Poemas, frases e mensagens de NeoVintagePoetry

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de NeoVintagePoetry

Duarte N. Nóbrega nasceu na Madeira, Portugal em 1996. É licenciado em Línguas e Relações Empresariais pela Universidade da Madeira. É argumentista, romancista e poeta. Vendeu o seu primeiro argumento a um produtor independente de Los Angeles em 2020. Dua

Poetas e Malfeitores

 
Terra de poetas,
Rimas deles e dela,
Odes, romances e melancolias
Em terra onde cheira a maresia,
Não tentem trancar sabedorias,
Sabedorias passadas,
Não se atrevam, malfeitores,
Com os vossos corretores!
 
Poetas e Malfeitores

-cias e mentiras

 
Sujidades em nome de democracias,
Ai que hipocrisias
Que esta gente sente e sentia
Em tempos de delírios e mentiras
Não há nada melhor que a verdade,
Da saudade de ser livre,
Ir e sentir
Sem ter de mentir
Sobre as nossas ideologias
Que em nada se comparam às orgias
De mentirosos na televisão,
Tenham atenção
À falsa ereção que estes ecologistas da verdade
Vos proporcionam sem evidências
Mas apenas com pistas
Para vós,
Chupistas de mentiras.

-D.N.N
Insta:@Neovintagepoetry / x: @neovintagepoet
 
-cias e mentiras

Os snobes e os competentes

 
Profissões nobres
Com gente de cobre,
Brilham como diamantes
Por cima de ajudantes
Cansados e pobres.
Marcham em prol de si
Sem um “sim” mútuo,
Mas mudo.
Lacaios e leigos
De carbono descomprimidos
Para brilharem os “destemidos”.
Diamantes puros,
Cobre em nome,
São legendados como estrangeiro,
E os outros condecoram o incompetente e snobe
 
Os snobes e os competentes

Soneto – Tolerância Animalesca

 
Tolerâncias parciais,
Ó que gente superficial,
Que cantam que nem pardais,
Mas nada do que dizem é oficial.

Censuram por conveniência,
Sem rancores,
Como tolos de província,
Magoando-se quando enfrentam as suas dores.

Mudam histórias
Para criarem as suas fábulas históricas,
Abominações!

Lágrimas doces,
Línguas de limão-doce
Que pregam falsas premonições.
 
Soneto – Tolerância Animalesca

Liberdades Frescas

 
Liberdades frescas
Consumadas por mentiras podres,
Bobos coroados,
Reis destronados
Por aristocratas embaraçados
De sangue violeta.

Ouçam as trombetas
Que alegram patetas
Com telepontos!
 
Liberdades Frescas

Prosa Poética sobre Criaturas Estranhas!

 
Que criaturas estranhas atravessaram os nossos caminhos sinuosos remexendo com as nossas entranhas, ó que diacho! Todos sentiram-se em baixo quando microfones encheram as nossas casas com leis dadas por reis em tempos de democracia sem qualquer tipo de sabedoria dentro daqueles ricos fatos que serviriam melhor aos ratos que em praticamente nada nos importunam o nosso quotidiano. Anarquias, desejos destas enchem as almas de quem ainda vive na esperança de sorrir como antes sorria, antes da partitura ser ditada e tocada no piano de todos nós, os ordinários fulanos…
 
Prosa Poética sobre Criaturas Estranhas!

Ardente e incandescente

 
O desejo ardente,
Incandescente
Que vivia em Espanca,
Agora me espanta
Quem ainda é vivo
O desejo
E romantismo
Nos corações de muitos,
Nestes com coração português.
 
Ardente e incandescente

Ração com sabor a pátria

 
Nação que só nos dá ração,
Com ou sem inflação,
Aqui andamos oprimidos
De coração nas mãos
À espera de uma nova nação
Como a poderosa e antiga,
Mas a ação é pouca
Para tal privilégio.
 
