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Poemas, frases e mensagens de IsabelRFonseca

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de IsabelRFonseca

VINCOS NOS LENÇÓIS

 
VINCOS NOS LENÇÓIS
 
Tenho fome de ti em mim
Na alma de um figo ou tangerina
Malagueta de todos os começos
Eu sou um pétala, tu um jardim
Enquanto dormes observo-te
Nas horas que me doam a tua pele
Amo as formas do teu corpo
Fogo dos olhos que em mim circula
Beberia da tua boca tolas palavras
Caminharia ao teu lado, por caminhos
Escuros de neblina entre abismos
Ficaria grávida de amor, todos os dias
Num verbo ouvido que seja eterno
Onde deixas sempre uma parte de ti comigo
E eu volto para reencontrar-te no meu colo
Fome de ti com o teu cheiro nos lençóis
Desnorteio-me nos vincos de todos os teus gemidos.

🌼
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
VINCOS NOS LENÇÓIS

APROFUNDAM

 
APROFUNDAM
 
 
Amo talvez todos os minutos escuros
Horas que se aprofundam, segundos
Que se fundam no profundo do meu ser
Sombras na mente dos meus sentidos
Neles encontrei os meus dias já vividos
Entre as palavras de uma solidão imensa
Noite sem pressa em cada instante estreito
Dor estampada nos olhos como uma flor
Na voz do limbo os poemas das estrelas
Como se o manhã escondesse talvez o amor
Verdadeiro, num castiçal de prata sem esperança
Das pedras intemporais em palavras incrédulas
Ternura nas lágrimas, pelos livros dos outros
Então senti o vento como se fossem nuvens
Dos meus próprios sonhos que se erguem
Em emoções, aprofundam-se nas horas difíceis
Na esperança que tu meu amor apareças aqui.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
APROFUNDAM

🦋 AS LETRAS SÃO PAPEIS

 
🦋 AS LETRAS SÃO PAPEIS
 
__As letras são papeis
Que ignoram os meu gritos
Gume afiado nas horas do desespero

Cortam as palavras escritas em silêncio
Onde perdia a memória no caminho
Que tento percorrer nas fragas de musgo

Noites sentidas na alma quando chegas
E te invento no vento entre os tormentos
Nos despojos quando a chuva aparece

Tu apareces cheio de fogo nos olhos
Nas flores, sardinheiras que nascem
Pelas letras de papel já secas
🦋

🦋
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
🦋 AS LETRAS SÃO PAPEIS

NADA PERTENCE

 
NADA PERTENCE
 
 
NADA PERTENCE

Nada me dói mais do que a própria dor
Nada me pertence nesta maldita terra
Nada me afoga nesta areia do deserto
Nada é por culpa deste meu cansaço
Nada é do silêncio da minha pobre alma
Nada me faz sofrer nesta bendita vida
Nada é ou foi deixado ao acaso
Nada é mais doloroso do que a solidão
Nada há de apagar as rugas do meu rosto
Nada se sente, nada se apaga da mente.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
NADA PERTENCE

AS ROSAS 🌹

 
AS ROSAS  🌹
 
 
As rosas que me deste estão a morrer
Estão a morrer de amor, de saudade
Sentem falta de carinho, de água
Amam em silêncio por medo de sentir
A falta de umas carinhosas mãos
Amam com a força da natureza
Num total silêncio 💕 💘
As rosas que me deste estão a morrer
Elas sentem tanto a tua falta
Mas tu já te esqueceste delas
Com te esqueceste de mim meu amor
As rosas amam-te, como eu te amo
Em silêncio, só tu ainda não descobriste
Mas sei que o amor existe, as rosas também.
💕 💘 🍒

💕
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
AS ROSAS  🌹

SINO DA MEIA-NOITE

 
SINO DA MEIA-NOITE
 
 
Eu quero impregnar a tua pele
Moldá-la como uma artesã
Mas sou apenas uma pobre poeta
Às vezes triste com tua ausência
Outras vezes melancólica como as cotovias
Que voam entre sombras e suspiros
Gotas de orvalho de sentimentos
De abraços nostálgicos em chamas
Que consomem o meu sangue
Talvez um limbo da vida e da morte
Estou farta da minha louca loucura
Bússola de uma trepadeira invisível
Onde pulas o meu muro quente
Para alcançar o santuário dos meus seios
E as flores do meu jardim secreto
Vento refluxo das ondas da almofada
Para escrever um sonho no coração
A andorinha procura um ninho nas ondas
Da tua boca no beijar do teu silêncio em sal
Janela da nossa cama, vejo a lua, o vento chegar
Carícias de mel, como se de uma fragrância se tratasse
Beijo da nossa cumplicidade no tocar do sino a meia-noite.

