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Poemas, frases e mensagens de Zoso

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Zoso

O Grande poeta, o bom e o quase bom poeta do Luso

 
Eu, humildemente
e sem qualquer traço que seja
de uma falsa modéstia,
posto que tanto a falsidade
quanto a modéstia são ambas
execráveis... todas as duas sofríveis
reconheço que sou um grande
escrevi GRANDE poeta.

Não sou melhor que o MakerJohn
não... ele transcende
Tampouco bom como o Jorge
que é Santos que é Matos que é Namas
não... ele é múltiplo e unico

Reconheço que minha grandeza
não se compara a grandiloquência
por exemplo do Azke... passo longe
ele é clássico... é "shakesperiano"
acho que estou mais para... eu mesmo

Sou um Grande poeta...sim eu sou
anos luz claro do Luz... ele é melhor
Do RicardoC... caminho longe
nossas esquinas mineiras não se cruzam
estou no norte... ele em "belzonte"
ali pelas proximidades...acho.

Angella, Susie, Carolina, Fernanda, MaryS
semeiam Semente(s) mais saudáveis
Branca(s) sementes mais palatáveis.
Sou bom e faço... grandes cópias delas
da arte impressa delas; elas são notáveis.

Reafirmo e sem medo de ser ousado e feliz
sou um Grande misturador de letras
"esqueço" por vezes os o pingos dos "is"
mas... que seja assim... cabe aqui
aqui cabe o Zé, a Maria, o João
cabe o bom... o quase bom escrevinhador.

Aos Poetas e Poetisas citados - JohnMaker, JorgeSantos, Azke, RicardoC, SendoLuz, Anggela, *Susie, Carolina, FernandaMoreira, MarySSantos, Semente, Branca - o meu mais profundo carinho e respeito pelo que já produziram de cultura em forma de poesia.

Aos que não foram citados, da mesma forma o meu carinho e apreço. Todos, os citados e os não citados fazem parte de uma gama essencial dessa sociedade tão machucada; as dos que emocionam quando externam sentimentos por meio da escrita.
 
O Grande poeta, o bom e o quase bom poeta do Luso

Falando... dos meus "eus"

 
Fui PedroAlmeida pelos idos de 2009.
Escrevi com esse nome, escorado nele
um "cem" número de "coisas"
boas algumas... me orgulho disso
outras... valha me Deus
"como ousei cometer tais gafes?"
Como PedroAlmeida eu amei...morri
morri de amores pelas letras...
morri para as letras...para a vida delas.

Fiz-me AndradeNorte depois da morte.
Não me pergunte o porque de norte
poderia ter sido sul ou mesmo sudeste
era afinal só uma tentativa, um teste.
Sai do Pedro que não saiu de mim.
Escrevi outras tantas "coisas' tão...minhas
busquei uma outra sorte.
Debaixo desta outra "pele" amei...amei...amei
logo percebi que assim como Pedro
também Andrade devia morrer.

Busquei outras e melhores tintas.
Graffitei por aqui não uma apenas
mas 11 novas tentativas de sepultar
em cova profunda o Pedro/Andrade e seus amores.
Pintei um solene "aqui jaz uma fraude ao quadrado"
ofereci aos dois honras e glórias.
Bobo eu achando que cores novas bastam
para encobrir uma vida... um querer.

Lá se foram o Pedro e o Andrade, bem como o escrevinhador de paredes Graffiti.
amantes inveterados das letras, dos pontos
das virgulas... bagunçadas e misturadas.
Nem sempre usadas e por vezes colocadas
em diferentes locais...

também é arte o errar.

Eis que surge PedroA...será agora?
o ponto final e certo... no lugar certo?
será agora que o caso de amor com as letras
terá o seu desenlaçe... o seu sim definitivo?
será agora o momento da união indissoluvel
do poeta com sua cara sem mascara?
ainda não... é tudo "deja vu
As paixões... as paixões...os amores

Findou-se o tempo desses "doidos"
e de suas doidas e inocentes aparições.
Pedro como Pedro amou e morreu
Andrade como Pedro amou e encolheu
Graffiti como Andrade da mesma forma
pintou, amou e deixou latas vazias

Assim, nesse vácuo eis que
a bordo de um Zepellin gigante
cheio de um novo querer
surge... Zoso... sem rosto... sem riso
escrevendo e amando todo dia
morrendo um pouco toda hora
de amor pelas letras...pelas letras.

