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Poemas, frases e mensagens de Azke

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Azke

últimos textos,

"Antes da história.."

 
 
"Faço o que todo homem faz. Não o seria se fizesse mais."

(Macbeth)

compunham-se de duas cômodas e um estrado gasto, o quarto visitado de olhos íngremes a visitarem-se ao redor de um espelho com riscos, sem prevenção anterior da sujeira qual adornava este objeto. a janela entreaberta era um modelo casual de custos furtivos em dada loja de "usados" qual, por sobremaneira era peculiar aos defeitos de fabricação prévia. de porta fechada, era ainda possível ouvir um misto de barulho corriqueiro de andanças pela rua abaixo e também de vozes ao bar que funcionava à entrada. o ar, empoeirado e catastrófico, matinha-se ao peso dos olhos dele, que postergavam-se ao cair de seus pensamentos, estes alheios, porém, à própria forma de inclusão ao modo do qual iria vivê-los, adiante..
mal dormira.
de um começo tenso à noite deliberada por gerir a sua sanidade, ao fim temeroso que sempre desviava em dada hora de tensão.. ele abstivera-se por tanto tempo! só pra depois deixar-se conceder.. era mesmo um modo ruim de começar o seu "trabalho", mas já que ainda estava vivo, iria terminá-lo, sim!
o som da água fria que cercava-se entre a torneira aberta há alguns segundos, arrepiava-o conforme o contato de tê-la(a água) próxima, e de seu rosto.. ele ouvira histórias ruins em registro de como pessoas criavam em si, nódoas na pele por terem usado essa água, intitulada por sobre montes de risco e algum "aparato" tóxico, advindo de fábricas clandestinas ao redor da cidade onde estava.
mesmo assim, lavou o seu rosto.. era preciso, pois ainda continha uma parte do sono pesado que o derrubara na cama à noite anterior em meio às crises antes de dormir.. estava cansado. de corpo e alma, mas precisava ficar de pé e resolver o seu tempo gasto, ali. naquele fim-de-mundo.
ao olhar-se ao espelho, deparou-se com a imagem que sempre tentava dissimular: um cabelo desgrenhado entre os olhos, nariz de "pugilista"(por tantas vezes tê-lo quebrado), com barba rente e por fazer em seguir de pêlos brancos ao redor destas, dando um "ar" de relaxo e mesmo assim, instigante ao que de forma por o olhar de novo.. e as pessoas sempre olhavam de novo para ele!! onde quer que fosse! onde quer que estivesse parado, pois era um parâmetro que ele teve de se acostumar desde a sua infância, onde após uma tragédia cabível de bebida, lar violento e confronto, uma parte de si fora desenhada de maneira cruel.. uma cicatriz, uma forma desenhada em seu rosto de tal maneira que o suscitavam-lhe à informação de outrens, toda uma condição de atenção imperiosa.. dando-lhe o "status" de inclinação ao medo, ojeriza e outros sentimentos argutos..
mas isso também era coisa que ele já tinha se conformado e aprendido a tolerar.. os olhares, as provocações, os risos.. muito embora ainda lhe ardesse a febre interna de transfigurar em ato-real, toda uma pretensão física da qual tinha se posicionado.. era muito forte e capaz de brigar com vários ao mesmo tempo sem importar-se com a dor ou qualquer ponto de covardia.. ele gostava de brigar e gostava de estar ao centro de um confronto onde, desde cedo já o impulsionava a descer ao inferno e caminhar por lá de livre arbítrio à sua "danação.."
e por isso escolheu aquele trabalho.. aquele modo de vida onde jamais teria paz. ele lembrava-se de suas vítimas e lembrava-se de seus nomes e rostos, e todos os segundos que gastara com cada um deles.. e era isso que o perfilava! era o seu combustível e a sua carga de vida..
era a sua vocação.
 
"Antes da história.."

"daquele verso que te acredita,"

 
 
"(...)mas confia em meu amor."

