acelerou. No terceiro, já não havia dúvida possível. Cada verso era seu. Cada pausa, cada imagem, cada ferida exposta. Reconhecia até os erros que nunca corrigira. O nome na capa, porém, não era o dele — era um pseudónimo elegante, vazio como um espelho que não devolve reflexo.&lt;br /&gt;No dia seguinte, foi procurá-los. Encontrou apenas mensagens truncadas, chamadas sem resposta. Quando chegou ao aeroporto, já era tarde. Viu-os ao longe, para lá do vidro, leves, sorridentes. Um deles levantou o livro no ar. Outro acenou com os passaportes, como quem se despede de um negócio bem-feito.&lt;br /&gt;O poeta tentou gritar, mas a voz ficou presa. Ali, entre partidas e chegadas, percebeu que lhe tinham roubado mais do que poemas. Tinham-lhe roubado a confiança — essa matéria-prima que não se regista, não se vende, e raramente se recupera.&lt;br /&gt;Voltou ao trabalho no dia seguinte. As máquinas continuavam ruidosas. À noite, voltou ao papel. Escreveu de novo.&lt;br /&gt;Agora, porém, cada verso carregava uma verdade mais dura: a de que nem todos os ladrões roubam no escuro — alguns fazem-no à luz da amizade.&lt;br /&gt;E esses são os que deixam as feridas mais fundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Cortesia dos algoritmos da IA.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 04 Feb 2026 08:25:03 +0000</pubDate>
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      <title>Num papiro</title>
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      <description>Num papiro encontrado numa escavação arqueológica, com o texto abaixo indicado e segundo rumores oriundos de fontes, dizem que fidedignas, está a ser objecto de um estudo profundo pelos mais aptos e elevados, peritos na matéria, a saber: &lt;br /&gt;Prossegue a recolha da lenha&lt;br /&gt;Para a fogueira do auto-de-fé,&lt;br /&gt;A queima pública da amargura.&lt;br /&gt;Mas o carrasco esqueceu a senha,&lt;br /&gt;O senhor feudal reprimiu a ralé,&lt;br /&gt;Aprisionou o cavaleiro da triste figura.&lt;br /&gt;Tudo ficou registado&lt;br /&gt;Como boicote ao churrasco —&lt;br /&gt;Tão aguardado, tão ansiado, tão predestinado. &lt;br /&gt;Na galáxia dos robôs todo-poderosos,&lt;br /&gt;Tomados de saudade da antiga humanidade,&lt;br /&gt;Repetem, incansáveis, as suas próprias atrocidades.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 03 Feb 2026 12:15:21 +0000</pubDate>
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      <title>A Masmorra</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=372582</link>
      <description>A masmorra&lt;br /&gt; É escura&lt;br /&gt;É a âncora&lt;br /&gt;Da vingança&lt;br /&gt;Obscura&lt;br /&gt;É praga de lambança&lt;br /&gt;Amaldiçoada&lt;br /&gt; Suturada&lt;br /&gt;Pelo bruxedo&lt;br /&gt;dourado&lt;br /&gt;À laia de arremedo&lt;br /&gt;Estrelado&lt;br /&gt;À laia de folguedo&lt;br /&gt;Mesquinho&lt;br /&gt;À laia de adivinho.&lt;br /&gt;No chão&lt;br /&gt;Espirrado como um borrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 15 May 2024 05:11:23 +0000</pubDate>
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      <title>Crónica do Espalhafato Permanente</title>
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      <description>CRÓNICA DO ESPALHAFATO PERMANENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Naqueles tempos, os hienas amarelados, combinaram entre si uma campanha de opressão. Gozavam grandes vacances, oferecidas a título de soldo, pelos diretores da companhia, a premiar os triunfos obtidos em serviços anteriores.&lt;br /&gt; O exercício de influência e conquista, através do unto das mãos dos participantes, produziram os seus frutos e tornaram-se conhecidos, por isso era urgente, calcorrear o caminho da novidade e aproveitar, o seu desconhecimento, por parte do alvo recetor.&lt;br /&gt; Os hienas amarelados sentiam-se do melhor, dentro do pântano da mentira, bafejados pelo hálito da malícia maldizente, era o charco eleito com o objetivo da chafurdice.&lt;br /&gt; Tinham adquirido, com as torpes manobras, o apoio da plateia de incautos, previamente prenhes pelos ouvidos. Conseguiram desenvolver o comércio dos seus superiores, e a sacanagem que faziam no terreno, era considerada exemplar, entre os meliantes, comparsas no sector da espionagem caseira.&lt;br /&gt;  O número de intervenientes em tão ruim causa, aumentou com a aderência de senhores feudais, com suas hordas de bobos e trapaceiros.&lt;br /&gt; Isso, exigiu uma organização meticulosa, das forças no terreno, e os hienas amarelados, ficaram reduzidos a peões de brega, no novo organograma.&lt;br /&gt;Na província, a camada social onde se movimentava, esta guerra de asco e sacanice, era propícia dentro das suas características, a que   se desenvolvesse com várias explosões, enlaçadas em cadeia, em circundamento fechado.&lt;br /&gt;Talvez o alvo recetor, já se encontrasse danificado demais, não auspicioso aos interesses dos agressores.&lt;br /&gt;Ameaçadas as receitas dadas como certas, a qualidade de vida dos detratores, estaria em causa, se não tomassem as medidas necessárias, para continuarem a lucrar.