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Poemas, frases e mensagens de Azke

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Azke

a retirar

"do soneto partidário,"

 
 
"...porque a roupa revela o homem...."

(Hamlet) Cena III, Ato I

quero ser grande! quero estar entre todos os quais
sejam estes, meros, vermes, devotos, tão meus-iguais!
a mim, à minha justiça! e toda à essa ílicita conversão
interação de pares e concluios! ah, putaria e inserção!

eu quero! quero ser o mocinho pútrido das opiniões
das minhas poesias toscas e sem talento, das variações
quero fingir-me, quero tingir-me de hipocrisia e lamber
ah, poeta de merda! abração e verborréia curta do ser..

qual exemplo pútrido e ambulante em moção primata
qual macaco coçador do cu de outrens, ora o dedo teu!
da fatia mais polpuda que você puder bafejar, ó filisteu!

em honras e glórias póstumas de costas e poesia magra
reles herói da puta que lhe descende, é assim o poeta
das suas ecumênicas lições de vida, e das suas abas retas

..ao contato de quem o agracia
..ó poesia.. é cuspida, é cuspida!!
 
"do soneto partidário,"

"soneto de nunca mais ser o que te faria"

 
 
esta(!) minha mão abomina o nome que te cerca
os meus sonhos morreram da fome que te serviu
letras vagas, telas rasgadas e a maldita espera,
apenas p'ra.. deixar o vento cair à lápide febril

os meus passos não cortam mais o caminho frio
porquê.. a cena de fogo que levava-me prece, ruiu
todas estas canções perdidas à linha prepotente..
as formas que eu te faria, não estão mais presentes

é um túmulo que acalma a história falsa que segui
é o registro do óbito em corda que desci e desci..
eu odeio o dia que te começou! todas as vezes, assim

então.. eu jogo a terra que te rompe o meu desejo
então.. será esta tragédia da informação e desapego
onde a um palmo da terra que te enterra, vejo a mim

e eu te grito, sim!
- nunca mais!
 
"soneto de nunca mais ser o que te faria"

"daquele verso que te acredita,"

 
 
"(...)mas confia em meu amor."

(Hamlet) Ato II, Cena II

eis-me ao incêndio e ao obsceno! sou eu, isento deste posto!
não me serve a anda.. ou lâmina, ou carta, infâmia, ou fogo
que te é e que te segue.. e atreve-se a tê-la entre aos dentes
eis-me..! tanto cego, exposto, deposto, pouco, teu e sempre.

meu palco de muros tão altos! e não deixei ninguém ver!
abre-te! ó, casa preferida! é teu,(este!) o exercício de cair
é início! é fixo sacrifício que não entrego em curva por vir..
a dormir, o exercício! da compulsão por ter e não poder.

tempos e versos por teu nome que, aqui não mais existe
além de noites fictícias, das tempestades e das canções
além de histórias inventadas por desfiarem-se opções

da ilusão sem sentido em todas as coisas que nunca disse
guerra inútil que perdi e do meu corpo estirado e, cego..
tantas vezes eu quis te gritar, meu amor! longe, tão perto..

..sempre, sempre e neste credo!
 
"daquele verso que te acredita,"

"after(that)"

 
 
"Se tem de ser já, não será depois; se não for depois, é que vai ser agora; se não for agora, é que poderá ser(...)"

(Hamlet) Ato V, cena II

todos os dias são longos. e todas as vezes em desencontro de um nome demorado, aqui, na minha boca. e todo este deserto confirma-me os passos que deixei.. todas as letras estiradas nessa tela inclinada, digital, propensa ao curso de conflitos únicos.. são todos os meus ensaios mudos! minha peça sem título. sem fim, aparente. uma luta armada em meus sonhos costurados e essa vontade rente de ficar mais um pouco.. (de ver, até!!) e-todas as folhas caídas da árvore que planejei. todas as curvas em que não caí, e todo esse asfalto louco e sem rumo que persigo..(sem medo, sem leis..) a hora vai. outra hora vem e eu ainda estou aqui. sem um mapa que encontre-me um fim. sem a voz(dela) que me parte, em suaves partes desiguais..(dizendo-me para ir) - eis-me, folha branca! à centelha de uma ânsia que descontrola a chuva, ávida de reinar aqui. eis-me à linha castigada de sopros em fileira acessa de um fogo frio e (ora)quente.. eis me, frente! onde todas as paredes são eternas - não importa o quanto eu as derrube e elas voltem! - qual fome silenciosa. a fome do corpo. da pele. do gosto molhado em minhas derradeiras e meticulosas aflições.. um nome que não direi hoje, pois: é gravado, aqui. em minhas confinadas e devastadas orações.. a parte rubra que eu não vi. em letra avulsa que não desapego. ou em noites de uma versão errônea. ou ali mesmo: cada vez mais perto. cada vez mais, sendo um erro liberto, e.