(Hamlet) Ato II, Cena II

eis-me ao incêndio e ao obsceno! sou eu, isento deste posto!
não me serve a anda.. ou lâmina, ou carta, infâmia, ou fogo
que te é e que te segue.. e atreve-se a tê-la entre aos dentes
eis-me..! tanto cego, exposto, deposto, pouco, teu e sempre.

meu palco de muros tão altos! e não deixei ninguém ver!
abre-te! ó, casa preferida! é teu,(este!) o exercício de cair
é início! é fixo sacrifício que não entrego em curva por vir..
a dormir, o exercício! da compulsão por ter e não poder.

tempos e versos por teu nome que, aqui não mais existe
além de noites fictícias, das tempestades e das canções
além de histórias inventadas por desfiarem-se opções

da ilusão sem sentido em todas as coisas que nunca disse
guerra inútil que perdi e do meu corpo estirado e, cego..
tantas vezes eu quis te gritar, meu amor! longe, tão perto..

..sempre, sempre e neste credo!
 
"daquele verso que te acredita,"

"soneto sem identidade"

 
 
"Colocai-a na terra e que de sua bela e imaculada carne brotem perfumadas violetas!"

(Hamlet) Cena I, Ato V

por cada palavra que despede-te breve em conflito,
de cada exemplo revelado, por demasia deste grito,
é.. auxílio! quase um preço, quase(um) quadro exilado
é.. conflito! à guerra do pecado que não morre afogado

aprendi o exercer-te sob água à escuridão dos teus olhos
eu pressenti quando faltaria o ar e vi-me a morrer, tão logo
te gritei.. te denunciei ao meu último conto livre desta vida
te amei.. entre sopros e convulsões súbitas quando à descida

lembrei-me das tuas linhas verticais e novamente, te achei
eram uns sonhos descobertos! tais ilhas e versos incorretos..
eram temores que eu te acabaria à pintura fria que te perdurei

eis-me ao centro dos teus pensamentos.. quais te fossem facas
eis-me sangrar à liberdade do confronto! eu perco, eu. te espero
nada tenho, que não este assombro. nada crio, que não esta carta

que você nem sabe..
nem vê, e.
nem te cabe.
 
"soneto sem identidade"

"nem hoje, nem sempre"

 
 
“Quem, tendo um coração para amar e nesse coração a coragem suficiente para tornar conhecido o seu amor, teria podido conter-se?”

(Macbeth)

Na memória provocada, em tempo
Por exílio das cordas que a desviam
Ela! A minha escola de letras e vento
Pois, tempestade dos olhos que desciam

E permanecem em pátria/letra jasmim
Todas as vezes que nomeiam essa cor
Qual dor nivelada! Ases e nada, enfim
Em vontade crescida, em montes de dor

Ah, este torpor… por não descer o calor
Que teima em queimar a retrato absurdo
Daquela que me governa e me toma tudo

Ah, este canto imediato de noites a vapor
Por imaginar-lhe, meio-dia e morrer, assim
Qual tempo gasto que não a livra de mim,

Nem hoje,
Nem sempre.
 
"nem hoje, nem sempre"

"..e voltar,"

 
 
"Nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades."

(Otelo)

...

- ELA!!!!!!

é. água que devora o peixe e abates de asas a se despirem
pois, se trazem-te pétalas, pena.. é outra que vai procurar
e se trazem-te tormentas, ó pena insólita! é por que te riem
ora, e deve ser isso mesmo! uma comédia em trágico mar..

vê minha carne que tempera-te enquanto te fervo, corro
e te deitarei à imagem de vênus! qual ela te seria, menos?
qual paixão e excesso te faria deusa? e. fosse ela, vento?
vê o meu acaso de espalhar, e entende-me o corte e vôo

lê-me esta noite que te finda. carta que te peca, também!
sou teu! e de perto e de longe.. ora asfalto, ponte e, amén
em vão. e eu sempre soube! tela que não coube teu nome

impávido, insone e dormente por alvitrar-me desta fome
linha-ave não respira em única rima de nunca te dissipar
rua que não te é a minha e por onde não te posso procurar
 
"..e voltar,"

"mais q,"

 
 
"Fora de casa sois pinturas; nos quartos, sinos; santas, quando ofendeis; demônios puros, quando sois ofendidas; chocarreiras no governo da casa e boas donas do lar quando na cama."