Um Zoso agora

Amanha...

Num site tão cheio de fakes... apresento aqui os meus... os que lembro...rss
 
Falando... dos meus "eus"

Para Inna...amiga minha

 
Inna...
saudade de você
e de suas "falas"

Como "andas" e com caminham
sua filha,
seu cachorro,
seu gato e...
tens tratado daquele pássaro
que volta e meia e a cada meia volta
pousa na sua janela?

Que bom saber que tem enfrentado
suas lutas e derrotado seus "demônios"
não se deixado levar pelo abatimento.
Isso é sinal
que dentro do peito o coração pulsa
espalha pelo corpo... vida
inunda a mente que,
inundada e cheia de vida,
tem criado alternativas
e pensado ideias para romper
a cada dia... um novo dia.

Bem vinda Inna... amiga minha

Inna... depois de um tempo..."botou" a cara no mundo.
 
Para Inna...amiga minha

Porque pedes... calo-me

 
Porque me pedes... calo-me.
O sussurrar o seu nome
sempre foi o meu suporte
Seu nome... um conforto.
porém... se me pedes... calo-me.

Qual porta foi fechada?
Quando foi e que nuvem foi
Que ofuscou em ti a imagem
Que juntos criamos... que tinha
As cores do que sentíamos por nós?

A gotas caem ainda
Teimam cair.
Teu olhar penetra ainda o profundo
De mim
Eles... nossos olhares
Como se vida e vontade próprias
Tivessem... dizem... ainda não.
Ainda temos uma estrada para correr nela.

A saudade que tenho de ti
Sussurra... dentro do ouvido meu
Em cada uma das vezes que meus olhos buscam nos céus... a cor dos olhos teus
Nessas horas...porque pedes... me calo
e... furtivas elas... as lágrimas vem
disfarço... olho para os lados

calo-me...porque pedes?

Escrevi esse "texto resposta" após a leitura de um post da autora Carii (é nova no luso).

https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=333091

Tenho acompanhado as postagens dela e percebido quão talentosa ela é. Desde seu primeiro texto colocado aqui no luso, tenho tido a alegria de acompanhar um amadurecimento nas composições e isso é muito bom. Penso e ja escrevi isso, que o luso carece sempre de um elemento novo e que venha contribuir para a melhoria da qualidade do que lemos aqui.

Minha querida Carii... que você continue colocando sempre esse seu talento para misturar letras a serviço da boa poesia.

Abraços
 
Porque pedes... calo-me

Um basta

 
Sei de você apenas o que basta
o que é de um tempo somente seu... é seu.
não quero saber de roupas costuradas
ainda que bem cerzidas...
costuras costumam romper.
coisas que não são minhas, não são minhas.
tenho minha porção de história mal resolvida
e isso...basta.

E as palavras vão surgindo...
 
Um basta

Agua e fogo

 
Terra, vento, agua e fogo
se não cuidados, controlados
esses elementos...arrebentam.

Aqui e acolá uma fenda aparece
machucando a terra boa.
um tufão acontece
varrendo da terra... pessoas.
uma onda gigante se faz
e... la se foi uma praia.
uma floresta arde
matando pessoas e sonhos
ceifando sonhos de pessoas.

A floresta lusitana arde.
A floresta Tijucana bebe
mais agua do que precisa.
Pessoas aqui e ali sem entender
o que houve com os elementos?

Portugal e Brasil
irmãos de agua
"manos" de fogo.

Brasil e Portugal nesse inicio de semana foram "vitimas" de fogo e agua.
 
Agua e fogo

Para Inna... amiga minha

 
 
Você Inna, é um caso.

