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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Cume do céu</title>
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      <description>&lt;img src=&#039;https://2.bp.blogspot.com/-y2DOc-06P64/V-PSiUJLQAI/AAAAAAAAACE/pKFHSZ9DbKgswE1GB3uy-QqEzCoGpntGwCLcB/s1600/cume%2Bdo%2Bc%25C3%25A9u.jpg&#039; class=&#039;img-responsive&#039; border=&#039;0&#039; alt=&#039;&#039; onload=&quot;JavaScript:if(this.width&gt;420) this.width=420&quot; /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 22 Sep 2016 12:48:08 +0000</pubDate>
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      <title>Resilente</title>
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      <description>&lt;img src=&#039;https://4.bp.blogspot.com/-LxbtGwxNJLQ/V-JIsVjVyvI/AAAAAAAAABw/3TxBbcF8aP8078od1hcJJhBBBna4860sACLcB/s1600/resilente.jpg&#039; class=&#039;img-responsive&#039; border=&#039;0&#039; alt=&#039;&#039; onload=&quot;JavaScript:if(this.width&gt;420) this.width=420&quot; /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 21 Sep 2016 08:50:37 +0000</pubDate>
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      <title>HÁ DOR NO...</title>
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      <description>&lt;span style=&quot;font-family: Courier New;&quot;&gt;Há dor no&lt;br /&gt;pé&lt;br /&gt;de café&lt;br /&gt;do coelho&lt;br /&gt;no joelho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na cabeça&lt;br /&gt;padeça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cotovelos&lt;br /&gt;desvelos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dor no...&lt;br /&gt;devagar&lt;br /&gt;o andor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na barriga&lt;br /&gt;lombriga.&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 20 Sep 2016 19:27:25 +0000</pubDate>
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      <title>Falar de abelhas</title>
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      <description>&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Courier New;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Direis que falo de abelhas,&lt;br /&gt;por certo é apenas palpite;&lt;br /&gt;a verdade nem ao menos espelhas,&lt;br /&gt;não foi nem de longe o alvitre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quiçá falasses das mariposas,&lt;br /&gt;nem assim terias o acerto;&lt;br /&gt;talvez pirlampos tivessem glosas,&lt;br /&gt;com grilos e cigarras num concerto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrisco somente, neste entanto&lt;br /&gt;- longe de querer causar espanto,&lt;br /&gt;de dizer-te a intuição extrema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, nas madrugadas desperto&lt;br /&gt;- da inspiração maior deserto,  &lt;br /&gt;só para fazer um meta poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 20 Sep 2016 09:16:53 +0000</pubDate>
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      <title>ME</title>
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      <description>&lt;span style=&quot;font-family: Courier New;&quot;&gt;&lt;br /&gt;medrosa &lt;br /&gt;medra&lt;br /&gt;em &lt;br /&gt;redomas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ardemos&lt;br /&gt;nas &lt;br /&gt;demoras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desarmo &lt;br /&gt;desamor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se &lt;br /&gt;domares&lt;br /&gt;se &lt;br /&gt;dosarem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só merda mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 19 Sep 2016 09:51:04 +0000</pubDate>
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      <title>OS TORMENTOS ACIMA DAS MEDIDAS</title>
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      <description>&lt;br /&gt;Como tenho saudades imensas da minha infância! Anos alegres quando começou a despontar em mim uma genialidade que jamais iria me abandonar e que até hoje carrego em que pese alguns tormentos acima das medidas, mas suportáveis desde que encarados como provação. Com os ônus e bônus de toda genialidade. Mais ônus que bônus na verdade, mas isso não vem ao caso. De águas passadas e favas contadas as rodas paradas dos moinhos estão cheias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa casa era simples e havia fartura. De tudo. Faltava água, luz, sobremesa e às vezes até a mesa saia correndo e meus irmãos e eu tínhamos que sair correndo atrás delas. Na verdade só eu corria já que meus irmãos eram umas lesmas lerdas. Por sinal, continuam na lesma lerda, quer dizer... deixa pra lá que também não vem ao caso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai era dado a pescarias e possuía um barco que deixava apoitado e preso  corrente e cadeado.  