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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Soneto Febril</title>
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      <description>&lt;br /&gt;Cheiro doce de sândalo fúnebre e vago,&lt;br /&gt;a saliva iâmbica espuma nos lábios;&lt;br /&gt;soprando ao fogo a palavra de afago,&lt;br /&gt;a dor cáustica revela os seus hábitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge ao mundo o ícone vil, verdadeiro,&lt;br /&gt;ego vilipendiado, em si se encerra;&lt;br /&gt;transforma-se em misero termófilo altaneiro,&lt;br /&gt;com olhos cegos que nada mais aferra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Treslouca, enfim, o sentimento paleófilo,&lt;br /&gt;entre cinzas e brasas de seu próprio ser;&lt;br /&gt;em cada suspiro, um delírio febril e feblo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;onde a ciência e a alma se vêm perder.&lt;br /&gt;E resta só a essência vil e meticulosa,&lt;br /&gt;de uma existência amarga e dolorosa</description>
      <pubDate>Sat, 04 Apr 2026 00:49:11 +0000</pubDate>
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      <title>Fumaça Negra </title>
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      <description>Fumaça Negra — Prosa Poética&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fumaça negra se ergue no ar, fria, intocável, como um sopro de ausência.&lt;br /&gt;É o resquício de uma alma que se perdeu de si, vagando entre juras quebradas e promessas que nunca foram luz.&lt;br /&gt;As mãos, cansadas, ainda tentam segurar o que resta — mas o que resta já não vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho amargo, a dor volta sempre, como se o tempo fosse um círculo fechado.&lt;br /&gt;A eternidade, tão breve, se desfaz diante dos olhos, e aquele que um dia amou, agora carrega apenas a lembrança da sombra que o feriu.&lt;br /&gt;Há um silêncio que grita, uma saudade que corrói, uma agonia que não cessa — a de ter amado o que já nascia condenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cultura, antes viva, torna-se pobre em mãos trêmulas.&lt;br /&gt;A estrada chega ao fim — e ali, no cansaço, vem a renúncia: o abandono dos cânticos falsos, das paixões que se despedaçaram.&lt;br /&gt;O peito se esvazia.&lt;br /&gt;E nos ossos ainda pulsantes resta apenas o que o fogo não quis: cinza, pó, e o eco distante de uma missão que não se cumpriu.</description>
      <pubDate>Thu, 16 Oct 2025 23:28:26 +0000</pubDate>
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      <title>Soneto da Dor</title>
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      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fumaça negra, etérea, pura e fria,&lt;br /&gt;fantasma vil de alma corrompida;&lt;br /&gt;em falsas juras, prende a tirania&lt;br /&gt;das mãos atadas, já sem luz, sem vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trilho amargo, a dor se repetia,&lt;br /&gt;e a eternidade, efêmera, perdida,&lt;br /&gt;traz ao que jura a eterna agonia&lt;br /&gt;de ter amado a sombra malferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultura pobre, em mãos já vacilantes,&lt;br /&gt;que ao fim da estrada, exausta e desolada,&lt;br /&gt;renuncia ao peso de seus falsos cantos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;livrando o peito da paixão quebrada.&lt;br /&gt;E resta, então, nos ossos palpitantes,&lt;br /&gt;só cinza e pó de uma missão frustrada</description>
      <pubDate>Sat, 27 Sep 2025 04:25:09 +0000</pubDate>
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      <title>Soneto da Desilusão</title>
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      <description>Soneto da Desilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri-me a ti, com fé tão descuidada,&lt;br /&gt;segredos meus em ti depositei;&lt;br /&gt;mas cedo vi quão vã foi a jornada,&lt;br /&gt;e em erro fundo a vida entreguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do coração vertia a dor calada,&lt;br /&gt;nas sombras frias onde me perdi;&lt;br /&gt;busquei nos olhos luz tão esperada,&lt;br /&gt;mas só maldade e engano descobri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a dor me pesa e a fé se desfalece,&lt;br /&gt;renuncio ao ardor que me consome,&lt;br /&gt;cansado da esperança que padece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sigo só, sem ter teu nome;&lt;br /&gt;na solidão meu passo se enriquece,&lt;br /&gt;pois nada resta, além do próprio homem</description>
      <pubDate>Sat, 27 Sep 2025 04:24:05 +0000</pubDate>
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      <title>Soneto da Salvação</title>
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      <description>&lt;br /&gt;Vou neste caminho, triste e sozinho,&lt;br /&gt;sem saber da vida o certo destino;&lt;br /&gt;vagueio nas sombras, sem ter um abrigo,&lt;br /&gt;perdido na dor de um amor tão ferino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na estrada da alma só resta o espinho,&lt;br /&gt;e a esperança se esconde em desatino;&lt;br /&gt;meu peito cansado já perde o sentido,&lt;br /&gt;na luta sem fé, tão duro e contino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a vida é castigo, pesada cruz,&lt;br /&gt;que ao homem conduz ao fundo do mar,&lt;br /&gt;eu clamo dos céus um raio de luz,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um sopro divino a me confortar.&lt;br /&gt;E se nada resta senão tua voz,&lt;br /&gt;que Deus me salve e viva em mim por nós.</description>
