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Poemas, frases e mensagens de Azke

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Azke

últimos textos,

"Liga da justiça"

 
 
"...porque a roupa revela o homem...."

(Hamlet) Cena III, Ato I

por cá, um osso repartido às pelagens dessas tais lebres
que latem, e guincham e relicham entre as suas espécies
e se comem! e, lambuzam-se! ora cães, ora vís e castrados:
todos vindo do mesmo ovo cru descendido-lhes e, calvos

ora, pútridos.. ora, lúdicos.. mas, sempre sendo os burros
são piadas sob pernas em suas tavernas de beber o "zurro"
que dão ao estarem em coito, ora afoitos por dar à atenção,
ora, cabrão, homem(!) e intempestivo! ora bichas, ora não..

então, digo-lhes: ó primatas de suas poesias dirigidas do cu:
comam-se ao ambiente! cantem-se à hipocrisia e ao seu desígnio
ao seu pátio de covardes empunhando armas sujas dos símios

quais bestas-feras iguais a ladrar à alcunha de seus pares crus
das línguas inchadas de palavras toscas em complemento de texto
ó, seus estúpidos! nem ler, sabem! quanto mais, ver o endereço!

- ó, bando de enxertos!
 
"Liga da justiça"

"soneto sem identidade"

 
 
"Colocai-a na terra e que de sua bela e imaculada carne brotem perfumadas violetas!"

(Hamlet) Cena I, Ato V

por cada palavra que despede-te breve em conflito,
de cada exemplo revelado, por demasia deste grito,
é.. auxílio! quase um preço, quase(um) quadro exilado
é.. conflito! à guerra do pecado que não morre afogado

aprendi o exercer-te sob água à escuridão dos teus olhos
eu pressenti quando faltaria o ar e vi-me a morrer, tão logo
te gritei.. te denunciei ao meu último conto livre desta vida
te amei.. entre sopros e convulsões súbitas quando à descida

lembrei-me das tuas linhas verticais e novamente, te achei
eram uns sonhos descobertos! tais ilhas e versos incorretos..
eram temores que eu te acabaria à pintura fria que te perdurei

eis-me ao centro dos teus pensamentos.. quais te fossem facas
eis-me sangrar à liberdade do confronto! eu perco, eu. te espero
nada tenho, que não este assombro. nada crio, que não esta carta

que você nem sabe..
nem vê, e.
nem te cabe.
 
"soneto sem identidade"

"daquele verso que te acredita,"

 
 
"(...)mas confia em meu amor."

(Hamlet) Ato II, Cena II

eis-me ao incêndio e ao obsceno! sou eu, isento deste posto!
não me serve a anda.. ou lâmina, ou carta, infâmia, ou fogo
que te é e que te segue.. e atreve-se a tê-la entre aos dentes
eis-me..! tanto cego, exposto, deposto, pouco, teu e sempre.

meu palco de muros tão altos! e não deixei ninguém ver!
abre-te! ó, casa preferida! é teu,(este!) o exercício de cair
é início! é fixo sacrifício que não entrego em curva por vir..
a dormir, o exercício! da compulsão por ter e não poder.

tempos e versos por teu nome que, aqui não mais existe
além de noites fictícias, das tempestades e das canções
além de histórias inventadas por desfiarem-se opções

da ilusão sem sentido em todas as coisas que nunca disse
guerra inútil que perdi e do meu corpo estirado e, cego..
tantas vezes eu quis te gritar, meu amor! longe, tão perto..

..sempre, sempre e neste credo!
 
"daquele verso que te acredita,"

"ao infinito..."

 
 
"Nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades."

(Otelo) Ato I - Cena III

e encolhem-me às honras de te ver passar
nome! nem meus crimes te sugerem mais..
ilusão despertada à menção de te repousar
deixaria-me à vertente que te calcula e faz

temporal abstrato por revelia da chuva fria
me priva da queda de cá por ascender-me
livra-me! à excedência da santidade exercida
oh! pacto de tamanha lucidez, a esperar-te!

observar o imprevisto! a algo quisto, o que for!
e consumo de risco, a mim, por elegia e dor
à carne que define o tempo, a fé e a inserção

corrente de fantasias e um descontrole nítido
descida da fé! solo pagão tal límpido suicídio
base-corrente e torre­-frente da apta exceção,
 
"ao infinito..."

