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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Tue, 12 May 2026 09:10:38 +0000</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Do Fruto Proibido (170ª Poesia de um Canalha)</title>
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      <description>A água turva escorria-lhe lenta&lt;br /&gt;Pela pele lisa a galgar suspiros&lt;br /&gt;Nesses ais rasgados dum olhar&lt;br /&gt;O beijo doce de sabor a menta&lt;br /&gt;Era o último dos velhos zéfiros&lt;br /&gt;Que deixavam os lábios salivar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia deitava a noite nas mãos&lt;br /&gt;Que morriam à sede no jardim&lt;br /&gt;Coberto com mulheres em flor&lt;br /&gt;Dos gritos sussurrados irmãos&lt;br /&gt;Saíram longas sílabas sem fim&lt;br /&gt;Escritas de um branco sem cor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teus pés nus calçados de terra&lt;br /&gt;Dançavam soltos tanta loucura&lt;br /&gt;Sedenta dos vícios de nós dois&lt;br /&gt;Tem-me no sentir qu&#039;me aferra&lt;br /&gt;Nesta fome de que te faço jura&lt;br /&gt;Em eterno adeus de até depois</description>
      <pubDate>Tue, 12 May 2026 07:47:36 +0000</pubDate>
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      <title>Ser ou não ser... (169ª Poesia de um Canalha)</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=383566</link>
      <description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Deixei o silêncio voar nas folhas amarelas&lt;br /&gt;Onde um pássaro depressa ganhava asas&lt;br /&gt;Que leve batia naquela estranha brisa fria&lt;br /&gt;Sem chorar perdeu uma lágrima por elas&lt;br /&gt;Enquanto desviava dumas telhas de casas&lt;br /&gt;E da loucura os pingos da chuva que caía&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazia no seu olhar um sorriso e cor iguais&lt;br /&gt;Aos teus tal qual esta fotografia que trago&lt;br /&gt;Agarrada a uma memória do último adeus&lt;br /&gt;Nunca esquecia essa dor que doeu demais&lt;br /&gt;E sempre deixou no peito este lugar vago&lt;br /&gt;Que te espera entre abraços meus e teus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhei o sonho de mais alguém como eu&lt;br /&gt;Era e queria ter igual no lado de lá de nós&lt;br /&gt;Essa gente rara que tão fácil se enamora&lt;br /&gt;Também que raio é esse amor que viveu&lt;br /&gt;Sempre no vento vadio que seguia veloz&lt;br /&gt;De árvore em árvore por minha vida fora&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 04 May 2026 16:54:52 +0000</pubDate>
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      <title>Escreve Escravo (168ª Poesia de um Canalha)</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=383543</link>
      <description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Há que dizê-lo com coragem e veemência&lt;br /&gt;Esses qu&#039;aqui governam são mau exemplo&lt;br /&gt;Penduram o povo por soltura das palavras&lt;br /&gt;Não por medo torturante elevado a ciência&lt;br /&gt;Ou liberdade d&#039;edificar aqui o vilão templo&lt;br /&gt;Ou pelas rugas que dão à terra mil lavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns mudos deambulam-lh&#039;a trémula lauda&lt;br /&gt;Esguichavam algumas frases feitas roucas &lt;br /&gt;Rimavam sem rima os seus escritos d&#039;alma&lt;br /&gt;A mudez doente feriu mortes que defrauda&lt;br /&gt;Lá definhava ela sem poesia e vidas poucas&lt;br /&gt;Loucas tais poucas que no depois s&#039;acalma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero-te o reino no fio d&#039;espada traiçoeira&lt;br /&gt;O desejo e essa tanta fome de ser grande&lt;br /&gt;E depois nascer nada mais que ser imortal&lt;br /&gt;Despido de gente que t&#039;seja justa e inteira&lt;br /&gt;Voz capaz d&#039;ecoar mais alto e te comande&lt;br /&gt;Esse nu chão de pedras que me fora fatal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levo agora uma maldição de trinta moedas&lt;br /&gt;No teu corpo desalmado tão amargo troféu&lt;br /&gt;No meu caminho olhos vazios com pobreza&lt;br /&gt;Que tomam do purgatório velhas labaredas&lt;br /&gt;No negro abraço da sombra qu&#039;foi meu céu&lt;br /&gt;Doeste-me por saber que me eras incerteza&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 28 Apr 2026 18:59:23 +0000</pubDate>
