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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Mon, 14 Sep 2026 05:56:56 +0000</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>poema</title>
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      <description>*****&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não se ap&lt;br /&gt;egue a reg&lt;br /&gt;ra palav&lt;br /&gt;ra é pla&lt;br /&gt;nta ent&lt;br /&gt;ão regue-a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 04 Mar 2022 16:29:29 +0000</pubDate>
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      <title>poema</title>
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      <description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;foste embora montado no passado&lt;br /&gt;feito o cheiro que retorna no abraço&lt;br /&gt;para ir-se novamente como o braço&lt;br /&gt;que parece nunca ter me abraçado&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ainda assim, dessa vez não me foi dado&lt;br /&gt;o sossego de cair em outros braços&lt;br /&gt;ou a glória de juntar os meus pedaços&lt;br /&gt;e amarrá-los feito pedras ao meu lado&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;tu foste embora, como em outras eras&lt;br /&gt;levando em ti todas as primaveras&lt;br /&gt;deixando sombras de um inverno estranho&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;meu consolo foi apenas teu perfume&lt;br /&gt;infinito de paixão e de ciúme&lt;br /&gt;que enfim eu esqueci depois do banho&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;perdido no tempo</description>
      <pubDate>Mon, 09 Nov 2020 16:20:15 +0000</pubDate>
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      <title>o vento treme de frio</title>
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      <description>................................ &lt;br /&gt;................................ &lt;br /&gt;................................ &lt;br /&gt;................................ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o vento treme de frio&lt;br /&gt;o marujo em seu poleiro&lt;br /&gt;do topo da gávea via&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um vulto de terra firme&lt;br /&gt;um risco de terra fêmea&lt;br /&gt;em sua forma curvilínea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o marujo em seu poleiro&lt;br /&gt;já não se tremia de frio&lt;br /&gt;mas do luxo da gravidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e grávido de esperança&lt;br /&gt;aos berros ele afirmava&lt;br /&gt;terra à vista, terra firme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seus camaradas de posto&lt;br /&gt;do topo de lá da gávea&lt;br /&gt;juntaram-se à gritaria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;terra à vista, terra firme&lt;br /&gt;e a nave no mar queria&lt;br /&gt;terra à vista, terra firme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o capitão se agitava&lt;br /&gt;aos quatro ventos dizia&lt;br /&gt;ser esse o fim da viagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;terra à vista, terra firme&lt;br /&gt;no ventre dessa paisagem&lt;br /&gt;a âncora enfim cairia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com esses bons pensamentos&lt;br /&gt;mais ninguém pensou no vento&lt;br /&gt;que as velas soprava à margem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a essa mensagem de terra&lt;br /&gt;o vento declara guerra&lt;br /&gt;disfarçando-se de brisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nada mais de água rasa&lt;br /&gt;nenhuma miragem de chão&lt;br /&gt;a tripulação fica míope&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;terra à vista, terra firme&lt;br /&gt;e a nave no mar jazia&lt;br /&gt;no meio da calmaria</description>
      <pubDate>Tue, 27 Jun 2017 15:13:39 +0000</pubDate>
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      <title>quem tem medo do lobo mau?</title>
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      <description>a essência da arte, em minha concepção, é o movimento. toda forma de arte move não só o autor, como o receptor da obra. a poesia, por exemplo, gosto de crer que nasce melhor do espanto, do incômodo, da curiosidade. este é meu pensamento.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;certa música que gosto diz &quot;certas canções que ouço cabem tão dentro de mim, que perguntar carece: como não fui eu que fiz?&quot;. esta obra, por exemplo, me comove, porque me diz algo, se assemelha a algo que penso, e a absorvo de tal maneira que me move escutá-la, ou mesmo lembrar dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sendo assim, é comum que nos incomode quando algo que gostamos se torna alvo de críticas, seja um filme, uma música, um livro, um poema. isso porque é como se tal obra nos vestisse, como se nós a vestíssemos. raro é não se incomodar com isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora, e se fazem isso com algo que criamos, que nós mesmos criamos, que é fruto do nosso ventre? jesus, ai daquele que ousar. afinal, pensamos a nossa obra, mal pensamos já damos nome, nos desgastamos e suamos até que venha a hora do parto... e que coisa linda surgiu à luz, eu tenho que mostrar pra todo mundo! é meu novo filho, meu novo filho, acendam fogueiras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é bem assim. o texto parte do autor, mas não é parte dele. a partir do momento em que essa obra é posta em evidência, ela está sendo dada aos olhos de quem lê. e essa pessoa possui aquela obra e, como leitor, e aí não importa mesmo sua formação, tem direito à própria visão. se boa, se má, é subjetivo. eu mesmo detesto boa parte da poesia de barzinho do vinicius, e é o que ele tem de mais famoso. &quot;olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...&quot;, eca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;claro que há maneiras de dizer quando se gosta ou não, e aí vai da cabeça de cada um. mas se alguém diz algo que não nos agrada sobre uma obra que nos agrada, seja ela nossa ou não, cabe principalmente a nós, receptores diretos ou indiretos (no caso de obra alheia), a maturidade de aceitar a crítica, seja ela útil ou não. quanto aos nossos escritos, sendo ou não sendo úteis as críticas, fomos nós que pedimos, afinal, publicamos, e a publicação nada mais é que uma forma tácita de dizer &quot;olha o que eu fiz&quot;. </description>
