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Poemas, frases e mensagens de IsabelRFonseca

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de IsabelRFonseca

✿ Descem os lobos à aldeia 🐺

 
✿ Descem os lobos à aldeia 🐺
 
Descem os lobos à aldeia
Em noite de lua cheia
Uivam ferozmente
Fecham-se as portas, as janelas das casas
Com medo da alcateia, quando na verdade
Fechamos as portas à vida
Às gentes que nos pedem ajuda
Somos egoístas, maus de caráter
Temos medo de tudo e de todos
E não é dos lobos
Sente-se o cheiro da lenha a arder
Das lareiras cheias de gente ou vazias do nada
Se tiver de morrer, morro de pé
E não subjugada a mentes hipócritas
Falsas com o coração de pedra
Pessoas que fazem as coisas
Ou dão com segundas intenções
Maldosas e muitas vezes ignorantes de si próprias
Que gostam de humilhar e escravizar os outros
Descem os lobos da serra à aldeia de noite
À chuva, ao vento
Ficam as marcas na neve, como punhais
Que deixam feridas no peito e na alma.

Perdemos o respeito
A liberdade
E somos devorados
A culpa não é dos lobos

🐺ღ╭✿ ♥🗡️
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
✿ Descem os lobos à aldeia 🐺

*Tarde quente de outono de tanta beleza ღ

 
*Tarde quente de outono de tanta beleza ღ
 
Tarde quente de outono
Caiem as folhas secas desta tarde
Tarde pintada, tão colorida, acabou o verão

Folhas caídas pintadas e belas
Sem terem pintor, é a mão de Deus
Que as pinta, nunca as vi com tanta cor

Se é de morte ou de vida, só Deus sabe
Não é comigo que sou uma pobre alma
Que gosta de ver, as folhas das vinhas

Das árvores nuas e despidas
Eu sei é que nunca vi tantas cores
Tanta beleza nas folhas caídas no chão

Caminho pelas folhas do outono
Este outono cheio de cores
Ramos partidos das mágoas da vida

Tantas vezes perdidas, esquecidas
Onde mergulho nos aromas e cheiros
Das folhas secas das árvores

Fragrâncias perfumadas deste tempo
Passado de lembranças perdidas de amores
Outono nostálgico de prazer e paixão

Sentidas na alma, no corpo ferido
Pelos ramos nus das árvores contidas
Época da nossa vida pelas folhas soltas de dor!

Cada folha é uma pétala
de Outono na cor do nosso coração
e que as folhas secas façam sorrir a nossa alma.

🌺🌻
Isabel Morais Ribeiro Fonseca.
 
*Tarde quente de outono de tanta beleza ღ

Estou triste, desiludida e cansada 🌹

 
Estou triste, desiludida e cansada 🌹
 
Estou triste, desiludida e cansada
Das dores que me castigam
O corpo e a alma
Das injustiças, de tanta falsidade
E a hipocrisia do ser humano
De ver as pessoas a viver de aparências
De ver tanta desigualdade
Entre ricos e pobres
De ver tanta maldade, que fazem às crianças
De tanta incompreensão no trabalho
Das falsas promessas dos nossos governantes
De conviver com pessoas egoístas
Maldosas fúteis e inúteis
De ver prosperar a impunidade
A nossa justiça é cega
De ver tanto sofrimento, no abandono dos velhos
De tanto desamor, entre pais e filhos
De ver tanta falta de fé e de esperança
De ver portas fechadas para quem mais precisa
Que mundo é este em que nós vivemos?

Lavo a minha alma triste
Num terror latente
De gelado mar de tanta desilusão.

🌻🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Estou triste, desiludida e cansada 🌹

O vento sopra como uma trovoada 👒

 
O vento sopra como uma trovoada 👒
 
 
O vento sopra
E chega de repente
Como uma trovoada
Nada pode prendê-la
Nada pode impedi-la
Nada pode sufocá-la
A minha alma
É como uma casa assombrada
Com paredes desbotadas
E lembranças perdidas
A chuva foi aumentando
Com a neblina de um nevoeiro
Intenso como o corpo perdido
Que quer refazer as forças
Regando as folhas
E as flores soprando a brisa
E bebendo as minhas culpas
Como veneno
Que seca o meu coração
Escrevendo as minhas cartas
O meu começo o meu caminho
Do silêncio desta noite e desta trovoada.

