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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>SOMBRA</title>
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      <description>Vivi todos estes anos na sombra,&lt;br /&gt;Agora como que renasci,&lt;br /&gt;Desde o dia em que te vi,&lt;br /&gt;A minha luz ao fundo do tunel,&lt;br /&gt;É a minha montra,&lt;br /&gt;É claro como água,que és tudo o que eu quero,&lt;br /&gt;E estou tão certo que mais não espero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou te dizer seja da forma que eu escolher,&lt;br /&gt;Vou te olhar como no momento eu pensar,&lt;br /&gt;Porque a vida é uma passagem,&lt;br /&gt;E somos nós que conduzimos a nossa viajem,&lt;br /&gt;Não vou desistir até á minha luz se extinguir...&lt;br /&gt;Sei que vou te encontrar..&lt;br /&gt;Ao fundo do tunel&lt;br /&gt;Encontramo-nos ao fundo do tunel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMEANO OLIVEIRA</description>
      <pubDate>Sun, 11 Dec 2016 19:06:59 +0000</pubDate>
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      <title>SER ESCRAVO OU NÃO SER(EIS A QUESTÃO)</title>
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      <description>Converso  comigo no alto deste monte,&lt;br /&gt;Tento me encontrar,aqui bem perto da Comunidade Vida e Paz,&lt;br /&gt;Abstraio me por momentos do bulicio da cidade,&lt;br /&gt;Avisto terra e mar,avisto Lisboa e a outra margem do Tejo,&lt;br /&gt;Com a Serra da Arrábida como pano de fundo,&lt;br /&gt;Polvilhado pelo sol do final da manhã,envolvido pelo gorjear dos pássaros,&lt;br /&gt;Aconchegado pelo vento.&lt;br /&gt;Deito me na relva deste monte estupidamente alegre,&lt;br /&gt;Só assim me consigo rir de mais um idiota  dono de restaurante que me queria esfolar vivo,&lt;br /&gt;Em pleno dia de feriado de todos os santos,&lt;br /&gt;Talvez tenha cara de coelho,a minha alcunha de infância.&lt;br /&gt;É a Cova Funda,&lt;br /&gt;É trabalhar das 11H ás 2 da manhã,&lt;br /&gt;É não escrever poesia,não tocar a minha musica,&lt;br /&gt;É ser escravo e ser corno também,&lt;br /&gt;É a morte do amor,&lt;br /&gt;É a morte dos sonhos do homem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMEANO OLIVEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 08 Dec 2016 16:20:21 +0000</pubDate>
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      <title>SEREI SEMPRE EU</title>
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      <description>Não me apetece ser mais uma máquina,&lt;br /&gt;E a besta como que diz&quot; ah,mas tu não tens poder contra a máquina&quot;&lt;br /&gt;&quot;Tu deves ser engolido pela máquina&quot;&lt;br /&gt;Talvez já esteja tudo perdido&lt;br /&gt;Antes engolido pela máquina&lt;br /&gt;Do que deixar de ser eu&lt;br /&gt;E ser apenas e só um servo da máquina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMEANO OLIVEIRA</description>
      <pubDate>Sun, 04 Dec 2016 17:04:44 +0000</pubDate>
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      <title>GORDINHA ERÓTICA</title>
