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Poemas, frases e mensagens de WesSouza

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de WesSouza

Libra na terceira casa

 
A linguagem do amor. Falando, escrevendo e pensando sobre relacionamentos. Falando, escrevendo e pensando sobre o casamento. Falando, escrevendo e pensando sobre ter um parceiro. Escrevendo livros ou blogs sobre relacionamentos e casamento. Relacionamentos está sempre em mente. Sempre tomando o ponto de vista alheio em conversas. Comunicação passiva. Esperando alguém falar primeiro. Um diplomata. Uma pessoa que tem tato na comunicação. Um comunicador justo e imparcial. Juiz. Negociador. Pessoa que ama debates.Falando, escrevendo e pensando sobre igualdade e justiça. Falando, escrevendo e pensando sobre beleza e moda. Escritores de moda. Moda e beleza blogueiros. Bela caligrafia. Escrevendo belas cartas de amor. Voz doce. Conversas superficiais. Pensando e falando por dois. Usando a palavra " nós" muitas vezes. Um jeito charmoso de se comunicar. Um jeito caloroso de falar com os irmãos. Tendo irmãos ligados ao sistema de justiça. Irmãos habilidosos para negociar com as pessoas. Vendedores. Linguagem clara, límpida e artística. Convencendo através da estética das palavras. Convencendo através do seu linguajar imparcal. Pesando igualmente todas as oportunidades, ações e situações do dia-a-dia. Um modelo de imparcialidade para as pessoas.
 
Libra na terceira casa

Chloia

 
 Chloia
 
Rosas, azaléias, madressilvas, violetas e tulipas
Colorem o templo odoroso e de perfumes de
Exotismos orientais, sacerdotisas jovens, airosas,
De coroas de louros enfeitadas dançam no templo.

O figo, o mel, e os morangos são compartilhados,
A dança leve e graciosa, mas dramática revive os antigos
Mistérios de Chloe, aquela que traz a fertilidade a
Amada Hélade, as liras deliciam-se a cada nota
Tocada e cada verso recitado para a deusa do crescimento.

Danças e rituais nobres são executados no templo,
As sacerdotisas báquicas dançam extasiadas em
Músicas que a deusa tece segundo sua própria
Fonte divinal... No fogo aceso no braseiro de bronze
Figos, morango e mel são jogados e louvados
A cada peã com as místicas homenagens divinais.

A deusa move-se pelos ritmos de cada sacerdotisa
Elevando sua própria homenagem aos níveis dos
Rituais secretos, a cada ato do sacerdote a deusa
Honra a si mesma como a parturiente cósmica
Divina geradora do maná celestial entregue aos homens
Sempre movidos pelo que lhe é mais sagrado no mito.
 
 Chloia

Haikai 10

 
Haikai 10
 
Mãos na caveira
Túmulo profanado
Corpo imundo.
 
Haikai 10

Vênus-Marte

 
Vênus-Marte
 
Harmonia entre masculino e feminino. Força delicada,mas forte. Tendo uma mistura de brutalidade e sensualidade. Sexo suave ou rude. Possuindo um sentido estético refinado. Masculinidade em trabalhos sutis. Masculinidade ao se tornar um ser mais feminino. Criando novas formas de criar arte misturando as energias masculinas e femininas. Você pode ser um militar e um poeta. Atraente. Possuindo fortes affairs.
 
Vênus-Marte

Simplicidade clássica

 
 Simplicidade clássica
 
O que havia de divino na Antiguidade não era tanto a sabedoria, a força, o brilho, mas a simplicidade que habitava em cada pessoa.
 
