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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Mon, 15 Jun 2026 10:34:45 +0000</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Carta à Última Abadessa de Santa Helena do Monte Calvário</title>
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      <description>Évora, 7 de Setembro de 1889 do ano de Nosso Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madre Abadessa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                muito me contrista escrever-vos esta carta. O momento é solene, falaz, melancólico. Perturba-me saber que vos encontrais em vosso leito de morte. Dói não me poder aproximar. As regras do mundo e da Santa Madre Igreja não mo permitem neste momento. Mas quantas vezes, Senhora, me confessei em oração, desabafo e poesia em vosso Santo regaço! Quantas vezes, vós, querida Maria José, Madre da minha angustia, Abadessa do meu coração me confortastes na dor de, sozinho, na solidão das encruzilhadas, não reconhecer os caminhos de Deus! Quantas vezes trouxestes de novo Cristo ao coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o mundo e as vozes de cruzes mal vividas e votos mal professados não me permitem sequer aproximar do vosso último instante, do vosso momento final! O ciúme, a inveja que sentiam da nossa amizade, revela-se neste acto vil e cruel. Não há limites para a maldade da mente humana quando não está alinhada com o coração! Quando apenas dá ouvidos à amargura de sentimentos parados em águas pantanosas, turvas, nauseabundas ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou convosco em pensamento, Senhora, bem sabeis! Como sempre estive, como sempre estarei! O que seremos um para o outro, de hora avante, em tudo mudará, Senhora!Não mais se tocarão os nossos olhos, nem as vossas santas mãos de &quot;Matter&quot;, voltarão a aconchegar, no vosso santo colo, os meus cabelos densos, fartos, negros ou secarão as minhas lágrimas em horas de desespero! Restar-me-à chorar sobre a vossa santa tumba... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se antes chorava convosco por mim, Senhora, agora, não sei se chorarei por mim ou por vós que vos não tenho! Apenas não mudará esta ternura que por vós sinto. Isso, nem a vida nem a morte, nem criatura alguma me poderão arrancar. Só sei que nunca mais darei a minh&#039;Alma àquilo que não viva para sempre! Nunca mais! Nunca mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo, porém, inscritos em seguida, uns versos que fiz certa vez, quando vós, Senhora, me contastes a celebérrima história do Sino da Fome que pontifica, desde há muito, no campanário do convento do Monte Calvário, tocado apenas em horas de fome, desespero e solidão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O SINO DA FOME -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se ouvem badaladas&lt;br /&gt;Desse sino solitário&lt;br /&gt;Fala a fome das consagradas&lt;br /&gt;De Santa Helena do Calvário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No silêncio da cláusura&lt;br /&gt;Entre o dia e a penumbra&lt;br /&gt;Grita o sino por ternura&lt;br /&gt;Contra a fome que se apruma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as Trindades vão soando&lt;br /&gt;E a fome vai batendo&lt;br /&gt;Toca o sino de quando em quando &lt;br /&gt;E à Abadessa vai morrendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não há quem não pereça&lt;br /&gt;Ao saber que num Sudário&lt;br /&gt;Morre a última Abadessa&lt;br /&gt;De Santa Helena do Calvário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a fome é minha, o alimento que se esgota sois Vós, Senhora, e o Sino da Fome  do meu campanário é esta carta que vos deixo ... porém ... ao contrário das Consagradas de Santa Helena do Monte Calvário, ninguém me pode acudir. A fome de vós não mais terá retorno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hei-de sempre despedir-me, Senhora, quando cruze o adro do Calvário de Santa Helena. Hei-de reclinar a cabeça como se fora no vosso colo e recordar o perfume de rosas e gardénias do vosso regaço ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus, Senhora, despeço-me até Sempre&lt;br /&gt;por ser o tempo mais certo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sempre só,&lt;br /&gt;RICHARD MARY BAY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S./ Na penumbra dos meus sentidos há-de sempre pairar a vossa Santa Voz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 29 Nov 2017 16:52:58 +0000</pubDate>
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      <title>Opala de Silêncio</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=327345</link>