      <pubDate>Sat, 27 Sep 2025 04:21:44 +0000</pubDate>
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      <title>FIOS DE LUZ</title>
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      <description>&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Pobre cego chora, lembrando de outrora,&lt;br /&gt;Quando a luz suave invadia o seu ser;&lt;br /&gt;No peito só trevas procuram viver,&lt;br /&gt;E a dor silenciosa em seu peito mora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorda o fulgor que nos olhos aflora,&lt;br /&gt;Lembrança de um dia que insiste em nascer;&lt;br /&gt;Mas sombra se ergue e procura vencer,&lt;br /&gt;Cobrindo de névoa a esperança que implora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, na mente, um fio ainda arde,&lt;br /&gt;Vislumbre de sol que resiste ao sofrer,&lt;br /&gt;Trazendo à existência uma nova verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um passo se arrisca, o caminho há de ter;&lt;br /&gt;A noite recua, o abismo se parte,&lt;br /&gt;E a vida renasce com força de crer.&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 26 Sep 2025 04:07:49 +0000</pubDate>
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      <title>Diário Suicida</title>
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      <description>Diário Suicida&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Vida amarga, tristeza que sufoca&lt;br /&gt; Dor incessante disfarçada no sorriso&lt;br /&gt; Olhar frágil, por trás daquela porta&lt;br /&gt; Há quem pensa em sangrar&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ser inconstante, imprevisível&lt;br /&gt; Mal do século, às vezes invisível&lt;br /&gt; Quando presente, se faz distante&lt;br /&gt; Quando ausente, só faz chorar&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Sofrimento sem solução, tão forte&lt;br /&gt; Que a morte é a melhor saída&lt;br /&gt; Covardia com os que ficam&lt;br /&gt; Mas no final não há como escapar&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Início de mais uma estrofe&lt;br /&gt; Final de mais uma linha&lt;br /&gt; Diário de quem não tem sorte&lt;br /&gt; Essência do que é a morte&lt;br /&gt; Aguardo coragem para encerrar&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Não fiquem triste&lt;br /&gt; Sou egoísta, sem esperança&lt;br /&gt; Me rendo ao cansaço&lt;br /&gt; De escrever, sofrer&lt;br /&gt; Espero que um dia vocês possam me perdoar.</description>
      <pubDate>Wed, 28 Apr 2021 05:57:04 +0000</pubDate>
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      <title>FORÇA, FOCO E FÉ</title>
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      <description>      &quot;Mantenha os pés no chão, você vai conseguir - é tudo coisa da sua imaginação. Você pode trabalhar e se esforçar para que tudo dê certo. Pare de se preocupar tanto! Está tudo bem! Escreva letras positivas. Não comece a encontrar razões para se preocupar. &lt;br /&gt;      Você é uma pessoa comum, você só pensa nisso tudo porque deve estar se achando MUITO IMPORTANTE! ESQUEÇA! Você não veio aqui para se dar ao direito de se achar o máximo. &lt;br /&gt;      Tente esquecer o lado ruim das coisas. Pare de uma vez com tudo que você sabe que lhe faz mal. Tenha coragem e força e acredite: você vai conseguir. Em vez de pensar nos outros pense antes nas pessoas que te amam de VERDADE! Sua família e seus amigos!&quot;</description>
      <pubDate>Tue, 16 Mar 2021 00:44:16 +0000</pubDate>
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      <title>EMPATIA</title>
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      <description>&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;A dor do olhar de quem perde reflete na vida daquele que apenas ignora.&quot;&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 14 Mar 2021 14:35:47 +0000</pubDate>
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      <title>SOLIDÃO </title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=356076</link>
      <description>&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;A luz tornou-se escuridão&lt;br /&gt;E a dor do que já foi compaixão&lt;br /&gt;Era amor, mas não havia união&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espuma da boca a corrosiva ambição&lt;br /&gt;Saliva doentia escorre e cai ao chão&lt;br /&gt;Onde o fruto nascia a morte estende a mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras mordazes, hoje eu sou vilão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo sozinho, sempre na sua contramão.&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 07 Mar 2021 15:38:46 +0000</pubDate>
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