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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Sun, 12 Jul 2026 14:33:41 +0000</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>O chamado</title>
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      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cupido de bronze maciço no tope do mausoléu,&lt;br /&gt;ensaiava gestos discordando com veemência,&lt;br /&gt;da serenidade dos ciprestes sob o mesmo céu,&lt;br /&gt;observados pelo luar cúmplice da complacência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noites e noites se passavam cobrindo a herdade,&lt;br /&gt;de quando em quando o vento quebrava a monotonia,&lt;br /&gt;a provocar o arredio dos crisântemos sem maldade,   &lt;br /&gt;varrendo a poeira da cruz que o mármore atavia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Companheiros dos pássaros noctívagos do lugar,&lt;br /&gt;um lírio branco saúda o crepúsculo  a suspirar,&lt;br /&gt;trazendo de volta a calma neste campo sem sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a campa ainda enfeitada de tulipas e rosas,&lt;br /&gt;minhas memórias se banham do passado saudosas,&lt;br /&gt;Ela chama na certeza que irei como outro arrebol&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 30 Jul 2016 22:53:59 +0000</pubDate>
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      <title>Lágrimas de sangue e de dor</title>
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      <description>&lt;br /&gt;Ranger de dentes afiados soam malignos,&lt;br /&gt;o zumbido rompendo o silêncio celestial,&lt;br /&gt;algures exsurge a Besta liberta dos signos,&lt;br /&gt;despertada ávida do sono milenar ancestral.&lt;br /&gt;Tremer ante tal poder não será vergonha,&lt;br /&gt;que se rompam os tão frágeis elos servis.&lt;br /&gt;No leito de fogo sob um dossel de peçonha,&lt;br /&gt;qual rameira a Besta se contorce em covis,&lt;br /&gt;entrelaça a beleza esfumaçada de pecado,&lt;br /&gt;com sigilos fusos na lava do forno execrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exulta ao ver brilho nos semblantes sóbrios,&lt;br /&gt;quem se atreveria a sonhar com a realidade,&lt;br /&gt;a cada novo dia exaltar ainda os opróbrios ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem o mundo todo encantado no jugo,&lt;br /&gt;último louco poderá escolher a guilhotina,&lt;br /&gt;condenado a mirar o patíbulo e o verdugo,&lt;br /&gt;por um último juiz vestido de purpurina.&lt;br /&gt;Nessa hora, o brilho azul dos raios fulgentes,&lt;br /&gt;partirá as porções do céu em nuvens de pó,&lt;br /&gt;e vão chorar e gemer, horror sem precedentes,&lt;br /&gt;ouvindo as vozes aos gritos saudando Jericoh.&lt;br /&gt;Ao som das cornetas vão cair essas muralhas,&lt;br /&gt;nem mesmo os corvos sobreviverão das migalhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longo manto roxo vestindo, senhor das magias,&lt;br /&gt;em cadeias de sortilégios o poder de vilanias,&lt;br /&gt;haverá de despertar o gigante no crepúsculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um visitante alado calará os lábios dos impios,&lt;br /&gt;tantas cobras e aranhas nas ruínas medrarão.&lt;br /&gt;Deslizando nas ruas das desditas como rios,&lt;br /&gt;as almas estarão livres depois da maldição,&lt;br /&gt;longe perdidos os sons da pecaminosa diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expiadas todas as lágrimas de sangue e dores,&lt;br /&gt;talvez exulte a alegria pagando os louvores,&lt;br /&gt;então estará quitada minha antiga obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;by Arys G@iovani</description>
      <pubDate>Thu, 02 Jun 2016 14:12:29 +0000</pubDate>
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      <title>O páreo inclemente dos cingéis amaldiçoados</title>