"after(that)"

 
 
"Se tem de ser já, não será depois; se não for depois, é que vai ser agora; se não for agora, é que poderá ser(...)"

(Hamlet) Ato V, cena II

todos os dias são longos. e todas as vezes em desencontro de um nome demorado, aqui, na minha boca. e todo este deserto confirma-me os passos que deixei.. todas as letras estiradas nessa tela inclinada, digital, propensa ao curso de conflitos únicos.. são todos os meus ensaios mudos! minha peça sem título. sem fim, aparente. uma luta armada em meus sonhos costurados e essa vontade rente de ficar mais um pouco.. (de ver, até!!) e-todas as folhas caídas da árvore que planejei. todas as curvas em que não caí, e todo esse asfalto louco e sem rumo que persigo..(sem medo, sem leis..) a hora vai. outra hora vem e eu ainda estou aqui. sem um mapa que encontre-me um fim. sem a voz(dela) que me parte, em suaves partes desiguais..(dizendo-me para ir) - eis-me, folha branca! à centelha de uma ânsia que descontrola a chuva, ávida de reinar aqui. eis-me à linha castigada de sopros em fileira acessa de um fogo frio e (ora)quente.. eis me, frente! onde todas as paredes são eternas - não importa o quanto eu as derrube e elas voltem! - qual fome silenciosa. a fome do corpo. da pele. do gosto molhado em minhas derradeiras e meticulosas aflições.. um nome que não direi hoje, pois: é gravado, aqui. em minhas confinadas e devastadas orações.. a parte rubra que eu não vi. em letra avulsa que não desapego. ou em noites de uma versão errônea. ou ali mesmo: cada vez mais perto. cada vez mais, sendo um erro liberto, e.

que(ainda) não acredita.
(e me diz, e me diz, e me diz, e me diz,e me diz, e me diz, e me diz, e me diz,e me diz, e me diz, e me diz, e me diz,e me diz, e me diz, e me diz, e me diz, e..)
 
"after(that)"

"ápice de um desencontro causado por.."

 
 
"Duvida da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia em meu amor."

(Hamlet) Ato II, Cena II

desta toda soma a livro solto que tanto, à ela, puder
ela, que se celebra ao ato de silenciar-me, e sequer
e, aliciar-te é meu compromisso! fato, razão e tanto!
e pôe-me à tua rua, que te faço água, que te alcanço!

deste cúmplice ato de entrar e não querer mais sair!
seriam-me cordas, se te pertencessem! de chão a ruir
pele que te saiba, hoje! e.. sede que valha amanhã
desde que lacem de outros olhos e à esta poesia vã

e me denomine ao espaço que te deixo por declarar
é a tua rota! a tua bússola, e se for preciso, te direi ao ar
eu te deitarei à imagem de vênus! qual ela te seria, menos?

qual paixão e excesso te faria deusa? e. fosse ela, vento?
vê o meu acaso de espalhar, e entende-me o corte e vôo
vê a minha carne que tempera-te enquanto te fervo e rôo
 
"ápice de um desencontro causado por.."

"por deixar-me afora de si,"

 
 
“Quem, tendo um coração para amar e nesse coração a coragem suficiente para tornar conhecido o seu amor, teria podido conter-se?”

(Macbeth)

vê? eu te desceria os céus e desabaria o mais ínfimo inferno
eu te sempre deixaria, te sempre levaria uma parte, tão perto..
uma. duas e mil vezes e além! sorte da casa que te acorda
mesmo que.. te cubram de noites e que te esperem à porta

vê? lado suposto.. tempestade em horas veiculadas de si
ela! da curva do mar e adentro, qual chama criada, qual fé.
ah, eu.. deveria-te a um palmo extra da linha em que caí
por império de galgar-lhe em nome de cena fixa que te vier

hora.. ou outra, em tese repleta da métrica ou infinito passo
era breve.. em previsão de outras memórias e tantos fins
em olhar-te à metade de um dia (im)presente(e mais, seria)

palco ao contrário! culpa de não te fluir às chamas assim
e, me teriam os dias que te deixei, e. quanto eu te tentaria
tal imensidão da corda em volta às minhas linhas que te faço
 
"por deixar-me afora de si,"

"sobre(!) a escória,"

 
 
"O inferno está deserto e os diabos estão todos aqui."

