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Poemas, frases e mensagens de Palas

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Palas

... de amarras

 
[...]

de quantas amarras terás tu ainda construído o teu presente?

esse formato de anuência que nos perdeu, que me obrigou a perder-me de ti.
podias ter ficado à minha frente, mas no meu caminho. sentiria o teu cheiro, a tua sombra.
o teu ser.

esse ser que me deixaria continuar a Ser. Mas não, tiveste de concordar com a regularidade dos passos de quem nunca te provou realmente. de quem te olhava, pensando em si.
e as margens do caminho sempre tão sós de vida.

como tu.
 
... de amarras

... do reverso

 
...igual a qualquer um
ao anterior

soma de um mais um com resultado zero
na voz na pele nas palavras no olhar

sem esperança apenas com a certeza inscrita no momento

amanhã sem chegar
- ficamos assim!
assim não dói]

++++++++++++++ castigo ou pena
céu mas Inferno
tudo em teu nome
no reverso da alma
estender a mão e o colo
e não haver eco.
+++++++++++++[
 
... do reverso

... de provar-te

 
... tanto quiseste. tanto quis.

estendeste o teu olhar e abraçaste-me.

toma, prova(-me)!, sou eu.

, mas neguei. neguei-te.
não!

e de não na boca, no olhar, no arrepio, na minha pele, nas entranhas, até hoje, tenho o vazio na Alma do teu sabor.

[ah! que fúria deste ser em que não me reconheço, das noites perdidas, assim esquecidas em negação, em querer, em desejo...]

porque, sim! foste sempre o meu maior desejo, senhor deste olhar inerte quando ainda me ouço: não!]
 
... de provar-te

...do Silêncio

 
a que sabe o silêncio, nós sabemos

é o olhar que se conquista
o sorriso que acaricia
o toque sustido no ar que respiramos

também,

o outro dia
a manhã que não chega
os minutos que não passam
o olhar cai no olhar e é o tempo que para

- ou não -

pois é o silêncio que se prolonga
o outro silêncio
o de sermos nós, Um.
 
...do Silêncio

... de te responder

 
... o jogo:

quando perguntas, sem nada dizer, sem palavras:

- como estás?

não podes dizer, desarmar, revelar a saudade, a falta:

[how am I supposed to live without you?]

deixa, eu sempre (te) entendi, alheia, vestida de indiferença no olhar desfocado, sempre senti.

diz-me: como estás? - não perguntas.

- respiro.
e mais nada.
 
... de te responder

Não Sei

 
 
Não sei que Amor era esse Que olhos eram esses Os teus

Sabiam a Sonho a Aventura: tudo tão prosaico tão revisto no mundo de Sonhos antigos dos Outros também vistos.

Eras a surpresa da pressa do desespero credível e necessário

Eras tudo até as noites sem Sono

de Esperança

Então,
tudo tinha o teu nome No Meu Corpo.

F.P.do AMARAL, FORA DE PÉ.

[...]
O amor é talvez isto "Viver num coração dentro de outro coração"

O amor é assim só te ensina a perder

O amor desamor-próprio
 
Não Sei

O que me és, não querendo eu.

 
Deixaste, de novo, o gosto a ti nos meus sentidos.

Meu pássaro que passa, borboleta que esvoaça, todo o mistério da tua presença sem rumores, sem olhares.

Apenas o teu gosto prevalece na minha memória, na saudade sem vontade, com a consciência acesa de não poderes ser.

Mas és este gosto com décadas de pecados evitados, de transgressões condenáveis.

E gosto que me sejas. De sempre. Ainda.
 
O que me és, não querendo eu.

De facto.

 
De facto.

À força de tanto querer, era possível.
Ilude-se o espírito mais lúcido, fazendo de conta que há um Sim tão verdadeiro como os sorrisos que se revelam.

Vê, sorrio, por isso acredita. Choro, vês? é a dor da Verdade, a certeza da infelicidade partilhada, física.

De que outro modo posso? Como posso?
[Como pudeste?]

Como é poderoso o lado humano das coisas, dos objetos... Esses. Que até têm coração e dizem-se pessoas.

Sempre o Poder, seja do que for, seja sobre quem for.
 
De facto.

... do hoje

 
... do hoje por te saber perto.

nunca a boca precisou de falar para sentir o pensamento.

- completas-me.
nenhum de nós o dizia, só podíamos ser nós um só. éramos a metade do outro. pela palavra, pelo olhar, pelo gesto inocente de quem se limita a sentir sem se questionar. porque tinha de ser, era natural que assim fosse.

eras o meu mundo. o centro de mim. eu, o teu.nunca precisámos de confessar nada porque já o sabíamos. e sabemos ainda, hoje. quando te preocupas e descansas na chamada atendida. sem som. sorris apenas com o clique da tranquilidade depois da certeza.

como hoje.
 
... do hoje

Sempre meu.

 
Minha vontade suspensa, meu sonho adiado, minha metade perdida.