 Simplicidade clássica

O Álbum marrom

 
O  Álbum marrom
 
Era um álbum de cor marrom, antigo, dos anos 1880. Havia muitas fotos nele, todas de família. Ele ficava escondido em uma gaveta no quarto e não havia sido tocado há mais de cinco anos. As fotos estavam amareladas e mostravam os membros da antiga família de um homem chamado Albert. Era um álbum singular e logo saberemos porquê. A família de Albert colecionava todo tipo de coisas singulares, a última que chegara da Polinésia Francesa eram corais esverdeados que só nasciam nessa ilha. Na casa de família muitas obras de culturas antigas, muitas comidas diferentes e até mesmo animais empalhados de milhões de anos se achavam na casa. A casa era um relicário extremamente precioso, para àqueles, é claro que se interessassem por coisas exóticas.
Albert era apaixonado por toda a história dos objetos de sua casa. Por exemplo, ele amava um cartão postal feito em 1520 em uma ilha que não mais existia. Ele também amava as patas de ganso das ilhas Samoa que seu tataravô havia caçado e retirado. Ou então o marfim de um elefante que não mais existia. Havia muitas peculiaridades que ele adorava colecionar, e ele até mesmo trabalhava como antiquário. Mas o álbum marrom era o que ele mais gostava. Era um álbum de pessoas... Bom, podemos dizer que elas não estavam muito... vivas... Era um álbum de família que ele herdara de sua avó e que mostrava seus parentes mortos. Muitos considerariam esse álbum ruim e mórbido, mas não Albert... Ele sempre olhava as fotos e pensava como teriam sido esses parentes que ele apenas vira numa fotografia mortos. Sua avó não gostava do álbum e tentara até mesmo jogar fora dizendo que era um álbum amaldiçoado, mas Albert não acreditava em maldições e havia recuperado o álbum. Ele olhava sempre com admiração aquelas fotos de pessoas que não existiam mais. Havia também os diários escritos por seus avós mortos que estavam mortos no álbum. Albert lera cada página e se maravilhava de como era a vida há anos atrás. Seu avô servira em um regimento do exército como suboficial, e sua avó como toda mulher daquela época era uma dona de casa que cuidava do marido e dos filhos. Albert também tinha três quartos em casa repletos de antiguidades de todo tipo: moedas gregas e romanas, escudos antigos, bandeiras desfraldadas de guerras antigas, botas e roupas velhas e semivelhas. Havia ainda dois quartos trancados na casa no andar de baixo, um com uma porta vermelha e outro com porta azul.
A cada viagem que Albert fazia( E acreditem, ele fazia duas viagens ou mais por mês a outros países), uma coleção repleta de tudo que ninguém poderia imaginar era trazida à casa. Como Albert tinha um porão praticamente do tamanho da casa, ele nunca se preocupava com as compras, porque sabia que sempre havia mais lugar, e também havia sua casa de veraneio há dois quilômetros de sua casa atual. Quando chegava, sempre acendia incenso e fazia uma espécie de sinal da cruz em cada lugar, mas não deixava sempre de contar sua coleção curiosa de objetos estranhos, de alguns animais empalhados e até mesmo de dentes humanos e não humanos!
Todos os dias Albert sempre fazia anotações sobre sua coleção. Não que ele achasse necessário anotar, pois sua memória era altamente detalhista, mas ele anotava porque sentia que a anotação faria dele um colecionador melhor do que já era. Já havia três cadernos cheios de anotações. Ele era tão minucioso que até mesmo o horário em que havia adquirido o objeto, as cores, o nome da pessoa que vendera, a roupa que essa pessoa usava era anotado. Numa cômoda ao lado da cama de Albert havia um pelicano empalhado. Ele o chamava de Stuart e de vez em quando trocava algumas palavras com ele. Sua avó via em Albert uma pessoa que realmente levava o hábito de colecionar coisas antigas com muito aprumo, mas como toda pessoa que adora o comum e vulgar, ela considerava Albert maluco. Como Albert morava em uma casa separada das outras, ele não tinha vizinhos para ficar bisbilhotando sua vida, então a sua "mania" de colecionar objetos raros não era perturbada.
Porém, em cada objeto que Albert colecionava havia uma história triste, sombria e macabra. Tomemos como exemplo apenas cinco de seus objetos. Ele tinha um colar contendo a marca de um basilisco nele. Só este pequeno fato para muitos já é perturbador, porém a história era incrivelmente assustadora. O dono deste colar havia sido um praticante de magia negra assíria. Ele criara o colar em uma noite qualquer que ninguém nunca consegue se lembrar. O colar era um verdadeiro magnetizador. Qualquer objeto ou pessoa era atraído por ele, quando ele era colocado de lado, podia-se ouvir vozes emanando do lugar, vozes ao longe como se fossem de outro mundo. O colar também mudava de cor, isso tanto na presença das pessoas quanto longe delas, e o evento mais assustador foi que além de uma morte de um gato, cachorro e uma criança pequena, o colar era uma espécie de visualizador do futuro. Quando o dono morreu( Dizem que ele foi sufocado pelo colar, mas o colar foi encontrado longe dele), Albert o adquiriu de um abissiniano por quase mil dólares.