      <description>Na vontade de me ver, andei atrás de mim,&lt;br /&gt;corri vales e montanhas, não me encontrei,&lt;br /&gt;não vi nada, nada! Só meus sonhos de marfim,&lt;br /&gt;constelados na dor destes versos que neguei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que opala de silêncio se fez quando os rasguei!&lt;br /&gt;A procura foi em vão, mas nunca desisti,&lt;br /&gt;nesta vida nem sempre tive o que procurei&lt;br /&gt;e tantas vezes que por instantes eu morri ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas vezes que verguei ao peso do destino,&lt;br /&gt;eu, meus olhos, meu corpo, uma saudade sentida&lt;br /&gt;que arrastei no silêncio das mágoas do caminho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só me resta neste instante falar dos meus medos,&lt;br /&gt;não posso mais viver assim, d&#039;Alma perdida,&lt;br /&gt;a queimar dentro de mim tantos segredos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; </description>
      <pubDate>Fri, 25 Aug 2017 11:01:12 +0000</pubDate>
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      <title>Carta a um Desfecho sem Retorno.</title>
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      <description>Évora, 25 de Abril de 2017.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Meu frio e triste amor, neste meu aniversário e na impossibilidade de to dizer directamente, escrevo-te esta carta. Estou cansado. Não posso nem consigo fazer mais nada por nós! Fiz o que pude ... tu não estás disponível para termos nada, e eu, é o que preciso neste momento. Puseste entre nós uma parede! Pensei muito, senti muito - desisti. Creio que futuramente perceberás o quanto perdemos com esta tua decisão. Porém, será tarde, muito tarde! Lamento que tenha sido este o desfecho, não era o que eu queria nem sonhava para nós dois, acredita! Não tenho mais forças, nem sequer para sonhar, o que dirá para insistir. Vou guardar dentro de mim, dentro do meu coração, aquilo que sinto por ti e até o que poderia ter vindo a sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi que as coisas são o que são, e que, quando são de uma maneira não há que insistir em que sejam de outra. Ainda assim, lutei, lutei com todas as forças que me assistiam. Lutei contra mim, contra ti e contra a vida. Perdi! Aceito! Resigno! Sigo outro caminho, noutra marcha, noutra direcção. Nem imaginas o quanto me dói! Bem cedo percebi que o adeus era inevitável, mas, não quis acreditar, pensei que a vida me desse, desta vez, a oportunidade de imaginar que também era digno da alegria de amar e ser amado - por ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueci-me, por instantes, que isso nunca foi, não é, nem nunca será para mim. E o porquê de eu não morrer ao menos?! Talvez porque nem isso mereça que me seja dado - julgo! E o que mereço eu, afinal, nesta triste vida que me foi dada?! Este travo amargo a solidão - apenas?! A vida sabe mal, nunca me soube bem! E o que posso eu fazer mais do que me queixar ou lamentar?! Ao menos as palavras para o fazer acompanham-me, estão comigo, jamais me abandonaram ou desiludiram... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto ainda no meu corpo, o teu cheiro. Vejo ainda o teu olhar, meigo e doce, deleitado no meu rosto, fixando a esperança de poder um dia conseguir entregar-se a mim. Não aconteceu. E há um arrepio que me percorre. São os teus dedos a deslizar na minha Alma. O teu corpo adentro ao meu e o meu adentro ao teu! Que momentos de comunhão! E como foi bom vivê-los ... recorda-los é bom também, mas não são suficientes para me sentir inteiro! Porque até quando te tinha tu estavas igualmente longe de mim! E sofria na mesma ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofrer por sofrer, sofro só, prefiro! De nós dois, só resta a memória de um Passado que vivemos, nada mais! E chega, o coração não precisa de mais nada para sofrer! Despeço-me de ti, decidido a não te ver nunca mais e a nunca mais saber ou querer saber de ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus!&lt;br /&gt;O sempre só ...&lt;br /&gt;Richard Mary Bay&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S./ No Céu da minha noite as Estrelas já não brilham ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 02 Jun 2017 15:05:16 +0000</pubDate>
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      <title>Não Chega</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=323334</link>
      <description>Em que pensas meu bem? Porque não falas?!&lt;br /&gt;Que indiferença e amargura é essa?! ...&lt;br /&gt;Tantos silencios pelo ar, porque te calas,&lt;br /&gt;porque não respondes, &#039;inda que to peça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre nós só há distância e pudor,&lt;br /&gt;as palavras são ocas e vazias, sem nada ...&lt;br /&gt;E trazemos os corações cheios de dor,&lt;br /&gt;e as bocas, sem palato, caladas ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chega dizeres qu&#039;inda me amas!&lt;br /&gt;Não chega quando dizes que é um tempo!&lt;br /&gt;Se nem por mim, p&#039;lo meu nome, tu já chamas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chega falares do que entre nós aconteceu,&lt;br /&gt;o que passou - passou! - levou o vento,&lt;br /&gt;não chega, se afinal, o nosso amor morreu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 08 May 2017 11:13:54 +0000</pubDate>