👒

👒🍂🌻
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
O vento sopra como uma trovoada 👒

A minha mãe ╭•💘⊰

 
 A minha mãe  ╭•💘⊰
 
Mãe, as tuas mãos envelhecidas
Têm a maciez das papoilas
Que afagam com tanta beleza
Na poesia que os teus olhos
Me vão dizendo lentamente
Na contemplação do teu sorriso
As tuas mãos colheram com suavidade
O meu amor do tempo de criança
Que semeaste dentro do meu peito
Num tempo de tantos figos
Como tu e eu gostamos
Nos carinhos desenhados por ti
Onde as tuas mãos abrigam flores
Pela ternura da minha alma
Num prado imaginário de saudades
Que nascem todos os dias nas tuas mãos.

As tuas mãos minha mãe
Estão envelhecidas ❤
Mas carregam tanto amor
De toda coragem vivida.

╭•💘⊰
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
 A minha mãe  ╭•💘⊰

As rosas são as saudades de amor 🌹

 
As rosas são as saudades de amor 🌹
 
As minhas mãos são como as saudades de amor
Cartas escritas no desejo do teu corpo aveludado
Como as leves pétalas de rosas, seda e cetim
Feitas em poemas que repousam ternamente

Entre as nuvens e afagos da minha dor, do meu amor
Perdidas e esquecidas entre as fragas da vida onde
Os olhos cheios de mar, voz que murmura ao meu ouvido
Ternamente escrita no teu olhar, acorrentada na minha pele

Cala a mágoa quando falo de amor, inventa-me e invento-te
Mãos vazias no silêncio, onde esconde a minha dor, desamor
Palavras que gritam nas noites frias e silenciosas como uma rosa
Do tempo do amanhecer escritos no meu coração

Onde gritam todos os silêncios num doce olhar, sem te prender
Calor da tua voz a ternura do teu olhar um instante de paixão
A tua mão presa na minha mão o meu corpo ardente no teu
As rosas nas minhas mãos são como as saudades de ti meu amor.

👒🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
As rosas são as saudades de amor 🌹

✿Mulher transmontana força da natureza ღ

 
✿Mulher transmontana força da natureza ღ
 
Mulher transmontana
Força da natureza agreste
Amora silvestre da terra das fragas

Discreta afável onde esconde o choro
Vestindo de negro num riso franco
Saudade luminosa como um farol

De uma força e suor na luta do dia a dia
Transformado em pão nos campos da solidão
Mulher doce forte que grita ao vento toda a sua dor

Beleza exterior com o dom da vida
Guerreira que luta pelo amor adoça a tempestade
No seu peito, da razão, da unidade familiar

Do coração, da força, da coragem
Mulher transmontana enfeitada ao luar.

A minha Mãe é a mais bela
De todas as mulheres transmontanas
O seu berço, o seu lar é Trás-os-Montes

Aonde quer que se encontre, traz
Nos olhos a luz do sol a arder
Rios de sangue a correr de esperança

Mulher forte, corajosa e mãe-heroína
Chama de esperança, força da natureza
Sem louvores ou medalhas, de agreste

Sentimento pela raiz das tuas dores
Que te criou entre o frio da noite
E o calor do sol de extrema saudade

Bendita sejas mulher transmontana
Pelas fragas da tua beleza natural
Nesta terra de giestas floridas de ternura.

🍂╭•⊰ 🌺
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
✿Mulher transmontana força da natureza ღ

TERRA QUENTE 🍁TERRA FRIA

 
TERRA QUENTE 🍁TERRA FRIA
 
"TERRA QUENTE"

Trás-os-Montes
Terra fria, gelada
Com mantos negros de lã
Sente-se amor
Sente-se a morte
Vence-se o luto
Das noites escuras
Da dor das gentes
Cravos espetados
Sentimentos singelos
Inocentes, marcados
Lágrimas perdidas
Amargas e sentidas,
Terras geladas e frias
Quentes como as castanhas.

