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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Sun, 11 Oct 2026 12:01:37 +0000</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Meio Cheio</title>
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      <description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Chego à triste conclusão que sinto falta de alguém... &lt;br /&gt;O copo vai a meio, as gotas que escorrem pelas suas paredes de cada vez que o levo aos lábios deixa um sabor a nostalgia na minha boca.&lt;br /&gt;Só há um copo em cima da mesa... não dois...&lt;br /&gt;O desejo de partilhar este momento chegou assim que bebi o primeiro gole; há prazeres, como este, que devem ser partilhados de quando em vez... sim, porque há dias em que não há melhor companhia que a nossa... contudo, hoje não é um desses dias. &lt;br /&gt;Apetecia-me um ombro, um enrolar de outros dedos nos meus, um olhar, um beijo inocente...&lt;br /&gt;E, para animar este sentimento, oiço ao longe o Paulo Gonzo a cantar os seus Jardins Proibidos - um aperto prende o meu coração...&lt;br /&gt;Quantos jardins já não percorri... mas ainda não descobri o ponto de chegada neste labirinto por onde tem andado a minha alma... e ainda não me perdi naquele recanto aninhada a quem irei deixar que se perca em mim... ou perdi? ou deixei?&lt;br /&gt;Sim, já me perdi e já deixei que se quisessem perder, o que nunca quis foi prender quem nunca se quis encontrar em mim... deixei ir...&lt;br /&gt;Acredito que o que nos está destinado acabará por voltar, ou chegará sem aviso com aquela força que me fará perder novamente...&lt;br /&gt;É certo que cada vez que o mapa é desdobrado e iniciamos a viagem das emoções, não sabemos de antemão onde vamos chegar... certo é que neste monopólio dos sentimentos, ninguém chega à bancarrota porque há muitas formas de amor... o amor romântico, o amor paixão, o amor ternura, o amor amizade...&lt;br /&gt;Porém, neste momento era com o amor romântico que me apetecia dividir este copo de vinho...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;[center]Chego à triste conclusão que sinto falta de alguém... &lt;br /&gt;O copo vai a meio, as gotas que escorrem pelas suas paredes de cada vez que o levo aos lábios deixa um sabor a nostalgia na minha boca.&lt;br /&gt;Só há um copo em cima da mesa... não dois...&lt;br /&gt;O desejo de partilhar este momento chegou assim que bebi o primeiro gole; há prazeres, como este, que devem ser partilhados de quando em vez... sim, porque há dias em que não há melhor companhia que a nossa... contudo, hoje não é um desses dias. &lt;br /&gt;Apetecia-me um ombro, um enrolar de outros dedos nos meus, um olhar, um beijo inocente...&lt;br /&gt;E, para animar este sentimento, oiço ao longe o Paulo Gonzo a cantar os seus Jardins Proibidos - um aperto prende o meu coração...&lt;br /&gt;Quantos jardins já não percorri... mas ainda não descobri o ponto de chegada neste labirinto por onde tem andado a minha alma... e ainda não me perdi naquele recanto aninhada a quem irei deixar que se perca em mim... ou perdi? ou deixei?&lt;br /&gt;Sim, já me perdi e já deixei que se quisessem perder, o que nunca quis foi prender quem nunca se quis encontrar em mim... deixei ir...&lt;br /&gt;Acredito que o que nos está destinado acabará por voltar, ou chegará sem aviso com aquela força que me fará perder novamente...&lt;br /&gt;É certo que cada vez que o mapa é desdobrado e iniciamos a viagem das emoções, não sabemos de antemão onde vamos chegar... certo é que neste monopólio dos sentimentos, ninguém chega à bancarrota porque há muitas formas de amor... o amor romântico, o amor paixão, o amor ternura, o amor amizade...&lt;br /&gt;Porém, neste momento era com o amor romântico que me apetecia dividir este copo de vinho...&lt;/div&gt;[/center]</description>
      <pubDate>Tue, 01 Oct 2013 10:38:56 +0000</pubDate>
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      <title>Carta</title>
