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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>3 POEMAS SOBRE O MESMO TEMA</title>
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      <description>1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu fabricava sonhos&lt;br /&gt;desde pequeno eu fabricava sonhos&lt;br /&gt;cresci e continuei a fabricar sonhos&lt;br /&gt;um dia - por não saber nadar - morri&lt;br /&gt;afogado nos meus sonhos&lt;br /&gt;desde então nunca fabriquei sonhos&lt;br /&gt;tornei-me um pesadelo à deriva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a noiva que habitava os meus sonhos&lt;br /&gt;hoje é uma sombra condenada a mofar&lt;br /&gt;na solidão de um porto estrangeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teu beijo de areia&lt;br /&gt;ficou arquivado&lt;br /&gt;na memória do porto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________&lt;br /&gt;júlio</description>
      <pubDate>Wed, 16 Nov 2011 18:15:40 +0000</pubDate>
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      <title>DESTA COISA</title>
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      <description>Para Antónia Ruivo, minha amiga. Poeta do Alentejo- consagro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;este meu hábito de beber vem de longe&lt;br /&gt;talvez herança do meu avô português&lt;br /&gt;que vi - eu tinha só doze anos - morrer&lt;br /&gt;debaixo das rodas de um caminhão&lt;br /&gt;diziam na infância que eu era menino calado&lt;br /&gt;e tinha manias de morte&lt;br /&gt;meu pai não dizia nada&lt;br /&gt;era professor de matemática&lt;br /&gt;minha mãe me levou ao psiquiatra&lt;br /&gt;ele achou que eu não era louco como a família pensava&lt;br /&gt;aí deu no gosto de eu ser poeta&lt;br /&gt;e sempre achei na puta da minha vida que mulher é tudo&lt;br /&gt;por isso me casei cinco vezes&lt;br /&gt;por isso nunca tive juízo&lt;br /&gt;porque meu pai não dizia nada&lt;br /&gt;tentei me matar duas vezes&lt;br /&gt;nenhuma vingou deu certo&lt;br /&gt;mamãe morreu num janeiro achando que eu era louco&lt;br /&gt;papai que já havia morrido nunca disse nada&lt;br /&gt;mas eu nunca aprendi matemática&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;júlio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e</description>
      <pubDate>Mon, 07 Nov 2011 09:32:44 +0000</pubDate>
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      <title>POEMA DE DOR OU QUASE UM CONTO DE MORTE</title>
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      <description>tarde da noite o médico mandou me chamar&lt;br /&gt;- ela só respira por aparelhos, ele disse&lt;br /&gt;- desliga esta merda então - eu repliquei&lt;br /&gt;- eu não posso. fere à ética - ele argumentou&lt;br /&gt;eu disse que era apenas um cadáver que respirava. beijei o rosto sem vida de minha mãe. e desci ao bar.&lt;br /&gt;meia hora depois, já em casa, minha mulher teve paciência pra me dizer:&lt;br /&gt;- ela morreu. ligaram agora do hospital.&lt;br /&gt;eu disse que morta ela já estava.&lt;br /&gt;no velório, não permiti que abrissem o caixão. a cena de horror eu já havia visto na agonia. morto não deve ser visto em estado de morto. mamãe era vaidosa e linda.&lt;br /&gt;quando o caixão baixou à sepultura, beijei a boca da minha mulher. acharam um gesto de horror e deboche. não bastasse que eu estava de chinelos com a calça jeans rasgada nos joelhos.&lt;br /&gt;é que ninguém entendeu: a partir daquela hora minha mulher passava a ser também minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;júlio</description>
      <pubDate>Sat, 05 Nov 2011 07:16:42 +0000</pubDate>
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      <title>DOS POEMAS DE AMOR</title>