TERRA FRIA

Este Trás-os-Montes
Onde deixei a minha alma
Reino encantado de cores
De aromas, de amores
Entre as fragas, dos ecos das vozes
Perdi as letras, os poemas
O tempo, o velho, o novo
A paz, o sono, o costume
Deixei de sonhar, mas não de amar
Neste Trás-os-Montes
Onde deixei e perdi a minha alma.

ESTE TRÁS-OS-MONTES

Trás-os-Montes, terra fria
Quente como as castanhas
Das azedas que deixam saudade
Com os mantos feitos de lã
Vê-se um mar de fragas
Num oceano megalítico
Onde ninguém fica
Indiferente certamente
Ama-se, chora-se, ri-se
Vence-se a dor, o luto
De sentimentos singelos
Na saudade da branca neve
Paisagem do lar que se deixa
Para trás dos segredos da natureza
Terra maravilhosa de um mar de pedras
Entre a solidão singela
Reza-se o terço, as alminhas
Sagrada com mil certezas, sepultado
No saborear no pão nosso de cada dia
Este maravilho nevoeiro que ao longe
Se vê entre as giestas, fumeiro
Que mata a fome a quem trabalha a terra
Deste maravilhoso reino que é Trás-os-Montes.

Quando eu morrer
Não chorem
Ponham antes
As mais belas flores
Que tiverem
Então serei poesia
Escrita num belo livro.

🍄 🍁

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.
 
TERRA QUENTE 🍁TERRA FRIA

✿DOURO DOCE ღ

 
 ✿DOURO DOCE ღ
 
Margens calmas, vinho do douro
Javali feroz, lamaçal esquecido
Barro escuro, terra quente
Gemido de dor, vindimas das gentes
Tempestade fria, chuva de pedras
Noites sombrias, telhado de ardósia
Terra escondida, tímido destemido
Sangue entranhas, porco matança
Lebre fugida, sentimento esmagado
A videira que chora, com saudades do podador
Vinhas entre escadas de tantos socalcos
Ó douro doce que és tão lindo
Com as tuas vinhas não há sitio mais bonito
Deste nosso amado Portugal
É nas margens calmas do douro
Que as videiras
Dão o tão saboroso vinho do Porto
Os barcos rebelos navegam com sentimento
transportando as pipas de vinho do Porto
Que tanto gostamos de beber
Douro doce como as suas uvas
O rio corre com força
Desejando ferozmente o mar
O rio Douro é uma poesia
As suas águas lavam a alma a quem o ama.

O amor é como uma montanha
Sobe-se a amar e desce-se a odiar

🍁🌻

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.
 
 ✿DOURO DOCE ღ

ღ Esta depressão que me queima a alma*

 
ღ Esta depressão que me queima a alma*
 
Esta depressão que me queima a alma
Seca-me o sangue, seca-me o coração
Aperta-me o peito contra uma rocha
Fere-me o corpo com a escuridão
Deste castelo que é esta vida
Maldita e bela
Com fome e tudo e nada
Sinto-me gelada
Arder no fogo de um tronco da árvore
Do poço profundo que é a minha alma
Olho para mim e não me reconheço
Já não sei quem sou
Serei um pedaço de carne podre
Sem sangue sem alma
Neste mundo selvagem e feio
Como uma peste de inveja e ódio
Sinto a minha alma gelada e morta
Como se fosse as águas do rio
Choram de amor, choram de frio
Choram por tudo e por nada.

╭•⊰ 🌺

Quando me vi ao espelho
Não reconheci a minha alma
╰⊱♥⊱╮💕╭•⊰ 🌺
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
ღ Esta depressão que me queima a alma*

Quando eu morrer flores despidas 🌷

 
Quando eu morrer flores despidas 🌷
 
Quando eu morrer não digas a ninguém
Partilha comigo alguns minutos
Uma noite inteira. Cobre o meu corpo
Frio com um lençol branco
Quando eu morrer
Recita um soneto, um poema
Que escrevi, talvez o tenha
Escrito para ti, fica junto de mim
Quando eu morrer
Deixa-me ver mais uma vez o mar
Promete-me que não choras
E nem tocas com a tua boca
Os meus lábios frios
Promete-me que lanças a tua solidão
A tua dor, as tuas lágrimas
Para um poço profundo
Sem olhar para trás
Que cuidarás das nossas flores
Quando o vento e a chuva chegarem
Serei o teu anjo da guarda
E todo o meu amor brilhara em ti
Quando eu morrer estarei eternamente
Presente no teu coração
Continuarei a viver no teu pensamento
Com amor e saudade
Quando eu morrer por favor
Não digas a ninguém que eu parti
Que parti como as flores despidas
Despidas pelo vento.