que(ainda) não acredita.
(e me diz, e me diz, e me diz, e me diz,e me diz, e me diz, e me diz, e me diz,e me diz, e me diz, e me diz, e me diz,e me diz, e me diz, e me diz, e me diz, e..)
 
"after(that)"

"ápice de um desencontro causado por.."

 
 
"Duvida da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia em meu amor."

(Hamlet) Ato II, Cena II

desta toda soma a livro solto que tanto, à ela, puder
ela, que se celebra ao ato de silenciar-me, e sequer
e, aliciar-te é meu compromisso! fato, razão e tanto!
e pôe-me à tua rua, que te faço água, que te alcanço!

deste cúmplice ato de entrar e não querer mais sair!
seriam-me cordas, se te pertencessem! de chão a ruir
pele que te saiba, hoje! e.. sede que valha amanhã
desde que lacem de outros olhos e à esta poesia vã

e me denomine ao espaço que te deixo por declarar
é a tua rota! a tua bússola, e se for preciso, te direi ao ar
eu te deitarei à imagem de vênus! qual ela te seria, menos?

qual paixão e excesso te faria deusa? e. fosse ela, vento?
vê o meu acaso de espalhar, e entende-me o corte e vôo
vê a minha carne que tempera-te enquanto te fervo e rôo
 
"ápice de um desencontro causado por.."

"Formas"

 
 
"(...)o coração em dois me partes. Jogai fora a metade que não presta, para com a outra parte serdes pura."

(Hamlet) Ato III, Cena IV

e. ainda,

e ela me serve nestas linhas! breve ilusão minha de parecer!
outro passo invisível em derredor ao inferno de: nunca-ter..
mas é tudo tão desigual! por ensaios nunca retornados..

paredes insistentes! das que caem a seus solos e passos
ou descidas do próprio pensamento visto de outro espaço
porque é. tudo tão desigual.. alvo dela,(correndo ali) parado

da exclusão! deste inverso insólito, desafio de mim
ao mote que te levanta em dianteira febre, a este fim!
e nem torrentes fartas te seriam, ou fé à sua metade!
por ser um livro solto.. corpo desperto, revolto, e. ave!

alimento me seria qual deserto de não mais te lembrar
a repartir um dia teu, incompleto, lá.. (e)voltar e voltar
seja asa-frente(que te leva sempre!) e até à queda-livre
sejam estas letras, hoje! sejam-te fixas, acima, incríveis!

..e repetir,
 
"Formas"

"soneto das letras de fogo,"

 
 
"Mesmo que sejas tão casta quanto o gelo, e tão pura quanto a neve, não escaparás(...)"

(Hamlet) Cena I, Ato III

primeira cena da tragédia em pele por teu auxílio
à febre do toque que te diz e ao inferno que te digo:
vai.. ilumina-me ao curso vão da fé que não te livro
meu amor.. minha carne! meu tombo e meu exílio

farta-me entre os teus braços e me diz nome, à boca
me condena a vagar solto em teus apelos, pelos e roupa
despe-te! elege-te única aos meus crimes de te tentar
à primeira vez que te servi! ao intento que não te durar

seja a minha vida por um fio em abdicar o verso desviado
desvia-te! alicia a minha mão que te pende e não desiste!
olha-me através desta cena e me queima por este pecado

eu não quero morrer em teus sonhos e não te deixarei ir
eu não sei o que te alcança e não irei às tuas danças livres,
mas ainda que te faltem estas letras, ei-las a te inquirir..

ei-las, ao fogo!
 
"soneto das letras de fogo,"

"soneto que não te atreve ao nome,"

 
 
"Fora de casa sois pinturas; nos quartos, sinos; santas, quando ofendeis; demônios puros, quando sois ofendidas; chocarreiras no governo da casa e boas donas do lar quando na cama."

