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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Thu, 12 Mar 2026 23:17:03 +0000</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>O Altar de Macabéa - Por Chris Fonte Katz</title>
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      <description>O Altar de Macabéa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Ela bebia o tempo em goles pequenos,&lt;br /&gt;Como quem teme acordar o destino.&lt;br /&gt;Seu corpo era um rascunho de ossos e acenos,&lt;br /&gt;Um verso perdido num mundo divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Alimentava-se de vento e de rádio,&lt;br /&gt;De &quot;tic-tacs&quot; de relógio e pão amanhecido.&lt;br /&gt;Não sabia que a dor era um antigo estádio,&lt;br /&gt;Pois nela, o sofrimento era um bicho contido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Datilógrafa de palavras que não lhe pertenciam,&lt;br /&gt;Vivia o &quot;não&quot; com a doçura de um &quot;sim&quot;.&lt;br /&gt;Seus olhos, espelhos de nuvens que fugiam,&lt;br /&gt;Buscavam a aurora no fim do jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Até que a Mercedes, em metal dourado,&lt;br /&gt;Veio colher sua vida no chão da calçada.&lt;br /&gt;E o sangue, no frio do chão derramado,&lt;br /&gt;Fez dela, enfim, a rainha coroada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Naquela hora, o nada se fez claridade,&lt;br /&gt;A poeira subiu ao trono do céu.&lt;br /&gt;Macabéa, vestida de eternidade,&lt;br /&gt;Rasgou da existência o último véu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Chris Fonte Katz</description>
      <pubDate>Sun, 04 Jan 2026 19:33:22 +0000</pubDate>
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      <title>O Peso Leve do Ser - Por ChrisFonte Katz</title>
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      <description>&lt;br /&gt;O Peso Leve do Ser - Por ChrisFonte Katz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a libélula que pousa, &lt;br /&gt;é a ideia. &lt;br /&gt;E o meu corpo, &lt;br /&gt;de repente, &lt;br /&gt;é o mais estranho &lt;br /&gt;dos palcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um vazio na garganta &lt;br /&gt;que só o vibrar da asa &lt;br /&gt;sabe preencher. &lt;br /&gt;Um ponto na pele, &lt;br /&gt;um quase-sinal, &lt;br /&gt;e o entendimento: &lt;br /&gt;sou apenas isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma clavícula &lt;br /&gt;que sustenta o voo. &lt;br /&gt;Uma carne que &lt;br /&gt;não entende o porquê &lt;br /&gt;de ser tão pouca &lt;br /&gt;coisa e carregar &lt;br /&gt;tanta vida por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o silêncio entre &lt;br /&gt;o pescoço e a asa, &lt;br /&gt;a vertigem que &lt;br /&gt;se instala. &lt;br /&gt;O que sou? &lt;br /&gt;Uma passagem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frágil e nua, &lt;br /&gt;como o cristal &lt;br /&gt;parado na borda. &lt;br /&gt;E a resposta não &lt;br /&gt;importa.</description>
      <pubDate>Sun, 23 Nov 2025 03:59:13 +0000</pubDate>
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      <title>Íris em Espelho - Por Chris Fonte</title>
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      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Íris em Espelho&lt;br /&gt;No centro do tudo, &lt;br /&gt;A luz que se nega à luz. &lt;br /&gt;O olho que dorme no olho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há meio. &lt;br /&gt;A pele é feita de pó &lt;br /&gt;que beija o silêncio azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O círculo é a boca &lt;br /&gt;que não sabe o nome &lt;br /&gt;da piedade ou do vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a metade fria &lt;br /&gt;que não vive sem a quente. &lt;br /&gt;A visão é o crime mais belo &lt;br /&gt;que o deus-tempo permite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eterno oposto, &lt;br /&gt;pulsa na escuridão, &lt;br /&gt;a pupila aberta ao vazio.</description>
      <pubDate>Sun, 23 Nov 2025 03:42:51 +0000</pubDate>
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      <title> Quietude e Fogo - Por ChrisFonte Katz</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=381569</link>
      <description>Quietude e Fogo - Por Chris Katz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nuvem que sobe não é prece, &lt;br /&gt;é cinza lenta da brasa. &lt;br /&gt;O mundo aqui cessa. &lt;br /&gt;Entre a barba e a seda, &lt;br /&gt;o nó desfeito da pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pé-âncora no cais da coxa. &lt;br /&gt;O que se bebeu no escuro &lt;br /&gt;e agora só repousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um vício manso, &lt;br /&gt;de pele em pele que fala, &lt;br /&gt;uma confissão sem voz, &lt;br /&gt;na mudez da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o silêncio entre &lt;br /&gt;os dedos que &lt;br /&gt;acende a verdade: &lt;br /&gt;Neste leito, todo inferno &lt;br /&gt;é a mais doce cidade.</description>
      <pubDate>Sun, 23 Nov 2025 03:37:57 +0000</pubDate>
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      <title>Crônica-Poema da Guardiã de Infinitos por Katz</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=381349</link>