(Otelo) Ato II - Cena I

I- "Parte Um"

vê o lado que te confessa.
por unidade refém e irreal
lê o pecado que sente-te: peça
ou refaça-te. desdém ou (des)igual

segue-me à linha-suave da luz
desconsidera o meu posto
acorbete-se qual sina-enclave de cruz
pois, alquebra-me o corpo

sou teu! não me vê em correntes?
às curvaturas encerradas dessa vã-opção..
minhas preces e lápides em cortes..

sou eu, não me crê aos teus dentes?
ou em ruptura retirada da minha assecla-mão
às vestes. e cálices. e este: lado consorte.

II- "Informação e absurdo,"

exemplo
(a)definir..
ditado
relapso(ou-tempo..)
se for,
é:
queda.

referente
mente-ligação
extermínio
do nome
do ponto(e da fome..)
apenas,
cena(de se ter.)

breve
letra-indevida
leve-te..
..daqui.

minha.
lembrança(equivocada)
à chamada de letras e fotos e tantas(outras..) mais
em consentimento revogado
pecado
próximo, pendente, descrente, sempre-sendo, e depois
tudo(!) depois deste mar..

minha tola-vaga noção de consumir este tempo

qual um. arremedo.
elegia de quadro qual em(re-curso) nem. te vi
nunca te te sei. o que for
eu
desapego-me.
de todas as falas
a deitarem-me aos im-próprios, pés
eu espero
uma, duas, mil imagens da mente, em que te rescindi
e
ainda.. está lá o óbvio
o pressuposto fogo
que alvo,
te
é.
 
"mais q,"

"after(that)"

 
 
"Se tem de ser já, não será depois; se não for depois, é que vai ser agora; se não for agora, é que poderá ser(...)"

(Hamlet) Ato V, cena II

todos os dias são longos. e todas as vezes em desencontro de um nome demorado, aqui, na minha boca. e todo este deserto confirma-me os passos que deixei.. todas as letras estiradas nessa tela inclinada, digital, propensa ao curso de conflitos únicos.. são todos os meus ensaios mudos! minha peça sem título. sem fim, aparente. uma luta armada em meus sonhos costurados e essa vontade rente de ficar mais um pouco.. (de ver, até!!) e-todas as folhas caídas da árvore que planejei. todas as curvas em que não caí, e todo esse asfalto louco e sem rumo que persigo..(sem medo, sem leis..) a hora vai. outra hora vem e eu ainda estou aqui. sem um mapa que encontre-me um fim. sem a voz(dela) que me parte, em suaves partes desiguais..(dizendo-me para ir) - eis-me, folha branca! à centelha de uma ânsia que descontrola a chuva, ávida de reinar aqui. eis-me à linha castigada de sopros em fileira acessa de um fogo frio e (ora)quente.. eis me, frente! onde todas as paredes são eternas - não importa o quanto eu as derrube e elas voltem! - qual fome silenciosa. a fome do corpo. da pele. do gosto molhado em minhas derradeiras e meticulosas aflições.. um nome que não direi hoje, pois: é gravado, aqui. em minhas confinadas e devastadas orações.. a parte rubra que eu não vi. em letra avulsa que não desapego. ou em noites de uma versão errônea. ou ali mesmo: cada vez mais perto. cada vez mais, sendo um erro liberto, e.

que(ainda) não acredita.
(e me diz, e me diz, e me diz, e me diz,e me diz, e me diz, e me diz, e me diz,e me diz, e me diz, e me diz, e me diz,e me diz, e me diz, e me diz, e me diz, e..)
 
"after(that)"

"Mundo Animal."

