Poemas, frases e mensagens de DiogoCosmo∞

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de DiogoCosmo∞

Caros Amigos,
após um pausa, estou de volta!
Em breve irei fazer novas publicações.
CARPE DIEM

Diogo Cosmo∞

Tudo só porque… sim!

 
Hoje naufraguei.

Senti…
Que me ia afundar,
No frio,
No escuro,
E nada fiz para o evitar,
Limitei-me a aceitar,
A minha sorte,
O meu desnorte.

Foi então quando já ia a caminho,
Do fundo sem chão,
Que um sonho me agarrou,
E se pôs por baixo de mim,
Como se fosse um nenúfar,
Para eu…
Não me afundar,
Não me afogar.

Parecia flutuar,
Ajudado por um sonho,
Que eu desconhecia,
E andámos por aí algures perdidos,
Perdidos nas correntes,
Desse mar da vida,
Tão implacável como o seu destino.

Andamos à deriva,
Sem saber,
Onde começava o dia,
E onde terminava a noite,
A escuridão,
Era a nossa constante parceira.

E eu…
Totalmente atordoado,
Pela força do mar,
Já não me esforçava,
Apenas o sonho me abraçava.

Por várias vezes quis desistir,
Acho que,
Nem para desistir,
Tinha já forças.

Porém,
O sonho sempre resiliente,
Nunca parou de lutar,
Nunca parou de me carregar,
Chegou mesmo a sussurrar-me,
Que não tivesse medo,
Se morresse,
Não morreria sozinho…
Morreríamos os dois.

Fomos empurrados para a beira-mar,
Para uma praia tão deserta quanto eu.

Quando acordei,
Foi com esforço sobre-humano,
Que me ajoelhei,
Olhei para trás e…
Puf…
O sonho feito nenúfar,
Ou o nenúfar feito de sonho,
Tinha desaparecido.

Fui dar a uma praia,
Uma praia tão deserta quanto eu,
Abri os meus olhos
E de imediato procurei os teus,
No céu,
A sua cor,
Mas eram tantos,
Que foi difícil encontrar os teus.

Procurei neles,
A resiliência e a paz,
Não aquela que o homem faz,
Procuro o sol,
Mas não é um sol qualquer,
Procuro aquele que enriquece a alma,
Aquele que nos eleva para além do cosmos,
Procuro aquele que vence os nevoeiros,
Aquele dissipa as nuvens negras das nossas vidas.

Nada me poderá desviar,
Do que me está destinado,
A cada momento,
Sinto que tudo poderia ser perfeito,
Mas não,
Nada de perfeito ou imperfeito,
Acontece para nos elevar ou destruir a alma.

São pontes…
Que nos ligam sem sabermos,
São pensamentos que vão,
Para além das nuvens negras,
São caminhos,
Que não vemos,
Caminhos,
Que nos trazem a verdadeira PAZ.

São rios cheios por lágrimas,
De todos os que,
Por este Mundo,
Choram os seus.

Outros choram…
Choram porque já não têm,
Por quem chorar.

Há muitos outros,
Que também tentam chorar,
Mas há muito que se lhes secaram as lágrimas.

São barcos em forma de sonhos,
Ancorados em terra,
São sonhos que já ninguém quer.

Humanos VS Humanos em guerra,
Por todo o canto da terra.

Aproxima-se o grande final,
A apoteose está mesmo a chegar,
E será o fim,
Daquilo a que chamamos,
H u m a n i d a d e.

É mesmo… tudo é assim,
Só porque,
Sim!

Diogo Cosmo ∞
Praia/Pequeno Edem Parede
15-52 11-04-2025
 
Tudo só porque… sim!

Sem PORTO SEGURO

 
Ontem,
Senti-me como um náufrago.
Totalmente à deriva,
Perdido na imensidão do nevoeiro.

Aqueles rasgos de luz,
Eram apenas uma grande ilusão.

Mal eu sabia,
Que a verdadeira tormenta,
Estava para começar,
E entrei nestas águas maledicentes
Que me tentavam arrastar,
Para o fundo da ignomínia,
Da falsidade,
Para onde a amizade
Tem outro nome.

É onde,
Os acéfalos espreitam,
A cada esquina cinicamente,
Esperando pela nossa desistência,
Pela nossa derrota…
Bem podem esperar!

Estou desesperado,
Quase não aguento,
Tanta falsidade junta,
Continuo a resistir.

Mas…
Aos poucos,
Sinto-me afundar,
Num ato de desespero,
Estendo a minha mão,
Tentando agarrar-me esse nenúfar,
Que passa à deriva,
Ao sabor do vento,
Mas ele tal como eu,
Também anda perdido nesta imensidão.

