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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Sun, 14 Jun 2026 17:09:24 +0000</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>toque</title>
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      <description>Tocas sem tocar, sentes sem mexer, vives sem respirar, coadunas-te a exercer simbioses internas aonde a pura dormência às mãos transformam o teu toque em surreais sonhos de quimeras verdadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És toque, simples, feito de água cristalina, comungando a pressão exercida à pele com o elixir mais puro que te sai da alma...e são cegos, cegas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cegos, cegas, cegueiras que não deixaram perceber a simplicidade de uma pele  primordial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cegos, cegas&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 22 Sep 2017 20:02:11 +0000</pubDate>
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      <title>Quimera sem fim</title>
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      <description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dias sem fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os dias não passam, as horas demoram a viver&lt;br /&gt;o tempo cai&lt;br /&gt;os segundos não sorriem&lt;br /&gt;e a vida desmoronada se esvai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando o tempo adormece&lt;br /&gt;quando a noite não vem, não chega&lt;br /&gt;deixando à deriva o corpo ausente&lt;br /&gt;que sente&lt;br /&gt;e os sonhos, esses, escapam-se da mente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias sem fim, em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nesta hipérbole de dor&lt;br /&gt;sem cor, sem sentido, sem o torpor&lt;br /&gt;de um coração acelerado&lt;br /&gt;que grita a cada suspiro&lt;br /&gt;a cada bater&lt;br /&gt;ao ter o teu aroma de jasmim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 28 Jan 2016 18:34:21 +0000</pubDate>
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      <title>Return to Innocence</title>
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      <description>&quot;Have to dive into my fantasies&lt;br /&gt; I know as soon as i&#039;ll arrive &lt;br /&gt;Everything is possible&lt;br /&gt; Cause no one has to hide&lt;br /&gt; Beyond the invisible&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Inocência, algo que se perde, dizemos nós, com a idade. Será que é mesmo assim? Será que perdemos mesmo essa forma de ser enquanto caminhamos pelos anos da vida? Quantas vezes olhamos para trás e reparáramos que realizamos determinadas acções com a inocência de uma criança que apenas agora começou a dar os primeiros passos! Oferecemos aos outros, nessas alturas, a maior pureza que temos, a maior dádiva que temos dentro de nós, partilhamos as chaves das nossas defesas internas, colocamos a nossa alma e corpo numa bandeja de prata e dizemos &quot;é tua, toma-a!&quot;, sem que qualquer medo nos venha daí. Nessa altura viajamos para além do visível, do impossível, sonhamos acordados, tornamo-nos crianças, alheias ao mundo, alheias à dor, à saudade, à distância, ao medo - voltamos à idade da inocência, a criança volta a viver em nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Close your eyes&lt;br /&gt; Just feel&lt;br /&gt; and realize &lt;br /&gt;It is real&lt;br /&gt; and not a dream&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento eterniza-se no tempo, guarda-se na memória de longo percurso, a imagem que nos faz reviver idades perdidas, eras em que éramos nós e o mundo, em que apenas vivíamos para  o saltar da cama com toda a energia da vida e corríamos para a rua, felizes, porque estava um belo dia de Sol. Um dia em que apenas queríamos brincar, correr, saltar, ser e viver como crianças que éramos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a idade a avançar vamos esquecendo dessas emoções de apenas existir para viver. Esquecemos-nos de fechar os olhos, das sensações do corpo exausto pela alegria do dia, varre-se da mente os pequenos nadas que nos preenchiam por completo, da forma sincera como se sentia o outro, o amigo, a amiga, como acreditava-mos, piamente, nas histórias do Papão e da Cinderela, como era bom receber um abraço meigo e sentido de alguém que gostávamos, sem medos, nem complexos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão bom quando conseguimos voltar a ter essas