(Otelo) Ato II - Cena I

da lenha que te queima, é cólera! da verve que te quer
de uns atos insistentes e longos precipícios onde te tardei
agora, é morada também! linha de súbito, carta-qualquer!
é ira paginada em música calada ao fogo breve que ateei

eu quis guardar. à minha dúvida por sempre, te indeclarar
eu rumei em deriva deixada dos teus vícios e apresentação
mas, foi tarde! a conquista é que te devora, e agora a te usar
era pra ser um leito de dois corpos! sem nomes, cem mãos

da volúpia em cena prostituta da que te desdenhei e quis
é a tal pena da madalena vestida de seus ombros e quadris
vê..? eu me servi a um sopro vago por controle de esquecer

já nem a sua cor me condena, mais.. nem fogo ou interesse!
nem a lenha que te explora o culto do calor a te querer arder
é apenas um cenário que programei por extenso! ó erro, este!

e, por que diabos,
te chamei?
 
"soneto que não te atreve ao nome,"

soneto da morada dos "incautos"

 
 
"Faço o que todo homem faz. Não o seria se fizesse mais."

(Macbeth)

A casa de barro tornou-se conflito!
mas, poucos pés ainda lhe servirão
e os devotos que passam, tão ilícitos
exercitam-se soltos, em vã procissão

os seus dedos curtos, os métodos crus
por alimentarem-se de costas caídas
já semeiam aos dentes, pratos nús
elegem-se à queda de linhas perdidas

eles querem um pedaço da carne real!
sempre condenam o gosto que os faz mal
ainda assim, aglomeram-se! todos rotos!

e morreriam pelos restos daquele corpo
pobres dementes em mentes aderentes
grudam ao toque que os descer à frente,

e descem,
descem, e
descem..
 
soneto da morada dos "incautos"

"ilusão de horas vagas.."

 
 
(...)"Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta;
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu, como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.(...)

(O Corvo) Edgard Allan Poe - por Fernando Pessoa

peça que exercer a incrível audição aparente..
tende a ser este? o "um" corpo em presunção?
alheia referência em regra de consumir mentes
à relva! predicada conduta, ou pura/reles inação

a obra revelada. ata-recusada de controle fugaz
serve-me: à exultação de próprio sumo-concluio
descreva-se à disparada! pois, de uma parte, te faz
a mesma. a centena e a frente ou o ar em desuso

guarda-me às pétalas do teu ventre e abre o jardim
tal mérito de uma dama ou fábula de pergaminhos
o teu corpo, teu descaso em lume absorto, e sem fim

às cenas em excessos tão acessivos e íntimos
de conduta-nivelada, ora.. à vaga sensação ilusória..
plácido de guerras, de terras e letras, e cópulas,

"..quisera te ser repente, até te fartar,"
 
"ilusão de horas vagas.."

"soneto sem identidade"

 
 
"Colocai-a na terra e que de sua bela e imaculada carne brotem perfumadas violetas!"

(Hamlet) Cena I, Ato V

por cada palavra que despede-te breve em conflito,
de cada exemplo revelado, por demasia deste grito,
é.. auxílio! quase um preço, quase(um) quadro exilado
é.. conflito! à guerra do pecado que não morre afogado

aprendi o exercer-te sob água à escuridão dos teus olhos
eu pressenti quando faltaria o ar e vi-me a morrer, tão logo
te gritei.. te denunciei ao meu último conto livre desta vida
te amei.. entre sopros e convulsões súbitas quando à descida

lembrei-me das tuas linhas verticais e novamente, te achei
eram uns sonhos descobertos! tais ilhas e versos incorretos..
eram temores que eu te acabaria à pintura fria que te perdurei

eis-me ao centro dos teus pensamentos.. quais te fossem facas
eis-me sangrar à liberdade do confronto! eu perco, eu. te espero
nada tenho, que não este assombro. nada crio, que não esta carta

que você nem sabe..
nem vê, e.
nem te cabe.
 
"soneto sem identidade"

"de crer e não ter,"

 
 
“Junto de vós todo o universo está comigo. Como podeis então dizer que estou só, quando o mundo inteiro está aqui para me ver?”