🌷
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
SINO DA MEIA-NOITE

💘 DEIXA-ME AMAR-TE

 
💘 DEIXA-ME AMAR-TE
 
__Deixa-me amar-te unir
A minha pele com a tua
Sentirás as tuas manhãs
Repletas de desejo
Deixando-me sedenta
De ti, em felicidade
Abraça o teu corpo no meu
E enlouquece-me de carícias
Numa delirante volúpia
Porque tu meu amor
Que bebes da minha alma
E comes da minha carne
Numa total entrega de amor

💘 💘

💝

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
💘 DEIXA-ME AMAR-TE

AQUI ❤

 
AQUI ❤
 
Bebi as lágrimas como fios de sangue
Num cristal na essência que fica em mim
Chorei o silêncio negro da minha pobre alma

Enquanto esperava no banco de um jardim
Amei tanto a música que suavemente ouvia
Que se aninho no meu peito para beijar o teu coração

Contei as contas do rosário de penas soltas pelo vento
Quando de joelhos olhava para o azul do céu
Mastiguei todas as dores que os meus ossos sentiam

Pois a carne nada sentia das letras que enterrava na terra
Rasguei os sonhos desandando-me para me entregar no mar
Onde ficaram as letras das palavras que vou escrevendo aqui.

❤️

Isabel Morais💖 Ribeiro Fonseca
 
AQUI ❤

"TROVOADA MINHA"

 
"TROVOADA MINHA"
 
 
O vento sopra
E chega de repente
Como uma trovoada
Nada pode prendê-la
Nada pode impedi-la
Nada pode sufocá-la
A minha alma
É como uma casa assombrada
Com paredes desbotadas
E lembranças perdidas
A chuva foi aumentando
Com a neblina de um nevoeiro
Intenso como o corpo perdido
Que quer refazer as forças
Regando as folhas e as flores
Soprando a brisa
E bebendo as minhas culpas
Como veneno
Que seca o meu coração
Escrevendo as minhas cartas
O meu começo o meu caminho
Do silêncio desta noite
E desta trovoada.

🍂
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"TROVOADA MINHA"

"TUDO EM MIM"

 
"TUDO EM MIM"
 
 
Tudo, tudo em mim
É um abismo
Solitário que amedronta-me
São dias, horas
Minutos de tempestades
Só me resta nestas alturas
Ou nesta madrugada
Entregar minha alma à poesia
Para embriagar, os meus dias a escrever
Levo os meus pensamentos
Para as águas intermináveis dos mares
Onde os marinheiros
Tomam conta do navio fantasma
De um caderno manchado de vinho
Rasgo e meto, os poemas
Nas velhas garrafas de porto
Atiro-as ao mar, para que ele
Leve para longe toda a minha dor


Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"TUDO EM MIM"

SONO 🍂

 
SONO 🍂
 
 
No meu sono há quem sonhe
Quem chore, quem ame
Quem sofra encostados à dor
Mutilados na lavanda em flor
No murmúrio das águas das fontes
Nas carícias das giestas em amor
Núpcias de tamanho desejo teu
No meu sono entras tu totalmente
Nu, descalço no quarto num abraço
Ardosia escrita por mim, por ti
Alquimia feita pelas cinzas da noite
Quando beijas com ternura a minha alma.