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      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o clarão da lua banhando as solitárias estradas,&lt;br /&gt;estremece o chão sob o bater das patas tão afiadas,&lt;br /&gt;desde longe o estrépito das assombrosas carreatas,&lt;br /&gt;adejam as crinas sedosas em dardejantes cascatas.&lt;br /&gt;Tão desabalado páreo não conhece sequer obstáculo,&lt;br /&gt;são elas as parelhas satânicas dantesco espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponteiro é um alazão vistoso ajaezado com primor, &lt;br /&gt;no peito não há coração apesar da galhardia exterior. &lt;br /&gt;Diante da inflamada tropilha maldita assume o galope, &lt;br /&gt;sustenta ele a estrela de Lúcifer que carrega no tope;&lt;br /&gt;tomadas aos alvos dentes as rédeas então são ociosas,&lt;br /&gt;toda a fúria repercute ao longo das bocas espumosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado corre uma égua baia, das ventas o fogo brota,&lt;br /&gt;com a dignidade de mil imperadores no porte trota,&lt;br /&gt;uma legião de desalentados carrega por onde passar,&lt;br /&gt;a falta da coragem semeia, leva ao desanimo sem par;&lt;br /&gt;torpe veneno do maligno injeta nas almas aziaga poção,&lt;br /&gt;tal porte esplêndido engoda, o nome dela é Decepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Força insana, vontade obstinada na aferrada corrida,&lt;br /&gt;lendário tropel desconhece fronteira no vento à brida;&lt;br /&gt;não há mais sonhos a não ser cair no abismo sem fundo,&lt;br /&gt;espalhando os desígnios de Satã por todo este mundo,&lt;br /&gt;prosseguem os diabólicos cingéis no fatídico trabalho, &lt;br /&gt;onde pisam não cresce a relva, nem por ali há orvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo cavalo é o tordilho favorito de Satã, o Rei,&lt;br /&gt;sutil leva os dominados pelos desatinos diante da grei,&lt;br /&gt;néscios que deixam que invada o pensamento negativo,&lt;br /&gt;crendo tolos que de nada valerão luta e esforço reativo;&lt;br /&gt;devora os que têm na vida contradição e malquerença,&lt;br /&gt;retesos músculos nervosos e o nome dele é Descrença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortando velozes o espaço escuro pela estrada de chão,&lt;br /&gt;ouve-se o tropel das parelhas de Lúcifer  na imensidão;&lt;br /&gt;vêm num galope vertiginoso, crinas derrubadas ao vento,&lt;br /&gt;ensurdecedor o bater de cascos no chão rouba o alento.&lt;br /&gt;A égua zaina de focinho úmido, a cauda como cometa,&lt;br /&gt;assola os que não entendem desígnios da trupe seleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galopa tanta maldade que homem algum pode domar,&lt;br /&gt;marca firme deixando no caminho qualquer que tomar;&lt;br /&gt;ela traz o legado vil das maldições nas horas incertas,&lt;br /&gt;agressiva cabeça e patas mantendo as trilhas abertas,&lt;br /&gt;furtando eternamente das almas o almejado galardão,&lt;br /&gt;mais resplandecente que ouro, o nome dela é Rebelião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rompendo tais empecilhos que possam impedir o avanço,&lt;br /&gt;cem mil chicotes de luzes negras acompanham o balanço,&lt;br /&gt;tudo se cala e se afasta diante desse fragoroso galopar.&lt;br /&gt;O cortejo leva as almas perdidas que não podem voltar,&lt;br /&gt;vendo, pensarão que estão em fuga, mas ledo é o engano,&lt;br /&gt;a nenhum da parelha pode dominar o frágil ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruidoso, rompendo o espaço avança firme o ponteiro,&lt;br /&gt;assolando todas as presas fáceis do ardil traiçoeiro;&lt;br /&gt;perfila todos os que andam desorientado por aflições,&lt;br /&gt;deixando de lado totalmente esperanças de remissões.&lt;br /&gt;Leva a confiança que algo será resolvido com esmero, &lt;br /&gt;é talismã pravo de Lúcifer e o nome dele é Desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as noites as parelhas combatem as hostes da luz,&lt;br /&gt;reflexos da lustrosa pelagem contra o horizonte reluz.&lt;br /&gt;os cavalos malditos, crias que Satã com carinho conduz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 16 Apr 2016 18:52:03 +0000</pubDate>
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      <title>Balada da consolação na boca do inferno</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=307805</link>