Quando eu partir
Chora com alegria
Que eu estarei na serra
Entre os lobos
🌷🌺
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Quando eu morrer flores despidas 🌷

Se eu morrer antes de ti 💘

 
Se eu morrer antes de ti 💘
 
Se eu morrer antes de ti
Não chores meu amor
Quero que rias, que rias muito
Que te lembres de tudo que fomos
De tudo que sentimos, que fizemos
Que nos amámos, que vivemos
Que chorámos juntos
Mas se quiseres chorar, chora meu amor
Mas não culpes ninguém, muito menos Deus
Olha para o sol, a lua, a chuva, as flores
Sejam elas rosas, camélias orquídeas
Estarás a olhar para mim meu amor
Sempre que quiseres falar comigo
Ouve o canto dos pássaros, o vento
O barulho das ondas do mar
A chuva a cair no teu rosto
Saberás que sou eu meu amor
Por isso não chores, limpa as tuas lágrimas
Olha para o jardim que nos plantámos
Essas lindas flores que são os nossos filhos
Criaturas lindas que eu tanto amo
Recorda todos os momentos de felicidade
Vividos por nós foram tantos meu amor
Apesar de muitos sonhos terem voado
Não me arrependo de tudo que vivi contigo
Se eu morrer antes de ti meu amor
Por favor não chores meu anjo
Terei morrido feliz.
💘🌹

O meu corpo é feito de livros
paginas lidas de grande sentimento

💘💘🌹

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Se eu morrer antes de ti 💘

ღMortal viver, mortal morte, Covid 19✿

 
ღMortal viver, mortal morte, Covid 19✿
 
Conta-me dos mortos, que dos vivos eu já sei
De enxada na mão, da alma que sofre
Chuva que bate forte nos ramos da pobre videira
Nas parras do nevoeiro na serra
De viciosos caminhos de lama
Pois as nossas almas belas assemelham-se
Ao luto negro do amanhã
Por entre os palcos do velho circo

Conta-me dos mortos, pois dos vivos nada sei
Onde perco o trilho do nosso refúgio
Papoilas que voam na tempestade sombria
Deixadas no chão já secas, molhadas
Molhadas de tinta do velho tinteiro
Que sobrevive com pena ou dor

Conta-me dos mortos, que dos vivos pouco sei
No padecer de um vírus que ataca
Em cada abraço, cada beijo, cada aperto de mão
Que tortura o corpo já sem falar na mente
A morte espreita em cada canto do mundo
Em cada esquina na escarpa que me fere os pés

Conta-me dos mortos que dos vivos pouco me lembro
Nesta aflição que enregela o meu canto ou o meu trabalho
Deste vírus mortal que ataca toda a humanidade

Conta-me dos vivos, que dos mortos esses não ficarão esquecidos
Na saudade que já deixam de tantas lágrimas perdidas
De um adeus feito a distância que sufoca a alma
Pois a esperança nasce todos os dias e a fé a todas as horas

Carpe diem

Os caminhos são feitos de pedra
Mas Deus nos ampara mesmo descalços

🌹👒🍂

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
ღMortal viver, mortal morte, Covid 19✿

Lamparinas antigas de azeite a arder 🌹

 
Lamparinas antigas de azeite a arder 🌹
 
Velas acesas no castiçal de prata velha
Lamparinas antigas de azeite a arder
Incenso misturado com óleo, numa taça de cinzas
Que geram muitas vezes o tormento

Rosa bela do jardim mágico, invejosa e triste
Incendeia a paixão do tempo esquecido, perdido
Quando a alma precisa de um momento de amor

O passado passa, o futuro acontece no tempo que
Existe, das tristezas que esquece, castelos floridos
Sorrisos colhidos, amor de encantar que florescem

Acaricio o doce, afago com a vida e embriago-me
Solidão trancada de velhos cadeados enferrujados
Palavras escritas num pergaminho de um caminhante
Que deixa lembranças, do caminho tantas vezes percorrido!