emoções de inocência, quando deixamos que a criança renasça, acorde, que olhe o mundo com a simplicidade que se deve ver e olhar. É tão único tocar no que nos rodeia e faz sorrir de uma forma pura, sem intenções de nada, apenas dando e recebendo o que para nós e para os outros está destinado. É tão surreal conseguir deixar permanecer, nos nossos horizontes da memória, as imagens que nos fizerem sorrir com o olhar. É tão especial voltar a acreditar que tudo é possível, tudo, mesmo para além do invisível - porque afinal, mesmo depois de morrermos várias vezes nesta era da Terra Média, continuamos a ter em nós, a inocência de uma criança (não desaparecida com a idade, apenas adormecida com o tempo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque tudo é possível...nem que seja apenas no teu próprio mundo, aquele que partilhas como criança a quem te dás!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque tudo é possível quando voltas à tua inocência!</description>
      <pubDate>Fri, 10 Jul 2015 09:32:25 +0000</pubDate>
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      <title>Silêncios da Lua</title>
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      <description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;No silêncio da Lua&lt;br /&gt;descalço&lt;br /&gt;sem medos&lt;br /&gt;longe dos enredos&lt;br /&gt;de pele nua&lt;br /&gt;crua&lt;br /&gt;adormeço&lt;br /&gt;nas noites perdidas&lt;br /&gt;aonde encontro a minha mão na tua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No silêncio da Lua&lt;br /&gt;despido&lt;br /&gt;quimérico&lt;br /&gt;adormeço&lt;br /&gt;aconchegando o vivido&lt;br /&gt;o querido&lt;br /&gt;o sonhado&lt;br /&gt;naquela história, de encantar&lt;br /&gt;de ninar&lt;br /&gt;aonde o amor se sente amado&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 10 Jul 2015 09:29:14 +0000</pubDate>
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      <title>tempo</title>
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      <description> &quot;Seria uma alma habitada por um sorriso até o Sol se pôr, nesse dia clamaram-se sons de lamento - o tempo tinha chegado!&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...é mais uma imagem retirada numa tarde de ausência do meu próprio espírito. A Casa, abandonada, sozinha, paredes que outrora foram habitadas por sorrisos, alegrias e vidas. O tempo não perdoa. O tempo diz-nos que se não acarinharmos, com a devida atenção o que temos, o esquecimento toma conta da realidade. Eis a Casa, perdida entre passados, sonhos, deixando os postigos abertos para que as almas, que passam na rua se lembrem do que possuem hoje, amanhã tudo poderá entrar no universo do esquecimento...&lt;br /&gt; e a Casa com a porta da rua aberta, lá vai dizendo a quem a olha...&lt;br /&gt;&quot;um dia também fui perfeita!&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toma conta do que é teu para que o tempo um dia não te diga... esqueceste-te ![center]&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://sol--negro.blogspot.pt/&quot; title=&quot;http://sol--negro.blogspot.pt/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://sol--negro.blogspot.pt/&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 19 Apr 2015 18:41:19 +0000</pubDate>
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      <title>Espinhos no corpo</title>
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      <description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;O céu verte a mentira&lt;br /&gt;a ode!&lt;br /&gt;Desfaz o prefixo&lt;br /&gt;da crença.&lt;br /&gt;Cria o soporífero&lt;br /&gt;o aroma&lt;br /&gt;a beleza espinhosa&lt;br /&gt;da rosa que te perfaz o corpo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora na partitura do silêncio&lt;br /&gt;(embrenhado nos creres dos quereres)&lt;br /&gt;sendo o maestro dos desalinhos&lt;br /&gt;onde definho a batuta&lt;br /&gt;na pauta perdida&lt;br /&gt;esquecida…&lt;br /&gt;Dou-me (te) ao espinho&lt;br /&gt;aos rasgos intemporais&lt;br /&gt;às pétalas de sangue&lt;br /&gt;cravadas no cálice da vida&lt;br /&gt;aquele por onde bebo&lt;br /&gt;(ou sonho beber)&lt;br /&gt;aquele que te perfaz o teu ser&lt;br /&gt;onde os lábios repousam&lt;br /&gt;adormecem…&lt;br /&gt;vivem!&lt;br /&gt;…a rosa esquecida dos sonhos!&lt;br /&gt;A tua!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O tempo ensina a alma a perceber tudo o que perde na vida de mão beijada!</description>