Certa feita saímos para a pescaria dominical após a missa. Meu pai remou até uma corredeira e jogou a poita nas pedras e lá ficamos tentando fisgar uns mandis para a mistura do almoço. Certo que tinham gosto de óleo diesel, mas era melhor uma fritada de mandis que aquela polenta com linguiça que minha mãe fazia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode deixar que explico. Sentávamos em volta da mesa de madeira e ela estendia um oleado. para quem não sabe, é uma toalha de um material parecido com borracha forrado com pano por baixo. Pelo menos lá em casa era assim. Daí, ela jogava o panelão de polenta na mesa bem no meio e com a colher de pau puxava para o lado de cada um de nós sentados em redor. No meio da mesa colocava a linguiça. A gente pegava a colher e ia comendo a polenta pura em direção à linguiça. Quem comesse todo o quinhão e alcançasse o petisco ganhava um pedaço.&lt;br /&gt;Daí a dizer que era melhor uma fritada com gosto de diesel que ter que comer quase meio metro de polenta para ganhar um tora de linguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como ia dizendo - ou melhor, ia escrevendo- com o bote apoitado na corredeira jogávamos os sondás na água à espera dos peixes. Mais um parêntese. Para quem não sabe, o sondá ( assim mesmo, com acento no “a”) é uma linha de pesca comprida com chumbada pesada e dois anzóis que se usava para pescar na corredeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia os peixes estavam mordendo bem e já tínhamos enchido metade de uma fieira quando senti os pés molhados. O bote estava fazendo água. &lt;br /&gt;Dei um grito e chamei meu pai que catou uma latinha de leite condensado aberta e mandou que eu e meus irmãos tirássemos a água.&lt;br /&gt;Obedientes que éramos, assim fizemos e uma meia hora depois ainda havia água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com aquela lática de nada passando de mão em mão e gente não dava conta de esgotar a água.&lt;br /&gt;Meu pai estava lá na proa, em pé ferrando os mandis, meus três irmãos e eu nos revezando para tirar a água do barco. Foi daí que tive a ideia que iria mudar a minha vida dali por diante. &lt;br /&gt;Disse a eles com toda autoridade de irmão mias velho. “ Olha aqui negadinha... Não vamo dá conta disso. Mas eu tenho uma ideia... fica só oiando...&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, peguei um pedaço de ferro que ficava debaixo do banco e fiz um buraco no meio do barco, não sem antes olhar para meus irmãos e dizer:&lt;br /&gt;“ Assim, a água vai sai tudo e não vamo mais tê trabáio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei e fui até a proa aguardando os elogios que certamente receberia do meu pai pela minha excelente ideia quando o barco começou a afundar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai pegou o irmão menorzinho que não sabia nadar e nos atiramos na corredeira. Saímos mais abaixo, uns cem metros, num poço, bem onde um cano de esgoto da cidade descarregava um monte de lerda. Não a lesma, mas essa ai mesmo produzida nos vasos sanitários e despejadas nos rios.  &lt;br /&gt;De lá a gente só via o castelo do bote  já totalmente cheio de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai todo enfezado, literalmente mesmo, na acepção da palavra, furioso me pegou pela orelha dizendo: “Não mandei tirar a água do bote?”&lt;br /&gt;Quando contei a ele a grande ideia que tivera e eu mesmo pusera em prática sozinho, levei uns piparotes, uns cascudos e um chute nas partes pudendas. &lt;br /&gt;Mas me conformei em levar a coça quando ouvi meu pai dizer:&lt;br /&gt;“ Mas como é inteligente esse menino. Vai sei muita coisa na vida.” &lt;br /&gt;E não é que ele estava certo. Certíssimo de amendoim...&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 17 Apr 2016 09:49:53 +0000</pubDate>
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      <title>CAVALEIRO DA MEIA NOITE</title>
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      <description>&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Courier New;&quot;&gt;O cavaleiro da meia noite,&lt;br /&gt;deixou o seu cavalo lá fora,&lt;br /&gt;mas não está sendo cavalheiro&lt;br /&gt;já que não tirou a espora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 07 Apr 2016 01:13:47 +0000</pubDate>
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      <title>Minha garota</title>