(Sonho de uma noite de verão)

oh,

carta calada de rumar-te à metade do que bem quis
do arremesso em desespero de tornar-te o que te fiz
à tua lenda por desaparecer da minha vista! não ver!!
não ter mais o meu apelo desta musa muda de se ter

ela, não me reprova e não me controla à minha culpa
não me lê e não dá a miníma pra este soneto filho da puta
ela nem sequer, sabe.. da minha verdade em ilustra-la
não vê minha batida à sua porta, que atreve-se a tenta-la

e tenta, tenta, tenta.. quais dias em acessos do súbito!
ao nome que digo dela e dos meus erros por afasta-la
à minha exclusão de seu seio porque tento o absurdo!

ah, eu.. calhei a tua casa, mar!! te referi em culto da prece
te santifico em adorno dos meus pecados de imagina-la
eu te digo, aqui e a este lado que te faço ópera da febre,

eu te doutrinarei!!!

em passo de fome explícita.
 
"de crer e não ter,"

"ao infinito..."

 
 
"Nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades."

(Otelo) Ato I - Cena III

e encolhem-me às honras de te ver passar
nome! nem meus crimes te sugerem mais..
ilusão despertada à menção de te repousar
deixaria-me à vertente que te calcula e faz

temporal abstrato por revelia da chuva fria
me priva da queda de cá por ascender-me
livra-me! à excedência da santidade exercida
oh! pacto de tamanha lucidez, a esperar-te!

observar o imprevisto! a algo quisto, o que for!
e consumo de risco, a mim, por elegia e dor
à carne que define o tempo, a fé e a inserção

corrente de fantasias e um descontrole nítido
descida da fé! solo pagão tal límpido suicídio
base-corrente e torre­-frente da apta exceção,
 
"ao infinito..."

"..nada(!!!), a não ser as paredes.."

 
 
“Quem, tendo um coração para amar e nesse coração a coragem suficiente para tornar conhecido o seu amor, teria podido conter-se?”

(Macbeth)

ao passo retrátil em pé-de-guerra por preterir
ou campo de centeio e aqueles dois dias de antes
e o cenário começa aos mesmos pares distantes
às equações em intermédio de à ela, subtrair

e, se insiro-te à letra-muda, nem o nome, nem te sei
e, se desato-lhe à cordas, é só um hábito de disfarce
mas eu não lembro tanto à marca que te fez face
nem te reconheço à voz última da que te guardei

pois te faço nome ao insone conto do teu laço-perfil
pois me voltam algures servidos em corpo do teu lado
vê.. é o meu prado de lages e meus anseios ditados

vê.. é a minha mão estendida qual asa que te liberta
minhas cartas vazias, sem meio e ou fim que as leva
à minha porta do inferno entre-aberta que a existiu,
 
"..nada(!!!), a não ser as paredes.."

"por deixar-me afora de si,"

 
 
“Quem, tendo um coração para amar e nesse coração a coragem suficiente para tornar conhecido o seu amor, teria podido conter-se?”

(Macbeth)

vê? eu te desceria os céus e desabaria o mais ínfimo inferno
eu te sempre deixaria, te sempre levaria uma parte, tão perto..
uma. duas e mil vezes e além! sorte da casa que te acorda
mesmo que.. te cubram de noites e que te esperem à porta

vê? lado suposto.. tempestade em horas veiculadas de si
ela! da curva do mar e adentro, qual chama criada, qual fé.
ah, eu.. deveria-te a um palmo extra da linha em que caí
por império de galgar-lhe em nome de cena fixa que te vier

hora.. ou outra, em tese repleta da métrica ou infinito passo
era breve.. em previsão de outras memórias e tantos fins
em olhar-te à metade de um dia (im)presente(e mais, seria)

palco ao contrário! culpa de não te fluir às chamas assim
e, me teriam os dias que te deixei, e. quanto eu te tentaria
tal imensidão da corda em volta às minhas linhas que te faço
 
"por deixar-me afora de si,"

"mas, se você caísse.."

 
 
"Mesmo que sejas tão casta quanto o gelo, e tão pura quanto a neve, não escaparás(...)"

(Hamlet) Cena I, Ato III

de todas as mesmas linhas que te trazem
mas, nunca assim, te deixaram por te ver
da menor parte por meu desejo até você
em outras presunções que não te passem

não há um jeito de chama-la, ou mais perto
(mais)uma página em branco a deixa-la pra lá
fosse essa, a passagem dela e por terminar..
tivessem, as minhas mãos, seus olhos dispersos

não há um modo de prevenir a cena de descer
tampouco o semblante perdido a se perverter
a queda da minha asa, desprendeu-lhe à sua fé

ela não deve saber, mas poderá ser, se quiser..
toda.. a minha escada da virtude, toda a exceção!
o meu lado do pecado mais puro e a minha mão,

..e se ela souber,
e se ela souber.

inédito e não pretendido,
 
"mas, se você caísse.."

soneto. aos dejetos de "Shakespeare"

 
 
"O inferno está deserto e os diabos estão todos aqui."

