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Poemas, frases e mensagens de IsabelRFonseca

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de IsabelRFonseca

NADA PERTENCE

 
NADA PERTENCE
 
 
NADA PERTENCE

Nada me dói mais do que a própria dor
Nada me pertence nesta maldita terra
Nada me afoga nesta areia do deserto
Nada é por culpa deste meu cansaço
Nada é do silêncio da minha pobre alma
Nada me faz sofrer nesta bendita vida
Nada é ou foi deixado ao acaso
Nada é mais doloroso do que a solidão
Nada há de apagar as rugas do meu rosto
Nada se sente, nada se apaga da mente.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
NADA PERTENCE

APROFUNDAM

 
APROFUNDAM
 
 
Amo talvez todos os minutos escuros
Horas que se aprofundam, segundos
Que se fundam no profundo do meu ser
Sombras na mente dos meus sentidos
Neles encontrei os meus dias já vividos
Entre as palavras de uma solidão imensa
Noite sem pressa em cada instante estreito
Dor estampada nos olhos como uma flor
Na voz do limbo os poemas das estrelas
Como se o manhã escondesse talvez o amor
Verdadeiro, num castiçal de prata sem esperança
Das pedras intemporais em palavras incrédulas
Ternura nas lágrimas, pelos livros dos outros
Então senti o vento como se fossem nuvens
Dos meus próprios sonhos que se erguem
Em emoções, aprofundam-se nas horas difíceis
Na esperança que tu meu amor apareças aqui.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
APROFUNDAM

Sou

 
Sou
 
 
Sou um espectro
- Que vagueia sem rumo
Uma pauta de uma música
- Que ninguém vê
Uma sonata confusa
- Para tacanhos ouvidos

Sou uma sombra que pede
- Na musica que ouve paz
Palavras soltas em letras
- No espectro de fragas
Caminho de estreito passos
- Na serra entre os lobos

Sou as letras escritas
- Do meu livro invisível
De palavras bizarras
- Estranhas que ninguém lê
De asas perdidas
- Esquecidas na estante de pó.

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Sou

AMO-TE TANTO

 
AMO-TE TANTO
 
 
Amo-te tanto
Que me fere o olhar
Que me provoca devaneios
Que me sufoca os movimentos
Que os suspiros me excitam
Que me provoca arrepios
Que o teu corpo é o meu refúgio
Que me leva a loucura
Que me tolhe os movimentos
Que a minha alma se torna escrava
Que me leva ao inferno
E no céu me coloca
Amo-te tanto que navego
Pelos meus alucinados pensamentos
E deixou-me viajar
Pelas paredes do meu sonho. 💘

💘
 
AMO-TE TANTO

PORTUGAL

 
PORTUGAL
 
 
Dos infinitos versos da minha alma componho
Que o meu país de bravos costumes está perdido
Nos salmos em espasmos de tantas batalhas
Já vencidas, além terras, além mares, no horizonte
Abismo de tantos oceanos, rasgados no céu
Envelhece nas lembranças por um teu instante
Povo de grande bravura de passos cansados
De valentes soldados que lutaram com a vida
No sangue derramado, de tantas lágrimas
Das viúvas, que ficaram sozinhas
Pelas ruas do tempo, nos filhos órfãos
Dos que ergueram este nosso país
E o seu hino de glória entoaram na perdida
Liberdade esquecida, já sem o pão, sem a paz
Que tanto procura na sua pobre alma
Abolindo as poeiras dos seus pensamentos
Teu nome proclamam entre os trovões
As tempestades na profundeza do mar revolto
Agora no meu país tão amado, adorado Portugal
Já não há heróis, não há homens de coragem
Só há cobardes sem espadas, sem apelo à justiça
Quimera perdida esquecida dos que desertam
Desta terra, não me refiro ao que emigram...
Mas sim aqueles acomodados que nada fazem
Para melhorar este tão belo jardim já plantado
Que é este meu amado solarengo Portugal.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
PORTUGAL

"VAGUEIO NAS PAGINAS"

 
"VAGUEIO NAS PAGINAS"
 
 
Abraça-me amor por onde vagueio
Vagueio nas páginas rasgadas
Rasgadas de um velho livro
Neste momento estou triste
Soluço e choro
Choro pelo orvalho da manhã
Sem ti, sou como um livro nunca lido
Com segredos autênticos
Silêncios feitos nos becos da vida
Leva as letras até ao vento que sopra
Dá-me de beber, tenho sede
Sede dos teus beijos
Sede da profundeza do teu ser
Encontras-me no meio do silêncio
Silêncio de gestos
Palavras, gritando ao vento
Sem encontrar-te
Tu apareceste no meu caminho
Despertando a paixão
Abriste o teu coração para o meu
Abraça-me amor
Vagueio nas páginas rasgadas
De um velho livro
Perdidas esquecidas nas letras
Escritas de mim mesma.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"VAGUEIO NAS PAGINAS"

CAMINHO

 
CAMINHO
 
 
Caminho pelas ruas do esquecimento
No chão onde me deixaste perdida
No sabor orvalhado de estrelas
Para beijar-te com a poesia na boca
Para contar os sonhos que por ti criei
No tempo em que o tédio fugia de nós
E os teus olhos cobriam-me da noite
Neste caminho de pedras que submissamente
O teu corpo me tapava com flores
Para caminhar pelas pedras onde deixei
A minha alma, pois o coração contigo ficou
Para amar-te se me deixares.