Surgiu assim do nada
como surge tudo que é inesperado;
como aparece tudo o que erroneamente
se acha que tanto faz aparecer
ou continuar quieto no seu canto.

Inna... que bom que apareceu.

Tens me ensinado a ver
com cores novas e brilhantes
momentos opacos e carregados
tens me feito rir sem se perguntar:
- Tens rido de que?

Inna, que do outro lado do mar

desvenda a cada dia um caminho novo
para uma sonora e nova viajem.
e em cada trecho dela uma emoção nova
e para cada parada, um roupa nova.

Obrigado Inna... obrigado

pelo carinho de uma amizade cúmplice
pelo riso bom a cada conversa "non sense"
pela sinceridade das palavras honestas.
pela sintonia na viajem que fazemos
pelas letras, pelas melodias das musicas
do seu Portugal e do meu Brasil.

Inna... muito thank you

pela alegria que se renova
quando dizes bom dia ainda que o dia
seja um dia do qual se queira esquecer.
obrigado por aquecer em mim essa coisa
de amar simplesmente por amar.

fraternalmente amar... uma pessoa
que esta lá... lá do outro lado
que gentilmente insiste porém
no estar aqui e fazer parte de mim.

Abraços Inna, amiga Inna

Para você transitar por esse dia
deixo um abraço e um bilhete
para sua viajem de hoje



Inna, resolvi externar todo o meu carinho por essa amizade que tanto tem enriquecido meus dias e horas.

Meu filho João gostou da musica.

Abraços e fica bem.
 
Para Inna... amiga minha

Me faz um favor

 
Posso pedir um favor para você?
é coisa simples de fazer
não custará nada ou, quase nada.

Tira por favor o que sobrou de você
que insiste em fazer parte de mim.

Esse seu sorriso incomoda agora
ele é "fake" demais... chega a doer.

Esse seu cheiro adocicado,antes um must"
agora me parece um miasma... sufocante

essa cor vermelha que "carrega" nos lábios
já me levou quase a perdição... mas é feia

A musica que você ouve é "brega" demais
ate cantarolava elas mas... são horríveis

Sua bebida preferida... vou te falar
se ainda a toma, cuidado... vai te intoxicar

Sua comida preferida é fraca que só
acrescenta um carboidrato nela por favor

O seu jeito de dançar é ultrapassado
odiei cada dança com você... tu é "lerda"

Sua escrita além de tosca é desalinhada
você desdenhou quando te falei... melhora

Seu shampoo de cabelo cheira madeira
isso sempre me incomodou... um tanto

sua cor... sua voz... você

Faz esse favor... tira de mim
essa coisa chata de não esquecer de você.
 
Me faz um favor

Olho-te pelas costas.

 
Olhei você,
que não mais me vias
ou fingias...
Olhei-te pelas costas
quando saias de mim
quando exercitava
esse ir e vir
esse eterno entrar e sair.

Tem sido assim.
Desde o primeiro oi
Você diz que vai... sem ir.
Quando volta... não vem
inteira... nunca vem.
Leva pedaços quando vai
Traz sequelas quando vem
Um infindável ir e vir... entrar...sair.
 
Olho-te pelas costas.

Invasão

 
Voltou
no meio da noite.
Fez-me abrir os olhos
não disse nada.
Veio apenas.
Invadiu mais uma vez
a minha defesa
mal formada
mal desenhada
aberta...
 
Invasão

Devolva minha poesia seu ladrão ou sua "ladrona" dos versos escritos após uma noite em claro ou... não...

 
Roube de mim
aquilo tudo que é matéria.
Tome para você
o que a vida me deu
não me importo com isso não.
Pode levar os anéis
os colares e o vil metal
isso tudo, como veio... vem segunda vez.
Fecho os olhos, quando me rouba o sonho
uma noite bem dormida... apaga tudo.
Assalte minha casa.
Autorizo o "roubo" de livros e discos
vou sentir mas... ja que resolveu
roubar, assaltar...aviltar
leve também minha xícara especial
aquela que faz o meu café melhor...
é tudo coisa...inanimada coisa.