(A tempestade)

a escória,

percorre o livre-lado desta cerca..
à resistência.
vestimenta-puta de consumo e quase-aproximação aos "apêlos"
à falácia irrisória
empáfia dos ratos
re-editados
inúteis
retalhos
inúmeros espelhos decadentes e pedintes
parasitários
por questão banal e, único/simples reles-propósito:
re-conhecer..

ah, escória..

demandam-te aos quilos às suas toscas "obras", daqui..
à palavra-carne putrefacta de alcunha curta e má
in-registro.
do nome à latrina dos "semi"-alfabetizados
parcos-dicionários(enfiados)
o olhar "desdito"
em um cobiçar apreendido até.pelo canto do chão
e
a escama em correr aos pés
à indiferença.
aos impuros, à sua fé..
e descrença-castrada.
falida..
por divisão dos excluídos em uma qualquer virtude
em venda
à escorrida de primeira-capa!!
enxerto de cadáveres crus
aos
esboços-lemas de(a quê?) se (auto)pertencerem

(sim. eu deveria mandar-lhes..)

às insípidas camuflagens de heroísmo-fodido
amostras
pilhando dejetos e regurgitos versos pequenos e
denomidados-todos: lixos..

(eu deveria "nomeá-los", agora..)

à paragem dos tantos ratos por andarem em meu quintal
farejando..
às suas incertezas e vilezas cozidas
farejando..
refazendo-se das "suas" letras prostitutas, franzidas e prenhas
pois,
amanhã. sempre tem algo(a mais).
(pra farejar..)

oh!
eles analisam..(?)
pensam
desmontam o inverso da "fala"
re-inventam-se..(!)
à inexistência de telas e imagens, a eles todos-coxos(malditos-párias!),
excluídas, pois:

são moscas-cegas de nascença.
logo,
nunca mesmo poderão espelharem-se entre si.
e devem,
à comunga carpida dos invertebrados, algo. condicionar..

"a fila anda.."
 
"sobre(!) a escória,"

soneto. aos dejetos de "Shakespeare"

 
 
"O inferno está deserto e os diabos estão todos aqui."

(A tempestade)

ainda resiste, com fervor, a infestação desinformada
há o conto de almas pobres, há proles podres destas castas
um exame meticuloso daquilo que jaz roto, impotente
de tais putas cadentes, "a mendigar" o culto inconsequente

bichos-loucos e outros(!!) desgostos em procissão visceral!
um rei-eunuco à frente com seus dogmas e revisão global
há quixotes! e lanças armadas destas pragas acopladas ao rabo
eis que quando comprometem-se, pedem os votos usados,

eis a cúpula da burrice estagnada em palmas ao reles-nada
ao político de sempre, burro, prepotente e prometendo-se
um laço de oitenta gatos-pingados, viscosos, e. lambendo-se

qual depósito de perfis falsos da mesma crina que se rasga..
coagindo a letra a crime de rebaixar-se e copiada, a sua versão
uns cágados que lerão shakespeare, e de quatro, permanecerão

pois não entendem o que vêem,
(embora saibam o que são)

_|_
 
soneto. aos dejetos de "Shakespeare"

"soneto que não te atreve ao nome,"

 
 
"Fora de casa sois pinturas; nos quartos, sinos; santas, quando ofendeis; demônios puros, quando sois ofendidas; chocarreiras no governo da casa e boas donas do lar quando na cama."

(Otelo) Ato II - Cena I

da lenha que te queima, é cólera! da verve que te quer
de uns atos insistentes e longos precipícios onde te tardei
agora, é morada também! linha de súbito, carta-qualquer!
é ira paginada em música calada ao fogo breve que ateei

eu quis guardar. à minha dúvida por sempre, te indeclarar
eu rumei em deriva deixada dos teus vícios e apresentação
mas, foi tarde! a conquista é que te devora, e agora a te usar
era pra ser um leito de dois corpos! sem nomes, cem mãos

da volúpia em cena prostituta da que te desdenhei e quis
é a tal pena da madalena vestida de seus ombros e quadris
vê..? eu me servi a um sopro vago por controle de esquecer

já nem a sua cor me condena, mais.. nem fogo ou interesse!
nem a lenha que te explora o culto do calor a te querer arder
é apenas um cenário que programei por extenso! ó erro, este!

e, por que diabos,
te chamei?
 
"soneto que não te atreve ao nome,"

"do soneto partidário,"

 
 
"...porque a roupa revela o homem...."