╰⊱♥⊱╮💕╭•⊰ 🌺
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Lamparinas antigas de azeite a arder 🌹

Estou cansada de sorrisos forçados👒

 
Estou cansada de sorrisos forçados👒
 
Estou cansada, triste de sorrisos forçados
Conversas onde ninguém ouve ou quer ouvir
Onde todos queixam-se e ninguém tem razão
De máscaras, de fingimentos, mentiras
Choros paranóicos, de aparências ilusórias
Realidade construída, de sonhos, desilusões
Da crueldade e da curiosidade mórbida alheia
Orgulhoso desmedido sem vergonha
Estou cansada de gente falsa sem sentimentos
Cansada da tanta injustiça de tanta maldade
Que me deixa com um nó preso na garganta
Porque não consigo engolir todo o mal
Sinto-me cansada deste mundo de mentira
Falsidade e intriga, nos dias de hoje é muito difícil
Encontrar alguém que realmente queira o teu bem
É uma deceção, sinto-me cansada, neste mundo
De tanta maldade e futilidade.👒

Benditos sejam
Todos os meus inimigos
Eles pelo menos
Não me conseguem trair.

👒🎀
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Estou cansada de sorrisos forçados👒

Tenho fome de ti nos vincos dos lençóis 💘

 
Tenho fome de ti nos vincos dos lençóis 💘
 
Tenho fome de ti em mim
Na alma de um figo ou tangerina
Malagueta de todos os começos
Eu sou um pétala, tu um jardim
Enquanto dormes observo-te
Nas horas que me doam a tua pele
Amo as formas do teu corpo
Fogo dos olhos que em mim circula
Beberia da tua boca tolas palavras
Caminharia ao teu lado, por caminhos
Escuros de neblina entre abismos
Ficaria grávida de amor, todos os dias
Num verbo ouvido que seja eterno
Onde deixas sempre uma parte de ti comigo
E eu volto para reencontrar-te no meu colo
Fome de ti com o teu cheiro nos lençóis
Desnorteio-me nos vincos de todos os teus gemidos.
💘

🌼💘
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Tenho fome de ti nos vincos dos lençóis 💘

"👒CARTA DE AMOR 💕 "

 
"👒CARTA DE AMOR 💕 "
 
Escreveu o poeta que as cartas de amor são ridículas
Quem me dera escrever uma carta de amor ridícula
Mas o que sinto não há palavras que consiga expressar
Tu sabes que a nossa vida não tem sido fácil
Mas não existe sacrifício
Mas doação, não existe renúncia, mas entrega
Não existe amor sem dor
Não existe sentimento sem renúncia
Não existe paixão sem carinho
Não existe rosas sem espinhos
Ninguém sabe o amor que estamos
A viver e vivemos todos os dias
E quando vejo o sorriso das crianças
Não há preocupação, não há dor
Não há problema que não sejamos
Capaz de prevalecer e tudo vale a pena
E ao teu lado as discussões mais banais
São fúteis e deixam de ser importantes
Quantos anos já se passaram
Quantas histórias já vivemos juntos
Tantas dificuldades e tantas conquistas
Tu és o homem da minha vida
Mesmo passados todos estes anos
Continuas a ser o dono do meu coração
E mesmo sabendo de todos os teus defeitos e qualidades
Sinto que fiz a escolha certa
Sou grata por ter encontrado o homem
Que me faz sentir única e amada cada dia mais e mais
E nas noites em que dormimos juntos
Somos água e fogo, terra e vento, amor e paixão
"Pois"Gosto quando as minhas palavras
Se aninham na tua alma em silêncio
Gosto quando as minhas palavras sorriem
Para dentro do teu coração, florescendo amor
Gosto de ti como um verso, desses versos
Que se escrevem nos troncos das árvores
Daqueles que ficam eternos sem se conseguir apagar
Não há maneira mais romântica e simples
Do que dizer na língua de Camões "Amo-te"
Com a certeza que embebedo-me
Nas letras que vou escrevendo pelo teu amor.