 
 
"Não onde ele come, mas onde é comido. Certa assembléia de vermes políticos se ocupa justamente dele. Um verme desse gênero é o verdadeiro imperador da dieta. (...)"

(Hamlet) Ato IV, cena III

a peste agora, ataca em sua própria ebulição interna
qual sobremaneira vazia de querer atingir o seu vício
o palco! aquele caso pensado tende a ruir sem regras
cada palavra curvada, cada sujeira de cada: em desnível

a sua vil terapia tornar-se-á um bolor de esconder-se
a queima de suas escamas, à situação curta de roer-se
e então, encontrar-se-á.. em longícuo passo desmedido
com suas mentiras, seus modos descalços, enegrecidos

em tamanha arte daqueles que afundam pela descarga
ao fluxo de merda e sua hipocrisia relapsa em comoção
são, estas pestes, viventes! latentes de tais reles marcas

em compadrio absoluto! cunho da lápide nesga por luto
são vítimas, parasitas esticados à carne em decomposição
a carne, é a língua! a conduta míngua por qual são escusos,
 
"Mundo Animal."

"..nada(!!!), a não ser as paredes.."

 
 
“Quem, tendo um coração para amar e nesse coração a coragem suficiente para tornar conhecido o seu amor, teria podido conter-se?”

(Macbeth)

ao passo retrátil em pé-de-guerra por preterir
ou campo de centeio e aqueles dois dias de antes
e o cenário começa aos mesmos pares distantes
às equações em intermédio de à ela, subtrair

e, se insiro-te à letra-muda, nem o nome, nem te sei
e, se desato-lhe à cordas, é só um hábito de disfarce
mas eu não lembro tanto à marca que te fez face
nem te reconheço à voz última da que te guardei

pois te faço nome ao insone conto do teu laço-perfil
pois me voltam algures servidos em corpo do teu lado
vê.. é o meu prado de lages e meus anseios ditados

vê.. é a minha mão estendida qual asa que te liberta
minhas cartas vazias, sem meio e ou fim que as leva
à minha porta do inferno entre-aberta que a existiu,
 
"..nada(!!!), a não ser as paredes.."

"o alimento."

 
 
"(...)Toma-me pelo instrumento que melhor te agrade e por muito que me dedilhes, posso garantir-te que não conseguirás tirar qualquer som de mim(...)"

(Hamlet) Ato III, Cena II

em hábito de te exercer qual demanda do aço em açoite
dias em fileiras de te gritar em quedas de outras noites
cada linha solta que diz.. e de cada voto que te ilustrei
eu.. preteri-me! por uns instantes, e. tanto que te sei!!

do séquito que te persegue e do espaço que te diz
ouve. serve-te a um pouco de atender-me tato de ti
me consola à essa tal demora que te espera e dispara

da forma acima que a tenho tão linda do lado de lá
ah, eu.. corto os meus passos pra tê-la perto por cá
eu te reconheço! mesmo às cenas em cena de giz

destes ensaios à vertente da sombra em ato de condição:
pois, eis-me cá: à trincheira do lar armado por impacto
qual buraco em solo fértil que cavei à minha deserção..
à minha demanda do açoite sem preparatório contato,

e. quase perto de cá
 
"o alimento."

"Liga da justiça"

 
 
"...porque a roupa revela o homem...."

(Hamlet) Cena III, Ato I

por cá, um osso repartido às pelagens dessas tais lebres
que latem, e guincham e relicham entre as suas espécies
e se comem! e, lambuzam-se! ora cães, ora vís e castrados:
todos vindo do mesmo ovo cru descendido-lhes e, calvos

ora, pútridos.. ora, lúdicos.. mas, sempre sendo os burros
são piadas sob pernas em suas tavernas de beber o "zurro"
que dão ao estarem em coito, ora afoitos por dar à atenção,
ora, cabrão, homem(!) e intempestivo! ora bichas, ora não..

então, digo-lhes: ó primatas de suas poesias dirigidas do cu:
comam-se ao ambiente! cantem-se à hipocrisia e ao seu desígnio
ao seu pátio de covardes empunhando armas sujas dos símios

quais bestas-feras iguais a ladrar à alcunha de seus pares crus
das línguas inchadas de palavras toscas em complemento de texto
ó, seus estúpidos! nem ler, sabem! quanto mais, ver o endereço!

