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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>sou mesmo eu</title>
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      <description>sou mesmo eu&lt;br /&gt;há apenas um pouco de mim em tudo o que faço&lt;br /&gt;há apenas um pouco de mim no que disfarço&lt;br /&gt;há apenas um pouco de mim que desfaço&lt;br /&gt;há apenas um pouco de mim palhaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o resto sou mesmo eu</description>
      <pubDate>Fri, 01 Apr 2016 15:44:08 +0000</pubDate>
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      <title>Flash VIII - Os tempos do tempo</title>
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      <description>Disserto hoje sobre Chronos, Kairos e Aeon.&lt;br /&gt;A mitologia grega tinha três conceitos para o tempo. O tempo sequencial, cronológico ditador das coisas da terra e do seu crescimento e morte, personificado em Chronos.  O momento oportuno, a oportunidade, personificada em Kairos e o tempo da criatividade onde a medida não é ditatorialmente cronológica. &lt;br /&gt;É este último tempo, personificado em Aeon, um verdadeiro tempo sem tempo. É este o verdadeiro tempo dimensional da poesia.&lt;br /&gt;Diríamos que este é o tempo da poesia, o tempo de Kairos o tempo do amor e o tempo de Chronos o tempo da vida?&lt;br /&gt;Todos amamos durante a vida nem que seja apenas a própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sobre esse tempo construímos poesia todos os dias com os nossos gestos, as nossas palavras ou os nossos sorrisos.&lt;br /&gt;E esses gestos, palavras e sorrisos fazem-nos amar e ser amados.&lt;br /&gt;E somos fruto do tempo e dos tempos do tempo.</description>
      <pubDate>Sat, 20 Dec 2014 22:09:57 +0000</pubDate>
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      <title>Confissões do tempo</title>
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      <description>Não.&lt;br /&gt;Claramente não.&lt;br /&gt;Por mais que queiras não consegues separar-me dos teus dias. Vi-te ontem quando cruzava os horizontes da minha passagem, quando cruzava montanhas e saudades tamanhas.&lt;br /&gt;Vi-te armada de tuas bagagens á beira da estrada como se&lt;br /&gt;esperasses as minhas viagens.&lt;br /&gt;Cheirei inebriado as rosas do teu cabelo e desfiei o teu novelo de razões na minha teia de emoções.&lt;br /&gt;Confesso…&lt;br /&gt;Chorei…&lt;br /&gt;Mas ri do meu choro e ouvi nas minhas lágrimas o nosso riso em coro</description>
      <pubDate>Wed, 17 Dec 2014 17:13:20 +0000</pubDate>
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      <title>Flash VII - Mãos e lábios</title>
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      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas as mãos verdadeiras escrevem poemas. Apenas os lábios verdadeiros dizem poemas. Não vejo nenhuma diferença entre um verdadeiro aperto de mão e um poema. Não vejo nenhuma diferença entre entre um beijo e um poema. Depende da atmosfera, da aura da mão e do beijo. (Raul Cordeiro... Paul Celan)</description>
      <pubDate>Fri, 14 Nov 2014 16:41:30 +0000</pubDate>
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      <title>Flash VI - Solidão (devaneios)</title>
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      <description>Há portas na vida que se fecham e se abrem e outras que estão sempre entreabertas como se do outro lado soprasse uma brisa leve que nem fecha a porta nem a abre, mas nos traz beijos de vez em quando.&lt;br /&gt;Alguém disse há uns tempos que a vida é um encontro de solidões.&lt;br /&gt;Eu diria que sim. &lt;br /&gt;É um encontro de solidões que por vezes se encontram e por vezes se separam.&lt;br /&gt;Por muito que quisesse nunca poderei esquecer as brisas que me aquecem a solidão.&lt;br /&gt;Pode ser perigoso abrir ou fechar demasiado a porta. &lt;br /&gt;Agrava a solidão.</description>
      <pubDate>Wed, 05 Nov 2014 18:30:10 +0000</pubDate>
