<?xml version="1.0" encoding="windows-1252"?>
<rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">
  <channel>
    <atom:link href="https://www.luso-poemas.net/modules/news/author_rss.php?uid=9941" rel="self" type="application/rss+xml" />
    <title>Luso-Poemas</title>
    <link>https://www.luso-poemas.net/</link>
    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Sun, 11 Oct 2026 11:55:02 +0000</lastBuildDate>
    <docs>http://backend.userland.com/rss/</docs>
    <generator>Luso-Poemas</generator>
    <category>General</category>
    <managingEditor>admin@luso-poemas.net (Luso-Poemas)</managingEditor>
    <webMaster>admin@luso-poemas.net (Luso-Poemas)</webMaster>
    <language>pt-br</language>
        <image>
      <title>Luso-Poemas</title>
      <url>https://www.luso-poemas.net/images/logo.gif</url>
      <link>https://www.luso-poemas.net/</link>
      <width>144</width>
      <height>150</height>
    </image>
            <item>
      <title>O burocrata</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=189870</link>
      <description>Tenho uma multa &lt;br /&gt;por excesso &lt;br /&gt;de saudade &lt;br /&gt;para saldar&lt;br /&gt;para soldar &lt;br /&gt;quando dos olhos &lt;br /&gt;suar as sobras de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Não te penses &lt;br /&gt;mais forte &lt;br /&gt;do que o resto &lt;br /&gt;de mim.)&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 19 Jun 2011 16:45:02 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=189870</guid>
    </item>
        <item>
      <title>Às 13h30: os outros. </title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=161988</link>
      <description>&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Afinal, o comboio parou. Ficou-se a dançar ao ritmo das carruagens. Hábito do homem. Que mulher tão linda. Hábito do homem. Os olhos dele eram mais bonitos do que os dela. Que homem tão bonito. Os olhos dançando o swing bêbedo. Os olhos cheios dessa matéria, tanta, muita, demais. Como gosta dela ao som jazzístico do estalar dos dedos. Ele era só um à procura do outro. De um outro. Golos na memória, no circuito dos mais fortes, ao rubro: ele-tu-outro. Ele era só um à procura de uma outra, não aos olhos dos outros, numa plataforma de uivos e espelhos. Pensados,inquisidores. Eles. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 21 Nov 2010 16:57:58 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=161988</guid>
    </item>
        <item>
      <title>riscar o que não interessa</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=140248</link>
      <description>&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;há uma voz arranhada&lt;br /&gt;na vontade: docilidade &lt;br /&gt;disfarçada ou fúria &lt;br /&gt;aguardando vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e a terra toda feita &lt;br /&gt;para comer sem mapas&lt;br /&gt;nem regras nem rotas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lá fora: um papagaio &lt;br /&gt;rasgando mares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 05 Jul 2010 20:44:48 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=140248</guid>
    </item>
        <item>
      <title>onde se lê esperança deve ler-se agonia: território banal, delimitado e sempre longe.</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=137079</link>
      <description>&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;coração (banal): órgão de insanidade &lt;br /&gt;alimentado (delimitado) por um sangue &lt;br /&gt;anárquico que magoa as veias do indivíduo&lt;br /&gt;que não as corta, que se põe à porta do corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na esperança de delicadamente ceder &lt;br /&gt;passagem ao monstro encarnado&lt;br /&gt;na esperança de vê-lo a caminho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de ir morrer (longe).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 13 Jun 2010 00:43:29 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=137079</guid>
    </item>
        <item>
      <title>diz-se tempo, diz-se criatura</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=136251</link>
      <description>&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Manuel vive há muitos dias como frase de se dizer ao ouvido. Francisca conhece-o assim; gosta de passar na rua dele porque aí o relógio deixa de marcar aquilo: tempo, diz-se. Acontece aos sábados. Ficam os dois conversando muito sobre coisas de inventar. Francisca fitando céus; Manuel com olhar pregado aos chãos. Na rua onde o tempo se cala céus e chãos alteram-se junto com o artigo do diálogo. Francisca muito colada à terra; é como gosta de andar: descalça. Manuel muito colado ao assento mesmo à beira da janela sempre aberta do sótão. Pensa ele que ali é mais fácil viver como frase de se dizer ao ouvido. É, pelo menos, o que lhe dizem os olhos quando caem nos baús povoando, voando, povoando a divisão. Aconteceu no dia habitual. Manuel decidiu deixar de ser aquilo: criatura, diz-se. Esconderijo definitivo. Da boca do homem aos ouvidos de Francisca o trajecto do comunicado foi descendente como de costume, mas a velocidade não conhecera até aí tanta pressa. Fosse bala a resposta de Francisca e Manuel nem teria tido aquilo: tempo para agradecer à mulher a ajuda no remate da decisão. Francisca descolou. Virou a esquina. O tempo - o tempo? - voltou. Manuel de janela aberta à frente causando-lhe náuseas. Vómito de mundo todas as manhãs como mulher grávida de homem indesejado. Vários dias habituais se passaram sem que se multiplicassem céu e chão na rua sem relógio. Francisca precisava de sentir a terra bem pregada aos pés por culpa das horas sem tempo dos sábados. Patrulhada pelo agente da saudade foi ver se Manuel ainda era. Quando chegou a janela estava fechada.&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 06 Jun 2010 21:26:14 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=136251</guid>
    </item>
      </channel>
</rss>