♡.¸ ¸.☆.¸ ¸.♡.¸¸.☆♡.¸ ¸.☆¸.♡.¸ ¸.☆.¸ ¸.♡
🍂

💘•*¨*•❣ღ

Sou feita de sonhos com medo de sonhar

•*¨*•❣ღ
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
SONO 🍂

AMOR 💖

 
AMOR 💖
 
 
Sabes durmo contigo
Meu amor
Profundamente apaixonada
Mas isso tu já sabes
O meu coração
Canta e transborda
De tanta emoção
Por te ter a meu lado
Tu és quem pinta
O meu mundo de mil cores
De mil sabores
Dorme comigo meu amor
Tu sabes todos
Os meus segredos
Que vivem agarrados
Em mim de ti.
❤️

❤️
É na escrita das letras
Que elas fogem de mim
Onde escrevo com o desejo
Com a paixão que sinto por ti
Já na ressaca das palavras
É que me lembro que as escrevo
Só por instinto de mim em ti.

🌷
Amo-te nesta manhã
Querendo morrer
Como se nada existisse
Neste instante

💘

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
AMOR 💖

VEM VER-ME ❤

 
VEM VER-ME ❤
 
Vem ver-me neste pôr do sol
Olhos que veem a luz
Vem poisar comigo
Nesta manhã solarenga
Na cabana perdida entre a serra
Abraça-me com as tuas mãos
Dá-me o carinho do teu corpo
E lê o silêncio das palavras
Que se calam nas linhas que não digo
Sente a ternura, o desejo
Que o meu corpo sente de ti
Ao encontrar a tua quente pele
Confunde-me já neste nosso desejo
Antes que o sol se esconda na serra
Ao encontro com o mar num apertado laço.

❤❤


Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
VEM VER-ME ❤

LÍRIOS E ROSAS

 
LÍRIOS E ROSAS
 
 
No peito saltam as pétalas de lírios
Sei que secaram o musgo
As trepadeiras
Onde nutrem as palavras desfolhadas
Das carícias do vento
Dos beijos
Feitas, refeitas dos sentidos esquecidos
Perfume das rosas
Plantadas no deserto
Sede que se mata de palavras
Em cada manhã
Estremeço com o teu cheiro
Respiro a tua alma
Na ponta dos meus dedos
Invento as tuas palavras
Como me fazes falta
Quando a solidão me procura à noite
Simples melodia da tua voz
Que encharcaram os ouvidos
No peito saltam pétalas de lírios
Adormeço meu amor
No aconchego de um colo que conheço, o teu.

🌹
 
LÍRIOS E ROSAS

🌷"FLORES DESPIDAS"

 
🌷"FLORES DESPIDAS"
 
Quando eu morrer não digas a ninguém
Partilha comigo alguns minutos
Uma noite inteira. Cobre o meu corpo
Frio com um lençol branco
Quando eu morrer recita um soneto, um poema
Que escrevi, talvez o tenha
Escrito para ti, fica junto de mim
Quando eu morrer
Deixa-me ver mais uma vez o mar
Promete-me que não choras
E nem tocas com a tua boca
Os meus lábios frios
Promete-me que lanças a tua solidão
A tua dor, as tuas lágrimas
Para um poço profundo
Sem olhar para trás
Que cuidarás das nossas flores
Quando o vento e a chuva chegarem
Serei o teu anjo da guarda
E todo o meu amor brilhara em ti
Quando eu morrer estarei eternamente
Presente no teu coração
Continuarei a viver no teu pensamento
Com amor e saudade.
Quando eu morrer por favor
Não digas a ninguém que eu parti
Que parti como as flores despidas, despidas pelo vento.🌷

🌷
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
🌷"FLORES DESPIDAS"

🌹 ROMPO

 
🌹 ROMPO
 
__Rompo todas as amarras
Em cada represa, cada ventania
No encanto das palavras escritas
Que ficam reféns às emoções
Tento cultivar rosas perfeitas
Na imaginação do infinito
Imerso na paixão que sinto sem tropeçar
Nas asas que o amor me tenta dar
Sigo a correnteza nas águas frias do rio
Bebendo da sede que vou sentindo
Pela liberdade que o amor me vai ensinando
Neste romper de todas as amarras
Presas em mim, sentimento penitente este.