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      <title>Artigo de Opinião - do passado ao futuro do Luso-Poemas</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=383558</link>
      <description>Caros congéneres, permiti que vos enderece algumas palavras, sendo que umas trazem olhos de contentamento e outras nem tanto.&lt;br /&gt;Farei duas décadas nesta casa no dia 24 do décimo segundo mês do ano que corre, tal tempo permitiu à minha por vezes humilde pessoa, confraternizar com as mais variadas personalidades, bons e maus escritores, boas e más pessoas, bons e maus amigos, mas todos tidos como uma outra família.&lt;br /&gt;E de tal sazão retirei tudo o que é hoje o meu verbo e a minha qualidade (seja ela boa aos olhos de uns ou má aos de outros). Nem tudo foram rosas, senhores, pois que muitos cardos por aqui pisei, muitas vezes amuei e muitos amuos vi.&lt;br /&gt;Hoje olho para esta minha/vossa casa e vejo-a em ruínas, velha e a criar teias de aranha, quase que com o odor do mofo, a alimentar-se de um passado glorioso e a esquecer o presente e, quiçá, o amanhã. Amordaçada. Agrilhoada.&lt;br /&gt;O espírito de irmandade que por aqui em tempos existiu, desvaneceu-se, desmoronou por completo, falta interacção, o gosto pela crítica mordaz, a leitura certa de quem lê e incerta de quem escreve, o pasmo por se ler um bom texto e um mau texto, o prazer de participar, o sonho que antes existia de um dia, longe eu sei, existir cada vez mais viva esta sociedade de poetas vivos.&lt;br /&gt;Homenageamos os nossos mortos com alguma pompa e circunstância, o Zé Silveira, o Júlio Saraiva, o Zeninumi (José Miranda) e tantos outros, mas esquecemos que a melhor e maior homenagem é manter vivo o espaço que também eles ajudaram a construir.&lt;br /&gt;No passado fizemos encontros por Portugal fora, pelo Brasil fora... tantos e tão bons, trocámos palavras, poemas, prosas, risos e olhares que ainda mantenho comigo, catámos, declamámos. E tudo isso é agora uma memória, uma mera memória.&lt;br /&gt;E o futuro? O futuro trouxe-nos muito sangue novo, muito verbo e muita fome de escrever e reescrever, trouxe de volta alguns que tinham saído, mas falta o gosto, o gozo, a brincadeira, a crítica, a leitura, o comentário, o exagero e a coragem de ser Luso-Poeta. Somos todos herdeiros do mesmo passado.&lt;br /&gt;Quem escreve sabe que ao ser lido e criticado, cresce. Tem de saber.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 27 Apr 2026 10:35:34 +0000</pubDate>
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      <title>52 Vezes Abril (167ª Poesia de um Canalha)</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=383520</link>
      <description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Desista quem insista numa fé comunista fadista&lt;br /&gt;Capitalista e despesista dum terceiro mundismo&lt;br /&gt;Que demente mata e mente com tom indecente&lt;br /&gt;Tal catecista alarmista arrivista era quase artista&lt;br /&gt;Masoquista salazarista trumpista de saudosismo&lt;br /&gt;E semente d&#039;holocausto cada vez mais presente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O óleo e o petróleo sangram e o diabo engole-o&lt;br /&gt;Espalhado no chão e espelhado no olhar saciado&lt;br /&gt;Derramado no peito põe a jeito tal humano feito&lt;br /&gt;Os ventos ecoaram noutro mar num esgar eólio&lt;br /&gt;O mundo morreu uma vez por dia quase amado&lt;br /&gt;Por homem jovem ninguém alguém com defeito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sorriso gastava-se e rastejava em submissão&lt;br /&gt;As adagas afiadas cortavam um bafo ainda vivo&lt;br /&gt;Com ar atrevido de quem quer acordar de novo&lt;br /&gt;Teus olhos já não sabiam chorar pelo seu irmão&lt;br /&gt;Derretidos vagueiam por aqui no tempo esquivo&lt;br /&gt;Destes crentes mortos ou vivos chamados povo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esquerdo e o direito decapitam-se com amor&lt;br /&gt;E com essa dor d&#039;esquecimento rasgada assim&lt;br /&gt;De mãos algemadas à tua boca já muda e pagã&lt;br /&gt;Nem depois ou o depois disso acolá d&#039;outra cor&lt;br /&gt;Entre as quatro paredes de grades sem jardim&lt;br /&gt;Como quem não quer mais sol nascido amanhã&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 24 Apr 2026 16:33:07 +0000</pubDate>