      <pubDate>Sat, 10 Jun 2017 04:43:01 +0000</pubDate>
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      <title>soneto em linha reta</title>
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      <description>.....................&lt;br /&gt;.....................&lt;br /&gt;.....................&lt;br /&gt;.....................&lt;br /&gt;.....................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tédio verte garrafas em meu caminho sem fé. recolho por entre safras mais um cigarro, um café. as mãos tremem tuas horas, quando morres pelos cantos e o vinho de todos os santos te faz em juras de auroras. as doses da voz de morto criam as somas do corpo nas esquinas onde esbarro. noite em dia se desvaira e nos olhos ainda paira a névoa do teu cigarro.</description>
      <pubDate>Fri, 14 Oct 2016 12:15:45 +0000</pubDate>
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      <title>monotonia</title>
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      <description>cristãos-novos enfrentam batalhas plásticas, fazendo de si mesmos seus próprios mercenários e alinhando-se nas trincheiras e na terceira pessoa. ordenando e coordenando ataques numa guerra, as faces reais permanecem impávidas na corte. em outro córner, um bufão de esgar sóbrio cria e atura de si mesmo um monólogo bifurcado, enfrentando o espelho, ansiando que este lhe dê uma visão diferente de sua própria. mais além, numa cadeira de espaldar alto, está o comendador, que chora de barriga cheia. por vezes, interrompe seu choro para observar uma mosca que busca em vão prolongar seus dias sobre um prato de comida macrobiótica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então o comendador levanta sua mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de repente, todos param. para o choque entre espadins, cessam os gritos de guerra, as juras de morte, os desejos de sangue. dos dois lados, os guerreiros aguardam ordens. não se ouve mais o bufão. seus tiques dramáticos são substituídos por braços retos. sua sobriedade esvai-se numa cara de espanto. o mundo inteiro entra em colapso ao ver o comendador levantar a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;num átimo, sua mão cai sobre a mesa, causando um estrondo digno de malhetes. todos se rendem à solenidade daquele gesto e esperam. passa-se uma eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao ver que todos o encaravam, o comendador ergue a voz, triunfante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- matei!</description>
      <pubDate>Wed, 12 Oct 2016 12:52:37 +0000</pubDate>
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      <title>é muito fácil ser esse deus</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=314974</link>
      <description>...............&lt;br /&gt;...............&lt;br /&gt;...............&lt;br /&gt;...............&lt;br /&gt;...............&lt;br /&gt;...............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- antes de qualquer coisa, não sou ateu. não sou cristão, tampouco. nada contra o cristianismo, mas contra a hipocrisia de muitos que o pregam -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é muito fácil ser esse deus, com as características que o tornam quem o é. onipresença - ele está em tudo que é canto; onisciência - ele sabe de um tudo; onipotência - ele pode fazer dar cachorro em oitenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando algo de bom acontece, foi ele que fez acontecer. não cai uma folha sem a vontade divina... se não cai uma folha, imagina a parcela de bomba suja que esse camarada não tem nas costas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando é coisa ruim, aí o bicho pega... ou não. foi deus quem quis assim e pronto, acabou-se. mas o que me lasca o tino mesmo é quando dizem que os desígnios de deus são impenetráveis... mas que fácil essa, hein!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o macho não pode ser criticado porque nós, mortais, não podemos penetrar em seus desígnios! ora, vá... e outra: diz a sabedoria popular que deus escreve certo por linhas tortas. qual o quê! assim é dose pra elefante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e dizem que o sujeito é bom. tá certo. câncer, ebola, aids, barata, muriçoca, mosca, dor de dente, gente que não presta, artrose, artrite, vício, abstinência, germes, bactérias, escorpião, fruto proibido, tentação, vergonha e mais o diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;temos ainda por cima o negócio da perfeição, pondo mais adjetivo em elohim. são quantos até agora? ah, onisciente, onipresente, onipotente, bom e perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;perfeição... ora, um círculo perfeito, de acordo com o mundo das idéias, é um conjunto de pontos cuja distância até o centro é a mesma. é uma coisa toda curva, sem esquinas, como diria o outro lá. perfeição é imutável, até onde vai meu conhecimento. se algo é perfeito não pode mudar, pela própria definição da palavra. o perfeito não erra... erra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois erra, afinal, quer desmanchar o que fez e põe literalmente por água abaixo. e depois quer consertar. uma hora é um camarada extremamente violento e vingativo, outra é só amor, como se tivesse entrado de cabeça nos anos setenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aí vai a listinha: é onisciente, onipresente, onipotente, perfeito e bom. seus desígnios são impenetráveis, escreve certo por linhas tortas, etc. etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e não existe falha? claro que sim: de continuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sempre acho que esqueci de comentar alguma coisa, mas fazer o quê... errar é humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 06 Oct 2016 06:12:47 +0000</pubDate>