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      <title>fatal</title>
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      <description>fatal&lt;br /&gt;seria viver&lt;br /&gt;viver sem dor?&lt;br /&gt;seria envelhecer&lt;br /&gt;envelhecer sem angústia?&lt;br /&gt;seria morrer&lt;br /&gt;morrer sem desespero?&lt;br /&gt;e não procurar encontrar sentido para a vida?&lt;br /&gt;seria sentir&lt;br /&gt;sentir sem pensar?&lt;br /&gt;sou um ser uno, poeta do real&lt;br /&gt;objetivo, estático e metafísico&lt;br /&gt;leitor indolente, fatal</description>
      <pubDate>Tue, 04 Nov 2014 09:05:43 +0000</pubDate>
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      <title>Flash V (a) Ansiar, angustiar ou neurotizar? </title>
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      <description>Ansiedade é talvez uma das palavras mais usadas no mundo moderno. À medida que no mundo moderno se multiplicam as exigências também se multiplicam as necessidades, agora mais depuradas pela cultura ou pelos desencantos de infinitas gerações. Se pensarmos então nos perigos materiais o medo entra na equação. A ansiedade difere do medo precisamente pela imaterialidade do perigo, pela sua virtualidade e desconhecimento</description>
      <pubDate>Tue, 23 Sep 2014 10:18:59 +0000</pubDate>
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      <title>respirar</title>
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      <description>O teu querer &lt;br /&gt;É o meu fazer&lt;br /&gt;O teu pensamento&lt;br /&gt;Meu movimento&lt;br /&gt;O teu desejo &lt;br /&gt;Meu ensejo&lt;br /&gt;O teu olhar&lt;br /&gt;Meu mostrar&lt;br /&gt;Teu gostar&lt;br /&gt;Meu respirar&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 19 Sep 2014 10:21:39 +0000</pubDate>
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      <title>Flash IV – A segurança e o instinto</title>
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      <description>Se há necessidades vitais, a segurança afectiva e emocional é uma delas. No mesmo mar navegam a incerteza, a insatisfação, o cansaço, o ciúme ou a solidão. &lt;br /&gt;Umas vezes encontram-se, outras não.&lt;br /&gt;A ideia de haver coincidência de coordenadas entre dois objectos é, no mínimo, uma ficção, uma inversão da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há paraísos. &lt;br /&gt;Há instintos que se constroem sobre realidades. Às vezes, em duras realidades.</description>
      <pubDate>Mon, 15 Sep 2014 16:23:16 +0000</pubDate>
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      <title>Flash III - A felicidade</title>
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      <description>A felicidade é um daquelas emoções básicas que integram a nossa bagagem pessoal de suporte essencial de vida tal como o medo, a tristeza e a ira.&lt;br /&gt;Talvez um dos grandes desafios seja compreender a base biológica das emoções.&lt;br /&gt;Assim, se a felicidade é uma emoção básica e tem uma base biológica haverá uma biologia da felicidade e uma biologia da infelicidade?&lt;br /&gt;Entre a alegria e a tristeza ou entre o medo e a ira será a felicidade o racional da bipolaridade? Seria então o choro o racional da tristeza e o riso o racional da alegria?&lt;br /&gt;E será sinal de evolução biológica chorar de alegria ou rir da tristeza?&lt;br /&gt;Ou são apenas traições biológicas?&lt;br /&gt;A felicidade parece sim tornar-se na nossa vida uma camisa de forças “florida” cujos limites são os estereótipos sociais.&lt;br /&gt;Felicidade parece referir-se ao ponto em que a a nossa gestão quotidiana parece cruzar-se com a busca do impossível.&lt;br /&gt;E se nesse caminho encontramos alguém (impossível não encontrar) as nossas felicidades encontram-se e aí somos felizes às vezes apenas com uma palavra, um olhar, um toque.</description>
      <pubDate>Sun, 07 Sep 2014 16:15:33 +0000</pubDate>
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