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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Thu, 16 Jul 2026 16:36:19 +0000</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Embaralhadas linhas do zodíaco </title>
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      <description> &lt;br /&gt;Quando o zodíaco dança baralhando linhas,&lt;br /&gt;criador cego está perdido num novelo bizarro.&lt;br /&gt;Pessoas não podem ser esculpidas à madrinha, &lt;br /&gt;como outra vez tomasse um Deus do barro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de haver na matéria a alma aprisionada,&lt;br /&gt;conhecer adrede a recepção da convivência;&lt;br /&gt;de repente passar voando pela noite calada,&lt;br /&gt;provar das fragrâncias em leda aquiescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem graves erros não fazem do sábio o tolo,&lt;br /&gt;mesmo atravessado por milhões de quilovates,&lt;br /&gt;esqueci-me sobre dizer a ser mais um consolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pairando sobre cabeças arrancam a inocência, &lt;br /&gt;dificilmente irão aquecer a cama tais quilates,&lt;br /&gt;até do barro poderá advir a luminescência. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 16 Aug 2016 09:49:36 +0000</pubDate>
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      <title>Gorjeios da notória prostituta</title>
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      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos teus germes que cospes a esmo,&lt;br /&gt;quando finges indignado no eito sem guarida, &lt;br /&gt;sufocado talvez exposto em picadeiro mesmo,&lt;br /&gt;torna-se reles, ultrapassada, medíocre vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motiva-se palavra os gorjeios da prostituta,&lt;br /&gt;público e notório gritado nas raias do planeta,&lt;br /&gt;adquire cor maldita antes ambicionada minuta,&lt;br /&gt;ou pioneiro da alta voz, talvez outro exegeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dos convites que a tê-los imperativos,&lt;br /&gt;pilhas de agruras problemas ao modo argentino,&lt;br /&gt;enquanto se manter leva à duvida dos motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras cosidas à jaqueta, feio esmoler alfaiate,&lt;br /&gt;imperfeita tristeza duas vezes no olhar ferino,&lt;br /&gt;é tu mesmo em harém escondido da vileza o vate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 12 Aug 2016 01:55:05 +0000</pubDate>
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      <title>Galopante loucura no estar predileto</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=312451</link>
      <description> Insignificante que seja, tal assemelhado à poeira do giz, &lt;br /&gt;não é conveniente deixar a queimar, sublimar a ternura.&lt;br /&gt;Há de ter suspiros, hálitos queimantes colorindo o matiz,&lt;br /&gt;ao mesmo tempo trêmulo, estático, ser ícone de pintura.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não é pior do que chegar ao derradeiro umbral seleto,&lt;br /&gt;poucos como canhestro Orfeu podem tanger a harpa,&lt;br /&gt;embora se apoiasse no chão a guisa do andar concreto&lt;br /&gt;raros aqueles que nos desvãos poderiam resistir à farpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tantas houvesse presentes medo e vergonha,&lt;br /&gt;jamais a presença poderia ter-se acoimado ao trajeto,&lt;br /&gt;em nada relembram os recursos da aparência bisonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como inerentes ver-se-iam a galope a raça e a loucura,&lt;br /&gt;a ferro e fogo porque mais desagradável ser predileto,&lt;br /&gt;apesar de correr na liça tal páreo eivado da negrura.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 02 Aug 2016 10:24:58 +0000</pubDate>
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      <title>Soneto da palavra empenhada</title>
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      <description>&lt;br /&gt;Aos olhos ponderam-se quais átrios estruturais,&lt;br /&gt;a soer espectro conjuntura de estrépito fracasso; &lt;br /&gt;joguei o jogo qual obedecia às regras tão formais&lt;br /&gt;risos percebiam-se no emaranhado do peito lasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recusar-se aderir à peleja clara pugna de animais,&lt;br /&gt;acreditei não haver maior mentira há muito tomada;&lt;br /&gt;não anuiriam outros se estivesse certo por demais,&lt;br /&gt;porém na liça rude quebrada a lança adrede alçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensares esses do verbo formal substituídos jamais,&lt;br /&gt;reputado todo perdão havia para ele o certo prazo,&lt;br /&gt;empenhada a palavra foi atraindo às lides ancestrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dizer que foi mero equivoco a não ser crasso erro,&lt;br /&gt;afora a palidez das faces rijas a pouca dúbia deu azo,&lt;br /&gt;e então correu... pálido, esquálido qual figura do enterro.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 29 Jul 2016 02:52:47 +0000</pubDate>
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      <title>Do brandir o trado </title>
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      <description>&lt;br /&gt;Já não te acoitas [desprezível] em qualquer lugar,&lt;br /&gt;trai-te essa inquietação pervertida que ostentas,&lt;br /&gt;consome-te degenerado e devorado reles-vulgar, &lt;br /&gt;deitando bazófias miseráveis nas frases lentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às lâmpadas frias tiveste, não berço, mas covil,&lt;br /&gt;nas mansardas malditas que aprendeste as letras,&lt;br /&gt;ensinaram-te deplorável ladainha e o terço vil,&lt;br /&gt;e poucos motes das desditas que hoje impetras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que fosses [ao menos] corrompido meão,&lt;br /&gt;crápula ledo na lavra do canhoto amaldiçoado,&lt;br /&gt;deram-te a seguir asqueroso o manual do cão,&lt;br /&gt;todo nauseabundo ensinamento foi decorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por n’arte abominosa de ofender já diplomado,&lt;br /&gt;ensinaram-te a amofinar execrando a rejeição;&lt;br /&gt;se és intragável bacharel para brandir o trado,&lt;br /&gt;[aos nefandos], faltou-lhes dar-te boa educação.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 28 Jul 2016 02:49:15 +0000</pubDate>