(A tempestade)

ainda resiste, com fervor, a infestação desinformada
há o conto de almas pobres, há proles podres destas castas
um exame meticuloso daquilo que jaz roto, impotente
de tais putas cadentes, "a mendigar" o culto inconsequente

bichos-loucos e outros(!!) desgostos em procissão visceral!
um rei-eunuco à frente com seus dogmas e revisão global
há quixotes! e lanças armadas destas pragas acopladas ao rabo
eis que quando comprometem-se, pedem os votos usados,

eis a cúpula da burrice estagnada em palmas ao reles-nada
ao político de sempre, burro, prepotente e prometendo-se
um laço de oitenta gatos-pingados, viscosos, e. lambendo-se

qual depósito de perfis falsos da mesma crina que se rasga..
coagindo a letra a crime de rebaixar-se e copiada, a sua versão
uns cágados que lerão shakespeare, e de quatro, permanecerão

pois não entendem o que vêem,
(embora saibam o que são)

_|_
 
soneto. aos dejetos de "Shakespeare"

"..e eu só quero usar o seu nome (uma)outra vez,"

 
 
"(...)enquanto a máquina deste corpo me pertencer."

(Hamlet) Cena II, Ato II

depuração e absolutismo inoperante de não vencer
e descer, e descer aos meios iguais por esta in.solução
por esta quadra absurda e nivelada de tentar sem te ter
ora, eu. quero!! e ouvirei os pássaros chegarem ao chão

..e já são curvas incessantes, e derrapei a este asfalto..
..eram luas, eram ondas curtas e tenaz aptidão do exitar
..e já era tarde!! ora, tão. tarde que se foi em passo falso..
..e eram quedas de cá sob fugas! eram a falta e todo o ar..

(eu..)perdi o rumo que adentrei em decidir-me a te vociferar
eu entreguei estes quadros tortos da tinta que ontem te pensei
eram lagos secos! poços destas letras e desejos sem um lugar!

eram peças-mudas de atos sem personagens de uma só ilusão!
era intrépido, porém incerto! tal o conto caído além do que tentei
não te era, é certo! e por razão desta pena, é agora tua, esta mão.
 
"..e eu só quero usar o seu nome (uma)outra vez,"

"..e voltar,"

 
 
"Nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades."

(Otelo)

...

- ELA!!!!!!

é. água que devora o peixe e abates de asas a se despirem
pois, se trazem-te pétalas, pena.. é outra que vai procurar
e se trazem-te tormentas, ó pena insólita! é por que te riem
ora, e deve ser isso mesmo! uma comédia em trágico mar..

vê minha carne que tempera-te enquanto te fervo, corro
e te deitarei à imagem de vênus! qual ela te seria, menos?
qual paixão e excesso te faria deusa? e. fosse ela, vento?
vê o meu acaso de espalhar, e entende-me o corte e vôo

lê-me esta noite que te finda. carta que te peca, também!
sou teu! e de perto e de longe.. ora asfalto, ponte e, amén
em vão. e eu sempre soube! tela que não coube teu nome

impávido, insone e dormente por alvitrar-me desta fome
linha-ave não respira em única rima de nunca te dissipar
rua que não te é a minha e por onde não te posso procurar
 
"..e voltar,"

"o espectro da palavra deixada,"

 
 
"Com estas flores pensava, doce donzela , adornar teu leito nupcial e não espalhá-las sobre tua sepultura."

(Hamlet) Cena I, Ato V

- vire-se!

espelho da verdade que, sim, me permanece
eis-me: eterno a reinar! à rua! luta que te pede
espaço do silêncio incomum e teu, desigual
carta que te chega! letra-única! que te faz mal

os teus dias, meus! se fossem-me às tintas..
mácula por descer e subir! e voltar, ainda!
ases e oitos! à ata do pescoço, carteado, peça
dado viciado! olho retrátil blefa, blefa, blefa

sonhava o tempo, até seria o bem maior
amava-te, o exemplo do erro! errava só
as mesmas coisas que eu ainda negaria

de qualquer outra inversão destes dias
o lado que habita este curso, corre de si
cena que tanto te respira, é. ainda aqui:

frente/verso-e.ao: redor(de)
 
"o espectro da palavra deixada,"

a retirar