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      <description>para conceição bernardino, minha irmãzinha portuguesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os poemas de amor são feitos de azia&lt;br /&gt;os poemas de amor dão má digestão&lt;br /&gt;os poemas de amor são feitos de nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os poemas de amor não respeitam quem ama&lt;br /&gt;os poemas de amor são eternos doentes&lt;br /&gt;os poemas de amor contrariando à poesia&lt;br /&gt;não dizem absolutamente nada &lt;br /&gt;os poemas de amor pedem camisa-de-força&lt;br /&gt;pior ainda quando inventam estrelas&lt;br /&gt;em lugar de palavras que podiam ser úteis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os poemas de amor são chatos - cacetes&lt;br /&gt;como retratos antigos de avós na memória&lt;br /&gt;casamentos felizes filhos família&lt;br /&gt;pranto missa velório&lt;br /&gt;navalha nos pulsos relógios sem tempo&lt;br /&gt;anjos de rilke se masturbando nas nuvens&lt;br /&gt;adeus sem memória e sem gozo - os poemas de amor&lt;br /&gt;___________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;júlio</description>
      <pubDate>Fri, 04 Nov 2011 03:05:41 +0000</pubDate>
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      <title>AUTO-ESTIMA</title>
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      <description>&quot;Minha filosofia traz o pensamento vitorioso com o qual toda outra maneira de pensar acabará por sucumbir.&quot;&lt;br /&gt;- Nietzsche, O Eterno Retorno -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o poeta só fabrica o céu porque&lt;br /&gt;conhece o inferno mais do que&lt;br /&gt;a palma da própria mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o poema é pomba mas pode&lt;br /&gt;tornar-se bomba e explodir de&lt;br /&gt;repente isso só depende da&lt;br /&gt;maneira como a flor for tratada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;transformar ouro em merda &lt;br /&gt;é arte que exige engenho&lt;br /&gt;assim como imaginar o arcanjo gabriel&lt;br /&gt;trepando com a virgem maria no&lt;br /&gt;momento da anunciação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;felizmente não tenho ninguém a rezar por mim&lt;br /&gt;esqueci meu credo em velhos confessionários&lt;br /&gt;mas nem por isto sou pecador&lt;br /&gt;:não comete pecado quem peca contra si mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a poesia absolve o poeta da mesma&lt;br /&gt;forma que o condena e mata para&lt;br /&gt;torná-lo à vida no colo de uma mulher&lt;br /&gt;puta ou santa pouco importa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o poeta dorme acordado para a morte&lt;br /&gt;e quando pensar que escreveu o seu último&lt;br /&gt;poema terá concluído apenas o rascunho&lt;br /&gt;do que foi sua vida sem saber que&lt;br /&gt;o poema em doses lentas de palavras&lt;br /&gt;já o havia destruído no exato &lt;br /&gt;dia em que pensou compor&lt;br /&gt;o seu primeiro verso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se assim não falou zaratustra&lt;br /&gt;não falou porque não quis mas&lt;br /&gt;assim falei eu e está falado com&lt;br /&gt;o enxofre das minhas palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________&lt;br /&gt;júlio</description>
      <pubDate>Thu, 03 Nov 2011 19:40:05 +0000</pubDate>
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      <title>RELAÇÃO DE ALGUNS BENS DO POETA</title>
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      <description>uma pilha de poemas impressos&lt;br /&gt;outra dos que foram perdidos&lt;br /&gt;e mais outra dos que ficaram por escrever&lt;br /&gt;uma prateleira com sonhos queimados&lt;br /&gt;quarenta e cinco amores passados&lt;br /&gt;um relógio sem ponteiros&lt;br /&gt;um gato que não existe miando em silêncio&lt;br /&gt;um pássaro empalhado com a asa esquerda partida&lt;br /&gt;uma mala de couro pronta para a viagem sem volta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________&lt;br /&gt;júlio</description>
      <pubDate>Wed, 02 Nov 2011 16:20:21 +0000</pubDate>
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      <title>POEMA PORTUGUÊS</title>