&lt;br /&gt; O alvo perseguido, viu-se obrigado a se fazer de “morto”, algumas vezes, conservando desse modo, um resto de forças. indispensáveis à sua legitima defesa.&lt;br /&gt; A fim de se proteger dos bombardeamentos psíquicos, alugou um subterrâneo, e admitiu ao seu serviço, um perito de bisturi, especialista na arte de dissecar sujidade moral.&lt;br /&gt;  Colocou as peças do seu “exército” em zonas essenciais, e invisíveis à turba atacante. Cavou trincheiras no campo da honestidade. Entretanto, a aspereza dos ataques aumentava, borrando o seu nome, evoluindo vertiginosamente ao corte de meios de sustento, eliminação física, ou golpeamento que originasse deficiência grave.&lt;br /&gt; A impunidade com que praticavam as más intenções, encorajava-os a prosseguir com intrepidez.&lt;br /&gt; Leu o ser humano flagelado, abrindo a Bíblia ao acaso, os seguintes versículos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«¹² Davi levou a sério aquelas palavras e ficou com muito medo de Aquis, rei de Gate.&lt;br /&gt;¹³ por isso, na presença deles ele fingiu estar louco ...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sensatamente aconselhado por alguns amigos, fez o mesmo amiúde, com a finalidade de ganhar tempo, e ricochetear a maioria dos petardos proferidos. No entanto a insídia ramificava-se, conforme as mudanças de circunstância e contexto, que iam aparecendo, pelo que se começou a desconfiar, que os interesses envolvidos, ultrapassariam a fronteira do “racional”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 04 Mar 2024 09:49:24 +0000</pubDate>
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      <title>Aventuras da Atribulação </title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=371523</link>
      <description>AVENTURAS DA ATRIBULAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sonho, pedira o livro de reclamações, e começara a escrever decido, com olhos de carneiro mal morto.&lt;br /&gt;O Pelintra mirava o pernão destapado pela minissaia da criada, e distraiu-se, convencido que distraído, a galáxia prometida, seria sem dúvida sua.&lt;br /&gt;Vai daí, o Que Não Sabia de Nada, acompanhando do Só Arranjam Problemas, faziam um estudo preliminar à eficácia, dos avisos de receção, em santa aliança com as epístolas registadas, ilustres damas da corte do El-Prateado.&lt;br /&gt;Entretanto, sem que ninguém se apercebesse, a brigada do enxovalhado unida à chusma da humilhação, reunia os elementos disponíveis, e preparava-se para entrar em cena.&lt;br /&gt;Foi quando o cauteleiro apregoou: — Amanhã anda à roda.&lt;br /&gt;Com isto desfez a fantasia, e a história acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 22 Feb 2024 17:09:55 +0000</pubDate>
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      <title>Aridez</title>
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      <description>A aridez nas últimas curvas da estrada&lt;br /&gt;Hostil ameaçadoramente letal&lt;br /&gt;Traz uma desilusão de tristeza caiada&lt;br /&gt;Sobrevivente à usura universal.</description>
      <pubDate>Fri, 16 Feb 2024 20:00:05 +0000</pubDate>
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      <title>O Espanto Geral</title>
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      <description>Na Galáxia Acidental, as moléstias multiplicavam-se à vontade, na cintura social do cêntimo invertido, da província, milénios-luz depois do desaparecimento da humanidade.&lt;br /&gt;Os robots profissionais, do empecilhamento de caminho, não desistiam de sua maléfica intenção, desde os primórdios da navegação.&lt;br /&gt; Não desperdiçavam uma ocasião, para soltarem os seus maus instintos, direcionados às relheiras do bom sucesso do prejuízo. &lt;br /&gt;O bem-estar do bando desprezível, dependia e elevava-se em proporção direta, ao mal-estar infligido, à vítima escolhida pelos tenebrosos cérebros, emprenhados pela iniquidade.&lt;br /&gt; O espanto geral partilhado pela robótica de tal sucesso infinito, pasmava os supremos mestres, e os mestres dos supremos.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 16 Feb 2024 08:07:19 +0000</pubDate>
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      <title>A Tristeza </title>
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      <description>A tristeza escorre irritante&lt;br /&gt;Como uma cerveja que se entornou&lt;br /&gt;Sobre o balcão de um bar&lt;br /&gt;Uma chatice louca alucinante&lt;br /&gt;Morde-se frenética avariou&lt;br /&gt;Desolada com os neurónios a fritar.&lt;br /&gt;A má sorte foi degolada &lt;br /&gt;O assassino tranformou-se em vento&lt;br /&gt;E soprou-se para longe&lt;br /&gt; ensanguentando a madrugada&lt;br /&gt;Ruidoso escravo do tempo&lt;br /&gt;Refugiado sob um hábito de monge.&lt;br /&gt;Hábito sujo e podre&lt;br /&gt;Relíquia feroz da esganadura&lt;br /&gt;Exploradora do pobre&lt;br /&gt;Parasita gorda sem varredura.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 13 Feb 2024 17:16:49 +0000</pubDate>
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