A segunda história é de um tambor usado na Guerra Civil. Esse tambor foi usado por um tal de Milnard, esse homem diziam podia se comunicar com os mortos e com os animais em volta, mas o tambor fazia todo tipo de coisas... Ele podia tocar sozinho, podia ser encontrado em qualquer lugar do mundo e duplicado, ele podia se ouvir como uma pessoa ao longe sendo tocado, e também saía marcas de sangue do tambor! Felizmente nesta história, o dono do tambor não morrera, e havia simplesmente cansado do objeto e vendera por uma bagatela.
A terceira história é de um livro escrito com uma tinta vermelha que muito se parecia com sangue. O livro ora tinha duzentas páginas ora trezentas, ora quarenta e sempre uma história diferente ele contava. Não havia ilustrações e o livro todo era bem sinistro. Havia pertencido também a uma pessoa que praticava magia. Esse livro ele havia perdido ou sido roubado por alguém que apenas desejava tirar esse livro curioso e mágico das mãos do mago. Logo essa pessoa morreu! Albert havia adquirido o objeto em um museu que ficou muito satisfeito em se livrar dele.
A quarta história é de uma boneca. Uma linda boneca de porcelana com faces rosadas. A boneca havia pertencido a uma menina chamada Lily Stratford. A boneca e a menina eram inseparáveis! Elas jamais estavam separadas, e seus pais tinham certa preocupação com isso, mas não ousavam separar a menina da boneca. Logo, as coisas na casa começavam a quebrar com a presença da boneca, portas abriam e fechavam sozinhas, a casa era invadida por todo tipo de animais, principalmente os mais nojentos, e ouvia-se de noite vozes e gemidos assustadores. O pai conseguiu criar uma boneca idêntica a esta assustadora peça e logo vendeu o objeto amaldiçoado por um preço exorbitante alegando que a boneca havia pertencido a um nobre russo.
O quinto objeto era uma estátua do deus Apolo que jorrava sangue e também uma espécie de linfa dela. Havia sido adquirida perto de Roma em uma das viagens de Albert relacionadas a sua família.
Todos estes objetos estavam no porão de Albert, e Albert era tão detalhista em sua agenda que ele até mesmo escrevia como o objeto parecia se comportar, como ele estava posicionado, e todo tipo de detalhismos.
Estes objetos amaldiçoados, e havia muitos além destes, não tinham nenhum efeito na primavera. Na primavera, eles apenas mudavam de cor, o tambor era de um amarelo canário apagado, a boneca era de púrpura, o livro tinha tons de verde esmeralda, o colar era de marrom amendoado, e a estátua tinha tons de azul esmeralda, chartreuse e mogno.
Todos os sábados Albert sentava-se no porão com sua poltrona e ficava ouvindo músicas o dia todo, lendo e observando os objetos. Ora um apito ensurdecedor ou então qualquer absurdo era ouvido no porão, mas raramente ele ouvia. Estava sempre distraído, pensando no que poderia adquirir. A vid de Albert era multifacetada qundo se tratava de obter objetos. Tão eclético e versátil, que pouco lhe era desprezado, apesar que seu desprezo era mais por coisas que fossem manufaturadas recentemente.
Nos três livros completos de objetos de Albert, não havia nada que não fosse realmente um assomro para qualquer pessoa. E seus detalhes davam um tom artístcio e estético a todos aqueles objetos. Ele pensava em mandar desenhar todos os objetos, mas preferia manter uma coleção à parte de fotografias. Afinal, objetos e fotos eram sua maneira favorita de adquirir objetos.
Nos outonos e invernos, todos os objetos amaldiçoados podiam ser vistos de madrugada ao pé da cama de Albert. Moviam-se pelo ar e faziam círculos e outras formas que Albert jamais poderia ver. Ao amanhecer, Albert via os objetos ao seu lado, e os guardava no guarda-roupa, e de tarde, eles estavam novamente no sótão.
Após dois invernos, o pouco da fanília de Albert viajou para o norte da Dinamarca, e ele ficou totalmente sozinho. Ele decidiu parar de viajar para adquirir objetos misteriosos e raros, mas algumas coisas começavam a ficar curiosamente diferentes na vida de Albert. Quando ele ia falar, ouvia-se em vez das palavras tique-taques de relógios ou grandes apitos de locomotiva. Seus passos estavam cada vez mais duros, e ele sentia dentro de si como se tivesse partes de algum objeto leve. Seu sono também estava muito perturbado, mas Albert não gostava de médicos e decidiu tentar todo tipo de remédios com ervas naturais. O sono retornara parcialmente, mas as outras sensações continuavam.
Logo, Albert realmente se esquecia de quase tudo que havia dentro de casa, e anotava as mesmas coisas sempre. Seu corpo começava a se iluinar sozinho durante todo o tempo. Albert começava a tentar pronunciar qualquer palavra, mas não saía voz alguma. Logo, Albert começou a escrever freneticamente em um diário, noites e noites ele passava escrevendo e de dia ora comia algo, ora dormia. Em uma noite, Albert literalmente se transformou em uma caneta fosforecente e voava pela casa. Passaram-se dois dias e nada dele voltar a ser humano. Ele emitia todos os tipos de luz e escrevia em seu diário. Ele ficou assim por quase vinte anos, e seus parentes? Bom, seus parentes sumiram em uma cidade pequena na Dinamarca e nunca mais foram vistos e a casa de Albert foi totalmente esquecida pelos poucos habitantes que moravam perto dele.
 
