https://www.poetris.com/

Poemas, frases e mensagens de IsabelRFonseca

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de IsabelRFonseca

NADA PERTENCE

 
NADA PERTENCE
 
 
NADA PERTENCE

Nada me dói mais do que a própria dor
Nada me pertence nesta maldita terra
Nada me afoga nesta areia do deserto
Nada é por culpa deste meu cansaço
Nada é do silêncio da minha pobre alma
Nada me faz sofrer nesta bendita vida
Nada é ou foi deixado ao acaso
Nada é mais doloroso do que a solidão
Nada há de apagar as rugas do meu rosto
Nada se sente, nada se apaga da mente.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
NADA PERTENCE

ESCOLHO

 
ESCOLHO
 
 
ESCOLHO

Escolho amar-te em silêncio
Para que em silêncio não sinta dor
Derreto versos no gosto do paladar
Porquê metade de mim é silêncio
A outra é um grito de amor em verso
Letras mal escritas numa página marcada
Palavras cuspidas num papel em branco
Rascunhos deixados na alma pelos dedos
Faz de mim o teu sopro, encaixa-me na tua vida.
(...) Meu doce amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
ESCOLHO

SINO DA MEIA-NOITE

 
SINO DA MEIA-NOITE
 
SINO DA MEIA-NOITE

Eu quero impregnar a tua pele
Moldá-la como uma artesã
Mas sou apenas uma pobre poeta
Às vezes triste com tua ausência
Outras vezes melancólica como as cotovias
Que voam entre sombras e suspiros
Gotas de orvalho de sentimentos
De abraços nostálgicos em chamas
Que consomem o meu sangue
Talvez um limbo da vida e da morte
Estou farta da minha louca loucura
Bússola de uma trepadeira invisível
Onde pulas o meu muro quente
Para alcançar o santuário dos meus seios
E as flores do meu jardim secreto
Vento refluxo das ondas da almofada
Para escrever um sonho no coração
A andorinha procura um ninho nas ondas
Da tua boca no beijar do teu silêncio em sal
Janela da nossa cama, vejo a lua, o vento chegar
Carícias de mel, como se de uma fragrância se tratasse
Beijo da nossa cumplicidade
----- no tocar do sino a meia-noite.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
SINO DA MEIA-NOITE

"AGUAS CLARAS, PÉ DESCALÇO"

 
"AGUAS CLARAS, PÉ DESCALÇO"
 
"AGUAS CLARAS, PÉ DESCALÇO"

Pé descalço, coração de pedra magoado
Que cega esta nossa
Mais que nossa idolatria
Voluntária morte
Esta mortal vida, mal vivida
Onde deixamos reinar a tirania
Tão mal servida
Que bravas águas
Lágrimas no oceano profundo
Perdidas e esquecidas
Que chorei na mocidade
Daquelas que já foram celebradas
Noutra idade
Relembradas em liberdade
Sentidas de bravura
Águas claras
Mostrai-vos tão nossas conquistadas
Da memória antiga
Pé descalço e já magoado
Quando não poder ser amado
O canto das aves
Alegraram o meu pensamento
E o meu ouvido
O perfume das flores
Mostraram-me o céu na terra
Vivo isento e pobre sem abalar
O sentimento da fraca
Humanidade que se vive neste mundo
Cada vez mais frio
De calor humano
Pé descalço e magoado dos caminhos
Onde o mais escuro é claro
O mais leve é pesado
O mais brando é duro
Como as fragas das serras
De giestas, estevas.
Que cega esta nossa idolatria
Desta nossa voluntária morte
Sem viver a mortal vida
Reinando a tirania
Fechando os olhos
De sermos mal servidos
Pé descalço, magoado coração de pedra!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"AGUAS CLARAS, PÉ DESCALÇO"

"FOLHA"

 
"FOLHA"
 
"FOLHA"

Amo-te com as lágrimas da felicidade
Por toda a minha infinidade
Escrevo-te meu amor este poema
Com a saudade estas palavras
Que tu talvez nunca irás ler
Amo-te mesmo com medo
Das horas que apoderam-se de mim
Escrevendo-te com a dor
Do nosso amor já amadurecido
Amo-te nas horas de entrega
Onde nos conjugamos
Nas lágrimas de dor convertidas em alegria
Feitas em dias, horas, minutos de felicidade
Sem limites onde juntos
Juramos ao luar amor eterno
Amo-te tanto que dói, só de te o dizer
Escrevi numa folha tudo que sentia
Mas nunca, irás ler
Porque rasgarei a folha, lançando-a ao vento
O malandro do vento
Trouxe de volta a folha com toda a felicidade.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"FOLHA"