💝 🌹

💝
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
🌹 ROMPO

PORTUGAL

 
PORTUGAL
 
 
Dos infinitos versos da minha alma componho
Que o meu país de bravos costumes está perdido
Nos salmos em espasmos de tantas batalhas
Já vencidas, além terras, além mares, no horizonte
Abismo de tantos oceanos, rasgados no céu
Envelhece nas lembranças por um teu instante
Povo de grande bravura de passos cansados
De valentes soldados que lutaram com a vida
No sangue derramado, de tantas lágrimas
Das viúvas, que ficaram sozinhas
Pelas ruas do tempo, nos filhos órfãos
Dos que ergueram este nosso país
E o seu hino de glória entoaram na perdida
Liberdade esquecida, já sem o pão, sem a paz
Que tanto procura na sua pobre alma
Abolindo as poeiras dos seus pensamentos
Teu nome proclamam entre os trovões
As tempestades na profundeza do mar revolto
Agora no meu país tão amado, adorado Portugal
Já não há heróis, não há homens de coragem
Só há cobardes sem espadas, sem apelo à justiça
Quimera perdida esquecida dos que desertam
Desta terra, não me refiro ao que emigram...
Mas sim aqueles acomodados que nada fazem
Para melhorar este tão belo jardim já plantado
Que é este meu amado solarengo Portugal.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
PORTUGAL

CORPO PERFUMADO

 
CORPO PERFUMADO
 
Prende-me na tua voz para alimentar a tua prece
Fica comigo atrás das grades torna-te devoto
Recicla as minhas loucuras só para as reinventar
Lanceta o meu corpo para ver o reverso do teu
Conheço a dor de cor que arranquei do coração
Crema o desejo nas pétalas soltas da tua inexistência
Ama o meu corpo na terra onde eu respiro contigo
Torna combustão o que esfumaça dos meus lábios
Sente o calor da insônia a perder-se no chão das pedras
Partículas pequenas suspensas na ansiedade crescente
Corpo nu que flutua no vazio das labaredas da tua carne
Onde a eternidade solda o sentido recolhendo as cinzas soltas
Apaga a fome, sentirás o encanto do meu corpo perfumado.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
CORPO PERFUMADO

"VAGUEIO NAS PAGINAS"

 
"VAGUEIO NAS PAGINAS"
 
 
Abraça-me amor por onde vagueio
Vagueio nas páginas rasgadas
Rasgadas de um velho livro
Neste momento estou triste
Soluço e choro
Choro pelo orvalho da manhã
Sem ti, sou como um livro nunca lido
Com segredos autênticos
Silêncios feitos nos becos da vida
Leva as letras até ao vento que sopra
Dá-me de beber, tenho sede
Sede dos teus beijos
Sede da profundeza do teu ser
Encontras-me no meio do silêncio
Silêncio de gestos
Palavras, gritando ao vento
Sem encontrar-te
Tu apareceste no meu caminho
Despertando a paixão
Abriste o teu coração para o meu
Abraça-me amor
Vagueio nas páginas rasgadas
De um velho livro
Perdidas esquecidas nas letras
Escritas de mim mesma.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"VAGUEIO NAS PAGINAS"

SEIXOS E PEDRAS

 
SEIXOS E PEDRAS
 
 
Sinto-me perdida nos meus lençóis de seda
Onde tudo é suave e envolvente em contrastes
Venho do ventre de minha mãe do barro escuro
Sem fazer mal a ninguém ou roubar coisa alguma
Apenas aprendi da vida o que ela não me ensinou
Aprendi a ver, a sentir, a cheirar, a tocar, a sentir
Através do desbotar das flores em cores lavadas
Pelas lágrimas da chuva, a sorrir e nas folhas a cair
Escondo o coração num abrigo da forte tempestade
Um corpo que deambulante ao acaso na sentida alegria
Que vive todos os dias num ser amado da felicidade
Por isso quando eu morrer já não me pesará a terra
De seixos, de pedras, de fragas, das flores que alguém
Terá deixado frescas ou secas, quem sabe, eu não sei
Eu sei que venho do barro escuro, da terra fértil talvez
Assombrada, esquecida do ventre da minha querida mãe.

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SEIXOS E PEDRAS

╭✿ ♥
Não me considero poeta
Descobri escrevendo por acaso