O  Álbum marrom

Pato, Pisanello(1440)

 
 Pato, Pisanello(1440)
 
Estudo apurado da forma. Naturalismo presente já na primeira vista.O sublime e o fantástico na precisão. A forma apurada no estudo. A natureza vista como padrão claro. A natureza vista através da perspectiva. Movimento natural no pato. O movimento aparece quando a vista se foca no todo do quadro. "Este pato é um pato". O estudo da natureza "prevalece" sobre a arte. A postura simples e clássica. O estudo da natureza simples. Graça e precisão. A arte descompromissada dos valores puramente humanos. A arte no mundo natural.
 
 Pato, Pisanello(1440)

Almas desabitadas

 
Almas desabitadas
 
Almas de aço enferrujadas em
Formas brancas, o líquido sem corpo,
As almas da intemporalidade misturam
Os desejos ilógicos, a boca líquida
Tem propriedades mágicas e o grotesco nas línguas viperinas sufocam!

Almas desabitadas do porão
As janelas nunca são abertas,
Poeira de um tempo secular...
Cheiro tedioso e ruim não registrado,
Pus de paredes lascadas em tons azuis.

Carnalidades perdidas em
Efluvios de sedução, magia incompleta,
Visões já estão perdidas e para sempre
Sem tocar o véu de Maya.
Colorido e desconhecido no mundo...
Quem é você, com asas
Presas em uma existência chata e miserável?

Os que habitam mundos paralelos
Tem Mentes inquietas e doentes
Sentidos escondidos sempre...
Numinoso? Sua contribuição é
Permitida ou forçada a passar
De artifício e decepção?