      <pubDate>Sat, 11 Apr 2015 08:21:15 +0000</pubDate>
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      <title>Aetro</title>
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      <description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; Há momentos na nossa vida em que realmente conseguimos ver o Universo tal como ele é. Vivemos de uma forma tão afásica, tão cheia de adrenalina, que, muitas vezes, não temos a noção do que nos envolve. Somos seres predestinados a viver na correria do querer desmesurado, do amar intensamente, do foder abismalmente e tantos mais advérbios de modo que daria para estar aqui a preencher a tarde com terminologias “mente”. Depois, quando nem nos apercebemos, ou quando caímos na realidade nua e crua, reparamos que não passamos de uma ínfima partícula neste universo que nos envolve, que a percepção que somos uma estrela brilhante e que se destaca de todas as outras é pura fantasia da nossa mente, não passamos de uma partícula de pó à deriva num Universo imenso. Não há coisa que doa mais no peito de um ser humano do que reparar, sentir, ter a percepção, que afinal de contas, nada mais é do que aquilo que se vê. As ligações entre as pessoas variam de alma para alma, de cumplicidade para cumplicidade, de vontade para vontade, de realidade para realidade mas, em todo caso, uma união que se diga unida em todos os poros de uma pele única, perfaz um entrosamento tão celestial, tão unívoco, tão seguro que os dois se tornam um e em que um, muitas vezes, chega a ser os dois. É muito difícil nesta era do imediato, conseguir laços substantivos numa vida em que ela própria não seja precisa ser adjectivada, ou elabora com figuras de estilo para dar um ar de perfeita e única, em que o cosmos que exista entre as duas almas não precise de holofotes ou simpatias provenientes de um algoritmo qualquer matemático, porque o é desde a nascença da vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sou apenas uma partícula que deriva entre emoções forjadas num peito sôfrego de cumplicidade plena.&lt;br /&gt;Como diz o ditado chinês…Nunca queiras ser aquilo que não o és, porque mesmo que o tentes ser, nunca o serás!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partículas de um Pó eterno&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 10 Apr 2015 19:45:21 +0000</pubDate>
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      <title>tempo sem tempo</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=290927</link>
      <description>O meu tempo, o tempo do mundo e o tempo que não existe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a nossa vida e formatada em relação ao tempo. Vivemos, corremos, sonhamos, rimos, sorrimos, choramos, odiamos, fodemos, caímos, desesperamos e por todos “emos ou amos” que existem, temos todo o tipo de emoções sempre em determinados tempos da nossa vida. Somos relógios vivos em que a corda é dada pelas emoções que vivemos ou desejamos viver.  Os Realistas, na sua teoria filosófica, defendem a existência do tempo fora da mente humana, enquanto que, os Idealistas/ Anti-realistas batem-se com a unicidade de tempo com a alma humana e com o seu pensar – tudo é realizado a seu tempo e no tempo de um advir específico. Quando lia kant percebia que ele negava por completo a realidade física do tempo, dizendo que o tempo é apenas uma medição em que acontecem as coisas e a que todo o universo se expõe. Nisto tudo há algo que nenhuma lei ou filosofia consegue explicar, seja na área da metafisica seja na área da realidade quântica – a nossa experiência pessoal com o tempo! Todos nós vivemos o tempo à nossa maneira, ao nosso gosto, com a nossa forma de ser. Temos tempos mortos, tempos vivos, tempos de mentira, tempos de verdade, somos seres fora do tempo e em que o tempo deixa de ser a realidade quando imaginamos outros tempos que não vivemos. Einstein, na sua teoria em que fala das pontes que nos ligam no tempo, seja ao futuro ou ao passado – Pontes de Einstein Rosen/ Wormhole – deita por terra todas as filosofias que se dedicam ao arquétipo do conhecimento empírico. Diz que através de uma determinada energia conseguimos recuar no tempo ou avançar no mesmo. Relembra que ao recuar no tempo poderemos mudar por completo o presente e por sua vez o futuro. Aqui, a base científica, mostra-nos que afinal o tempo é algo tão unido ao que somos que qualquer alteração do mesmo mexerá com aquilo que pensamos, fazemos, amamos, criamos, sonhamos. &lt;br /&gt;O