(Hamlet) Cena III, Ato I

quero ser grande! quero estar entre todos os quais
sejam estes, meros, vermes, devotos, tão meus-iguais!
a mim, à minha justiça! e toda à essa ílicita conversão
interação de pares e concluios! ah, putaria e inserção!

eu quero! quero ser o mocinho pútrido das opiniões
das minhas poesias toscas e sem talento, das variações
quero fingir-me, quero tingir-me de hipocrisia e lamber
ah, poeta de merda! abração e verborréia curta do ser..

qual exemplo pútrido e ambulante em moção primata
qual macaco coçador do cu de outrens, ora o dedo teu!
da fatia mais polpuda que você puder bafejar, ó filisteu!

em honras e glórias póstumas de costas e poesia magra
reles herói da puta que lhe descende, é assim o poeta
das suas ecumênicas lições de vida, e das suas abas retas

..ao contato de quem o agracia
..ó poesia.. é cuspida, é cuspida!!
 
"do soneto partidário,"

"de crer e não ter,"

 
 
“Junto de vós todo o universo está comigo. Como podeis então dizer que estou só, quando o mundo inteiro está aqui para me ver?”

(Sonho de uma noite de verão)

oh,

carta calada de rumar-te à metade do que bem quis
do arremesso em desespero de tornar-te o que te fiz
à tua lenda por desaparecer da minha vista! não ver!!
não ter mais o meu apelo desta musa muda de se ter

ela, não me reprova e não me controla à minha culpa
não me lê e não dá a miníma pra este soneto filho da puta
ela nem sequer, sabe.. da minha verdade em ilustra-la
não vê minha batida à sua porta, que atreve-se a tenta-la

e tenta, tenta, tenta.. quais dias em acessos do súbito!
ao nome que digo dela e dos meus erros por afasta-la
à minha exclusão de seu seio porque tento o absurdo!

ah, eu.. calhei a tua casa, mar!! te referi em culto da prece
te santifico em adorno dos meus pecados de imagina-la
eu te digo, aqui e a este lado que te faço ópera da febre,

eu te doutrinarei!!!

em passo de fome explícita.
 
"de crer e não ter,"

"..e voltar,"

 
 
"Nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades."

(Otelo)

...

- ELA!!!!!!

é. água que devora o peixe e abates de asas a se despirem
pois, se trazem-te pétalas, pena.. é outra que vai procurar
e se trazem-te tormentas, ó pena insólita! é por que te riem
ora, e deve ser isso mesmo! uma comédia em trágico mar..

vê minha carne que tempera-te enquanto te fervo, corro
e te deitarei à imagem de vênus! qual ela te seria, menos?
qual paixão e excesso te faria deusa? e. fosse ela, vento?
vê o meu acaso de espalhar, e entende-me o corte e vôo

lê-me esta noite que te finda. carta que te peca, também!
sou teu! e de perto e de longe.. ora asfalto, ponte e, amén
em vão. e eu sempre soube! tela que não coube teu nome

impávido, insone e dormente por alvitrar-me desta fome
linha-ave não respira em única rima de nunca te dissipar
rua que não te é a minha e por onde não te posso procurar
 
"..e voltar,"

"Antes da história.."

 
 
"Faço o que todo homem faz. Não o seria se fizesse mais."

(Macbeth)