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      <title>20 Anos de Luso-Poemas (166ª Poesia de um Canalha)</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=383382</link>
      <description>&lt;img src=&#039;https://www.luso-poemas.net/uploads/resized_pic_437_69dde8a3742d2.jpg&#039; class=&#039;img-responsive&#039; border=&#039;0&#039; alt=&#039;&#039; onload=&quot;JavaScript:if(this.width&gt;300) this.width=300&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Palatino Linotype;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;(Fotografia de grupo do Encontro do Luso-Poemas realizado em Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Se algum dia me esquecer de ti&lt;br /&gt;Das linhas curvas do teu sorriso&lt;br /&gt;D&#039;um doce encanto do teu olhar&lt;br /&gt;Virei em leves silêncios até aqui&lt;br /&gt;Sentir da poesia o velho paraíso&lt;br /&gt;E ler-te qual marinheiro no mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S&#039;a cada dia te roubar um abraço&lt;br /&gt;Daqueles qu&#039;apertados me davas&lt;br /&gt;Assim juntinhos a tanta distância&lt;br /&gt;Terei de tod&#039;as estrelas do espaço&lt;br /&gt;Rios e pássaros que mais amavas&lt;br /&gt;Flores em cores d&#039;doce fragrância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreve assim num pedaço d&#039;mim&lt;br /&gt;Só o teu nome em letra de poema&lt;br /&gt;Um beijo com os sabores de gente&lt;br /&gt;Amigos e irmãos que não têm fim&lt;br /&gt;De onde tiro do proveito sua fama&lt;br /&gt;E de ti todas as letras infinitamente&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 20 Apr 2026 18:18:54 +0000</pubDate>
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      <title>Preces (165ª Poesia de um Canalha)</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=383423</link>
      <description>A indelicadeza que vos trago &lt;br /&gt;É não mais que uma lágrima&lt;br /&gt;Que derramei pelo peito fora&lt;br /&gt;Num tal abraço onde amago&lt;br /&gt;Segredos da verdade íntima&lt;br /&gt;Que s&#039;morre tão lenta agora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sois como outrora covarde&lt;br /&gt;Mestre d&#039;um verbo chicote&lt;br /&gt;Que m&#039;verdasca pelo olhar&lt;br /&gt;E esculpia com dor qu&#039;arde&lt;br /&gt;Na pele vestida de iscariote&lt;br /&gt;Amor que leva o sal do mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu aqui alvo e crucificado&lt;br /&gt;Na cegueira d&#039;olhos vossos &lt;br /&gt;Vivo e sobrevivo a tal sorte&lt;br /&gt;À pena que m&#039;escreve fado&lt;br /&gt;E despia da carne os ossos&lt;br /&gt;Nesta hora de infeliz morte</description>
      <pubDate>Fri, 17 Apr 2026 11:25:29 +0000</pubDate>
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      <title>Homenagem ao Luso José Miranda - zeninumi</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=383396</link>
      <description>O José Miranda, entre nós conhecido por Zeninumi, deixou-nos há 13 anos, hoje seria o dia do seu aniversário. Convido-vos a visitar o seu espaço: &lt;a href=&quot;https://www.luso-poemas.net/modules/yogurt/index.php?uid=859&quot; title=&quot;https://www.luso-poemas.net/modules/yogurt/index.php?uid=859&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;https://www.luso-poemas.net/modules/yogurt/index.php?uid=859&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tu só vives iludido&lt;br /&gt;Se assim quiseres viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se viveres alheado&lt;br /&gt;De tudo o que te rodeia,&lt;br /&gt;Acabas por ficar marcado&lt;br /&gt;E enredado numa teia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quem vive encantado&lt;br /&gt;E antes que o tempo acabe,&lt;br /&gt;No tempo fica parado&lt;br /&gt;Quem da vida nada sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se