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      <description>Ao Xavier Zarco, poeta e meu amigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vejo-te num café qualquer de coimbra&lt;br /&gt;a conversar com pascoaes e o&#039;neill&lt;br /&gt;mas só as águas do mondego&lt;br /&gt;as paredes do mosteiro de santa clara&lt;br /&gt;e inês de castro envolta em seu xaile&lt;br /&gt;podem escutar o que conversam&lt;br /&gt;eu cá tão longe tento apenas adivinhar&lt;br /&gt;falam do amor e da morte&lt;br /&gt;das viúvas e dos órfãos&lt;br /&gt;falam também de um relógio imaginário&lt;br /&gt;que ao tempo nunca obedeceu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;penso que o mundo parou de girar de repente&lt;br /&gt;e as notícias que os jornais tinham prontas&lt;br /&gt;ficaram dois séculos mais velhas&lt;br /&gt;a verdade pá é que estamos todos mortos&lt;br /&gt;e distraídos não percebemos e continuamos aqui&lt;br /&gt;à mercê do vinho e da poesia&lt;br /&gt;objectos de palavras inúteis que mendigamos&lt;br /&gt;como côdeas de pão amanhecido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à tua frente o&#039;neill está a rir-se&lt;br /&gt;como que a debochar do silêncio que cruza&lt;br /&gt;o arco da almedina&lt;br /&gt;à semelhança de uma pomba atordoada&lt;br /&gt;que parece voar sem rumo&lt;br /&gt;uma mulher que não fazia parte do poema surge&lt;br /&gt;aproxima-se de pascoaes e o beija&lt;br /&gt;&quot;Com os lábios que a terra já desfez.&quot; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*)Verso do poema Idílio, de Teixeira Pascoaes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;júlio</description>
      <pubDate>Tue, 01 Nov 2011 20:08:49 +0000</pubDate>
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      <title>SACRAMENTO</title>
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      <description>atualizar os dias&lt;br /&gt;sem temer a carne&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;recontar os ossos&lt;br /&gt;dos que já se foram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espalhar as cinzas&lt;br /&gt;pelos jardins das casas&lt;br /&gt;que não existem mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;beber a água benta&lt;br /&gt;das pias de batismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saciar toda sede&lt;br /&gt;das horas inquietas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser sóbrio como o pássaro&lt;br /&gt;que desistiu do voo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim dormir sereno&lt;br /&gt;no colo de um navio&lt;br /&gt;e não pensar na volta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;comungar a morte&lt;br /&gt;livre e sem remorso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________&lt;br /&gt;júlio&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 31 Oct 2011 17:57:32 +0000</pubDate>
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      <title>SONETO DE CRISTIANE</title>
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      <description>teus olhos falam todas as luzes&lt;br /&gt;e teus passos guiam os meus caminhos&lt;br /&gt;afastas o peso das minhas cruzes&lt;br /&gt;com o leve roçar dos teus carinhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e assim se eu me perco tu me conduzes&lt;br /&gt;não vou no rastro dos sempre-sozinhos&lt;br /&gt;enfrento as balas de mil arcabuzes&lt;br /&gt;se tenho teu beijo me esqueço dos vinhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se no meu olhar havia neblina&lt;br /&gt;vai-se num átimo toda a cegueira&lt;br /&gt;o velho que sou se curva à menina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o mundo meu bem de vez que se dane&lt;br /&gt;que sejas minha pela vida inteira&lt;br /&gt;o resto se ajeita cris... cristiane&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;júlio</description>
      <pubDate>Sat, 29 Oct 2011 14:12:22 +0000</pubDate>
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      <title>O ATO SEM O FATO</title>
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      <description>não tenho tempo&lt;br /&gt;nem meias medidas&lt;br /&gt;assim - só - contemplo&lt;br /&gt;minhas mortes&lt;br /&gt;e mil e tantas vidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tenho soluços&lt;br /&gt;sou rasteiro - homem do povo&lt;br /&gt;e filho da puta&lt;br /&gt;sou um estorvo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas amo-te tanto cristiane&lt;br /&gt;que o resto enfim e em mim&lt;br /&gt;que se foda e dane&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;júlio</description>
      <pubDate>Thu, 27 Oct 2011 11:50:13 +0000</pubDate>
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