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      <title>Quando o Nosso Amor</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=322325</link>
      <description>Quando o nosso amor já não for o que foi outrora&lt;br /&gt; Lembra-te que as cinzas que de nós ficaram&lt;br /&gt; São apenas, pó - silêncio, o fim de tantas horas&lt;br /&gt; Que as horas da nossa história não marcaram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, verás que serei o que sempre fui pra ti!&lt;br /&gt; O mesmo olhar, a mesma Alma, sempre teu,&lt;br /&gt; Nada em mim mudou, além de não te ter aqui,&lt;br /&gt; E de sofrer, sentindo que pra nós tudo morreu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus! Palavra que me esventra o paladar&lt;br /&gt; Que me come no silêncio e na quietude,&lt;br /&gt; Junto às praias do cansaço, frente ao mar ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas voltas dei ao mundo, foi em vão,&lt;br /&gt; Nunca mais encontrei a tua juventude&lt;br /&gt; Noutros olhos, nem o toque que tinha a tua mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 07 Apr 2017 14:10:17 +0000</pubDate>
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      <title>Sinapse</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=321112</link>
      <description>Diz-me amor porque não ouves&lt;br /&gt;estas palavras sem vida que te dou?!&lt;br /&gt;Lembras-te daquelas ruas cansadas&lt;br /&gt;por onde o nosso amor passou?!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo continua - o barulho das gentes&lt;br /&gt;vai e vem e volta sem sentido ...&lt;br /&gt;Só tu ficaste, longe, num fundo&lt;br /&gt;que não é nosso, e eu perdido ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nem há lágrimas nos meus olhos&lt;br /&gt;tristemente cerrados! E no meu rosto,&lt;br /&gt;a palavra só, traz agonia ao meu corpo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi chamar! Fui ver! Não eras tu ...&lt;br /&gt;Pois em mim não voltou a nascer nada,&lt;br /&gt;e a vida partiu-se - triste, cansada!</description>
      <pubDate>Mon, 06 Mar 2017 12:04:54 +0000</pubDate>
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      <title>Carta de um Triste Solitário</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=319271</link>
      <description>Évora, 01 de Janeiro de 2017&lt;br /&gt;Talvez seja tarde meu amor ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                     ...  mas na impossibilidade de pessoalmente te dizer, digo-te, aqui, hoje, por carta: não consigo esquecer-te! Perdoa se fui cruel. Se  fui violento com as palavras e me deixei vaguear por emoções que nos separaram. Perdoa-me se não te soube ouvir a tempo, nem te prestei a atenção devida, quando me quiseste chamar à razão. Arrependo-me profundamente de não te ter ouvido aquando daquela ocasião. Perdoa se fui duro, frio, intransigente e inadequado, quando, afinal, tu, só me querias dar amor. E eu?! O que fiz a nós dois?! O que fiz de nós dois?! Não há uma noite sequer, em que me deite na minha cama, que não sofra com a distância que nos separa &quot;mea culpa&quot;, meu amor, &quot;mea culpa&quot;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo porque não soube escutar o eco do teu coração. O timbre da tua voz. O sussurro do teu olhar. Porque me terei fechado tão friamente ao nosso amor? Porque terei renegado o que de mais intimo e profundo tem a Alma humana, o amor d&#039;Alguem?! Porquê?! Não sei ... juro que não sei ... não entendo ... nem me entendo ... E quando tento entender só há vazio, dor e solidão. E recordo o abandono do mundo a que sempre fui votado. Mas como poderias tu não me abandonar também?! Como poderias permanecer ao lado de alguém tão arrogante e retesado como eu?! Como pude ser tão cego em relação a ti? Como?! ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a vida dá-nos muitas oportunidades de ser feliz, por vezes, somos nós que as não vemos nem sentimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui arrogante e prepotente. Perdoa se ainda vou a tempo. Não faças comigo o que fiz contigo. O que fiz connosco. Salva a nossa História, e, talvez, quem sabe, não estaremos ainda a tempo de nos reencontrarmos! Quem dera pudesses ouvir este meu pobre e triste desabafo, tão cheio de verdade, agrura e solidão. Depois de diagnosticada a tua ausência, meu corpo, foi tomado, como se de um cancro se tratasse, profundo, intenso e maligno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morro de tristeza a cada dia que passa. Estou desenganado. Sei. Sinto-o. A fria incomunicabilidade dos nossos corações corrói e consome a minha Alma tão fugaz. Diz ao menos que me não esqueceste ainda. Que recordas, como eu, aqueles instantes de amor que nos foram dados junto do mar. Diz que não esqueceste o entardecer sobre as rosas