HORAS MORTAS

 
HORAS MORTAS
 
 
HORAS MORTAS

Escrevi o teu nome na areia
Do sangue que corre em mim
Se me abandono no tempo
Se me nego ao sentimento
Se evito as palavras lidas
Se evito a sombra minha
Se escrevo nas linhas o sentir
Se tropeço no que não quero
Se pontapeio para o lado
Se caio na folhagem no outono
Se me escondo nos pingos da chuva
Apenas encontro-te dentro da minha alma
No bater forte do meu coração
Pois o sangue que corre em mim
Sai das tuas veias à procura de mim
Com a saudade de te ler
Onde guardaste tu o nó
Das horas mortas
Com que chegavas em palavras
No silêncio das pétalas soltas.

💓💔💕💖💓💔💕💖
 
HORAS MORTAS

MEU LINDO PORTUGAL

 
MEU LINDO PORTUGAL
 
 
MEU LINDO PORTUGAL

Talvez sim, talvez não
Vou talvez envelhecer triste
Solitário(a) e abandonado(a)
Envelheço num pais cheio de sol
Rodeado pelo mar.
Vou envelhecer precocemente
Sem dinheiro, para os remédios comprar
Envelheço como um livro rasgado
Velho/a esquecido/a e guardado
Vou envelhecer, num país acidentado
Onde tudo que é velho, deitado fora será
Vou envelhecer neste inferno, nesta estação
Seja ela outono, inverno, primavera ou verão
Vou envelhecer , antes da hora marcada
Sem destino, sem hora, seja dia ou noite
Vou envelhecer e só para não morrer à fome
Vou ter que ser ladrão, vigarista ou aldrabão
E meus amigos, talvez tenha de mudar de nome.
Embora eu não tenha dinheiro para a luz
- Água e gás pagar
Emigrar talvez seja o remédio, para pagar ao banco
A casa que estou a morar. Envelheço num país
Muito mal governado. Por ladrões e abutres esfomeados.
Envelhecemos e vivemos todos neste Inferno.
Neste lindo Portugal, envelhecemos com sol
Mar e boa comida, com os santos populares
Sejamos velhos ou novos, envelhecemos de certeza
- Neste pais acidentado e doente.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
MEU LINDO PORTUGAL

TATUADO

 
TATUADO
 
 
TATUADO

Sílaba ao vento
...No infinito tatuado
Da morte salvo
...Canção da terra
Do céu, do sol
...Leve como o vento
Na juventude de verão
...Silvos na face
No rosto infinito
...Tatuado de morte
Na alma, no peito
...Que não cai
Na memória
...Nas ondas
Do mar revolto
..Da falta de sentido
Em cada cruz
...Em cada calvário
No grito, da voz
...O talvez no silêncio
De cada flor noturna
.....Que deixa uma marca
Tatuada na memória
....Ou no calvário de morte.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
TATUADO

"OH VALE SENTIDO"

 
"OH VALE SENTIDO"
 
"OH VALE SENTIDO"

Oh vale encantado da tempestade sentida
Oh livro que acabei de ler
Que deste-me a serenidade
Que eu tinha perdido a lucidez
Que deixei de sentir, sentimento adormecido
Esquecido, abrasador, vida amarga
Oh alma que te perdeste
Em trilhos, caminhos da saudade
Entre estevas, estevinhas, olmos
Fragas, oliveiras e castanheiros

Oh vale encantado entre as serras e os montes
Deste nosso e amado Portugal
Onde a raposa, repousa e faz o seu covil
Onde as cobras mudam de pele
Onde anda a alcateia deste lobo solitário
Oh vida triste, vazia, sozinha
Onde mato a sede na fonte no monte
Deste vale encantado,que é a minha vida.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"OH VALE SENTIDO"

SONHO ETERNO

 
SONHO ETERNO
 
 
SONHO ETERNO

Tu vieste atrás de mim silenciosamente
Era mais do que fazer amor, muito mais
Era rasgar a pele do corpo na louca sã
Desta loucura de sermos nós mesmos
Volto as minhas ausências de memórias
Noites chuvosas onde a lua estava chorar
Sem ouvir os pássaros no sol da manhã
Acaricias o meu corpo com um belo sorriso
Dos teus lábios, na penumbra dos meus olhos
Suores e tremores percorriam o meu corpo
A cada acordar depois de uma noite de amor
O meu desejo é no fim do sonho torná-lo eterno
Um sonho que me ajude a libertar o meu lado
Selvagem, entre o meu delírio, a minha vontade.
♡.¸ ¸.☆.¸ ¸.♡.¸¸.☆♡.¸ ¸.☆¸.♡.¸ ¸.☆.¸ ¸.♡