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      <description>Tu eras atracção pura para mim ,&lt;br /&gt;Como uma vénus de sangue ardente,&lt;br /&gt;Vestias aquela bata rosa que me punha ao rubro,&lt;br /&gt;O teu cheiro de perfume adocicado e a tua voz quente,&lt;br /&gt;Eram o gatilho para a o meu desejo e a minha perdição,&lt;br /&gt;Ou melhor para o meu membro viril ficar erecto,&lt;br /&gt;&quot;Não fumes olha que ainda perdes a beleza&quot;Dizias tu,&lt;br /&gt;E pensar que naquele armazém de peças de automóveis,&lt;br /&gt;Poderiamos ser tão felizes,ao menos por momentos,&lt;br /&gt;Quantas vezes fantasiei contigo,&lt;br /&gt;Naquela casa de banho com chuveiro,&lt;br /&gt;Onde uma vez por acaso,num duche mais prolongado,&lt;br /&gt;Ia ficando para o dia seguinte,&lt;br /&gt;Não fosse um dos chefes,ainda estar no local,&lt;br /&gt;E me deixar sair... &lt;br /&gt;Ai ! Como te queria encontrar de novo minha gordinha erótica, &lt;br /&gt;E dizer te que posso ter perdido a tal beleza ,mas que algo em mim ainda continua aceso,&lt;br /&gt;Como eu queria tirar te essa cara de enfado,&lt;br /&gt;Como queria tirar te essa bata rosa que me punha ao rubro,&lt;br /&gt;E devolver te esse teu fogo que ainda em mim arde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMEANO OLIVEIRA</description>
      <pubDate>Sun, 27 Nov 2016 16:06:33 +0000</pubDate>
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      <title>AINDA ONTEM ÉRAMOS PUTOS</title>
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      <description>É assim como o tempo passa meu irmão,&lt;br /&gt;Ainda ontem éramos putos,&lt;br /&gt;E hoje estamos em plena idade adulta,&lt;br /&gt;Neste mundo cada vez de maior disputa,&lt;br /&gt;Neste mundo que é um ringue de luta..&lt;br /&gt;Desperto agora para a cruel realidade,&lt;br /&gt;Que tudo o que se diz é só relativa verdade,&lt;br /&gt;Tudo o que vejo nem tudo é como contam,&lt;br /&gt;Porque só manipulação é que nos mostram,&lt;br /&gt;Que mundo é este ,que tu escolheste,&lt;br /&gt;Que tu fizeste,haja deus que nos liberte,&lt;br /&gt;É assim mesmo como o tempo passa meu irmão,&lt;br /&gt;Ainda ontem éramos putos&lt;br /&gt;Lideravamos o nosso dia,&lt;br /&gt;Agora é o dia que nos quer liderar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMEANO OLIVEIRA</description>
      <pubDate>Sun, 20 Nov 2016 14:31:28 +0000</pubDate>
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      <title>RUA DO NUNCA</title>
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      <description>Salve se quem puder nesta rua do nunca,&lt;br /&gt;Nestes prédios centenários degredados,&lt;br /&gt;Nestas antigas fábricas de sonhos abandonados,&lt;br /&gt;Só restam as ruinas de prosperidade qual cemitério industrial ,&lt;br /&gt;Em paralelo com o cemitério de pessoas em cima,&lt;br /&gt;A rua cheira mal de ponta a ponta,mesmo junto á linha de combóio,&lt;br /&gt;No mau cheiro das canalizações , casas de ratos,&lt;br /&gt;As antenas parabólicas mostram como tem parado o tempo aqui,&lt;br /&gt;Pacotes de vinho barato pelo chão,latas de sumo e cervejas,&lt;br /&gt;E o Lavadouro Municipal mesmo ali á mão,&lt;br /&gt;Dá uma ideia da contrastante realidade...&lt;br /&gt;Uma Ford Transit faz marcha atrás derruba 2 caixotes de lixo ...&lt;br /&gt;Que fiquem pelo chão,não é já nada consigo e segue viajem,&lt;br /&gt;É a rua da ETAR e do seu cheiro nauseabundo,&lt;br /&gt;É a rua onde passa uma moradora jovem com uma criança pela mão,&lt;br /&gt;Com um saco de lixo na outra,&lt;br /&gt;O saco rompe se,ela segue caminho impávida como se nada fosse,&lt;br /&gt;Apesar da funcionária de uma das fábricas ainda no ativo,&lt;br /&gt;Gritar a plenos pulmões pela sua falta de educação e pelo lixo que fica no chão..&lt;br /&gt;É a rua da amargura ,é o fim da linha&lt;br /&gt;É a rua dos sem abrigo,dizem do centro para os sem abrigo...Pois é.&lt;br /&gt;E se soubessem que  eu lá estava quem queria ser meu amigo?&lt;br /&gt;É esta a Rua Gualdim Pais até ao fim da Estrada de Chelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMEANO OLIVEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; </description>