meu tempo, tal como o dos outros é único no presente. Neste segundo em que escrevo, nesta fracção de tempo em que apenas debito tempos mortos, vivo a intensidade plena nas palavras que derivam de um passado aonde o tempo me ajudou a ser o que sou hoje. Sou uma alma que acredita por completo na Teoria das Cordas, na possibilidade da existência de universo paralelos e, em que os mesmos, por energias temporais, se conectam em emoções, vivências inexplicáveis, visões, sextos-sentidos, premonições ou sensações de vidas nossas que não conhecemos fisicamente mas, que em certas alturas, as vivemos noutra realidade temporal. Explico, assim, a mim mesmo, muitas das acções que faço, muito dos pensamentos que tenho, muito dos sonhos que vivo, muito das dores que carrego. O electromagnetismo que existe em nós, que nos faz ter certas acções, que à partida não queremos fazer, mas que as fazemos sem explicação racional, ultrapassando todas as barreiras que colocamos a nós mesmo dentro da nossa mente, mostra-nos que apenas somos feitos de colisões electrónicas, em que os átomos interagem o meio envolvente e em que a motivação mental/corporal não existe, mas a apetência para ligações iónicas é tão forte que nada nos faz parar, como que naquele segundo, não fosse a nossa mente a mandar em nós, mas sim a descarga energética que o meio nos dá e que nos comanda durante segundos. A mentira e a verdade, o doce e o azedo, o bonito e o feio, tal como todos os opostos são termos tão insignificantes no mundo científico do tempo infinito, que é tão questionável uma verdade pura como uma mentira nata. Tudo se torna igual se formos ao centro nervoso da produção de emoções, tudo se resume a energias, puras energias num determinado espaço-tempo que se unem em ligações sinápticas e que produzem, isso sim, efeitos na realidade do segundo em que as fazemos (mas no dia em que conseguirmos dobrar o tempo como dizia Einstein, a verdade deste segundo, a acção e emoção deste segundo, pode deixar de existir, tal como a própria pessoa que o realizou - porque o tempo é mutável e por conseguinte tudo o que existe dentro dele). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem tempo e sem destino, mas predestinado e perder-me na intemporalidade de um tempo em Universos Paralelos onde existo por fracções de segundos e aonde as palavras não têm tempo nem destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente.”&lt;br /&gt;Albert Einstein&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 09 Apr 2015 11:30:38 +0000</pubDate>
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      <title>almas de pedra</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=286079</link>
      <description>&lt;img src=&#039;http://3.bp.blogspot.com/-C8J5HBIo_1s/VLj-3kxYyNI/AAAAAAAACyQ/7Vh_eQxi8KY/s1600/pere-lachaise-29oct06-32.jpg&#039; class=&#039;img-responsive&#039; border=&#039;0&#039; alt=&#039;&#039; onload=&quot;JavaScript:if(this.width&gt;600) this.width=600&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;reza a lenda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...tinham jurado em vida eternidades intemporais. Tinham-se proposto a receberem a dádiva quântica do elixir da magnitude celeste unindo-se em pensamentos, actos, razões e emoções. Tinham unido espíritos, almas, corpos, em compêndios de racionalidade pura, mesmo quando a sua existência, lhe oferecia de bandeja, o gume afiado de um punhal pronto a ferir de morte a devoção cúmplice a que se viviam.  Eram pequenas folhas escritas e reescritas em uma tempestade perfeita, onde e aonde os ventos não lhe davam tréguas, mesmo assim, à deriva, continuavam unidas, unindo laços, apertando nós, viajando por entre escombros, prisões, fogueiras inquisitórias e os demais vendavais que lhes assolavam os dias.&lt;br /&gt;mas tinham-se...um ao outro!