      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem aventurados os que a existência têm destinado,&lt;br /&gt;ao largo das nímias seitas eivadas do enodado senhor,&lt;br /&gt;malditas da subsistência do poder paralelo infectado,                         &lt;br /&gt;nos discursos presentes na boca, de Lúcifer o penhor.&lt;br /&gt;Corações repugnantes dos pobres vergados à magia,&lt;br /&gt;vencidas as forças alvas de um Bem tão encalistrado,&lt;br /&gt;o raio criativo das chamas celestes de sorte se inibia, &lt;br /&gt;no adro de pedra ao sangue dos sacrifícios banhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E legarão a herança maldita ao herdeiro obediente,&lt;br /&gt;nas bocas centelhas de se oporem jamais medrarão;&lt;br /&gt;pois muitos boçais almejam receber tal vil presente, &lt;br /&gt;à alma incorporando da leniência o estigma pagão.&lt;br /&gt;Creia piamente que será inútil tecer tal arrazoado,&lt;br /&gt;deserto das centelhas de uma paixão mais nobre,&lt;br /&gt;cumprirão acordes ao final o destino amaldiçoado&lt;br /&gt;de habitar as lapas, pendor que a terra não cobre, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! os tolos chorarão no arrependimento tardio,&lt;br /&gt;vendo-se incapazes de se arredarem das cercanias,&lt;br /&gt;caindo para os recessos em chamas em desvario,&lt;br /&gt;dar-se-ão então conta da veracidade das profecias,&lt;br /&gt;lamentando-se terem cedido a profanos impulsos&lt;br /&gt;mesmo que lhes adornem a boca do óbolo usual,&lt;br /&gt;sem entranhas terão os coração sacados avulsos,&lt;br /&gt;depois de advinda ao fim mais cinza a morte fatal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão as vitimas do regalo de Satã, o rei homiziado,&lt;br /&gt;apagando da mente qualquer ventura do passado;&lt;br /&gt;caso uma faísca em alguém a lembrança desperte,&lt;br /&gt;será no fogo da boca do inferno despertar solerte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Lançado meu livro sombrio pela Bookness. Disponível no link&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://www.bookess.com/read/25084-50-poemas-em-tons-cinza/&quot; title=&quot;http://www.bookess.com/read/25084-50-poemas-em-tons-cinza/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.bookess.com/read/25084-50-poemas-em-tons-cinza/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 09 Apr 2016 18:09:18 +0000</pubDate>
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      <title>O anel de rubis que Satã ofertou </title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=307760</link>
      <description>&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Sylfaen;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Rogo que tenham apenas palavras amenas,&lt;br /&gt;quaisquer orações seriam demais infrutíferas;&lt;br /&gt;ora que se confirmou ante a tumba o voto&lt;br /&gt;do satânico pacto outrora firmado.&lt;br /&gt;Das palavras do juramento de sangue,&lt;br /&gt;diabólico acordo resistente aos séculos&lt;br /&gt;nem mesmo minhas cinzas se furtarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pode ser que venha mais de uma vez,&lt;br /&gt;ao redor da campa com tímidas palavras.&lt;br /&gt;Poderá sussurrar aos ventos as juras,&lt;br /&gt;emanações nulas de emoções dolorosas,&lt;br /&gt;ora que  pressinto estabelecida e arraigada&lt;br /&gt;desde as aldravas da tumba empoeirada,&lt;br /&gt;sepultada a luz que livre anunciada&lt;br /&gt;através dos séculos tão livre grassava.&lt;br /&gt;Novamente volve à poeira do túmulo,&lt;br /&gt;maldito legado daquele anel de rubis,&lt;br /&gt;extinguindo de vez a chama eternal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se anunciasse um amor secular&lt;br /&gt;acima das angustias, de um voto sagrado,&lt;br /&gt;tão amarga seria a hora da despedida,&lt;br /&gt;quando soluçante deixaria de vez a vida,&lt;br /&gt;sem nenhuma compaixão que prometida,&lt;br /&gt;mantivesse as luzes à salvo das  trevas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! Minha alma torturada, presa fiel,&lt;br /&gt;da sede torta sofre à míngua de razão,&lt;br /&gt;qual glórias falsas em sonhos sedutor,&lt;br /&gt;mergulhando no vazio do espírito&lt;br /&gt;fechando-se em paredes de duvidas e frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haverá esperança de reviver no coração,&lt;br /&gt;desprezadas as dores de vil cativeiro,&lt;br /&gt;mantendo-se incólume ao largo,&lt;br /&gt;aguardando benfazejas asas do anjo do amor&lt;br /&gt;extasiada na maravilha de poder dominar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paixões sem esperanças restam no peito rebelde,&lt;br /&gt;conduzindo à loucura em curta distancia,&lt;br /&gt;pois se chagada a hora da morte sei que irei,&lt;br /&gt;com as faces lívidas e mãos frias estarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignoro se poderei dizer ao menos adeus&lt;br /&gt;ora prostrado inerme em negro caixão&lt;br /&gt;questionando amargo ter sido inócuo o senão&lt;br /&gt;do anel de rubis maldito que Satã ofertou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 08 Apr 2016 18:36:44 +0000</pubDate>