🌹
 
CAMINHO

"OH VALE SENTIDO"

 
"OH VALE SENTIDO"
 
 
Oh vale encantado da tempestade sentida
Oh livro que acabei de ler
Que deste-me a serenidade
Que eu tinha perdido a lucidez
Que deixei de sentir, sentimento adormecido
Esquecido, abrasador, vida amarga
Oh alma que te perdeste
Em trilhos, caminhos da saudade
Entre estevas, estevinhas, olmos
Fragas, oliveiras e castanheiros

Oh vale encantado entre as serras e os montes
Deste nosso e amado Portugal
Onde a raposa, repousa e faz o seu covil
Onde as cobras mudam de pele
Onde anda a alcateia deste lobo solitário
Oh vida triste, vazia, sozinha
Onde mato a sede na fonte no monte
Deste vale encantado,que é a minha vida
Neste meu amado Portugal

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"OH VALE SENTIDO"

ESCREVO

 
ESCREVO
 
 
Escrevo um livro fechado
Com as páginas intactas
A minha alma é um cadáver
Que foi pedir sonhos aos mortos
Sem medos sem culpas
Quer se faça dia, ou noite de trevas
Presságios fúnebres de nocturnas preces
Leva adiante de pávidos rostos abaixo do mar
A sombra de uma só covardia de sossego
Desfeita em desassossego
Pedras geladas, fragas raras, mármore precioso
Oh morte leva contigo o perfume das flores
Dos cravos, das rosas, estás aqui comigo
Oh morte na sombra deste sol quente
Escrevo que a minha alma é um cadáver
Para pedir um sonho aos mortos
Afinal os vivos não me ouvem ou fingem não ouvir
Que ninguém rasgue os livros escritos nas folhas do sonho
Feita de poemas cheios de amor e dor.

🐺
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
ESCREVO

ESCOLHO

 
ESCOLHO
 
 
ESCOLHO

Escolho amar-te em silêncio
Para que em silêncio não sinta dor
Derreto versos no gosto do paladar
Porquê metade de mim é silêncio
A outra é um grito de amor em verso
Letras mal escritas numa página marcada
Palavras cuspidas num papel em branco
Rascunhos deixados na alma pelos dedos
Faz de mim o teu sopro, encaixa-me na tua vida.
(...) Meu doce amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
ESCOLHO

PEDRAS GELADAS

 
PEDRAS GELADAS
 
 
São nas pedras geladas
Que te escrevo com alma
No chão onde fiquei
Onde me deixaste esquecida
De mim ou de ti
Nada ficou além de imensos vazios
Amor vivido com intensidade
No meu coração feito em prisão
Corrompido pelas pedras frias
Entrego-me à vida perdida
Pelas ruas de fragas frias
Minto se disser que não sofro
Nesta amputação imposta
Deste sonho quase como pesadelo
Para secar-me a esperança desejada
Maldita dor, maldito amor, maldita vida
Malditas estas pedras frias
Que me deixaste sozinha
Onde escrevo com todo meu fervor
Todas as madrugadas para te tentar esquecer.

🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
PEDRAS GELADAS

VINCOS NOS LENÇÓIS

 
VINCOS NOS LENÇÓIS
 
 
Tenho fome de ti em mim
Na alma de um figo ou tangerina
Malagueta de todos os começos
Eu sou um pétala, tu um jardim
Enquanto dormes observo-te
Nas horas que me doam a tua pele
Amo as formas do teu corpo
Fogo dos olhos que em mim circula
Beberia da tua boca tolas palavras
Caminharia ao teu lado, por caminhos
Escuros de neblina entre abismos
Ficaria grávida de amor, todos os dias
Num verbo ouvido que seja eterno
Onde deixas sempre uma parte de ti comigo
E eu volto para reencontrar-te no meu colo
Fome de ti com o teu cheiro nos lençóis
Desnorteio-me nos vincos de todos os teus gemidos.

🌼
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
VINCOS NOS LENÇÓIS

LÍRIOS E ROSAS

 
LÍRIOS E ROSAS
 
 
No peito saltam as pétalas de lírios
Sei que secaram o musgo
As trepadeiras
Onde nutrem as palavras desfolhadas
Das carícias do vento
Dos beijos
Feitas, refeitas dos sentidos esquecidos
Perfume das rosas
Plantadas no deserto
Sede que se mata de palavras
Em cada manhã
Estremeço com o teu cheiro
Respiro a tua alma
Na ponta dos meus dedos
Invento as tuas palavras
Como me fazes falta
Quando a solidão me procura à noite
Simples melodia da tua voz
Que encharcaram os ouvidos
No peito saltam pétalas de lírios
Adormeço meu amor
No aconchego de um colo que conheço, o teu.