&lt;br /&gt; Renasciam em mortes, morriam em vidas, cresciam em meandros tão puros de solidariedade que os almanaques esotéricos escreviam odes, suplicando gastos, libertando djinns alados por tão grande impropério a que o mundo assistia. Pronunciavam-se, um ao outro, em ladainhas tão antigas, pertencentes a outras reencarnações, em falas tão pouco usuais, debitando ditongos tão meigos, tão fartos de melodia, que o próprio som das suas bocas enamorava o espírito por tamanha trova enigmática. Eram caçadores de sonhos, músicos sem pautas, pintores que utilizavam o próprio sangue para descrever a imagem alegórica que viviam, utilizando a própria pele como tela de vida. Eram-se sem como nem porquês, apenas eram-se. Um dia, quando dormitavam enroscados um no outro, olharam-se e perceberam, que mais uma vez, a dama de negro, aquela que lhes roubava, em todas as vidas, a existência em conjunto, poderia chegar a qualquer momento. Desesperaram, sabiam quanto tinham sofrido para se encontrarem, quanto tinham lutado para se terem, quantas vidas, corpos, peles tinha saboreado para encontrarem aquele ou aquela que verdadeiramente lhe pertencia. Oraram, pediram à Terra, ao sagrado coração da Vida que não mais os separasse, apenas queriam ter-se, serem-se, viverem em comunhão com os antigos deuses da vida. Gaya comoveu-se e, num pestanejar divino, deixou cair em cima de cada um deles uma lágrima de eternidade. Olharam-se pela última vez, olharam-se bem fundo, tão lá dentro, com tanta devoção, com tanto carinho, amor, paixão que ficariam para todo sempre com aquela sensação inscrita dentro do peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eternizaram-se numa morte em vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais sofreriam, nada mais os separaria, nada mais os atingiria. Hoje, na frieza da rocha, encontra-se o esplendor de um amor tão puro, tão divino, tão terreno, tão sonhado em que o tempo, apenas e só, os carregará pela eternidade fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como se pode apenas querer  um hoje, um agora, um momento, um orgasmo, uma pseudo-alma, quando a vida é tão bem mais do que isso! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando percebermos que a nossa casa, o nosso abrigo, a nossa devoção é o que sentimos dentro do nosso coração, dentro da alma e não dentro da obrigatoriedade,  perceberemos que, afinal de contas, a vida é bem mais do que as aparências a que somos obrigados a ter ou as &quot;iludências &quot; que queremos dar aos outros.&lt;br /&gt;e a vida passa tão rápido...&lt;br /&gt; Porque às vezes nada somos e é, nesse nada, que devemos ser tudo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pó és e pó voltarás a ser não foram palavras ditas à alma.&quot; &lt;br /&gt;(Henry Longfellow)</description>
      <pubDate>Fri, 16 Jan 2015 21:47:38 +0000</pubDate>
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      <title>ser(te)</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=285489</link>
      <description>Como uma sombra&lt;br /&gt;uma dor&lt;br /&gt;como uma chaga no peito&lt;br /&gt;uma abertura na noite escura&lt;br /&gt;na imortalidade da alma&lt;br /&gt;uma paz sem cor&lt;br /&gt;uma ternura ao teu redor&lt;br /&gt;no ódio e no amor&lt;br /&gt;Serei(te)&lt;br /&gt;(nesta redoma inerte que te vive)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma ave negra&lt;br /&gt;um encantamento&lt;br /&gt;uma voz na treva&lt;br /&gt;um chamamento&lt;br /&gt;um desejo ardente&lt;br /&gt;quente&lt;br /&gt;na carne que se imiscui&lt;br /&gt;um espírito&lt;br /&gt;uma alma &lt;br /&gt;que te possui&lt;br /&gt;Serei(te)&lt;br /&gt;(quando o orgasmo grita em silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como  um anjo do inferno&lt;br /&gt;caído&lt;br /&gt;perdido&lt;br /&gt;tombado na celestial queda&lt;br /&gt;com as asas rasgadas&lt;br /&gt;no corpo de uma mulher&lt;br /&gt;consumida&lt;br /&gt;consumada&lt;br /&gt;forjada pelo fogo &lt;br /&gt;pela sombra amada&lt;br /&gt;Serei(te)&lt;br /&gt;(enquanto dormitares em chamas ardentes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um agouro&lt;br /&gt;um canto amaldiçoado&lt;br /&gt;uma cruz perdida&lt;br /&gt;um vulto escondido&lt;br /&gt;imperfeito&lt;br /&gt;mas não vencido&lt;br /&gt;uma alma à deriva&lt;br /&gt;nesta corrida esquecida&lt;br /&gt;lembrada à memória&lt;br /&gt;vertida à pele&lt;br /&gt;aonde os tempos contam a história&lt;br /&gt;do que sou&lt;br /&gt;sendo o que nunca fui&lt;br /&gt;sendo o que te sou&lt;br /&gt;Serei(te)&lt;br /&gt;(nas mil páginas escritas e reescritas pelo sangue da vida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um fantasma  de vida&lt;br /&gt;que não se vê&lt;br /&gt;lê&lt;br /&gt;ou canta&lt;br /&gt;como um penado vivo - espectro!&lt;br /&gt;deambulando dentro de ti&lt;br /&gt;e por ti&lt;br /&gt;à noite&lt;br /&gt;no quarto onde te deitas&lt;br /&gt;aleitas &lt;br /&gt;e te vens&lt;br /&gt;Serei(te)&lt;br /&gt;(o caos perfeito quando te tocas e sentes!)</description>
      <pubDate>Wed, 07 Jan 2015 11:59:26 +0000</pubDate>
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