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      <title>A imutável sina das almas</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=250524</link>
      <description>&lt;br /&gt;Nos umbrais terrestres onde a cruz beira o cipreste,&lt;br /&gt;lugar da indiscutível mansuetude de áspero remorso,&lt;br /&gt;sobre o túmulo arde o círio que das chamas se veste,&lt;br /&gt;ermo e silencioso depois que se afastou funesto corso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a mesma coruja que da cornija geme o lúgubre pio,&lt;br /&gt;mirando caracóis apáticos espiralando nos mausoléus,&lt;br /&gt;que fará dueto à una voz sonante no limiar do arrepio,&lt;br /&gt;resguarda as campas rasas dos sem nome sob os véus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora curva-se o vento à espreita dos fiapos cortados,  &lt;br /&gt;dos sonhos fugazes  e decepções dos ressuscitados,&lt;br /&gt;enquanto longe as luzes da cidade brilham na neblina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão tempos difíceis como afastado dos cenáculos,&lt;br /&gt;outeiros coberto de espinhos soam como obstáculos&lt;br /&gt;ao afago do vento volvendo as almas à imutável sina.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 01 Apr 2016 22:06:01 +0000</pubDate>
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      <title>E o mundo estará aos teus pés</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=307137</link>
      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixes que te guies a negra estrela nômade de Satã&lt;br /&gt;quando a tempestade de ódio se abater feroz, &lt;br /&gt;como se a espada de Lúcifer varresse o pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao por do sol vejas as velas vermelhas do desespero,&lt;br /&gt;trêmulas confundirem-se com a linha do horizonte:&lt;br /&gt;a Paz jamais vira do leste com a madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coortes satânicas vigiam com olhos exacerbados,&lt;br /&gt;não deixarão o aljôfar nas pétalas das rosas,&lt;br /&gt;nem frisos ondulados das ondas na areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se tua alma é negra, traz o ardor dos armígeros,&lt;br /&gt;sejas o abutre voraz que assoma acima das nuvens,&lt;br /&gt;com olhos brilhantes atentos mirando a presa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe que dos olhos protestados voem setas aguçadas,&lt;br /&gt;Lúcifer e as coortes te esperam na borda da terra,&lt;br /&gt;oferece tua alma e o mundo estará aos teus pés.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 24 Mar 2016 08:50:11 +0000</pubDate>
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      <title>Com o Maldito e funestos anelos</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=307059</link>
      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando rompida a atadura do sustentáculo,&lt;br /&gt;piaram lúgubres corujas em tom messiânico;&lt;br /&gt;pousadas displicentes sobre o rude báculo,&lt;br /&gt;onde se banhou o sangue do pacto satânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perder vigor cai o manto, a tudo reveste, &lt;br /&gt;mansamente ascende ao firmamento trágico,&lt;br /&gt;torvo no orbe estático sem que nada moleste,&lt;br /&gt;a sombra consagrando aquele momento mágico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inútil sonhar com estrelas, divino espetáculo,&lt;br /&gt;havia negra aura asfixiante emanada do cálice,&lt;br /&gt;envolvendo o desconhecido aos pés da hálice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperando cair da borda da terra o tentáculo,&lt;br /&gt;vagando se ia com a matilha de olhos amarelos, &lt;br /&gt;a vis de serpentes o Maldito e funestos anelos.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 22 Mar 2016 15:13:20 +0000</pubDate>
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      <title>Pobres humanos perdidos nos crepúsculos</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=306931</link>