- ó, bando de enxertos!
 
"Liga da justiça"

"do soneto partidário,"

 
 
"...porque a roupa revela o homem...."

(Hamlet) Cena III, Ato I

quero ser grande! quero estar entre todos os quais
sejam estes, meros, vermes, devotos, tão meus-iguais!
a mim, à minha justiça! e toda à essa ílicita conversão
interação de pares e concluios! ah, putaria e inserção!

eu quero! quero ser o mocinho pútrido das opiniões
das minhas poesias toscas e sem talento, das variações
quero fingir-me, quero tingir-me de hipocrisia e lamber
ah, poeta de merda! abração e verborréia curta do ser..

qual exemplo pútrido e ambulante em moção primata
qual macaco coçador do cu de outrens, ora o dedo teu!
da fatia mais polpuda que você puder bafejar, ó filisteu!

em honras e glórias póstumas de costas e poesia magra
reles herói da puta que lhe descende, é assim o poeta
das suas ecumênicas lições de vida, e das suas abas retas

..ao contato de quem o agracia
..ó poesia.. é cuspida, é cuspida!!
 
"do soneto partidário,"

"sobre(!) a escória,"

 
 
"O inferno está deserto e os diabos estão todos aqui."

(A tempestade)

a escória,

percorre o livre-lado desta cerca..
à resistência.
vestimenta-puta de consumo e quase-aproximação aos "apêlos"
à falácia irrisória
empáfia dos ratos
re-editados
inúteis
retalhos
inúmeros espelhos decadentes e pedintes
parasitários
por questão banal e, único/simples reles-propósito:
re-conhecer..

ah, escória..

demandam-te aos quilos às suas toscas "obras", daqui..
à palavra-carne putrefacta de alcunha curta e má
in-registro.
do nome à latrina dos "semi"-alfabetizados
parcos-dicionários(enfiados)
o olhar "desdito"
em um cobiçar apreendido até.pelo canto do chão
e
a escama em correr aos pés
à indiferença.
aos impuros, à sua fé..
e descrença-castrada.
falida..
por divisão dos excluídos em uma qualquer virtude
em venda
à escorrida de primeira-capa!!
enxerto de cadáveres crus
aos
esboços-lemas de(a quê?) se (auto)pertencerem

(sim. eu deveria mandar-lhes..)

às insípidas camuflagens de heroísmo-fodido
amostras
pilhando dejetos e regurgitos versos pequenos e
denomidados-todos: lixos..

(eu deveria "nomeá-los", agora..)

à paragem dos tantos ratos por andarem em meu quintal
farejando..
às suas incertezas e vilezas cozidas
farejando..
refazendo-se das "suas" letras prostitutas, franzidas e prenhas
pois,
amanhã. sempre tem algo(a mais).
(pra farejar..)

oh!
eles analisam..(?)
pensam
desmontam o inverso da "fala"
re-inventam-se..(!)
à inexistência de telas e imagens, a eles todos-coxos(malditos-párias!),
excluídas, pois:

são moscas-cegas de nascença.
logo,
nunca mesmo poderão espelharem-se entre si.
e devem,
à comunga carpida dos invertebrados, algo. condicionar..

"a fila anda.."
 
"sobre(!) a escória,"

"de crer e não ter,"

 
 
“Junto de vós todo o universo está comigo. Como podeis então dizer que estou só, quando o mundo inteiro está aqui para me ver?”