Todas as cartas de amor
são flores que a alma dita
e o coração sente

👒💕🎀

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"👒CARTA DE AMOR 💕 "

Corre o rio de tristezas devagar cor de sangue 🌹

 
Corre o rio de tristezas devagar cor de sangue 🌹
 
Corre o rio de tristezas devagar cor de sangue
Sangue, sangue de dor arma enferrujada
Veias de veneno lapidado sugado no escuro
Corpo estendido esquecido e sentido
Sangue derramado de um soldado
Com o coração partido perdido, magoado
Guerra estúpida, sem tempo, sem hora
Humanidade despida sem destino nas areias
Escaldantes do deserto desentendidos, ignorantes
Corre o rio de dor, de sangue de odor, podre, fede
Carne apodrecida deixada à sua sorte
Veias lapidadas de cores de uma guerra estúpida
Sem honra, sem respeito, sem compaixão
Feridas feitas no peito de sangue que deixam cicatrizes
Na fogueira das vaidades resplandecentes sentimentos
Lapidados de sangue nas veias de um corpo escondido
Onde as trevas cobiçam aquilo que não podem ter
Águas que correm com a força da natureza nas fragas
Da nossa lucidez na dor sentida tantas vezes em nós
Corre o rio de tristezas, devagar nas pedras cor de sangue
Desta humanidade que se esquece de conquistar a bondade .

Quando eu morrer serei pó
numa qualquer roseira
entre as saudades de alguém.
🌼🍂🌻🍁
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Corre o rio de tristezas devagar cor de sangue 🌹

Palavras soltas ilusões da vida 🌹

 
Palavras soltas ilusões da vida 🌹
 
Sensual de paixão, voluptuoso e libertino
Solidão dos corpos, ilusões da vida
Sonhos loucos, olhares sombrios
Mágoas e angústias, espinhos das rosas
Poetas tristes, madrugadas vazias
Rostos frios, palavras sentidas
Maresia e vento, tempestades do inferno
Fogo da carne, mar imenso
Cegos do destino, escuridão da trevas
Sentimento de um poema, despido de mágoa
Infinito e intenso, perfumado no tempo
A chuva cai com força na lama
Lágrimas de sangue, dor
De todos aqueles que perderam a vida
Por uma causa, por um ideal
Luta desigual entre o aço e a carne
Entre a pátria, família, liberdade
Rasgada por dentro, carne sofrida
Sofrimento atroz, dor que arde
No fogo do inferno, sofrida depois da ida
Guardada depois da vida, dos mártires
Da guerra feita do aço e da carne podre
Sem alma, sem coração, sem honra, sem humildade
Homens sem esperança perdidos, esquecidos, com fome
Com frio, lágrimas de sangue que correm nas veias
Sem medo, sem nada, esperam a paz dada pelo aço.
ღ 🌹 ಌ

ღ 🌹 ಌ
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Palavras soltas ilusões da vida 🌹

Amo talvez todos os minutos escuros aprofundam 💕

 
Amo talvez todos os minutos escuros aprofundam 💕
 
Amo talvez todos os minutos escuros
Horas que se aprofundam, segundos
Que se fundam no profundo do meu ser

Sombras na mente dos meus sentidos
Neles encontrei os meus dias já vividos
Entre as palavras de uma solidão imensa

Noite sem pressa em cada instante estreito
Dor estampada nos olhos como uma flor
Na voz do limbo os poemas das estrelas

Como se o manhã escondesse talvez o amor
Verdadeiro, num castiçal de prata sem esperança
Das pedras intemporais em palavras incrédulas

Ternura nas lágrimas, pelos livros dos outros
Então senti o vento como se fossem nuvens
Dos meus próprios sonhos que se erguem

Em emoções, aprofundam-se nas horas difíceis
Na esperança que tu meu amor apareças aqui.

Olho o céu, conto as estrelas
Para não me esquecer
Que viver amando
Deixam lágrimas de felicidade
No meu rosto.

✿ 💕

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Amo talvez todos os minutos escuros aprofundam 💕

╭✿ ♥
Não me considero poeta
Descobri escrevendo por acaso

Você pode copiar, distribuir, exibir, executar
desde que seja dado crédito ao autor original.