      <description>Qual mortal que temeroso já não se viu estremunhado,&lt;br /&gt;contemplando o céu da meia noite desde os agrestes;&lt;br /&gt;onde vento vence a teimosia das folhas dos ciprestes,&lt;br /&gt;no torvo apagarem-se estrelas ao sopro do ente alado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram incréus as chamas funestas derretendo o luar,&lt;br /&gt;os mistérios da noite desenterrando sombras do mal.&lt;br /&gt;Tremeram ante o Maligno eterno com o poder a vagar,&lt;br /&gt;acoitando-se em refúgios ante aquela ameaça bestial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sequer ficção insana antes soara em tom inconteste, &lt;br /&gt;viu tal tapete tão negro nas encostas dos pináculos,  &lt;br /&gt;subjugados pela escuridão da noite que a tudo veste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assoma a maldição em progressivas ondas prementes, &lt;br /&gt;enquanto inda trêmulos acastelam-se nos tabernáculos,&lt;br /&gt;pobres humanos perdidos nos crepúsculos procedentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/profile.php?id=100011246207651&quot; title=&quot;https://www.facebook.com/profile.php?id=100011246207651&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;https://www.facebook.com/profile.php?id=100011246207651&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 19 Mar 2016 18:36:49 +0000</pubDate>
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      <title>Outro anjo de olhos enfumaçados</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=306814</link>
      <description>&lt;br /&gt;Quando outro dos anjos de olhos enfumaçados&lt;br /&gt;morbidamente vier ali entre demais entes alados&lt;br /&gt;- não escondem as negras plúmulas e tetrizes,&lt;br /&gt;brande a espada flamejando as ganas motrizes,&lt;br /&gt;apenas deixe leda cabeça apoiada na espádua,&lt;br /&gt;reconheça-se extenuada dessa lida tão árdua.&lt;br /&gt;Silenciosamente deixe que se mitigue a chama,&lt;br /&gt;que não se fuja da Morte aquela que ora clama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se dos lampadários de ouro arde o óleo maldito,&lt;br /&gt;largue as lidas terrenas sorrindo ao ora inaudito;&lt;br /&gt;a alma perpetrada no carregar sórdidos grilhões&lt;br /&gt;não se valerá ela solta à custa de místicas poções;&lt;br /&gt;carrega signos excomungados das ganas funestas&lt;br /&gt;arrastará padecentes as cadeias de fogo infestas.&lt;br /&gt;Não se permita a memória que do Bem reclama,&lt;br /&gt;que não se fuja da Morte aquela que ora clama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dispa-se ora a condenada espectro dos prazeres,&lt;br /&gt;jamais experimentará em contos outros afazeres,&lt;br /&gt;vez outra não cultivará ardores do amor exigente&lt;br /&gt;nem dos olhos das agruras se livrará impudente;&lt;br /&gt;todo ouro das poesias se apagará como as flores,&lt;br /&gt;espezinhadas nos lúgubres canteiros de horrores.&lt;br /&gt;Esqueça resquícios de beleza que célere proclama  &lt;br /&gt;e que não se fuja da Morte aquela que ora clama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desvaneça de vez reminiscências de sonho alegre,&lt;br /&gt;imersa no tédio não haverá o que a Alma celebre.&lt;br /&gt;E silenciosamente deixe que obscureça a chama,&lt;br /&gt;que não transcenda a Morte aquela que ora clama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/profile.php?id=100011246207651&lt;br /&gt;&quot; rel=&quot;nofollow&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #9933CC;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Visitem meu facebook sombrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No funesto ensejo gostaria de deixar o link para o meu primeiro livro de poemas sombrios e para o fanzine &quot;Soturnos&quot; do qual sou colaborador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.bookess.com/read/25084-50-poemas-em-tons-cinza/&quot; title=&quot;http://www.bookess.com/read/25084-50-poemas-em-tons-cinza/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.bookess.com/read/25084-50-poemas-em-tons-cinza/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://static.recantodasletras.com.br/arquivos/5508049.pdf&quot; title=&quot;http://static.recantodasletras.com.br/arquivos/5508049.pdf&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://static.recantodasletras.com.br/arquivos/5508049.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sombrias saudações a todos</description>
      <pubDate>Wed, 16 Mar 2016 15:23:07 +0000</pubDate>
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