(Sonho de uma noite de verão)

oh,

carta calada de rumar-te à metade do que bem quis
do arremesso em desespero de tornar-te o que te fiz
à tua lenda por desaparecer da minha vista! não ver!!
não ter mais o meu apelo desta musa muda de se ter

ela, não me reprova e não me controla à minha culpa
não me lê e não dá a miníma pra este soneto filho da puta
ela nem sequer, sabe.. da minha verdade em ilustra-la
não vê minha batida à sua porta, que atreve-se a tenta-la

e tenta, tenta, tenta.. quais dias em acessos do súbito!
ao nome que digo dela e dos meus erros por afasta-la
à minha exclusão de seu seio porque tento o absurdo!

ah, eu.. calhei a tua casa, mar!! te referi em culto da prece
te santifico em adorno dos meus pecados de imagina-la
eu te digo, aqui e a este lado que te faço ópera da febre,

eu te doutrinarei!!!

em passo de fome explícita.
 
"de crer e não ter,"

"ao infinito..."

 
 
"Nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades."

(Otelo) Ato I - Cena III

e encolhem-me às honras de te ver passar
nome! nem meus crimes te sugerem mais..
ilusão despertada à menção de te repousar
deixaria-me à vertente que te calcula e faz

temporal abstrato por revelia da chuva fria
me priva da queda de cá por ascender-me
livra-me! à excedência da santidade exercida
oh! pacto de tamanha lucidez, a esperar-te!

observar o imprevisto! a algo quisto, o que for!
e consumo de risco, a mim, por elegia e dor
à carne que define o tempo, a fé e a inserção

corrente de fantasias e um descontrole nítido
descida da fé! solo pagão tal límpido suicídio
base-corrente e torre­-frente da apta exceção,
 
"ao infinito..."

"do soneto sem o teu nome,"

 
 
"(...)Toma-me pelo instrumento que melhor te agrade e por muito que me dedilhes, posso garantir-te que não conseguirás tirar qualquer som de mim!"

(Hamlet) Ato III, Cena II

Ela não tem rastro que eu possa descer
Não sei dos olhos dela ou o que ela quer
Nem passagens, mensagens ou o que ler
Ela não tem linha que faz rima ao que ela é

Uma parte! Ou qualquer outra cena repente
Das estrelas que ela pede pra cair, sempre
Aonde ela for, eu vou. Minha pele a serve..
O lado-pecado, que nunca sou, é cela e pele

...

parte II - "A inserção de um ponto retirado(pela cena que te permite renascer, aqui),"

Todas as cenas do teu quarto
Em longos acasos de te deixar
Em meio à queda deste lado
Ou à curva da fé e letra de cá

O teu nome, imperfeito, minha fé.
A completa arte de um palco nu
Uma estrada, infinita e. nem rima, é.
Pois, palco opaco. Desejo alvo e cru.

Apenas controle.. ensaios de ferver
Todo o mundo que não te viu hoje, enfim
Toda a forma rasa que não te atreve

É. Isso? A carne que te insisto ser?
O teu nome velado, vezes tanto, e sim?
Todas as noites do teu corpo pra querer,

(,e. p'ra mim)

...

parte III - "mensagem p'ra você"

Há. esta pira de olhos ferventes em redor
Todas as vozes são únicas e todas, uma só
Qualquer sombra que se deite pela parede
É. a parte da peça que encerra esta sede..

A corda balança, e a lâmina quase tem fim!
A imprecisão de uma coragem fria de mim
Mas eu tenho a minha seta! Eu espero, cá
E posso me mover por todos os lados de lá

Tudo que me pedem, todas as variações
A minha visão engana o medo que se curva
Aqui, não! Aqui não passará, filho da puta!

As palavras que desço aos lábios desta fé
E, é. ainda este caso de tombar e voltar, até
A mesma noite, seguidas vezes, sem exceções

E estará lá, essa noite..
E estarão lá, os meus dias-após.
(Eu sei, eu sei..)

(inédito!)
 
"do soneto sem o teu nome,"

"perante mar,"

 
 
"Homem livre, tu sempre gostarás do mar."