Por sua vez, as imagens corroem
Sentimentos de catarse, modelos
De visões fracas e tolas.
As correntes de ferro que
Apertam os nós psíquicos
Sufocam todas as almas.

Almas desabitadas entregues
Aos neurônios de uma convulsão no espírito!
 
Almas desabitadas

Castelo esquecido em Trieste

 
Castelo esquecido em Trieste
 
Três séculos de puro esquecimento, três séculos de
Vidas inexistentes que sussurram ecos monomaníacos.
Objetos perfilados em linhas distantes, alas fechadas,
Quadros desenhados com esmero, mas borrados
Na torrente de poeira maldita revivendo a cada dia.

Livros de páginas amareladas dormem no profundo
De prateleiras empoeiradas, fragmentos de vidros,
Tinta escura pelo chão, armários antigos... Fragmentos
De tecidos de todas as cores, espadas enferrujadas,
Fardas cujas cores não podem mais ser vistas,
Tudo no castelo demonstra a antiguidade secular.

Nenhuma história é contada, nenhum fragmento de informação
Visto, ouvido, escrito por qualquer pessoa, este castelo é
A antítese de todos os castelos abandonados cujas
Histórias vivem séculos após séculos, em Trieste
Habita o abandonado mundo de uma realeza apagada.

De séculos de esquecimento o castelo aspira
Longos haustos de melancolia, esquecimento,
Tédio e solidão... De solidão cada tinta ou marca do
Castelo navega borbulhando em mares
Que ainda serão explorados por aqueles
Escolhidos a percorrer velhas habitações cujas
Histórias serão redescobertas pela curiosidade eterna.
 
Castelo esquecido em Trieste

Haikai 19

 
 Haikai 19
 
1.

Submersão de valores
Ideais afogados por
Possível inveja.

2.

Total uso da psique
Teus dias eram coroados
De diamante e pérolas.

3.

Dias que a humanidade
Sabia que era totalmente
Visionária e perfeita!
 
 Haikai 19

Noite, Arnold Böcklin(1895)

 
 Noite, Arnold Böcklin(1895)
 
A Noite como figura romântica. A Noite como figura central de um quadro. A Noite como a deusa que ela é. A Noite como uma espécie de chamado aos humanos. A contemplação da Noite do seu oposto: O Dia. A Noite olha para baixo em uma certa postura de superioridade. A Noite vislumbra o que seria a vida sem ela. A pequena casa é um desperdício no quadro, mas representa o cotidiano e a prosa do dia. O véu da Noite que sempre desce sobre a humanidade. A Noite tem poderes ocultos. A Noite tem poderes que apenas Ela compreende. A Noite visualiza um mundo que vem antes Dela, mas que Ela está incluída. Cores difusas. Cores revelando um quadro pintado dentro da estética simbolista, mas também tem seu próprio estilo. O dia é entardecer, quase um anoitecer. A Noite como uma figura feminina demonstra ainda o valor do mito pagão na modernidade. A Noite é uma figura que traz não apenas a escuridão, mas um mundo todo desconhecido.
 
 Noite, Arnold Böcklin(1895)

Sol-Urano Insights Astrológicos

 
Sol-Urano Insights Astrológicos
 
Desajustados. Rebelde. Ideias originais. Magnetismo pessoal. Magnetismo. Resistindo ao envelhecimento. Resistindo contra as velhas religiões. Computador. Ciência. Parapsicologia. Espiritualidade. Expressando sua originalidade. Expressando suas ideias únicas. Hippies.Hipnose. Rebelando-se contra a arte tradicional. Psicologia+Profundidade. Forte sentido de individualidade. Forte sentido do eu. Atlantes. Ciências futurísticas. Eletricidades+Técnicas. Equipamento moderno. Místico+Revolução. Sentido de liberdade. Ação+ Singularidade. Pensamento+ Singularidade. Símbolos antigos. Ciências antigas. Talento para a ciência. Ideias científicas. Revolução+ Ciências. Novos desenvolvimentos na astrologia. Experimentando a si mesmo como pessoa. Experimentando o próprio eu. Jogando novas formas de ser com o Universo. Colocando a si mesmo como uma nova forma de pessoa.
 