      <pubDate>Fri, 18 Nov 2016 21:48:33 +0000</pubDate>
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      <title>FALÊNCIA DO SÉCULO XXI</title>
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      <description>Fundada em 1886,com dezenas de empregados,&lt;br /&gt;Tantos despendentes de um trabalho que sempre odiaram,&lt;br /&gt;E agora para cumulo,&lt;br /&gt;O fim da segurança,o prolongar do sofrimento,&lt;br /&gt;Toda a gente detestava carregar com as caixas pesadas,carregar e descarregar sacos de feijão,sacos de milho,sacos de mandioca,sacos de feijão preto americano,&lt;br /&gt;O principio da semana começa com um&quot;mais uma semana nesta merda&quot;,&lt;br /&gt;Nem horas extraordinárias pagavam quando as carrinhas e camiões eram carregadas para o Algarve pelas horas da madrugada ,&lt;br /&gt;E para cumulo tudo acabou já nem isso existe,&lt;br /&gt;Já nem a miserável segurança e o trabalho mediocre..nada resta agora...&lt;br /&gt;A empresa e o armazem de Produtos alimentares,atravessou 3 séculos ..&lt;br /&gt;Duas Guerras Mundiais,a transição da Ditadura para a Democracia..&lt;br /&gt;A Tudo resistiu....Só agora tudo ruiu&lt;br /&gt;Na falência do século XXI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SEMEANO OLIVEIRA</description>
      <pubDate>Mon, 14 Nov 2016 17:49:58 +0000</pubDate>
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      <title>MISÉRIA HUMANA</title>
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      <description>Centro de Lisboa pleno Verão de Agosto,&lt;br /&gt;Faz se praia no Terreiro do Paço,&lt;br /&gt;Bebe se a brisa ribeirinha.Um mendigo estende se na areia,&lt;br /&gt;Não serão todos os dias que tem um lugar ao sol,&lt;br /&gt;Ao passo que uma pequena cadela rodopia,&lt;br /&gt;á volta da coleira amarela que mais parece serpentina, na mão da sua dona escanzelada ,&lt;br /&gt;Muitos turistas tiram fotos do panorama,&lt;br /&gt;Mais um cacilheiro que parte,&lt;br /&gt;Com uma imponente bandeira verde e vermelha como pano de fundo,&lt;br /&gt;Um guitarrista toca trovas de outros mundos..qual marinheiro de muitas viagens&lt;br /&gt;dedilha a viola como desfia o novelo de suas aventuras ,&lt;br /&gt;Apanho o Bus ,ao que sou interpelado por uma jovem morena,&lt;br /&gt;Diz que não come há 3 dias,trabalhava numa escola mas que agora fechou para férias,&lt;br /&gt;&quot;O trabalho temporário é uma treta!&quot;,insiste que lhe dói a barriga,&lt;br /&gt;Que os pais não querem saber dela,que só a souberam fazer e mais nada&lt;br /&gt;senta se perto de mim senta se perto de outra senhora&lt;br /&gt;repete o mesmo queixume estafado,&lt;br /&gt;Já decidi saio na próxima paragem,&lt;br /&gt;Apanho um  combóio na Estação de Sta Apolónia,&lt;br /&gt;Para escapar á miséria humana,&lt;br /&gt;Quero dormir também porque só tenho 2 horas de sono,&lt;br /&gt;Esta realidade soa a pesadelo&lt;br /&gt;Sento me na carruagem &lt;br /&gt;Cabeceio de sono, fosse esta viajem o meu melhor sonho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMEANO OLIVEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 13 Nov 2016 13:18:18 +0000</pubDate>