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      <description>Lembro-me dos teus olhos cor de mar, (dizias que era por viveres perto do oceano) do teu sorriso aberto, mas lembro-me principalmente do teu olhar, aquele onde escondias todos os sonhos do teu mundo.&lt;br /&gt;E o mundo era o teu grande sonho!&lt;br /&gt;Falavas dele como se o conhecesses, mas nunca tinhas saído da vila onde morávamos, mas os jornais mostravam uma realidade que tu querias fosse a tua… &lt;br /&gt;E de olhar perdido no horizonte, falavas-me que um dia serias um grande jornalista, um contador de estórias, um escritor de sonhos… &lt;br /&gt;No fundo eu sabia que um dia te perderia para uma qualquer página de um daqueles jornais que tão avidamente sorvias com o olhar…&lt;br /&gt;Aquele olhar de menino rebelde que eu tanto amava. &lt;br /&gt;Ainda sinto o calor dos teus lábios a limpar-me as lágrimas depois de um qualquer desgosto adolescente, e prometias-me o mundo…&lt;br /&gt;Mas a vida encarregou-se de matar todas as promessas.&lt;br /&gt;E um dia… partiste! &lt;br /&gt;Levaste a mochila cheia de sonhos e deixaste um coração vazio de promessas!&lt;br /&gt;Penso sempre em ti, onde estarás agora… quantos olhares já cativaste com o teu sorriso!&lt;br /&gt;A nossa árvore ainda existe, o velho carvalho que nos acolhia ao fim da tarde ainda guarda as nossas iniciais que tu esculpiste como símbolo do nosso amor, as letras estão desgastadas pelo tempo, tal como eu…&lt;br /&gt;Ainda passo por lá de vez em quando na esperança de te encontrar um dia…&lt;br /&gt;Imagino se ainda te lembrarás de mim… Se tal como eu sentes saudade de tudo o que o velho carvalho representava para nós…&lt;br /&gt;Leio cada reportagem tua, na expectativa de me encontrar nas entrelinhas…&lt;br /&gt;Procuro a tua saudade a cada palavra que escreves… Mas só falas em guerra, fome, catástrofes e morte…&lt;br /&gt;Suponho que ainda terás os olhos cor do mar, embora vivas longe do oceano, e que o teu sorriso ainda fará palpitar corações…&lt;br /&gt;Hoje olho-te à distância de um passado que o tempo teima em não deixar esquecer… </description>
      <pubDate>Thu, 11 Mar 2010 15:40:28 +0000</pubDate>
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      <title>Vingança</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=122484</link>
      <description>Só aqui me sinto bem...&lt;br /&gt;Sentada numa velha cadeira num sotão abandonado!&lt;br /&gt;Vivo na sombra, ignoro meu nome, mas não esqueço a humilhação.&lt;br /&gt;Aprendi a reerguer-me sempre a que vida me trapaceia.&lt;br /&gt;Deito-me em lençóis de amargura e durmo com a tristeza, a mágoa e a desilusão...&lt;br /&gt;Alimento a alma com a revolta acumulada, e as lágrimas que não choro ajudam a hidratar a vingança...&lt;br /&gt;A desconfiança está sempre a meu lado não deixando que intrusos nos invadam.&lt;br /&gt;Do alto desta porta vejo as aves voarem livremente, a cobiça chega e faz-me desejar ser como elas... Mas o medo estava à espreita e aconselha-me a permanecer sentada.&lt;br /&gt;Enterro as unhas nas palmas das mãos, mastigo a raiva misturada com lágrimas e faço um nó de sentimentos na garganta que teimo em não engolir... Quero-os aqui... Sempre presentes...&lt;br /&gt;O meu peito é invadido por uma dor fria... O meu coração congelou!&lt;br /&gt;Limita-se a fazer a sua função... bater!&lt;br /&gt;Os meus olhos perderam a capacidade de ver, e os lábios cerrados protegem o sorriso e não deixam saír qualquer som...&lt;br /&gt;Vivo na sombra... O Sol incomoda-me...&lt;br /&gt;Esqueci quem sou...&lt;br /&gt;Alguém lembrará?... </description>
      <pubDate>Fri, 05 Mar 2010 11:52:35 +0000</pubDate>
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        <item>
      <title>Morreste-me!</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=115121</link>