      <description>&#8203; Crônica-Poema da Guardiã de Infinitos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;A gaveta não é de madeira fria, é de tempo suspenso. É um recesso onde o instante, cansado de ser presente, resolve repousar e se fazer eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Quando a puxamos, com o ruído de um suspiro antigo no deslizar do trilho, não é o cacareco que salta aos olhos, mas o espectro do que fomos. Ela é a arqueologia do miúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Lá dorme a caneta sem tinta que escreveu a carta mais urgente; o botão que se soltou da roupa do amor; o ingresso de um espetáculo que já é só saudade coreografada. Há um cheiro doce, meio mofo, meio alfazema, que é a aroma inconfundível do que não se esquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;A gaveta é a bolsa da bruxa interior, que guarda desde a conta paga que comprova a vida adulta até o bilhete amassado que nega todo o tempo passado. Em seu ventre, o útil convive com o poético, o recibo frio com a fotografia solar, o grampo esquecido com a semente de um sonho que ainda teima em não germinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;E a mais preciosa, a que pulsa em meu ser, é a gaveta que carrega não objetos, mas a vastidão imaterial. A paciência que se perdeu em uma manhã de pressa.&lt;br /&gt;&#8203;&lt;br /&gt;O perdão que foi adiado e agora espera a chave certa. As palavras doces que a timidez engavetou;&lt;br /&gt;&#8203;E todos os infinitos que um olhar descuidado deixou escapar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Ela se fecha, e a vida continua no exterior luminoso. Mas sabemos: o essencial está ali, resguardado no escuro aconchego, esperando o puxão suave que o trará, de novo e de novo, para a luz do nosso lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Pois a gaveta não é um fim, é um começo adiado. É o lugar onde guardamos a prova de que existimos e sentimos além do que a superfície mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ChrisFonte Katz </description>
      <pubDate>Fri, 07 Nov 2025 04:45:26 +0000</pubDate>
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      <title>A Vasta Solidão Cúmplice - ChrisFonte Katz</title>
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      <description>A Vasta Solidão Cúmplice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão de Sandra não era uma filosofia. Era uma doença silenciosa, uma espécie de úlcera na alma que supura a cada instante sem testemunhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vivia em Copacabana, ou talvez fosse qualquer arranha-céu imundo e luxuoso que se finge de lar, e a cidade, lá embaixo, não era de néon e pressa, mas de podridão oculta sob a luz do sol. Uma vasta, feia e promíscua imensidão de seres que se tocavam sem nunca se encontrarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela tarde, a chuva não era cúmplice, era testemunha. Batia na vidraça com a fúria de um remorso que não se cala. Sandra estava na sala, os joelhos frios, e a solidão era tão palpável que tinha cheiro de éter e cinzas de cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vasto silêncio não era o espaço para a alma; era a prisão onde a verdade, aquela coisa suja e viscosa que ela mantinha trancada, dava berros insuportáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandra não pensava em astrofísica ou incomunicabilidade. Pensava na boca fria do marido, no lençol amassado da manhã passada e naquele segredo que a devorava talvez a traição mais vil, talvez o aborto escondido na juventude, talvez apenas o nojo de ser ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão lhe esfregava na cara o Óbvio Ululante: o de que somos todos um erro fatal de cálculo, nascidos para sofrer a febre da carne e morrer sozinhos, sem sequer a honra de sermos compreendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ninguém me conhece. Ninguém pode me salvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone? Aquela geringonça diabólica só trazia o som oco das mentiras sociais. O vizinho? Um adúltero compulsivo com cara de santo, Sandra sabia. Todos, todos eram réus e a cidade, o tribunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandra tateou o tecido da cortina. O que ela sentia não era falta, era o medo de que a solidão se dissipasse e viesse a piedade alheia, que é a pior das humilhações. Ela preferia o castigo frio da sua vastidão íntima à falsa quentura dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava ali, íntegra em seu desespero, perfeita em seu pecado. E o único consolo, a única certeza, era a chuva lá fora, lavando as ruas, mas nunca, jamais, limpando a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caneta e o papel estavam ali, à espera. Mas de quê? Da confissão? O único texto que lhe interessava era aquele que estava escrito em seu próprio sangue, no avesso de sua pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão era a prova de que ela era, enfim, verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ChrisFonte Katz</description>
      <pubDate>Fri, 31 Oct 2025 01:35:47 +0000</pubDate>
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      <title>Mar - Chris Katz</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=381187</link>
      <description>Mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;O sol desperta na faina, &lt;br /&gt;O mar o convida a ir; &lt;br /&gt;O peito onde a dor se aninha &lt;br /&gt;Não tem mais pressa em sentir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Lá vai a malha no ar, &lt;br /&gt;Um sonho de linha e nó, &lt;br /&gt;Na prece de quem lutar &lt;br /&gt;Retorna quase que só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;O braço lança e recolhe, &lt;br /&gt;No ritmo que o tempo traz, &lt;br /&gt;No vasto azul que se escolhe &lt;br /&gt;O descanso, a calma e a paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ChrisFonte Katz</description>