(Charles Baudelaire)

todas.. e todas mais dessas estrelas que te caem
te refletem em si! ora, à força que te vive e, às partes
ao transbordo! conto do corpo afixado entre vontades
todas as tuas curas em declínio e até as que te saem

ao inferno de dante's e ao templo de diana por exceção
eu te farei ofélia em vida e te conflagarei ao nú absurdo
todas as rédeas de pecados e todas as preces da tua mão
vê a minha guerra, vê-me repartir-te a olhos outros e mudos

eis-me, mortal.. eis-me homem, somente! perante mar.
eis-me a teu espaço do silêncio incomum e teu, desigual
da carta que te chega e da letra-única que tanto te faz mal

eis-me a errar! a parte tarde e parte-carnal.. perante mar,
ao espelho das minhas dúvidas e à verdade que me permanece
eis-me, reles e eterno a reinar por tua rua à luta que te pede

eis-me, a regredir..
 
"perante mar,"

"precipício,"

 
 
"O próprio sonho não passa de uma sombra."

(Hamlet) Cena II, Ato II

eu. tão fogo como sou, desci-me ao exílio de te continuar
acaba o meu mundo de cartas e outras ilíadas predicadas
nem assim, por diante de mim, ao instante de vãs palavras
eu.. deveria ter me posto à venda e nunca ido te perguntar.
.
as peças destituídas em açoites e daquela que te está
sujeito à margem da tua queima e imagem qual) tombada
por que o exímio pecado que te advém, não te é, não te há.
refeito de mensagens e cenas da passagem tua, deixada

ora.. nem me veja! nem me comprometa à tua revelia..
"cópia." em tese e conflito. do óleo carregado da ilusão
léxica maneira que encontrei por ver.. ah!! tal precisão..

comunhão a tomar forma.. ao alento vasto de controle
à decência por imagem retroativa, às todas regras torpes
leva-me à boca qual um precipício de cair-te em mil dias
 
"precipício,"

"ápice de um desencontro causado por.."

 
 
"Duvida da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia em meu amor."

(Hamlet) Ato II, Cena II

desta toda soma a livro solto que tanto, à ela, puder
ela, que se celebra ao ato de silenciar-me, e sequer
e, aliciar-te é meu compromisso! fato, razão e tanto!
e pôe-me à tua rua, que te faço água, que te alcanço!

deste cúmplice ato de entrar e não querer mais sair!
seriam-me cordas, se te pertencessem! de chão a ruir
pele que te saiba, hoje! e.. sede que valha amanhã
desde que lacem de outros olhos e à esta poesia vã

e me denomine ao espaço que te deixo por declarar
é a tua rota! a tua bússola, e se for preciso, te direi ao ar
eu te deitarei à imagem de vênus! qual ela te seria, menos?

qual paixão e excesso te faria deusa? e. fosse ela, vento?
vê o meu acaso de espalhar, e entende-me o corte e vôo
vê a minha carne que tempera-te enquanto te fervo e rôo
 
"ápice de um desencontro causado por.."

"por deixar-me afora de si,"

 
 
“Quem, tendo um coração para amar e nesse coração a coragem suficiente para tornar conhecido o seu amor, teria podido conter-se?”

(Macbeth)

vê? eu te desceria os céus e desabaria o mais ínfimo inferno
eu te sempre deixaria, te sempre levaria uma parte, tão perto..
uma. duas e mil vezes e além! sorte da casa que te acorda
mesmo que.. te cubram de noites e que te esperem à porta

vê? lado suposto.. tempestade em horas veiculadas de si
ela! da curva do mar e adentro, qual chama criada, qual fé.
ah, eu.. deveria-te a um palmo extra da linha em que caí
por império de galgar-lhe em nome de cena fixa que te vier

hora.. ou outra, em tese repleta da métrica ou infinito passo
era breve.. em previsão de outras memórias e tantos fins
em olhar-te à metade de um dia (im)presente(e mais, seria)

palco ao contrário! culpa de não te fluir às chamas assim
e, me teriam os dias que te deixei, e. quanto eu te tentaria
tal imensidão da corda em volta às minhas linhas que te faço
 
"por deixar-me afora de si,"