que tantas vezes testemunhou a nossa História. Diz que não foram vãos os versos que te dei ... diz ... se me amas ainda ... diz ... Não oiço nada! Antes escutava-te sem te ver. Sem que estivesses a meu lado. Agora, não te escuto, não te vejo, nem te sinto. Que amargo o destino se tornou. Cheio de qualhos, quebrantos e gangrenas. Resta-me a caneta, o papel, a carta e este corpo que, apodrece na imensidão dos segundos que parecem ser eternos. Sem ti meu amor! Sem ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PARA TI:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poesias nos meus lábios&lt;br /&gt;excessivamente fechados&lt;br /&gt;há tristezas nos meus olhos&lt;br /&gt;paradoxalmente cerrados ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se d&#039;um morto se tratasse&lt;br /&gt;meu corpo está cansado&lt;br /&gt;e meu coração talvez parasse&lt;br /&gt;se não batesse descompassado ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas estrelas invertidas&lt;br /&gt;no meu Céu em solidão&lt;br /&gt;tantas mágoas concebidas&lt;br /&gt;que a dor enterra neste chão ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que faço eu a esta hora&lt;br /&gt;sem a Luz dos teus abraços?! ...&lt;br /&gt;Amor volta, sem demora,&lt;br /&gt;prá quietude dos meus braços ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correm-me as lágrimas neste momento, meu lirio, meu cravo, minha estrela da manhã ... Nada mais tenho a dizer-te, as palavras escasseiam e atiram-me ao vazio, e, em mim, tudo acaba também. Não sou nada. Já nem sei se alguma vez fui ... &lt;br /&gt;E é do nada, no nada e com o nada que me despeço de ti. Apenas com este amor ferido na mão! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus!&lt;br /&gt;Do sempre Só!&lt;br /&gt;Richard Mary Bay&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S./ Aqui me tens p&#039;ra começar de novo ...&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 24 Jan 2017 17:28:16 +0000</pubDate>
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      <title>Eflúvio</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=319129</link>
      <description>Deixa-me beijar-te, meu amor,&lt;br /&gt;como antigamente to fazia,&lt;br /&gt;quando não importava qualquer dor&lt;br /&gt;que nas nossas Almas se sentia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-me sentir-te, meu amor,&lt;br /&gt;como quando eramos crianças,&lt;br /&gt;quando a vida tinha em nós outro sabor,&lt;br /&gt;e nós, tinhamos nosso amor por confiança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer agora se a morte te levou?!&lt;br /&gt;Em mim só há noite, dor e lágrimas,&lt;br /&gt;uma fonte de alegria que secou ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E viverás em mim como um eflúvio,&lt;br /&gt;uma nascente de palavras e de rimas,&lt;br /&gt;onde a minha solidão, desagua como um rio.</description>
      <pubDate>Fri, 20 Jan 2017 15:14:19 +0000</pubDate>
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      <title>De um Triste Solitário</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=319128</link>
      <description>E há poesias nos meus lábios&lt;br /&gt;excessivamente fechados&lt;br /&gt;há tristezas nos meus olhos&lt;br /&gt;paradoxalmente cerrados ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se d&#039;um morto se tratasse&lt;br /&gt;meu corpo está cansado&lt;br /&gt;e meu coração talvez parasse&lt;br /&gt;se não batesse descompassado ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tantas estrelas invertidas&lt;br /&gt;tantas mágoas concebidas&lt;br /&gt;no meu Céu em Solidão ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que faço a tantas horas&lt;br /&gt;de tristezas e demoras&lt;br /&gt;enterradas neste chão?! ...</description>
      <pubDate>Fri, 20 Jan 2017 15:05:56 +0000</pubDate>
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      <title>Pássaro de Silêncio</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=318405</link>
      <description>E corto as veias nesta tarde opressiva&lt;br /&gt;em que adormeço sem querer saber mais nada&lt;br /&gt;meu coração partido é sombra viva,&lt;br /&gt;e meu rosto, meu olhar, timbre de prata!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um pássaro de silêncio pousa nesta hora&lt;br /&gt;semeando inquietos madrigais de solidão,&lt;br /&gt;e, de repente, há em mim algo que chora&lt;br /&gt;prendendo o meu olhar numa imensa inquietação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me deixes morrer longe de ti, meu amor,&lt;br /&gt;eu tão preso a tudo quanto passa,&lt;br /&gt;e tu, ao longe, naufragando em tanta dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E corto as veias nesta tarde pra morrer,&lt;br /&gt;e na espera de morrer, algo me trespassa,&lt;br /&gt;que o teu amor possa em mim pra sempre arder.</description>
      <pubDate>Thu, 05 Jan 2017 16:14:35 +0000</pubDate>
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