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
SONHO ETERNO

AMOR

 
AMOR
 
 
AMOR

Soletra as sílabas da primavera
Com os ritmos do sol do Verão
E canta ao vento de ti no inverno
Com os sonhos felizes do outono

POIS

Cada momento é uma maravilhosa
Conjugação do sentir
O mais profundo significado da vida
O nosso pensamento

SIM

Aprendi que as decepções que sentimos
Não nos matam, elas ajuda-nos a viver.
 
AMOR

LÊ... LENDO-ME

 
LÊ... LENDO-ME
 
 
Lê-me com carinho nas curvas
Que atravesso as portas da sombra
Onde nada se quebrou em mim
Agora cansada irei até ao fim
Deste caminho, onde deixei o sorriso
Pendurado na entrada da minha alma
Afastei as pedras, as folhas caídas
Com os pés descalços talvez um dia quiçá
Quando voltares, com o rosto pálido
Pela raiva do vento, o leias ou o tentes ler
Como se fossem palavras minhas
Pela minha lei, só haveriam finais felizes
Daqueles que sinto , quando brinco
Quando sinto saudades dos teus lábios
No meu belo sonho mais profundo
Onde o meu coração bate junto ao teu
Inscrito nas minhas mãos, num pedaço de ti.
 
LÊ... LENDO-ME

HÁ VENENO

 
HÁ VENENO
 
 
HÁ VENENO

Os meus silêncios
Eles olham para mim
Das janelas do quarto
Vejo refletido a dor
Da angústia sentida
Bebo do copo a água
Envenenada de amor
Lá fora a erva cresce
Lentamente na terra
Amarga chora na folha
Das árvores do vento
Imploram misericórdia
Enquanto as paisagens
Serenas da espinhosa
Morte ficam à espreita
Do sol, da lua, da vida.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
HÁ VENENO

CORPO PERFUMADO

 
CORPO PERFUMADO
 
 
CORPO PERFUMADO

Prende-me na tua voz
- para alimentar a tua prece
Fica comigo atrás das grades
- torna-te devoto
Recicla as minhas loucuras
- só para as reinventar
Lanceta o meu corpo
- para ver o reverso do teu
Conheço a dor de cor
- que arranquei do coração
Crema o desejo nas pétalas
- soltas da tua inexistência
Ama o meu corpo na terra
- onde eu respiro contigo
Torna combustão
- o que esfumaça dos meus lábios.
Sente o calor da insônia
- a perder-se no chão das pedras
Partículas pequenas
- suspensas na ansiedade crescente
Corpo nu que flutua no vazio
- das labaredas da tua carne
Onde a eternidade solda o sentido
- recolhendo as cinzas soltas
Apaga a fome, sentirás o encanto
- do meu corpo perfumado.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
CORPO PERFUMADO

"FLORES DESPIDAS"

 
"FLORES DESPIDAS"
 
 
"FLORES DESPIDAS"

Quando eu morrer não digas a ninguém
Partilha comigo alguns minutos
Uma noite inteira. Cobre o meu corpo
Frio com um lençol branco
Quando eu morrer recita um soneto
Um poema . Que escrevi, talvez o tenha
Escrito para ti, fica junto de mim
Quando eu morrer
Deixa-me ver mais uma vez o mar
Promete-me que não choras
E nem tocas com a tua boca
Os meus lábios frios
Promete-me que lanças a tua solidão
A tua dor, as tuas lágrimas
Para um poço profundo
Sem olhar para trás
Que cuidarás das nossas flores
Quando o vento e a chuva chegarem
Serei o teu anjo da guarda
E todo o meu amor brilhara em ti
Quando eu morrer estarei eternamente
Presente no teu coração
Continuarei a viver no teu pensamento
Com amor e saudade.
Quando eu morrer por favor
Não digas a ninguém que eu parti
Que parti como as flores despidas, despidas pelo vento.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"FLORES DESPIDAS"

"DOCE ALMA"

 
"DOCE ALMA"
 
"DOCE ALMA"