🌹
 
LÍRIOS E ROSAS

PERDIDA NA CHUVA

 
PERDIDA NA CHUVA
 
 
Perdi-me nas sombras
Molhei-me na chuva
Desci ao inferno
Senti os seus horrores
Sombras perdidas na chuva
Onde abri feridas e rasguei as dores
Olho a janela
As gotas batem nos vidros
Sinto-me exposta aos temores
Perdi os sentidos e todos os amores
Corrói-me com o ácido no corpo
Porque ousei e desejei cheirar as flores
Jardim solto da minha alma
Desci ao inferno, senti os horrores
Perdi-me nas sombras, molhei-me na chuva.

❤️
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
PERDIDA NA CHUVA

AMOR 💘

 
AMOR 💘
 
 
Sinto o corpo num tremendo desengano
Com a decepção da minha própria mente
Corro com a pressa de uma presa do lobo
Entre as sombras que me assaltam devagar
Desgraçadamente me sinto nesta curta vida
Obstinado sentimento que teima em persistir
Lágrimas de dores no letal veneno, ecos do
Passado entre uma longa miragem solitária
Prenúncio anunciado pelas estrelas lá longe
Para amar a tua sombra que nada resta em mim
Com as saudades de ti.

💘
 
AMOR 💘

"TUDO EM MIM"

 
"TUDO EM MIM"
 
 
Tudo, tudo em mim
É um abismo
Solitário que amedronta-me
São dias, horas
Minutos de tempestades
Só me resta nestas alturas
Ou nesta madrugada
Entregar minha alma à poesia
Para embriagar, os meus dias a escrever
Levo os meus pensamentos
Para as águas intermináveis dos mares
Onde os marinheiros
Tomam conta do navio fantasma
De um caderno manchado de vinho
Rasgo e meto, os poemas
Nas velhas garrafas de porto
Atiro-as ao mar, para que ele
Leve para longe toda a minha dor


Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"TUDO EM MIM"

OS MEUS POEMAS

 
OS MEUS POEMAS
 
 
Os meus poemas, versos
São na imortalidade
Sentimentos meus
Escritos nas páginas
Das memórias de uma utopia
Nas emoções tatuadas na alma
Que deixam no coração lembranças
De ti, sobre ti, de mim, sobre mim
Na alegria, na dor, no amor
Escritos com tanto prazer
Sopros de vida, palavras de cor
Suspiros meus para ti
E perder-me para me encontrar
Para te encontrar em cada poema
Em cada palavra escrita de ti.

💝
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
OS MEUS POEMAS

AMOR

 
AMOR
 
 
AMOR

Soletra as sílabas da primavera
Com os ritmos do sol do Verão
E canta ao vento de ti no inverno
Com os sonhos felizes do outono

POIS

Cada momento é uma maravilhosa
Conjugação do sentir
O mais profundo significado da vida
O nosso pensamento

SIM

Aprendi que as decepções que sentimos
Não nos matam, elas ajuda-nos a viver.
 
AMOR

SINO DA MEIA-NOITE

 
SINO DA MEIA-NOITE
 
 
Eu quero impregnar a tua pele
Moldá-la como uma artesã
Mas sou apenas uma pobre poeta
Às vezes triste com tua ausência
Outras vezes melancólica como as cotovias
Que voam entre sombras e suspiros
Gotas de orvalho de sentimentos
De abraços nostálgicos em chamas
Que consomem o meu sangue
Talvez um limbo da vida e da morte
Estou farta da minha louca loucura
Bússola de uma trepadeira invisível
Onde pulas o meu muro quente
Para alcançar o santuário dos meus seios
E as flores do meu jardim secreto
Vento refluxo das ondas da almofada
Para escrever um sonho no coração
A andorinha procura um ninho nas ondas
Da tua boca no beijar do teu silêncio em sal
Janela da nossa cama, vejo a lua, o vento chegar
Carícias de mel, como se de uma fragrância se tratasse
Beijo da nossa cumplicidade no tocar do sino a meia-noite.

🌷
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
SINO DA MEIA-NOITE

LÊ... LENDO-ME

 
LÊ... LENDO-ME
 
 
Lê-me com carinho nas curvas
Que atravesso as portas da sombra
Onde nada se quebrou em mim
Agora cansada irei até ao fim
Deste caminho, onde deixei o sorriso
Pendurado na entrada da minha alma
Afastei as pedras, as folhas caídas
Com os pés descalços talvez um dia quiçá
Quando voltares, com o rosto pálido
Pela raiva do vento, o leias ou o tentes ler
Como se fossem palavras minhas
Pela minha lei, só haveriam finais felizes
Daqueles que sinto , quando brinco
Quando sinto saudades dos teus lábios
No meu belo sonho mais profundo
Onde o meu coração bate junto ao teu
Inscrito nas minhas mãos, num pedaço de ti.
 
LÊ... LENDO-ME

╭✿ ♥
Não me considero poeta
Descobri escrevendo por acaso