Sol-Urano Insights Astrológicos

Poseidon em Sagitário

 
Poseidon em Sagitário
 
A Mente voltada para a Religião. A Mente voltada para o Futuro. A Mente voltada para as Viagens. Viagem interior. Telemissionários cuja mensagem atravessa o planeta. Pregadores cuja mensagem é muito “ inflamada”. Cultuadores do sagrado de uma forma nua e crua. Cultuando “O mundial”. Cultuando o Ser Supremo e Absoluto. Sacrifício Universal. Sacrifício que leva o homem a transformar tudo a sua volta. Sacrifício Religioso. Cultuadores de sacrifícios. Cultuadores de ordens sacrificais. Os velhos sacrifícios como a religião primordial. Os velhos sacrifícios como um modo de agradar a Deus. Missionários que espalham a palavra como “fogo”. Missionários eloquentes. Políticos que usam do poder divino para se promover. Política usada nos sacrifícios. Espalhando os ideais como uma torrente pelo mundo. Estudando os rituais do mundo antigo. Estudando os rituais religiosos, filosóficos e divinos.
 
Poseidon em Sagitário

Fishingbots by moonlight, William Hunt

 
Fishingbots by moonlight, William Hunt
 
O esplendor de um fim de tarde. As cores do poente e dos raios de sol mescladas ao sentimento do divino. Montanhas bem delineadas. Contraste sutil das águas. Visão pouco clara dos barcos. Intuicionismo belo, de esplendor lírico. A vida marítima bela e poética. A solidão do homem do mar. A vida de um marinheiro em um quadro disposto a mostrar apenas os barcos. Ausência de seres humanos no quadro torna o que ele é, uma visão intimista. A visão intimista abarca todo o quadro. Apoteose da vida íntima de um quadro da vida comum. O radiante do céu é o melhor tema do quadro. A pintura revela um mundo normal mas acessível apenas a imaginação do artista.
 
Fishingbots by moonlight, William Hunt

Magician, Fernand Khnopff (1906)

 
Magician, Fernand Khnopff (1906)
 
A chama da magia. A chama do sagrado. A união do Cosmos começa através do elemento fogo. O fogo como o portal para o Espírito. O fogo alimenta os poderes do mágico. A cerimônia mágica elemental. A cerimônia que abre a forma como o mago vai agir no mundo espiritual. A magia e o elemento do fogo são necessidades da cerimônia mágica. O dourado na roupa do mago é a união de sua essência corpórea com a incorpórea. O mago e o fogo não são apenas Um só, eles são a multiplicidade dos caminhos da magia no mundo. Uma crescente influência do Impressionismo no quadro pelas corres "borradas". O mago está num ambiente quase divino, etérico, não há nenhuma decoração exterior demonstrando que o quadro queria passar uma espécie de lugar interior, espiritual, em que a magia é realizada. A magia no quadro é levada ao antigo ritual dos quatro ou mesmo cinco elementos. O elemento é importante porque é a ligação mais perfeita do mundo corpóreo com o incorpóreo.
 
Magician, Fernand Khnopff (1906)

Haikai 18 (Faline)

 
Pequena corça
Namorada do grande
Príncipe da floresta.

Duas formas leves
Se encontram para ser
A harmonia da natureza.

Bela faline pula
Pelos arbustos médios
Leveza encantadora.
 
 Haikai 18 (Faline)

A música em mim

 
A música em mim
 
Em tons sutis de solfejo
A Harmonia enternece os tons e melodias.
A melodia soa em seus caprichos,
E a alegria nas notas de grandes trinados
Participa de júbilos incessantes.

A melodia me parece vivaz,
Eu sinto a sensação das notas plangendo,
No desvanecimento da harmonia
Como uma cachoeira de luzes
A música habita toda em mim.