Só não leve... sem me pedir ou
sem dizer que foi eu que fiz
a minha poesia, que é o chá
que aquieta o meu coração.

Roube de mim... tudo.
Só não leve de mim
a alegria que sinto
quando escrevo...quando escrevo.

Plágio é um negócio triste demais.
Não gosto disso não...
 
Devolva minha poesia seu ladrão ou sua "ladrona" dos versos escritos após uma noite em claro ou... não...

Sobre Alma, Coração e Pássaros.

 
Aquieta alma minha;
é só mais um dia
que se inicia.
não é o primeiro
tampouco é o ultimo.
outros aconteceram
outros virão com certeza... quem sabe.
Aquieta...aquieta...aquieta
não é bom esse frenesi... esse não.
as horas dos dias das eras
acontecem...acontecem...acontecem
independente da inquietação
que tem "assaltado" você alma minha
e do descompasso do coração
esse aliado seu nessa coisa de emoção.
se fecha por ora... viaja...transcende
sussurra para o seu companheiro
de inúmeras paixões...
"Agora é hora de olhar a janela"
e apreciar o vai e vem dos pássaros azuis
que alheios a sua volta (ou quase)
degustam aquela banana e aquele mamão
que sobrou... que sobrou...sobrou.
 
Sobre Alma, Coração e Pássaros.

Migalhas

 
Venho aos poucos e com cuidado
fazendo cortes em mim.
tirando a pele, cobrindo a ferida
com gase umedecida.
Não me importa a dor
dos riscos fundos na pele e nem
o ardor da ferida infectada...
ela, há tempos me ronda
fez se minha parceira
ela, essa dor, aquieta-me.
Estou trocando o couro.
o antigo trazia sobre si
marcas demais... marcas de um tempo
que não foi bom... que machucou
que limitou o sonho... estagnou o coração.
Venho aos poucos e cauteloso
espalhando migalhas aqui e ali
deixando um pouco de mim
escorregar pelos cantos dos lábios
pelos vãos dos dedos
nas entrelinhas das palavras
migalhas que dizem em alto e bom som

"estou vivo...redivivo"
 
Migalhas

O tempo curto por vezes... não permite.

 
Lamento meu caro amigo.
Queria e como quero
um tempo mais "elástico"
quem sabe uma hora ou duas a mais
para olhar vitrines, distrair-me
simplesmente permitir-me relaxar
rir quem sabe de um manequim
desse nos quais colocamos peças
sem perguntar se eles as querem.

Meu caro amigo, que esta sempre
com o "falador" ligado e aberto;
lamento mas não tenho o tempo
que nossas "urgências" requerem
precisávamos eu e você de uma hora
ou duas quem sabe para fugir do 'rush"
sorver talvez um "crush"... lembra dele?
esquecer essa hora presos nos semáforos
que insistem na insana cor verde que
não nos permite parar e simplesmente se olhar.

Apaixonado amigo meu... lamento
a falta de tempo que nos rodeia
sufoca e constrange a ponto
de não ter tempo para escolher um canto
e ali, longe dos ouvidos "malditos"
rir das bobagens que falamos, das rimas
"non sense" que lemos e cometemos.

Meu amigo musical, agradeço demais
pela dica do Neil Young porem...
só consegui ouvir por inteiro a faixa
chamada Harvest moon... rio disso
meu tempo para ouvir musica, reconheço
devia ser maior... musica é bom
aquieta, acalma o descompassado "heart".

Estou saindo meu amigo... não queria
mas o tempo, esse elemento... urge.
Obrigado por perguntar sobre os meus
eles estão bem... caminham em paz.
se tudo "correr" bem falamos amanha
se não der... as esquinas existem
para que em uma delas... numa delas
topemos um com o outro e então
vamos nos abraçar, se alegrar e trocar
algumas figurinhas repetidas... abraços.