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      <description>Amo uma garota de seios precoces,&lt;br /&gt;que trabalha numa padaria do centro.&lt;br /&gt;Ganha pouco para o próprio sustento,&lt;br /&gt;e depois de vender pães e doces,&lt;br /&gt;vai até uma birosca comer sushis.&lt;br /&gt;Caminha pelas ruas entre os travestis,&lt;br /&gt;que têm as nádegas e seios de fora,&lt;br /&gt;até chegar no apartamento onde mora,&lt;br /&gt;com uma amiga lésbica e drogada,&lt;br /&gt;para dividir o aluguel e o condomínio,&lt;br /&gt;fazer a faxina já que é empregada,&lt;br /&gt;de uma madame na zona do lenocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha garota queria usar salto alto,&lt;br /&gt;conhecer o mundo e ser modelo&lt;br /&gt;mas foi atropelada numa rua sem asfalto&lt;br /&gt;e ficou aleijada do braço e do cotovelo;&lt;br /&gt;tem uma perna que arrasta quando caminha,&lt;br /&gt;por isso sofre e de madrugada chora sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao domingos sempre visita o cemitério,&lt;br /&gt;levando flores ao tumulo dos avós,&lt;br /&gt;me dá beijos sem nenhum critério,&lt;br /&gt;gemendo muito quando estamos a sós.&lt;br /&gt;Deixa que o sol queime o rosto marcado&lt;br /&gt;por uma fisgada com o espeto de frangos,&lt;br /&gt;depois passeamos pelo supermercado,&lt;br /&gt;e pelo Som de Cristal onde dançamos tangos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha garota é inteligente e bonita&lt;br /&gt;e se enfeita quando sai para me ver&lt;br /&gt;nos cabelos coloca um laço de fita&lt;br /&gt;e sorridente desfolha o vetiver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom amar uma garota otimista,&lt;br /&gt;sempre sorridente parece artista.&lt;br /&gt;Sempre em paz transpira felicidade,&lt;br /&gt;mesmo quando falta o pão na cidade,&lt;br /&gt;e formam-se longas fila no balcão,&lt;br /&gt;à procura de sonhos de baunilha&lt;br /&gt;que vai retirando de uma vasilha,&lt;br /&gt;dando a cada um o justo quinhão;&lt;br /&gt;sorrindo dá sonhos aos fregueses,&lt;br /&gt;mesmo sem contar que muitas vezes,&lt;br /&gt;um engraçadinho quer ser mais tinoco,&lt;br /&gt;não pagar e ainda querer o troco.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 10 Mar 2016 01:56:27 +0000</pubDate>
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      <title>Silêncio pervertido</title>
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      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras não mudam com os séculos&lt;br /&gt;mesmo alterados alguns significados&lt;br /&gt;descrevem as diversas paixões,&lt;br /&gt;indiferentes lábios apaixonados,&lt;br /&gt;pairando nas linhas de amor,&lt;br /&gt;ou contagiosas na perseguição expressa...&lt;br /&gt;Tudo é permitido,&lt;br /&gt;desde a mentira ou bajulação,&lt;br /&gt;um bom combate sempre é bem vindo;&lt;br /&gt;pervertido seria o significado do silêncio.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 13 Feb 2016 17:13:12 +0000</pubDate>
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      <title>Sobre portas abertas e outros quetais...</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=305467</link>
      <description>	&lt;span style=&quot;font-family: Courier;&quot;&gt;	Ah! As fantasias... Sempre fizeram parte das vidas de cada um de nós.  Certo que apenas algumas adquirem o &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; de realizadas, enquanto que a maioria continua habitando o imaginário. Acalentando momentos conspícuos ou não, mas sempre causando frisson a cada vez que nos reportamos a elas.&lt;br /&gt;		E por falar em fantasias, às “ entre quatro paredes&quot; são “ hors concours”. Apimentando relações ou satisfazendo desejos de  solitários apaixonados pela própria mão, nelas vale tudo: as palavras picantes, obscenas, os gestos mais ousados num momento previamente calculado, liberação da libido em publico, transas em lugares inusitados, uso de aparelhos e por ai afora vai neste mundo cada vez mais liberal.&lt;br /&gt;		À procura de algo que fosse novo nesse quesito “fantasias alheias&quot;, não pensei que poderia existir algo novo, que temperasse mesmo. Algo que até então não houvesse sido fantasiado ou experimentado. Mas, achei algures, exercitada por alhures uma inusitada. Sim. Ela: a porta, ou as portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;		“ Portas, portões e portais... &lt;br /&gt;		portas abertas e outros quetais. &lt;br /&gt;		Incitando a imaginação dos poetas &lt;br /&gt;		até agora não dados à essas tretas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;		Já pensaram na conotação quando alguém diz que vai deixar as portas abertas? Pois eu pensei. Pode ser uma porta que nunca foi aberta, ainda com o plástico da loja. Dessas portas pelas quais nunca ainda ninguém passou. Ou uma porta acostumada a deixar entrar qualquer um, já meio arregaçada e com as dobradiças tão frouxas que nem fecham mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;		“ Portas abertas são um velado convite,&lt;br /&gt;		a quem quiser servir-se do acepipe,&lt;br /&gt;		uma porta escancarada é muito chique,  &lt;br /&gt;		dizem que por isso o Titatic foi à pique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;		Mas, uma porta é uma porta e nada mais. E o dono  da casa é quem decide quem entra. Não tenho nada a ver com isso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 09 Feb 2016 04:26:17 +0000</pubDate>
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