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      <title>EVA</title>
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      <description>&lt;br /&gt;Eva,tu és o meu fim,&lt;br /&gt;Eva eu sinto o amor enfim,&lt;br /&gt;Neste improvisado jardim do eden,&lt;br /&gt;Eu quero o teu perfume que me arrebata&lt;br /&gt;Quero que me digas que sou o teu adão,&lt;br /&gt;Dá me a provar essa infame maçã,&lt;br /&gt;Essa maçã que quero devorar,&lt;br /&gt;Que eu sou a sede pelo conhecimento,&lt;br /&gt;Tenho sede de ti, de ser feliz,&lt;br /&gt;Não me interessa se foi uma serpente que te convenceu&lt;br /&gt;Contigo é que estou com deus&lt;br /&gt;Finalmente se me abrem os olhos&lt;br /&gt;E sinto-me pronto para o paraiso&lt;br /&gt;A bailar no teu sorriso..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMEANO OLIVEIRA</description>
      <pubDate>Sat, 12 Nov 2016 19:48:05 +0000</pubDate>
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      <title>MULHER DO VESTIDO AZUL</title>
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      <description>Aqui neste jardim ao ouvir os pássaros,as cigarras lembro me de passear com o meu tio aqui ,&lt;br /&gt;e o quanto ele era divertido,&lt;br /&gt;alias um dia até quis ficar a dormir em casa dele e da familia em Benfica&lt;br /&gt; .Ainda me lembro de um passeio em que na montra duma farmácia,&lt;br /&gt;me apontaste um bacio e me perguntaste para que serve e respondi muito secamente” para cagar”&lt;br /&gt;Estou agora junto aos courts de Padel.&lt;br /&gt;Sento me e tiro um livro da mala e ora passo a vista pelas folhas ,ora olho para os tenistas ocasionais,&lt;br /&gt;Queria sair agora apanhar o comboio mas tenho vergonha,&lt;br /&gt;que a minha nova paixão que tenho na Amadora me veja agora é que ela vem agora do trabalho para casa,&lt;br /&gt;Mudo os oculos escuros não graduados para os outros óculos,&lt;br /&gt;Chega de me esconder e de não ver bem o que me rodeia..&lt;br /&gt;Estou agora num banco,continuo a ler descontraido sao 20.10 h,&lt;br /&gt;Aproxima se uma moça com um pastor alemão finjo que não tenho medo,&lt;br /&gt;Quando ele parece que se quer atirar a mim,&lt;br /&gt;E esboço um timido e contido sorriso,&lt;br /&gt;Bem já é hora de ir embora ,mas não é que vejo um homem com um bulldog,&lt;br /&gt;mesmo pela trela impoe respeito,acelero o passo  tento parecer seguro,&lt;br /&gt;E então vejo uma mulher num banco a ler um livro,&lt;br /&gt;com uma sensual mini saia azul..&lt;br /&gt;Já não me apetece ir embora..vou ao wc ver se estou bonito…&lt;br /&gt;sento me entao num banco outra vez e finjo que escrevo um sms,&lt;br /&gt;Quando na verdade nada escrevo espero ela passar..&lt;br /&gt;Entretanto eis que ela vem com o seu vestido azul,as belas pernas bem torneadas,&lt;br /&gt;e brancas como a cal ,&lt;br /&gt;Saio ela está sentada num banco mesmo junto jardim..&lt;br /&gt;Ainda penso em lhe falar,&lt;br /&gt;Mas quando ela me devolve o olhar vazio para o mais chão desisto e vou me embora…&lt;br /&gt;É dia do medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMEANO OLIVEIRA&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 11 Nov 2016 16:16:14 +0000</pubDate>
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