O teu cheiro, o teu toque, a sensualidade do olhar em palavras. Nada dizer porque tudo foi dito.

E voltares assim, sem pedido, sem espera. Sentas-te no sangue da ferida sempre aberta, na sombra com que a espera continua e eu respiro.
 
Sempre meu.

... de raiz.

 
[...]

ainda que eu quisesse.

arrancar-te de mim seria tão inútil como arrancar a mais frágil, a mais genuína das ervas daninhas.

voltarias, reviverias, revoltar-me-ias. tudo de novo, como quando, em cada pensamento, um só, me devoras nas entranhas e te instalas em memórias.

não saias, não desistas.
fica-me na raiz e alimenta-me.
 
... de raiz.

Braille (poema de Nuno Júdice)

 
Leio o amor no livro
da tua pele, demoro-me em cada
sílaba, no sulco macio
das vogais, num breve obstáculo
de consoantes, em que os meus dedos
penetram, até chegarem
ao fundo dos sentidos. Desfolho
as páginas que o teu desejo me abre,
ouvindo o murmúrio de um roçar
de palavras que se
juntam, como corpos, no abraço
de cada frase. E chego ao fim
para voltar ao princípio, decorando
o que já sei, e é sempre novo
quando o leio na tua pele.

***************'''''''
De meu
foste sempre o sorriso
a despedida curta
o amigo de hoje
o amor de sempre.

De meu,
o silêncio ainda.

Nada na pele.
Apenas e só nas veias.
 
Braille (poema de Nuno Júdice)

... do tempo

 
 
devolve-me
ao tempo de ti
a ti

[quando

podia ser sensual
tímida e presente
entregava a mão na tua
partilhando o corpo
tocava-te
desnudando-me de vontade
transpirava desejo por te olhar

somente

nunca antes
nunca depois
como fui
só nesse teu tempo.

escrevia
e chamava-te

meu mundo

[e escrevo
sufocando de saudade:
 
... do tempo

... do rasgo

 
 
... d'Alma.

sempre que encolhi os ombros.
Sorri fingi calei neguei.

em rasgos de mim não ser dizendo-te do presente.
e em cada rasgo a negação das palavras. aqui estão. cobrindo as feridas. cada uma delas a lâmina. de dentro para fora.

são momentos. perdidos.

e sempre a pergunta:
[que farias tu com a minha sensibilidade
perdida já
num ventre em fruto]
 
... do rasgo

... para ti (diário I)

 
 
[abro-te a porta.

...como no princípio.

apeteces-me tanto como uma música
deixando-me de olhos fechados
peito aberto
Sorriso só teu

sem fúria... mágico.
leio-te o olhar o gesto a palavra muda o calor

a velha fórmula do
eu sei que tu sabes que eu sei ponto...
tudo como no princípio em que adiávamos o fim que sabíamos chegaria... reticências

a velha fórmula do
logo se vê.

++++ de seu nome Saudade ¨¨¨¨¨¨¨¨,

deixo a porta aberta
a vela na janela

como no princípio.
 
... para ti (diário I)

... de tão interessante

 
...de tão interessante:

que é

a vitimização com que apontas o dedo, acusas, choras, lamentas e voltas as costas a cada vez que te chamo.

...tão interessante.

quando dizes

não foste
não soubeste
não quiseste
engano.

e eu respondo

com um Sorriso à tua sombra
Amei-te tanto, mas não acreditei...

a uma brisa perdida
 
... de tão interessante

... do selo

 
 
a marca.

que não foi na pele.
foi na Alma.

a respiração quando se espera, quando se quer acreditar, continuar a acreditar, o Sorriso de volta, o fogo, o desejo, a carne,

com a marca.

[e esta minha Alma ensombrada
- sem paradeiro -
por uma respiração indelével]
 
... do selo

... das veias

 
como foi?
como sempre.

o sussurro.
a voz trincada entre os dentes, embutido o desejo, o soluço num nó da garganta, o descanso do pudor no chão, como cama.

não leito, antes cama.
com o desejo calado e o beiço trilhado.

sem gestos, sem toque, na distância envergonhada.

era a mente que ardia em vez do corpo. a respiração sustida. o olhar contido.

e um sorriso indelével entre nós.

... e o mais que te direi]
 
... das veias

... do evitar-te

 
 
luta inglória esta!

a de tentar evitar
o início das tuas margens
sabendo-as

a de me dar por inteiro
provando-as

[saboreando-te]

luta sem glória
esta
de te impedir

[procurando-te]

ficar incólume e vazia
assim
sem versos
beijando a tua poesia

[beijando-te]
 
... do evitar-te

... do fim que esqueceste

 
não importa se telefonas.
a agonia foi passada, tu és passado. ficou a demora que foi apagar-te antes que eu me apagasse.

e eu sei, eu sei. quando falo contigo, sorrio sempre. não podia ser de outra forma após anos de lágrimas.

agora, sinto-me aliviada sozinha, sem sombras.

mas não importa se telefonas.
 
... do fim que esqueceste