de tudo o que é ouvido&lt;br /&gt;Tu de nada queres saber,&lt;br /&gt;Ficas sem ter percebido&lt;br /&gt;E sem ter forma de viver,&lt;br /&gt;E acabas desprotegido&lt;br /&gt;Simplesmente um iludido&lt;br /&gt;Toda a vida até morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só vives iludido&lt;br /&gt;Se assim quiseres viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeninumi 31/5/2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia mais: &lt;a href=&quot;https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=85114&quot; title=&quot;https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=85114&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=85114&lt;/a&gt; © Luso-Poemas</description>
      <pubDate>Wed, 15 Apr 2026 07:23:05 +0000</pubDate>
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      <title>Arrebol (164ª Poesia de um Canalha)</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=383328</link>
      <description>Quantas vezes o silêncio diz tanto&lt;br /&gt;E o orgulho fere a gente de morte&lt;br /&gt;Dia sim ou não, talvez seja assim&lt;br /&gt;Pinta céus de estrelas num pranto&lt;br /&gt;Preg&#039;as mãos na cruz em cor forte&lt;br /&gt;E canta esse teu fado só para mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes o silêncio é distante&lt;br /&gt;Se contorce pelas avulsas palavras&lt;br /&gt;Parte sem volta e esquece sem dor&lt;br /&gt;Desse calor a esfriar num instante&lt;br /&gt;Dessa terra que docemente lavras&lt;br /&gt;E semeias quando gritas por amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes o silêncio foi fome&lt;br /&gt;Das tuas mãos ali olhos nos olhos&lt;br /&gt;No chamego destas, saltimbancas&lt;br /&gt;No breve aperto que lhe consome&lt;br /&gt;As horas gastas de tempos velhos&lt;br /&gt;Fazem negras duas almas brancas</description>
      <pubDate>Tue, 14 Apr 2026 07:51:32 +0000</pubDate>
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    </item>
        <item>
      <title>Tributo a Luiz Vaz de Camões - Estrofe 83ª - Vol I</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=383353</link>
      <description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Longos os caminhos que aos sonhos nos levam &lt;br /&gt;Os olhos abraçados às cores que a vida nos dá&lt;br /&gt;Ungem com beleza e fealdade enrugadas mãos&lt;br /&gt;Vagas nas palavras qu’os nossos receios calam&lt;br /&gt;Armadilhas num destino onde horizonte não há&lt;br /&gt;Resta-lhes fraqueza e coragem d’iguais irmãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras gentes caídas pela terra em jeito de fim&lt;br /&gt;Soterrada dessas tão desassossegadas almas &lt;br /&gt;Vagueiam p’lo céu em asas de vento sem porto&lt;br /&gt;Ordem sem caos que é quimera de chão assim&lt;br /&gt;Sibila aos doces inocentes ocultos nas brumas&lt;br /&gt;Serpenteada vozearia num corpo vivo ou morto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde houvera mundos maiores ainda que este&lt;br /&gt;Silêncios a ecoar nas nossas memórias velhas &lt;br /&gt;Como punhais no corpo que modorrou na essa&lt;br /&gt;Ouviram liras e aulos na gritada dor da peste&lt;br /&gt;Medos que do olhar desferem alvas centelhas&lt;br /&gt;Ódio que de amor sucumbe e bom poeta versa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nus e descrentes muros de Sodoma e Gomorra &lt;br /&gt;Ajoelhados pela ímpar ímpia condição humana&lt;br /&gt;Servos de bem e mal exarados na pedra de sal&lt;br /&gt;E esse poder divino que do chão fez masmorra &lt;br /&gt;Sentiu nas chagas dor que de seu peito emana&lt;br /&gt;Treita aforada por tal deus diabo quase mortal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resigna-s’o infausto sonhar ser mais qu’gente&lt;br /&gt;Almejam homens voar mais alto que seus reis&lt;br /&gt;Navegar mais longe que o sal na água do mar&lt;br /&gt;Haurem poetas sentir na voz a força pungente&lt;br /&gt;Aquela dos poemas qu’lhe choram insaciáveis &lt;br /&gt;Sofrida a existência de inspirar um novo amar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 12 Apr 2026 09:46:41 +0000</pubDate>
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