      <pubDate>Sat, 25 Oct 2025 19:50:41 +0000</pubDate>
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      <title>A Ilha &quot;Crônica Olfativa da Ausência&quot; Por ChrisFonte Katz</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=381136</link>
      <description>O ar era um caldeirão de especiarias e suor, uma essência bruta da humanidade. E as ruas eram um rio de gente, onde a cor da pele se fundia na poeira sagrada do destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ar denso guardava a alquimia do mundo, Um perfume de terra, cana e sal: Na urdidura da rua, o cheiro profundo de humanidade, viva e desigual. Ecos de mar e de mercado antigo, Onde a pressa esbarrava no destino, E o silêncio era um peso de castigo Na partitura rouca do violino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Multidão em cores que o sol acendia, mestiços, brancos, a tez da cor do açaí. No andar da gente, a própria poesia De quem carrega a vida toda ali. Nos olhos, o espelho da feira que berra, No peito, a força de um tempo sem eira, A crônica de amor escrita na terra, No rumor santo de toda a capoeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no meio do cheiro e do rumor vasto, Havia um segredo guardado na sombra. Um homem de camisa de linho gasto, Que olhava o chão e de ninguém se lembra. Sua alma era a ilha de um mar silente, Onde as vozes não chegavam nem perto. A vida, embora tão forte e tão quente, Deixava o seu coração sempre incerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carregava nos ombros o fardo do espanto, E nos bolsos, um papel já desfeito. O silêncio era o seu único manto Naquela confusão que o tinha no peito. E o cheiro forte, o forte cheiro da rua, Não bastava para preencher o vazio. Ele era a parte ausente, a face nua De um amor que se perdeu pelo rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No papel desfeito, quase inexistente, A frase de amor que nunca houve. A tinta esvaída, o sonho dormente, A palavra que o destino desaprovou. Era um &quot;eu te amo&quot; que a garganta reteve, Um beijo guardado para a eternidade, A promessa leve que o tempo não tece, Semente morta de toda a saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o homem, em meio à feira que pulsa e vibra, Era a própria antítese do lugar. Enquanto a vida dançava, ele era a fibra De um luto quieto que não pode acabar. O cheiro do mundo entrava-lhe nos poros, Mas a alma só sentia o perfume frio Do amor que se foi antes dos socorros, Deixando a vida ao rés do pio do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, sem alarde, sem brado ou lamento, Ele dobrou o papel, a cinza do nada. Misturou-se ao suor, ao ruído, ao vento, Mais um fio na trama da rua apinhada. Pois a vida é maior que a dor que se sente, E o cheiro forte, que a tudo engolia, Era o eterno convite, insistente, Para o próximo dia que já se anuncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 23 Oct 2025 00:49:59 +0000</pubDate>
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      <title>Agradecimento &quot;Estação das Letras&quot;</title>
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      <description>Nesta primavera de 2025, a &#039;Estação das Letras&#039; floresceu em mim como uma estação de descobertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;A minha mais profunda gratidão se dirige à Comunidade Luso-Poemas, por abrir o livro e a oportunidade, e por me conceder a honra de ver os meus versos selecionados e publicados neste e-book.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Que este trabalho seja uma ponte de inspiração e partilha. A todos os leitores e colegas autores: que as nossas palavras ecoem e toquem a vossa alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um marco importante, e o meu coração celebra esta conquista ao lado de todos vocês!&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fraterno abraço &lt;br /&gt;Chris Fonte Katz.</description>
      <pubDate>Tue, 21 Oct 2025 01:30:11 +0000</pubDate>
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        <item>
      <title>O Varal da Ausência Tecida Por Chris Katz</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=380702</link>
      <description>O Varal da Ausência Tecida Por Chris Katz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;O vento leve, mensageiro sem pressa, beija a brancura estendida, e ali, no linho que treme, mora a saudade no varal. Não são roupas a secar, mas sim pedaços do que não volta, lavados em lágrimas que o sol dissimula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;A fronha alva, a que acolheu sonhos já desfeitos, guarda ainda o formato fugidio da cabeça amada, um perfume aéreo que a memória sopra. A camisa, aquela de cores vivas, agora balança em um ritmo só dela, como um coração que dança sem par.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;São fantasmas de algodão e seda, suspensos por pregadores de madeira que rangem, pequenos suspiros ao sabor do tempo que escoa. Cada peça é um dia vivido, um abraço guardado, um riso mudo que se estica sob o céu vasto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;E a gente olha, e o peito aperta em doce dor, pois o varal não apenas seca; ele expõe, em sua singela teimosia, a beleza irrecuperável do que foi. É a poesia da falta, pendurada ao sol, esperando que o calor a embale e, talvez, a devolva mais leve ao peito que a veste.&lt;br /&gt;&#8203;</description>
      <pubDate>Sat, 27 Sep 2025 18:10:09 +0000</pubDate>
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