A minha doce alma está sepultada
Esquecida...Derrotada...Aprisionada
A solidão é tanta
Que a angústia parece sufocar-me
Sufocada numa mente vazia
Que grita para ninguém ouvir
Cativa por medos
Feridas abertas que tardam em fechar.
O desespero leva-te ao delírio
E o coração parece parar
As lágrimas que caem dos olhos
Queimam-te a face
Mas que fazer quando se perde o gosto pela vida?
Vou esperar até a tempestade passar
Afinal isto não vai durar para sempre, vou acreditar
Que a minha alma vai voltar a sorrir.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"DOCE ALMA"

" ROTA PERDIDA"

 
" ROTA PERDIDA"
 
"ROTA PERDIDA"

Perdida durante muito tempo
Andei de mim mesma
Diambulando pela vida
Voltei e encontrei-me.
Em cada passo uma nova estrada
Em cada degrau um novo caminho
Com otimismo....Com fé
Com esperança
Traçei uma nova rota ao encontro contigo
Na profundidade dos teus olhos
Perdi-me de mim
Ou talvez seja a metade que deixei contigo
Onde encontrei-me em nós.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.
 
" ROTA PERDIDA"

"DESCEM OS LOBOS "

 
"DESCEM OS LOBOS "
 
"DESCEM OS LOBOS "

Descem os lobos à aldeia
Em noite de lua cheia
Uivam ferozmente
Fecham-se as portas, as janelas das casas
Com medo da alcateia, quando na verdade
Fechamos as portas à vida
Às gentes que nos pedem ajuda
Somos egoístas, maus de caráter
Temos medo de tudo e de todos
E não é dos lobos
Sente-se o cheiro da lenha a arder
Das lareiras cheias de gente ou vazias do nada
Se tiver de morrer, morro de pé
E não subjugada a mentes hipócritas
Falsas com o coração de pedra
Pessoas que fazem as coisas
Ou dão com segundas intenções
Maldosas e muitas vezes ignorantes de si próprias
Que gostam de humilhar e escravizar os outros
Descem os lobos da serra à aldeia de noite
À chuva, ao vento
Ficam as marcas na neve,como punhais
Que deixam feridas no peito e na alma.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"DESCEM OS LOBOS "

O HOMEM CAMINHA SÓ OU NÃO

 
O HOMEM CAMINHA SÓ OU NÃO
 
 
O HOMEM CAMINHA SÓ OU NÃO

Ditadores de um sonho já muito sombrio
O homem caminha sobre as palavras
Na invisível rotina, que ilumina o caminho
Entre a dolorosa seta que cerca a sua alma
Descansa na sua fé de intocável mundo
Pintou de sangue a sua própria liberdade
Há noite desenhou o céu num manto branco
Nos telhados feitos de saudade ou lamento
Caminha num chão alheio ao seu corpo ferido
Guerreiro que vive já no meio da tempestade
Alquimista quando cai a noite no noturno luar
Ansiosa frente de forma na inesperada poesia
Onde falhou o poeta, o homem que não caminha
No descontentamento, emoção do deslumbramento
Árvore estéril que usou a seiva para fazer-se renascer
Inesperado olhar desajeitado, sem medo, sem barreiras
Ele queria simplesmente um amor, antes que o engolisse
" a terra."

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
O HOMEM CAMINHA SÓ OU NÃO

DÓI-ME

 
DÓI-ME
 
 
DÓI-ME

Dói-me o cansaço que trago em mim
Dói-me a obrigação de reviver a dor
Dói-me o suícidio nostálgico imposto
Dói-me cada passo que dou sem fé
Dói-me o pesar que me tolhe a voz
Dói-me não amar como desejo amar
Dói-me a ilícita dor que me consome
Dói-me este ópio agarrado à minha pele
Dói-me os sonhos levados pelo vento
Dói-me os castigos que a vida me tem dado
Dói-me este combate desigual todas as noites
Dói-me o luto contra o pior dos inimigos
Dói-me este meu remar contra a maré
Dói-me para me libertar deste eterno mal
Dói-me a insónia até de madrugada
Dói-me o sangue derramado no corpo vazio
Dói-me a secura da boca do vinho azedo
Dói-me ouvir as queixas a quem roubaram a vida
Dói-me as palavras gritadas em versos
Dói-me as lágrimas derramadas em silêncio
Dói-me no fundo a secura das despedidas
Dói-me a palidez dos rostos em saudade
Dói-me ver os amantes da noite em desamores.
 
DÓI-ME

Nasci em Angola - Luanda em 1966.
Sou Portuguesa- Lisboa.
Casada e feliz-1985
Tenho 8 filhos que são o sol da minha vida.
Não me considero poetisa
descobri escrevendo por acaso