compunham-se de duas cômodas e um estrado gasto, o quarto visitado de olhos íngremes a visitarem-se ao redor de um espelho com riscos, sem prevenção anterior da sujeira qual adornava este objeto. a janela entreaberta era um modelo casual de custos furtivos em dada loja de "usados" qual, por sobremaneira era peculiar aos defeitos de fabricação prévia. de porta fechada, era ainda possível ouvir um misto de barulho corriqueiro de andanças pela rua abaixo e também de vozes ao bar que funcionava à entrada. o ar, empoeirado e catastrófico, matinha-se ao peso dos olhos dele, que postergavam-se ao cair de seus pensamentos, estes alheios, porém, à própria forma de inclusão ao modo do qual iria vivê-los, adiante..
mal dormira.
de um começo tenso à noite deliberada por gerir a sua sanidade, ao fim temeroso que sempre desviava em dada hora de tensão.. ele abstivera-se por tanto tempo! só pra depois deixar-se conceder.. era mesmo um modo ruim de começar o seu "trabalho", mas já que ainda estava vivo, iria terminá-lo, sim!
o som da água fria que cercava-se entre a torneira aberta há alguns segundos, arrepiava-o conforme o contato de tê-la(a água) próxima, e de seu rosto.. ele ouvira histórias ruins em registro de como pessoas criavam em si, nódoas na pele por terem usado essa água, intitulada por sobre montes de risco e algum "aparato" tóxico, advindo de fábricas clandestinas ao redor da cidade onde estava.
mesmo assim, lavou o seu rosto.. era preciso, pois ainda continha uma parte do sono pesado que o derrubara na cama à noite anterior em meio às crises antes de dormir.. estava cansado. de corpo e alma, mas precisava ficar de pé e resolver o seu tempo gasto, ali. naquele fim-de-mundo.
ao olhar-se ao espelho, deparou-se com a imagem que sempre tentava dissimular: um cabelo desgrenhado entre os olhos, nariz de "pugilista"(por tantas vezes tê-lo quebrado), com barba rente e por fazer em seguir de pêlos brancos ao redor destas, dando um "ar" de relaxo e mesmo assim, instigante ao que de forma por o olhar de novo.. e as pessoas sempre olhavam de novo para ele!! onde quer que fosse! onde quer que estivesse parado, pois era um parâmetro que ele teve de se acostumar desde a sua infância, onde após uma tragédia cabível de bebida, lar violento e confronto, uma parte de si fora desenhada de maneira cruel.. uma cicatriz, uma forma desenhada em seu rosto de tal maneira que o suscitavam-lhe à informação de outrens, toda uma condição de atenção imperiosa.. dando-lhe o "status" de inclinação ao medo, ojeriza e outros sentimentos argutos..
mas isso também era coisa que ele já tinha se conformado e aprendido a tolerar.. os olhares, as provocações, os risos.. muito embora ainda lhe ardesse a febre interna de transfigurar em ato-real, toda uma pretensão física da qual tinha se posicionado.. era muito forte e capaz de brigar com vários ao mesmo tempo sem importar-se com a dor ou qualquer ponto de covardia.. ele gostava de brigar e gostava de estar ao centro de um confronto onde, desde cedo já o impulsionava a descer ao inferno e caminhar por lá de livre arbítrio à sua "danação.."
e por isso escolheu aquele trabalho.. aquele modo de vida onde jamais teria paz. ele lembrava-se de suas vítimas e lembrava-se de seus nomes e rostos, e todos os segundos que gastara com cada um deles.. e era isso que o perfilava! era o seu combustível e a sua carga de vida..
era a sua vocação.
 
"Antes da história.."

"..nada(!!!), a não ser as paredes.."

 
 
“Quem, tendo um coração para amar e nesse coração a coragem suficiente para tornar conhecido o seu amor, teria podido conter-se?”

(Macbeth)

ao passo retrátil em pé-de-guerra por preterir
ou campo de centeio e aqueles dois dias de antes
e o cenário começa aos mesmos pares distantes
às equações em intermédio de à ela, subtrair

e, se insiro-te à letra-muda, nem o nome, nem te sei
e, se desato-lhe à cordas, é só um hábito de disfarce
mas eu não lembro tanto à marca que te fez face
nem te reconheço à voz última da que te guardei

pois te faço nome ao insone conto do teu laço-perfil
pois me voltam algures servidos em corpo do teu lado
vê.. é o meu prado de lages e meus anseios ditados

vê.. é a minha mão estendida qual asa que te liberta
minhas cartas vazias, sem meio e ou fim que as leva
à minha porta do inferno entre-aberta que a existiu,
 
"..nada(!!!), a não ser as paredes.."

"o alimento."

 
 
"(...)Toma-me pelo instrumento que melhor te agrade e por muito que me dedilhes, posso garantir-te que não conseguirás tirar qualquer som de mim(...)"

(Hamlet) Ato III, Cena II

em hábito de te exercer qual demanda do aço em açoite
dias em fileiras de te gritar em quedas de outras noites
cada linha solta que diz.. e de cada voto que te ilustrei
eu.. preteri-me! por uns instantes, e. tanto que te sei!!

do séquito que te persegue e do espaço que te diz
ouve. serve-te a um pouco de atender-me tato de ti
me consola à essa tal demora que te espera e dispara

da forma acima que a tenho tão linda do lado de lá
ah, eu.. corto os meus passos pra tê-la perto por cá
eu te reconheço! mesmo às cenas em cena de giz

destes ensaios à vertente da sombra em ato de condição:
pois, eis-me cá: à trincheira do lar armado por impacto
qual buraco em solo fértil que cavei à minha deserção..
à minha demanda do açoite sem preparatório contato,

e. quase perto de cá
 
"o alimento."