Conversei agora de manha com uma amiga tão querida e... acredito que se ela tivesse tempo... escreveria para mim alguma coisa assim mas... ela não tem tempo, então... eu mesmo escrevi.

Abraços amiga minha que não tem tempo.
 
O tempo curto por vezes... não permite.

160 dia de silêncio

 
Fala para mim
que sou amigo e
que desde antes... bem antes
em dias que a paz ainda acontecia
dentro dos muros altos
do "quartel de Abrantes"
jamais apontei-te o dedo
e nem "joguei" na tua cara
meias verdades e nem mentiras completas.

Abra o jogo, solte as amarras
meu ombro, ainda agora
é forte e largo o bastante
cabe nele ainda a sua cabeça.
No bolso do meu surrado blazer
(aquele escuro... lembra dele?)
trago sempre lenços de papel
(como saber quando vamos precisar de um)
use-o se caso queira, caso necessite ou
posso secar mais uma lágrima sua
(sei como fazê-lo... seco as minhas todo dia)

Fale para mim... somos amigos
não deixe de falar... pode extravasar.
só não acrescente as suas dores o silêncio.
quero saber dos caminhos acidentados
pelos quais se enveredou... fala das pedras
dos espinhos...do arroz que queimou
do doce que não "apurou"... do café que esfriou.
quero saber por favor... do encanto novo
do riso que se formou... do beijo que roubaram de ti
da musica nova que descobriu... do livro que leu.
(você aprendeu a matemática do amor?)

Me conta desse vácuo de 160 dias
é um tempo longo
pois...
 
160 dia de silêncio

Palavras misturadas e endereçadas... apenas isso

 
Olá
esperei...
esperei...
gerei
um sonho.
ensaiei
um sorriso.
disfarcei
uma lágrima
fruto
de uma frustração
pela espera.
por cauda dela
disse
de mim
para mim
quem sabe
Carol Carolina
não acordou
ainda ou
se acordou
esqueceu
que todo dia
espero um "oi".
então
fui
cuidar
de fazer
o meu dia.
tratei então
de esquivar-me
das armadilhas
desse dia
que chova ao longo dele
ou o sol apareça
traz sempre uma
carga delas.
abraços
Carol
Carolina
Coralina
Cora
 
Palavras misturadas e endereçadas... apenas isso

Paixão

 
 
Alguém perguntou-me:

- Porque andas confuso?

Respondi-lhe sem medo
Sem medo de ser repetitivo;

- Não estou confuso... só apaixonado.

Não entendo a vida e seu “corre corre”
Sem o alinhavo da paixão.
Evito pensar no amanha
Se nele não houver a esperança
De nele brotar e criar raiz
Uma avassaladora e nova paixão.

Não, não me cabe a ideia de
Caminhar errante pelas ruas
Como um autômato a cumprir
Funções pré ordenadas;
Nascer, crescer, comer, beber
Dormir e acordar... sorrir e chorar.

Quero hoje ver nascer uma paixão.
Anseio uma para vê-la crescer;
Dessas que “se come” com os olhos
A qual se bebe em pequenos goles
Saboreando... embriagando.

Quero hoje, logo mais a noite
Dormir o sono leve dos apaixonados
Sonhar, sonhar... sonhar
Ao acordar, pela manha antes ainda do sol “nascer”
Buscar nas lembranças a imagem
Da minha paixão... da minha paixão.

Não me pergunte... paixão
Do porque da minha confusão.
Compartilhe comigo dessa coisa boa
Que é estar enamorado, apaixonado ou;

Chore... chore... chore
Se porventura o seu coração
Não se abriu ainda para a paixão.

Eu, como todo apaixonado
Vou secar suas lágrimas
Disfarçando as minhas.

Certas conversas rendem outras conversas e, de conversa em conversa nasce um laço e nele... enlaçados ficamos e rimos e choramos e assim... a vida segue ate que uma nova conversa puxe outra e ...ad-infinitun
 
Paixão

A "furia" da Espanha... ninguém tira

 
 
Um gol do Messi é bonito mas,
Hoje é só mais um gol
As caras e bocas e poses
Do gajo Ronaldo que é Cristiano
Parecem coisa boba... menor.
Não são espanhóis... nenhum dos dois
Hoje a “fúria” é espanhola... é espanhola.