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      <title>Soneto da covardia vergonhosa</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=311966</link>
      <description>&lt;br /&gt;A covardia vergonhosa pretendendo manifestos,&lt;br /&gt;tal espelhada no cavaleiro roto de triste figura;&lt;br /&gt;lançara luzes sobre tons de vetustos arrestos,   &lt;br /&gt;ao revés do adormecimento poltrão da candura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recalcitrante escondeu-se a crescer como homem&lt;br /&gt;devastador da lealdade pelo puro amor à tesouraria;&lt;br /&gt;à duras penas as falhas do caráter vil os consomem,&lt;br /&gt;à ignição dos estampidos tal gatilho cede à honraria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guinada à esquerda adversa estorva a extremidade,&lt;br /&gt;inconveniente lastro ígneo em vão almeja adivinhar,&lt;br /&gt;a sacar-se campeador, triunfar no duelo da maldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual irá triunfar, a preocupação escapa ao oponente,&lt;br /&gt;a não querer lutar abriga-se nas sanhas tênue esgar,&lt;br /&gt;ignoro risos de poltrão, receio da outra sorte carente. &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 20 Jul 2016 11:23:06 +0000</pubDate>
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      <title>Soneto do ignorar nebuloso</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=311811</link>
      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que não saibas, pergunte a si mesmo, &lt;br /&gt;o quão fácil é ter despojada a alma da casca; &lt;br /&gt;depois mergulhar no vazio, de tal andar a esmo,&lt;br /&gt;haverá de dar vazão ao abarcado na rude vasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdei a esperança ainda que esteja tão louçã,&lt;br /&gt;deixes os que se vão seguirem como às tabelas,&lt;br /&gt;como já se sabia no dizer do adeus à anfitriã, &lt;br /&gt;virá da noite no sentir que das vitórias anelas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não abarques seja desta época a premonição;&lt;br /&gt;mais dolorosamente, enquanto o argumento,&lt;br /&gt;quando o odor de betume impregna o verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolvido sem tato naquele proceder venenoso, &lt;br /&gt;enquanto anoitece não saberá porfiado lamento,&lt;br /&gt;terá a ser suficiente - e não ignore será nebuloso. &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 16 Jul 2016 01:49:52 +0000</pubDate>
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      <title>Soneto das [tuas] palavras vãs</title>
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      <description>&lt;br /&gt;A mesclar invernos e verão, a morte não aleija a reputação,&lt;br /&gt;têm hábitos diversos e pontos de vista bastante diferentes.&lt;br /&gt;Não por acaso há mais de uma estrada que deixa livre opção, &lt;br /&gt;nelas calcando os pés, despiciendo palavras vãs e insolentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumenta a separação é impossível esquecer as palavras,&lt;br /&gt;porque há duas estradas à frente, covardes são os punhais&lt;br /&gt;não encontrar a resposta certa aos abantesmas nas lavras,&lt;br /&gt;as divergências não foram como deveriam ser dos anais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia cortinas em volta do espelho... não.... não vou repetir,&lt;br /&gt;ele na câmara jazia e secas já eram as rosas das adornadas,&lt;br /&gt;mas não a minha morte. Se inesperado, inútil a alegria rugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos ainda estão cegos lembrando os engodos das noites,&lt;br /&gt;a beleza das palavras nas messes de outrora tão cobiçadas;&lt;br /&gt;os espinhos afiados, nas brumas da ira vergastas açoites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 06 Jul 2016 01:34:33 +0000</pubDate>
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      <title>Soneto dos escombros de sombras</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=310848</link>
      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos escombros de sombras medraram os eventos,&lt;br /&gt;cenas hórridas meio a todo esse caos de enredos.&lt;br /&gt;Amontoados, solitários mesmo ante os portentos,&lt;br /&gt;como sementes emergentes atiradas dos penedos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvia sequer palavras daquele linguajar obsceno,&lt;br /&gt;fortunas descritas num tempo de augúrios ruins;&lt;br /&gt;inserido ali num complexo mecanismo vivia pleno ,&lt;br /&gt;levemente adaptado também para ouvir os clarins. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos serão tristes nautas de barco sem rumo,&lt;br /&gt;quantos detalhes para prescreverem sem prumo, &lt;br /&gt;teria pena de qualquer coisa no ilógico contexto, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indignações no meio universal junto ao murmúrio,&lt;br /&gt;vida sempre induz a liderar sem arriscar augúrio,  &lt;br /&gt;nem dizerem ali que o jogo gerado foi o pretexto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 21 Jun 2016 22:44:20 +0000</pubDate>
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      <title>Soneto do sol único no Universo</title>
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      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os males é o inoportuno, &lt;br /&gt;o fluxo parece nunca cessar, &lt;br /&gt;acode aos saltos o abjeto gatuno,&lt;br /&gt;perde da honra o fluido elementar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infando afunda como de alto voo,&lt;br /&gt;qual mergulho de nojenta rapina;&lt;br /&gt; fluidas vontades do orgulho enjoo&lt;br /&gt;a ver-te às piruetas qual bailarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bale solto, ao destempo aflito geme, &lt;br /&gt;evoca lágrimas, ruge ao ver o leme,&lt;br /&gt;insta-lo a viver daquele pobre verso. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Soa ofendido cogitando ser normal, &lt;br /&gt;do modo a entende-se um ser genial,&lt;br /&gt;qual os raios e sol único no Universo &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 08 Jun 2016 00:28:55 +0000</pubDate>
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