"Formas"

 
 
"(...)o coração em dois me partes. Jogai fora a metade que não presta, para com a outra parte serdes pura."

(Hamlet) Ato III, Cena IV

e. ainda,

e ela me serve nestas linhas! breve ilusão minha de parecer!
outro passo invisível em derredor ao inferno de: nunca-ter..
mas é tudo tão desigual! por ensaios nunca retornados..

paredes insistentes! das que caem a seus solos e passos
ou descidas do próprio pensamento visto de outro espaço
porque é. tudo tão desigual.. alvo dela,(correndo ali) parado

da exclusão! deste inverso insólito, desafio de mim
ao mote que te levanta em dianteira febre, a este fim!
e nem torrentes fartas te seriam, ou fé à sua metade!
por ser um livro solto.. corpo desperto, revolto, e. ave!

alimento me seria qual deserto de não mais te lembrar
a repartir um dia teu, incompleto, lá.. (e)voltar e voltar
seja asa-frente(que te leva sempre!) e até à queda-livre
sejam estas letras, hoje! sejam-te fixas, acima, incríveis!

..e repetir,
 
"Formas"

"soneto das letras de fogo,"

 
 
"Mesmo que sejas tão casta quanto o gelo, e tão pura quanto a neve, não escaparás(...)"

(Hamlet) Cena I, Ato III

primeira cena da tragédia em pele por teu auxílio
à febre do toque que te diz e ao inferno que te digo:
vai.. ilumina-me ao curso vão da fé que não te livro
meu amor.. minha carne! meu tombo e meu exílio

farta-me entre os teus braços e me diz nome, à boca
me condena a vagar solto em teus apelos, pelos e roupa
despe-te! elege-te única aos meus crimes de te tentar
à primeira vez que te servi! ao intento que não te durar

seja a minha vida por um fio em abdicar o verso desviado
desvia-te! alicia a minha mão que te pende e não desiste!
olha-me através desta cena e me queima por este pecado

eu não quero morrer em teus sonhos e não te deixarei ir
eu não sei o que te alcança e não irei às tuas danças livres,
mas ainda que te faltem estas letras, ei-las a te inquirir..

ei-las, ao fogo!
 
"soneto das letras de fogo,"

soneto da morada dos "incautos"

 
 
"Faço o que todo homem faz. Não o seria se fizesse mais."

(Macbeth)

A casa de barro tornou-se conflito!
mas, poucos pés ainda lhe servirão
e os devotos que passam, tão ilícitos
exercitam-se soltos, em vã procissão

os seus dedos curtos, os métodos crus
por alimentarem-se de costas caídas
já semeiam aos dentes, pratos nús
elegem-se à queda de linhas perdidas

eles querem um pedaço da carne real!
sempre condenam o gosto que os faz mal
ainda assim, aglomeram-se! todos rotos!

e morreriam pelos restos daquele corpo
pobres dementes em mentes aderentes
grudam ao toque que os descer à frente,

e descem,
descem, e
descem..
 
soneto da morada dos "incautos"

"..e eu só quero usar o seu nome (uma)outra vez,"

 
 
"(...)enquanto a máquina deste corpo me pertencer."

(Hamlet) Cena II, Ato II

depuração e absolutismo inoperante de não vencer
e descer, e descer aos meios iguais por esta in.solução
por esta quadra absurda e nivelada de tentar sem te ter
ora, eu. quero!! e ouvirei os pássaros chegarem ao chão

..e já são curvas incessantes, e derrapei a este asfalto..
..eram luas, eram ondas curtas e tenaz aptidão do exitar
..e já era tarde!! ora, tão. tarde que se foi em passo falso..
..e eram quedas de cá sob fugas! eram a falta e todo o ar..

(eu..)perdi o rumo que adentrei em decidir-me a te vociferar
eu entreguei estes quadros tortos da tinta que ontem te pensei
eram lagos secos! poços destas letras e desejos sem um lugar!

eram peças-mudas de atos sem personagens de uma só ilusão!
era intrépido, porém incerto! tal o conto caído além do que tentei
não te era, é certo! e por razão desta pena, é agora tua, esta mão.
 
"..e eu só quero usar o seu nome (uma)outra vez,"