As escalas cromáticas, os trinados,
As emoções que florescem...
Nesta música eu não sou levado
Pela razão, mas sua melodia
Cria o encanto do som
No mistério inexplicado da vibração.

Nos sons universais totais minha alma
Remodela os sons na sensibilidade única,
Minha experiência do do som vive nos
Momentos em que a música e eu vivemos
Como duas entidades juntas e indistinguíveis.
 
A música em mim

O quarto do luto

 
O quarto do luto
 
Trevas, silêncio, depois o choro baixo velado.
A presença inefável e estranha move as emoções.
Tudo que devia ter sido dito, nunca mais dito...
Tudo que foi visto se acabou em uma hora ou menos.

A morte lembrada em cada minuto negro,
Cada lágrima derramada aspira um novo momento
Saudoso que apenas é memória. O nome, a voz, a aparência
Física presente é apenas um esquecimento sem nome.

Lágrimas levadas ao mais extremo do sacrifício
Das emoções, o luto é a forma da alma mover
Sua sensibilidade para além dos pensamentos
Negros e tortuosos... Balbucios pelo nome ouvidos
Dia e noite reforçam os laços sentimentais.

No quarto repleto de tristeza e dor a
Vida é lembrada apenas quando a morte
É trazida à tona, na atmosfera fúnebre
Cada memória é desejo de encontro de Vida.

E no luto perpetuado como um sentimento
Estranho e de entrega ao que se foi, a perda
Lembra que toda dor e sofrimento advém
De não termos criado esperanças e conhecimentos
Que são os mestres incontestáveis da razão!
 
O quarto do luto

Cristais brilhantes

 
Eu não vejo mais a lente
Comum quando eu olho
Para a luz que banha as chamas
Ingenuamente nos sonhos ocultos.
Eu me perco na beleza dessa visão
Ela cria-me o bem, mesmo
Na mais escura das maldições!

Para esta luz que me guia
No absurdo, nas minhas fraquezas,
Marchas nos pés
Insistem em excluir e reescrever
Com cartas fortes e confusas,
À luz de seus satélites iluminados
Como safiras novas e inocentes
A vida reluz em pureza sacrossanta.

Dois satélites que evocam o
Universo são cristais radiantes
Viajando pelo pensamento e ideias
Na imensidão do espaço,
As chamas a serem admiradas
Brilham rutilantemente na
Luz refletindo cada visão perfeita.
 
 Cristais brilhantes

Três mortos fotografados

 
 Três mortos fotografados
 
Em quarto fresco, límpido, iluminado, resplandecente
Com um sol de verão ascendente, o ar perfumado
De maravilhas odorosas preenche todo o quarto.

No centro do quarto três figuras rígidas deitadas
Em cama antiga... Suas faces pálidas, os olhos cerrados,
As mãos postas sobre o peito revelam seu estado atual.

Dois homens e uma menina jovem, de alourados
Cabelos, pele de marfim delicado e sutil... A atmosfera
Mortuária não é mais que uma forma comum do dia.

Flashes disparados nas faces mortuárias, ângulos
Posicionados em cada centímetro do quarto, quadros
Desenhados no corpo e nas faces cadavéricas, murmúrios
De Vida e Morte se entrecruzam no dia de esplendoroso
Clima, os três mortos não mais sussurram em linguagem
Decifrável, antes sua linguagem pertence aos domínios mortais.

Nas dez fotos cada quadro é uma nova foma de ver
A pose do cadáver como um fato iminente de susto...
Cada posição em pé ou deitado dos cadáveres é
Pequena forma de magia escurecida, tenebrosa,
Horripilante... Nas fotos mortuárias aquelas almas
Já libertas do casulo são agora os motivos mórbidos
De uma sociedade que vive a morte como uma
Realidade presente, mas esquecida de levar a morte
Para o caminho que lhe é devido: o total respeito ao cadáver.
 
 Três mortos fotografados

Há tanta poesia e sensibilidade dentro de cada um. Ah, se cada pessoa simplesmente a soltasse de todas as maneiras possíveis!