ఎ వెస్టిడో ఎస్కోండే
A beleza táctil
A monstruosidade visível
Uma alma encerada
Coberta de seda e de cetim
Um corpo de granito
Mascarados pelo tecido
Um ventre
Trajado de rendas e de linho
జోన్ యొక్క గాయపడని మచ్చలు
Joana
vivia longe,
longe de si,
tão longe
que o reflexo do espelho
demorava estações
a abeirar-se do olhar.
era tão bela,
ninguém sabia,
nem mesmo ela.
Joana
não casou,
não namorou,
era anjo
e nunca percebeu
a beleza das suas asas
nem o desgosto das suas lágrimas.
às vezes,
só sabemos ao certo
o que é bom
quando o mau está por perto.
Joana
desviveu sozinha
toda uma vida,
com medo de viver
um erro errado.
Joana
deveria ter
partido o coração,
calejado o peito
com os erros,
vivenciado os momentos,
embriagando-se,
fumado chamom,
perdido a virgindade em cima de um capô.
devia ter perdido a cabeça,
achado o coração longe da testa,
lutado,
chorado,
perdoado,
no singular
e no plural,
em qualquer outro tempo,
conjugado consigo mesmo.
afinal,
viver
é mais que uma obra de arte,
é uma arte borrada, redesenhada,
feita de rastos de borrachas
e tentativas falhadas.
até pode ser mais bonita
aquela tela pura e limpa,
por abrir,
do que
aquela tela
riscada e usada.
mas o quadro das nossas vidas
é assim,
feito de rabiscos,
de ravinas de cor,
de amores desfocados,
de linhas e pontos
desalinhados.
na galeria dos sonhos tentados
cabem todos os quadros,
menos os quadros inviolados,
sem um risco, sem um estrago.
చివరి దుస్తుల
Não há mais vestidos
O guarda-fato está vazio
A esperança findada
A seda molhada
Por todos sorrisos que transformaste
Em lágrimas
Visto
Este ultimo vestido
Para me esconder
Do prazer de te ver
Sem me veres
Escondo atrás dele
Um sentimento indiviso
Descortinável
Somente se me amasses
Pelo íntimo
Não pelo que visto
Vou desistir de te chamar
Só vens quando estou pronta a despi-lo
Entras e sais
Sem avisares
Estás mais interessado
Em esconderes o teu caralho
Na cona que lastimo
Do que perceberes
Porque estou tão em baixo
ఆశిస్తున్నాము
As esperas oceânicas
São infortunas
Gastam
As mil virgindades
Da alma
E pesam
Como dunas nas pálpebras
E já não sei
Como posso convencer
Este meu coração
De pés de água
Que nunca irás voltar
Para debaixo das minhas saias
Assim vou estando
Ganhando o musgo das rochas
Deixando olhos rosas no areal…
Envelhecendo com as gaivotas
Vou …ficando
Fossilizando na praia
Chorando
O mesmo atlântico das vagas …
ప్రేమ ఎలా చేయాలి
Como fazer amor?
do prazer carnal
pouco percebo
sei do afeto
transportado
nos dedos
da carícia
a descoberto
procurando
teu fino rosto
se escondendo
entre os cabelos
e o bescoço
invejo aqueles homens
cultos
maduros
que sabem
todos os segredos da pele
de uma mulher …
eu não …
pouco sei do teu corpo
sei apenas
que sonho
em amar-te
em fazer-te feliz
de todas as formas
nem que tenha que decifrar
a ceda da tua pele
desde o calcanhar
aos litorais do olhar