      <description>&lt;img src=&#039;http://www.luso-poemas.net/uploads/img477d0c58b1036.jpg&#039; class=&#039;img-responsive center&#039; border=&#039;0&#039; alt=&#039;&#039; onload=&quot;javascript:imageResize(this, 420)&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje morreste-me!&lt;br /&gt;Perdi-te algures entre a distância que separa o coração da alma.&lt;br /&gt;Tornaste-te inexistente em mim, só o frio restou... o nada do pouco que havia.&lt;br /&gt;O teu sorriso e as minhas lágrimas diluíram-se em água ... O teu olhar pertence a outra!&lt;br /&gt;Perdi o corpo jamais tocado, o beijo tão desejado, o abraço reconfortante!&lt;br /&gt;Morreste-me!&lt;br /&gt;Mas renasceste para outro alguém... que aos poucos me roubou o teu sorriso, o teu abraço, o teu beijo...&lt;br /&gt;Conquistou-te, e deu-me o poder de sentir desilusão, dor, angústia, solidão...&lt;br /&gt;Perdi-te... Mas nunca te ganhei!&lt;br /&gt;Perdi de conhecer o calor do teu corpo, sentir o teu desejo...&lt;br /&gt;Perdi-te nas noites de insónias, desapareceste entre os acordes das minhas músicas... Ou seriam nossas?&lt;br /&gt;Nunca tentaste perceber o meu olhar, nunca decifraste as minhas palavras, nunca entendeste o meu sorriso, nem olhaste para dentro dos meus olhos... Tanto amor existia em mim...&lt;br /&gt;Ficou o sonho, a ilusão, o vazio entre nós.&lt;br /&gt;Uma realidade nunca assumida... Mas conhecida!&lt;br /&gt;A ausência de tudo o que não existiu, no nada que persistiu!&lt;br /&gt;Perdeste-me!&lt;br /&gt;Morri-te!...  </description>
      <pubDate>Thu, 14 Jan 2010 17:02:30 +0000</pubDate>
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      <title>Nostalgia</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=74842</link>
      <description>&lt;img src=&#039;http://www.luso-poemas.net/uploads/img470d217c03325.jpg&#039; class=&#039;img-responsive center&#039; border=&#039;0&#039; alt=&#039;&#039; onload=&quot;javascript:imageResize(this, 420)&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nostalgia tomou conta de mim...&lt;br /&gt;Sinto-me melancolica, perdida de mim.&lt;br /&gt;Hoje não me peçam sorrisos...&lt;br /&gt;Lágrimas são tudo o que vos posso oferecer neste momento!...&lt;br /&gt;A vida continua a fintar-me, a pôr-me à prova e às vezes confesso que não estou à altura.&lt;br /&gt;Hoje é um desses dias.&lt;br /&gt;Apetece-me pura e simplesmente desisitir.&lt;br /&gt;Pôr um letreiro em mim a dizer: &quot;Fechado&quot; .&lt;br /&gt;Oscilo entre a vontade de gritar e de me esconder de todos.&lt;br /&gt;A minha paz interior, anda arredia e eu não gosto deste clima de &quot;guerra&quot; de descontentamento...&lt;br /&gt;Sinto-me inútil, impotente, deslocada, estranha e intrusa...&lt;br /&gt;Como se não pertencesse aqui ou a lugar algum.&lt;br /&gt;Sinto que não posso caír, simplesmente pelo facto, de não ter ninguém que me ajude a levantar!&lt;br /&gt;A revolta que sinto é tão grande... &lt;br /&gt;A decepção tomou conta da minha alma...&lt;br /&gt;Por isso hoje não me peçam sorrisos...&lt;br /&gt;Seria uma traição à minha dor!...&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 18 Mar 2009 15:18:09 +0000</pubDate>
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      <title>Perdidos</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=66628</link>
      <description>&lt;img src=&#039;http://www.luso-poemas.net/uploads/img47eac5c836992.jpg&#039; class=&#039;img-responsive&#039; border=&#039;0&#039; alt=&#039;&#039;  onload=&quot;javascript:imageResize(this, 420)&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho em volta...&lt;br /&gt;Nada faz sentido!&lt;br /&gt;Tu não fazes sentido!&lt;br /&gt;Eu não faço sentido!&lt;br /&gt;Nós não existimos...!&lt;br /&gt;Vives num tempo, de que eu só tenho memória, de momentos de que não te posso resgatar...&lt;br /&gt;Quando te olho nos olhos, pergunto-me, o que vês...&lt;br /&gt;Estão repletos de algo que não consigo entender, e tão vazios de mim...&lt;br /&gt;Pergunto-me se valerá a pena, querer derrubar esse muro que ergueste em torno de ti...&lt;br /&gt;E não entendes, que nessas breves escapadelas me deixas só...&lt;br /&gt;Sinto-me indesejada...&lt;br /&gt;Às vezes tenho medo de perder-te para esse mundo de memórias e ilusões...&lt;br /&gt;Outras vezes, apetece-me abrir-te a porta e convidar-te a saír, numa derradeira tentativa de te mostrar, que os castelos que construiste um dia, o mar levou-os, nos seus momentos de fúria...