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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Carolina em meus pensamentos</title>
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      <description>Carolina, teu nome é um sussurro no jardim secreto dos meus pensamentos, uma melodia que só minha alma escuta. Separou-nos o abismo de um deus distinto, sim, mas mais ainda, a geometria sagrada de dois mundos que olhavam a vida com olhos diferentes. Fomos dois astros girando em órbitas paralelas, condenados à proximidade sem fusão, à distância que se mede em silêncios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância não são quilômetros, é o peso de uma visão, a cruz que cada um carrega em suas costas. Mas no breve instante da tua pele, na vertigem do teu olhar, o universo parou. Fomos a faísca que acendeu o vazio, a verdade que se sussurrou entre duas almas que não se tocam, mas se sentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restaram-nos os versos não escritos, as pontes não cruzadas, a eternidade que nos escapou entre os dedos. Um café sem amanhã, uma promessa sem altar. Carolina, és a oração que não se reza, o milagre que se nega a ser, mas que vive, eterno, no recanto mais íntimo da minha memória.</description>
      <pubDate>Sat, 14 Mar 2026 15:22:50 +0000</pubDate>
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      <title>Relíquia dos Teus Beijos Desvanecidos</title>
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      <description>Caminho sob o manto de um absurdo de ausência, aqueles lugares de agave que criavam histórias queimaram-se sob o lento fogo de uma traição inesperada, ainda as queimaduras do corpo destroem até a minha própria sombra, vou caminhando pela rua solidão buscando respostas onde não há perguntas exatas, deambulo e não encontro a sombra que arrebatou a minha, nem as mensagens escritas até em pulseiras banhadas em prata que antes adornavam aquela cidade que ambos construímos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhares de quilômetros separavam minhas palavras das tuas, apesar disso, navegava silenciosamente letra a letra para me aproximar de ti, bastava apenas um suspiro ao ouvido para um beijo triunfal, tudo valia a pena para conseguir aqueles momentos de felicidade que se intensificava futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de amar as flores, queimaste cada uma a teu gosto, não pude nem voltar a tocar uma pétala pois já só restavam espinhos, a chuva chega mas não refresca entre uma cidade morta e em ira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tenho a lembrança daquele mar com sangue que não tinha medo de navegar, submergíamos nas águas quentes como se fosse um renascer batismal, eu te contemplava, não havia algo mais que desejasse do que ouvir teu respirar enquanto o vapor nos envolvia em sua passagem e nos tornava eternos em apenas um momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre caminhava em tua direção sem imaginar que tinhas uma bala preparada para mim, foi inesperado, teus beijos com a chuva se apagavam, mas a bala envenenada em mim ficou atravessada, agora só me resta caminhar por ruas solitárias com feridas abertas, agora só carrego em meu corpo aquela bala que consome minha vida e em minha mão direita aquela relíquia dos teus beijos desvanecidos.</description>
      <pubDate>Wed, 25 Feb 2026 15:01:36 +0000</pubDate>
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      <title>O peso de não fazer nada</title>
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      <description>Não é que não doa, é que já não se sente.&lt;br /&gt;É um músculo atrofiado, a vontade.&lt;br /&gt;Uma cadeira vazia no meio da sala,&lt;br /&gt;enquanto a casa desmorona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém grita, ou chora, ou morre um pouco.&lt;br /&gt;E a gente olha para o teto, ou para a mosca na parede,&lt;br /&gt;ou para o pó que se acumula nos livros velhos.&lt;br /&gt;O que fazer? Para quê? Se no fim tudo é o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iniciativa é um pássaro que voou.&lt;br /&gt;Ou talvez nunca esteve, foi apenas um sonho tolo.&lt;br /&gt;Acostumamo-nos à quietude, ao não-movimento,&lt;br /&gt;a que outros decidam, a que o vento empurre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos peritos na arte da desculpa,&lt;br /&gt;no &quot;amanhã eu faço&quot;, no &quot;não é problema meu&quot;.&lt;br /&gt;A vida passa como um trem sem paradas,&lt;br /&gt;e nós, na plataforma, com as mãos nos bolsos,&lt;br /&gt;olhando-o afastar-se, sem sequer um adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há heroísmo na inação, apenas esquecimento.&lt;br /&gt;Um esquecimento lento, que nos corrói a alma.&lt;br /&gt;E quando queremos reagir, já é tarde.&lt;br /&gt;O corpo pesa, a voz falha, o coração se apaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim nos tornamos estátuas de sal,&lt;br /&gt;monumentos ao que poderíamos ter sido e não fomos.&lt;br /&gt;Por medo, por preguiça, por essa maldita indiferença&lt;br /&gt;que nos tornou cúmplices da nossa própria ruína.</description>
      <pubDate>Sat, 21 Feb 2026 23:18:54 +0000</pubDate>
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      <title>Casualidades e Causalidades</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=382556</link>
      <description>O acaso é um pêndulo cego que nos cruza. Lança-nos à rua, faz-nos esbarrar o ombro na casualidade que tem o teu nome. É a porta que se abre sem que o vento a toque.Mas a magia, essa alquimia visceral, não é um presente do céu. A magia é a causalidade que se forja com o cinzel da vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o atrevimento de sustentar o encontro, de olhar nos olhos para além do roçar. É a decisão de que essa porta aberta não se feche, de que o encontro fortuito se converta num pacto de fogo.O acaso dá-nos a matéria-prima: o rosto, a voz, o silêncio. Mas a causalidade é o arquiteto que esculpe o momento, a mão que acende a isca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que desconfio dos dons do acaso, só acredito na geometria da intenção. Na vontade de fazer com que o encontro, que foi um acidente, se converta na única verdade necessária.</description>
      <pubDate>Sat, 14 Feb 2026 17:35:13 +0000</pubDate>
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      <title>solidões</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=382540</link>
      <description>Sou o abismo dos meus próprios temores, afundo-me numa luta sem fim sobre o fumo que nubla os meus passos, ainda não consigo ultrapassar aquele muro que me supera e não me deixa respirar, tomo um autocarro sem caminho traçado, reconheço-o, mas ao fechar os olhos volto de novo do zero escapando do desejo do meu próprio sentir e do meu próprio pulsar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que serve percorrer tantos quilómetros com uma mala que apenas carrega impossibilidades, às vezes os flagelos vêm do mesmo fôlego com que respiramos, sopramos sobre a areia aquela imagem que ansiamos e de um só punhado escapa o tempo como um relógio de areia, o labirinto das minhas inseguranças deixa-me em perspetiva perante milhares de ruas com cheiro a solidão, estou a navegar no dilema de uma balada antiga, vozes e letras de amor saindo de corpos que em vão despertam sozinhos e sem clareza na sua própria essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o abismo que construo entre olhares fulminantes, a contagem decrescente começa de novo perante uma nova casualidade que em vão se converte em histórias sem rasto, nunca pode terminar o que não começa, e aquele ponto final torna-se anedota quando não existem letras que o acompanhem, estou a viajar entre as reticências da minha alma e aquelas vozes que a cada noite fria me sussurram, solidões.</description>
      <pubDate>Fri, 13 Feb 2026 02:00:17 +0000</pubDate>
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