È da Espanha e ninguém tira... não tira,
As cores de Dali e Picasso
As formas de Gaudi e Calatrava
Os dribles de Iniesta e Fernando Torres
As vozes de Iglesias e Caballet
As letras de Garcia Lorca e Cervantes
As cenas de Bunuel e Almodóvar
Os diálogos de Barden, Banderas e Victoria Abril
As cores e sabores da Paella, da Tortilha e do Gazpacho
Ninguém tira... ainda que o “Isis” atire... não tira
A alegria genuína do “barulho”, do anônimo espanhol.
Hoje a “fúria”, o sangue “quente” dos “mouros/espanhóis” cabe
Cabe trazer de volta a “fúria” conquistadora.

Um atentado nas “ramblas” desperta a fúria... a fúria.

E assim caminha a humanidade.

Ate onde... ate quando?
 
A "furia" da Espanha... ninguém tira

Outra vez

 
Os olhos dela em cima de mim?
Claro que quero isso e... mais.
a sensação de ser olhado, analisado
e ao final saber-se aprovado
faz de mim um homem mais cuidadoso
mais atento ao cuidar de mim.

As mãos dela riscando-me a pele?
Anseio isso tanto quanto aquilo.
a dor das marcas deixadas
associadas ao prazer inerente
de sentir-se amado e desejado
torna-me um homem mais realizado.

As mãos dela abrindo meus botões?
acho legal isso... legal e permitido.
Meu corpo afinal é dela e
disponibilizado somente para ela.
O uso dele por meio da vontade dela
faz de mim um homem sem... lembranças.

A língua dela entrelaçada na minha?
Uma intimidade prazerosa demais
e da qual não "abro" mão... não mais.
Essa reserva especial de cumplicidade
é a que faz de mim um homem
desejoso sempre de voltar para o "ninho"

o corpo dela sob o meu... aconchegado?
Esse momento. nesse momento
tudo o mais deixa de existir... esquece-se.
Nessa hora, a mulher que é minha mulher
sem palavras diz claramente, sem equívoco
-Seja agora meu homem... outra vez.
 
Outra vez

Pra mãe

 
Não me importa se você vai querer saber dessa vontade de colocar no papel o que assola o meu coração nesses dias (deixe-me por favor desabafar). Você, com aquele seu jeito todo próprio, com certeza vai querer que eu fique quieto (você sempre dizia e me convencia de que o dia de amanha seria melhor) e repouse minha cabeça no seu colo, como fiz incontáveis vezes pelo tempo que gozei do prazer de ter você perto de mim. Sei que você, antes que eu falasse qualquer coisa que fosse, colocaria meu rosto entre as suas mãos de afeto, me concederia um riso de paz e me aconchegaria num abraço completo e a angustia acabaria, a paz se faria e a lágrima insistente seria secada com um beijo de amor insondável. Eu sei de tudo isso, sei inclusive que aos seus olhos, nenhum centímetro de mim fugiria de um olhar sempre cuidadoso e, debaixo desse olhar, todas as minhas defesas, minhas manhas e artimanhas ruiriam e me colocaria nu diante de ti... sei de "cor e salteado" sobre seu discurso... que me fez homem e sinto ainda o peso da sua mão de correção ... me encaminhou e me deu norte.
Sei que você já me falou tudo que eu precisava saber para crescer mas... precisava hoje...agora... de seu olhar no meu... daquele seu jeito todo especial de me entender.

Você foi antes... muito antes de eu crescer de verdade.

Sei que agora você estaria me oferecendo uma xícara do mais saboroso café... aquele...sabe aquele mãe... que só você sabia fazer.

- Mãe, tem café com leite e bolinho...de chuva hoje.

Seu sorriso doce me dizia... tem sim filho.

Coração apertado... lembrando de Tereza.
 
Pra mãe