&lt;br /&gt;E todos os sonhos de infância foram engolidos pela maré cheia!&lt;br /&gt;Estou cansada de brincar ao faz de conta...&lt;br /&gt;Doem-me as palavras que calo, em discussões inúteis.&lt;br /&gt;Engulo argumentos que nunca vais entender.&lt;br /&gt;Finjo sorrisos para disfarçar, a imensa tristeza que me destrói a alma.&lt;br /&gt;Ferem-me os gestos oprimidos, na ânsia de um abraço!&lt;br /&gt;Secam os lábios com sede de um beijo.&lt;br /&gt;Grito a minha revolta em silêncios profundos.&lt;br /&gt;Desvio o olhar... E, neste gesto, escondo toda a minha desilusão...&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 10 Jan 2009 10:51:06 +0000</pubDate>
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      <title>Tristes palavras</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=63234</link>
      <description>&lt;img src=&#039;http://www.luso-poemas.net/uploads/img4766b4d4c6d98.jpg&#039; class=&#039;img-responsive&#039; border=&#039;0&#039; alt=&#039;&#039;  onload=&quot;javascript:imageResize(this, 420)&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Perguntaram-me recentemente, porque razão os meus textos eram sempre tristes, a resposta é simples...&lt;br /&gt;Quando estou alegre, não sinto necessidade de escrever!&lt;br /&gt;Divido a minha alegria com os amigos, ofereço sorrisos pela multidão, distribuo felicidade e boa disposição...&lt;br /&gt;Quando estou triste, entrego-me a uma folha em branco, desnudo meus sentimentos, dou-lhes forma em tinta preta...&lt;br /&gt;Engulo lágrimas e desabafos, que alimentam a minha tristeza...&lt;br /&gt;Isolo-me do mundo!&lt;br /&gt;E, assim, a folha outrora branca, vai tomando a forma e a cor, da minha dor!&lt;br /&gt;Em silêncio grito o que me vai na alma...&lt;br /&gt;Choro até ficar seca, como um campo estéril.&lt;br /&gt;E confesso:&lt;br /&gt;A decepção provocada por um amigo...&lt;br /&gt;A revolta por ser ignorada...&lt;br /&gt;A tristeza de estar só...&lt;br /&gt;A dor da incompreensão...&lt;br /&gt;A frustação de dar, e nunca receber...&lt;br /&gt;E, é na folha que já foi branca, que confio os meus mais intimos segredos, e tenho dela, a promessa de sempre me apoiar...&lt;br /&gt;Com a vantagem de estar sempre aqui...&lt;br /&gt;Pronta para me ouvir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 06 Dec 2008 08:44:48 +0000</pubDate>
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      <title>Procuro-te...</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=63233</link>
      <description>[img]http://www.luso-poemas.net/uploads/img47df0d1edc417.jpg[/img&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro-te em cada anoitecer...&lt;br /&gt;Em noites de luar vagueio perdida de mim...&lt;br /&gt;Tropeço numa estrela cadente, e peço-lhe um desejo...!&lt;br /&gt;Invado o reino de Neptuno, na esperança que ele me conte o teu segredo...&lt;br /&gt;Tento reconhecer a tua voz, no chilrear dos pássaros...&lt;br /&gt;Envolvo-me na multidão, na vã glória de vislumbrar o teu olhar...&lt;br /&gt;Mas é de madrugada, que invades a minha intimidade, chegas silencioso,&lt;br /&gt;como num sonho, e deitas-te a meu lado...&lt;br /&gt;Acendes a fogueira do meu desejo.&lt;br /&gt;Sinto o calor da tua respiração, no meu pescoço, as mãos que percorrem meu&lt;br /&gt;corpo são macias como a seda...&lt;br /&gt;Os lábios que me devoram, são quentes e atrevidos!&lt;br /&gt;Ouço o som grave da tua voz no meu ouvido, sussurando que me amas...&lt;br /&gt;Entrego-me a este momento enebriante, onde nossos corpos se fundem, numa simbiose perfeita...&lt;br /&gt;Abro os olhos, e vejo-te o rosto...&lt;br /&gt;Os olhos cinzentos...&lt;br /&gt;Esses que me enlouquecem, e que eu procuro em cada esquina!&lt;br /&gt;Acordo com o Sol a acariciar-me o rosto...&lt;br /&gt;Procuro-te na enorme cama, vazia de ti...&lt;br /&gt;Fecho os olhos... Ainda consigo ver o teu sorriso...&lt;br /&gt;Sinto o calor das tuas mãos... Os teus lábios ávidos dos meus...&lt;br /&gt;E, é neste suave delírio, entre o sonho e a realidade...&lt;br /&gt;Que te encontro... E me perco!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 06 Dec 2008 08:33:05 +0000</pubDate>