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      <title>força do hábito</title>
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      <description>***********************&lt;br /&gt;***********************&lt;br /&gt;***********************&lt;br /&gt;***********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me desliguei da vida feito um ser ilógico&lt;br /&gt;eu pus nos pés a terra num passe de mágica&lt;br /&gt;e morri feito amante que se entrega ao hábito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em sonho vi nos anjos um anseio fálico&lt;br /&gt;mas despertei a tempo de louvar em cântico&lt;br /&gt;e a voz foi de repente parecendo explícita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;errando pelo claustro vinham freiras bêbadas&lt;br /&gt;de vinho e de alegria por voltar do hospício&lt;br /&gt;onde encontraram deus em sua santa cólera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;temi que me ouvissem e num horror estúpido&lt;br /&gt;mantive a porta aberta pra enganar o gênese &lt;br /&gt;e entreguei o ventre aos meus apelos mímicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi tudo calculado com cara de máquina&lt;br /&gt;trinquei dentes num gosto que supus ser pólvora&lt;br /&gt;e à voz dos anjos virgens explodi em música&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________&lt;br /&gt;vulgarmente inspirado na música&lt;br /&gt;&quot;construção&quot;, de chico buarque.</description>
      <pubDate>Wed, 28 Sep 2016 20:32:52 +0000</pubDate>
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      <title>se minha mala se abrisse</title>
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      <description>**************************&lt;br /&gt;**************************&lt;br /&gt;**************************&lt;br /&gt;**************************&lt;br /&gt;**************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se minha mala se abrisse&lt;br /&gt;em meio a uma ventania&lt;br /&gt;e tudo o que é importante&lt;br /&gt;naquele vão de poliéster&lt;br /&gt;ganhasse novo sentido&lt;br /&gt;ou voasse na contramão&lt;br /&gt;fosse ao pé do teu ouvido&lt;br /&gt;te lembrar de comprar pão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se dentro daquela mala&lt;br /&gt;tivesse tanto dinheiro&lt;br /&gt;tivesse um plano infalível&lt;br /&gt;uma passagem pro cairo&lt;br /&gt;um par de calças de inverno&lt;br /&gt;para usarmos com esqui&lt;br /&gt;um bilhete premiado&lt;br /&gt;um cheque gordo sem fundo&lt;br /&gt;todos os males do mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se todas as falcatruas&lt;br /&gt;e as bondades que já fiz&lt;br /&gt;flutuassem pelas ruas&lt;br /&gt;na ponta do seu nariz&lt;br /&gt;onde tem um pincenê&lt;br /&gt;que em você fica tão lindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se todos os meus dados&lt;br /&gt;aos olhos do mundo todo&lt;br /&gt;caíssem pra cima em seis&lt;br /&gt;eu podia jogar de novo&lt;br /&gt;podia nascer outra vez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se a vida fosse o elástico&lt;br /&gt;que prendesse os meus papéis&lt;br /&gt;se eu fosse feito de plástico&lt;br /&gt;e se eu me dobrasse em dez&lt;br /&gt;se pedra fosse confete&lt;br /&gt;e se eu fosse o carnaval&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas já se abriu o sinal&lt;br /&gt;e tudo agora está verde&lt;br /&gt;vou ver se está tudo aqui&lt;br /&gt;se todos aqueles males&lt;br /&gt;flutuaram pelas ruas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se os planos infalíveis&lt;br /&gt;pra que fôssemos pro cairo&lt;br /&gt;fazer passeios de esqui&lt;br /&gt;precisam de um pincenê&lt;br /&gt;nos olhos do mundo todo&lt;br /&gt;se você lembrou do pão&lt;br /&gt;em meio a uma ventania&lt;br /&gt;se meus dados deram seis&lt;br /&gt;foi da mala que eu abri</description>
      <pubDate>Thu, 22 Sep 2016 11:38:51 +0000</pubDate>
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      <title>poema</title>
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      <description> &lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;não sou de vontades&lt;br /&gt;desejos tão poucos&lt;br /&gt;um sonho - que seja -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aprender e ensinar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outros quaisquer nem ligo&lt;br /&gt;pra não gastar energia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o café está sempre disposto&lt;br /&gt;eu não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é o mal dessa geração &lt;br /&gt;que não soube parir&lt;br /&gt;nem aprendeu com a dor&lt;br /&gt;nem aprendeu a parar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só canso meus vícios&lt;br /&gt;virtudes, meu deus, eu caço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas ó,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saca só este cigarro&lt;br /&gt;- meu único luxo -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um estalo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e fiat lux&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 21 Sep 2016 06:41:51 +0000</pubDate>
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