Ração com sabor a pátria

Haiku - Boémia Ventosa

 
Tasca boémia
Ó ventos de outrora
Antes da alva.
 
Haiku - Boémia Ventosa

Prosa Poética sobre Águas, Verões e Pensamentos fugidios

 
Naquela tarde de calor e de uma humidade ridícula, joguei o meu próprio “próximo de se tornar cadáver” para uma piscina. O choque térmico entre a minha pele já encharcada de suor ao sentir o toque da água plana e clorada leu-me a sina, gotas de morfina pareciam atravessar, salpicar e formigar a minha barreira sanguínea. É de realçar que já havia tomado algumas bebidas previamente. O verão acabava no calendário e começava ferozmente na minha alma. Os amores de verão que não tive, os néons que não me cegaram em festivais, todas esses arrependimentos supérfluos e os menos frívolos esvaneceram entre a água e o corpo. Passagens literárias de autores irreverentes e alguns até sujos inundaram-me assim como a água me deixou. Inundado! Apenas com as minhas vias respiratórias fora de água, emulei a vida: fiz a posição do “morto” naquelas águas sem marés, mas repletas de resvés naquela tarde escassa em histórias. Esqueci os estranhos que haviam à minha volta (não era privado aquele poço azulado), ou talvez os estranhos fingiram que não viam toda’quela situação para não se sentirem envergonhados com a minha auto-veneração. Pensei nos marginalizados e o quão românticos eram eles, e patéticos os integrados neste mundo visivelmente degradado…
Será que existe bom e mau burlesco? Pensei eu. Talvez exista o bizarro e um outro um pouco mais erótico. No entanto, o segundo adjetivo por vezes é interligado ao primeiro pelos mais perversos e escondidos melancólicos. E o primeiro desconectado do segundo pelos púdicos visivelmente mentirosos. Boémio solitário, fumador ávido, complexado e por vezes narcisista convulso, continuo a autointitular-me de “novo”, a minha mente reivindica, o meu corpo desconfia de tal ego, o espelho mostra-me contradições, ah que punições sofro no meio deste opiáceo artificial que me corre neste corpo que tento não enrugar com pensamentos de verões desperdiçados e invernos esperançosos!
 
Prosa Poética sobre Águas, Verões e Pensamentos fugidios

Soneto – Não há quem queira

 
Indecisões em tempos de espera,
Que horrores criamos na mente!
Não há quem queira
Sentir o lugar onde não há gente.

Noites de cansaço, noites…
Sonhos de fracassos
Onde tudo o que imagino são açoites,
Acordando sentindo-me aos pedaços.

Café torrado,
Cigarro inalado,
Assim começa o dia de quem anseia.

Não há quem queira viver assim,
Mas quando chega à hora
Tudo isto me chateia!
 
Soneto – Não há quem queira

Soneto - Os calados e os alados

 
Sistemas imperfeitos anestesiam tudo,
Tudo o que é perfeito
Torna-se mudo
Sem alento e preceito.

O legislativo conta a anedota,
O executivo percebe a piada.
Continuamos a ser o alvo de chacota,
E nossas vidas suas criadas.

O judicial conta as notas,
Entretendo-se com as quotas
Do povo curvado e penetrado.

Laborem! Dizem eles entrelinhas
E entre cortinas,
E o povo aqui, desalado.
 
Soneto - Os calados e os alados

De cabisbaixo

 
Andavam sisudos
Por trabalhos carrancudos
Pagos por estúpidos,
Ainda aqui andamos
De cabisbaixo
À espera de salários
Menos baixos.
Ó inflações,
Regras impostas por não-eleitos
Aos eleitos ao degaste
E ao cinzento que paira
Na mente dos que ouvem
Falar sobre a futura nuvem carregada
De choros secos que se aproximam
Quase sempre.
 
De cabisbaixo

- D.N.N
(de Portugal)
Insta: @neovintagepoetry / X: @neovintagepoet

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