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      <title>Cicatrizes</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=59636</link>
      <description>&lt;img src=&#039;http://www.luso-poemas.net/uploads/img4761c0e2e6afb.jpg&#039; class=&#039;img-responsive&#039; border=&#039;0&#039; alt=&#039;&#039;  onload=&quot;javascript:imageResize(this, 420)&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordei com a sensação que já passaram demasiadas horas por mim...&lt;br /&gt;Horas que passaram, e eu nem dei por isso!&lt;br /&gt;Horas como água a escorrer-me entre os dedos!&lt;br /&gt;Horas que lentamente se foram tornando dias... meses...anos!...&lt;br /&gt;Este mês devia ter soprado as velas do tempo, para festejar!!!&lt;br /&gt;Mas festejar o quê??&lt;br /&gt;A minha derrota?&lt;br /&gt;Festejar o facto de não ter sabido aproveitar as horas que passaram por mim, quando ainda oportunidade...&lt;br /&gt;Tornei-me numa colecionadora de cicatrizes...&lt;br /&gt;Cicatrizes que se curaram, mas com vontade de continuar!&lt;br /&gt;Cicatrizes que teimam em permanecer abertas!&lt;br /&gt;Cicatrizes infectadas de sofrimento e dor!&lt;br /&gt;Cicatrizes de saudade e solidão!&lt;br /&gt;A minha pele...&lt;br /&gt;Rasgada pelo tempo, que implacávelmente me destrói!&lt;br /&gt;As horas passaram, e eu, nem dei conta!&lt;br /&gt;Hoje, olho para mim, e já não me reconheço.&lt;br /&gt;Vejo-me sem rumo...&lt;br /&gt;Sem vontade...&lt;br /&gt;Vazia...&lt;br /&gt;Sem ti...&lt;br /&gt;Sem mim...&lt;br /&gt;Sem nada...&lt;br /&gt;O nada que ocupa tuda cá dentro.&lt;br /&gt;Anos...&lt;br /&gt;O peso do tempo sobre mim...&lt;br /&gt;E penso: (Feliz Aniversário...)&lt;br /&gt;Peço um desejo...&lt;br /&gt;(Quero...te!) </description>
      <pubDate>Wed, 05 Nov 2008 14:10:06 +0000</pubDate>
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      <title>Mudar</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=59634</link>
      <description>&lt;img src=&#039;http://www.luso-poemas.net/uploads/img47df0d1edc417.jpg&#039; class=&#039;img-responsive&#039; border=&#039;0&#039; alt=&#039;&#039;  onload=&quot;javascript:imageResize(this, 420)&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordei disposta a mudar a minha vida...&lt;br /&gt;Abri a janela, e deixei entrar o ar fresco da manhã...&lt;br /&gt;Atrevido como sempre, o Sol, desnudou-me, e seus raios aqueceram minha pele!&lt;br /&gt;Abri a gaveta da minha vida, e, entre o passado e o presente, fui retirando tudo o que me magoa...&lt;br /&gt;Arquivei num espaço especial, todas as boas recordações, porque embora sejam boas, são passado!... E, decidi, não depender do passado, no meu futuro...&lt;br /&gt;Fiz uma fogueira, e queimei as mentiras, as traições, as desilusões, a tristeza, as falsas promessas, os falsos amigos...&lt;br /&gt;Mas reciclei algumas conversas...(ainda podem fazer-me falta no futuro!)...&lt;br /&gt;Joguei pela janela esperanças vãs, projectos por concluir, pessoas falsas, mascaradas de amigos...(nunca gostei do Carnaval!)...&lt;br /&gt;Assegurei para que os verdadeiros amigos, ficassem em lugar seguro, e abri meu coração...&lt;br /&gt;E, quando dei por isso, a gaveta estava vazia!&lt;br /&gt;Não sobrou quase nada!...&lt;br /&gt;Olhei bem, e vi, que a um canto, estava a minha alegria... Escondida, em pânico, depois de tantos anos a ser ameaçada pela tristeza, pela raiva, pela desilusão...&lt;br /&gt;Ofereci-lhe um sorriso, e mostrei-lhe a gaveta vazia... só dela!&lt;br /&gt;E, pouco a pouco, senti-a a tomar o seu espaço, na gaveta... que sou eu!&lt;br /&gt;Tomei um duche de esperança, e junto com a água quente, derramei as minhas últimas lágrimas...&lt;br /&gt;Lavei a minha alma!...&lt;br /&gt;Vesti-me de branco...&lt;br /&gt;E fechei as portas do meu passado!... </description>
      <pubDate>Wed, 05 Nov 2008 14:08:04 +0000</pubDate>
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