Por instantes dá-me a sua mão,
Mas eu rapidamente a largo,
Para que ele não se afunde,
Também comigo na escuridão,
Da noite sem fim.

Obrigado,
Nenúfar,
Irmão na desgraça,
Mas não,
Não quero que te afundes comigo,
Vai e respira,
Mais que não seja pelos dois.

Estou perdido na imensidão do mar,
Sem rumo, em pleno desnorte,
Sigo apenas,
Esse melódico apelo,
Vindo bem fundo,
Do meu sonho.

Por enquanto,
Pouco ou quase nada me perturba,
Estou tão sereno
Tão sereno,
Que no meu rosto,
Certamente vê o esboço,
Dum leve sorriso,
Que nem o Rembrandt,
Michelangelo ou mesmo Caravaggio,
O fariam tão sereno.

Eis-me aqui,
Como se esperasse,
A morte a qualquer momento.

Ainda não me deixei vencer,
E espero nunca me deixar vencer,
Por esse caminho do facilitismo,
Que outros recorrem,
todos os dias,
das suas medíocres vidas!

Eu poderia seguir esse caminho,
Mas para chegar que destino?
Ao caminho do facilitismo,
Não, mas esse nunca,
Muito obrigado.

Diogo Cosmo ∞
10-05-2024
Aeroporto Lisboa
 
Sem PORTO SEGURO

Sempre que fecho os olhos…

 
Fecho os meus olhos,
E olho para lá da escuridão,
Vejo claramente tudo,
O que os outros não veem.

São nuvens negras por todo o lado,
Sem explicação aparente.

São florestas sem fim,
São árvores nuas,
Em paisagens obscuras.

São luzes que me ofuscam no presente,
E do passado,
Já perdi na memória,
A miríade de sonhos,
Que já não encontro,
Nem o mais mínimo rasto.

Tanta coisa na palma da minha mão,
Olho para ela,
E está sempre vazia.
Cheia de nada…

Tudo será dentro de um sonho solto,
Na brisa que eu provoco com o meu respirar.

São casas sem pés que fogem de mim,
São sopros da minha nostalgia,
São placas umas a trás das outras,
Indicando caminhos que não quero.

Caminhos que nunca quis!

Sinto-me tão leve,
Como uma pena que vai contra o vento,
São melodias que não sei cantar.

Sempre que me deito,
É contigo que eu sonho,
É contigo,
Que eu passeio de braço dado,
Ao longo desta imensa margem do Universo,
Que eu invento,
Todos os dias…

Só para ti,
Meu amor.

Diogo Cosmo∞
Parede - Pequeno Éden.
28-05-2025
 
Sempre que fecho os olhos…

Nostalgia I

 
Ao som deste piano,
Dedilhado por esses,
Dedos frágeis e quebradiços,
Que se arrastam sobre essas teclas,
Também já elas carcomidas pelo tempo.

Como se cada tecla premida,
Alivia-se a minha dor.

São momentos a solo,
São momentos de total embriagues,
São momentos de ressaca,
De azul e rosa,
São curtos momentos de esperança,
Ternura,
E plena paz.

Não,
Não vou desistir,
Estou farto de sentir,
O meu coração em brasa
Sinto-me depauperado
Por todas as memórias
Que já se desvaneceram.

Eu quero ir ao teu encontro,
Onde quer que estejas,
Não quero perder mais tempo,
Ainda que o tempo não espere,
Pelo final da melodia.

Podem-me roubar tudo,
O caminho que mais ninguém vê,
Inclusive o ar que respiro,
Mas nunca,
Nunca mesmo,
O meu amor,
E os meus sonhos,
Que são o meu,
Verdadeiro caminho,
Para ti!

Diogo Cosmo ∞
24-08-2024
 
Nostalgia I

Nostalgia IV

 
Sim…
Sim diz-me para não respirar
Deixar de escrever para mim é como entrar em apneia
Rapidamente sufoco
Tenho que vir à tona
Para poder gritar
Tenho muita coisa para contar
E …
O tempo não me chega.

Gostaria de ter uma semana
Com dias de 72 horas cada um deles.
E mesmo assim
Não chegava
Para acompanhar a velocidade
Do meu pensamento
Que por vezes se torna estonteante
De tantas imagens vertiginosas
Que passam por mim e …
Eu transformo-as em palavras
Muitas palavras
Palavras lindas
Palavras feias
Feitas de letras
Que vou apanhando
Uma após uma
Com a palma da minha mão
Suavemente
Para que não fujam
Para que eu tenha tempo
De as deitar primeiro no papel
E junta-las com as suas irmãs
Para que deixem a sua indelével marca
Antes de acordarem
E voltarem a estender
De novo as suas asas
E voarem
Voarem
Por esse mundo fora

Levando consigo
Uma linda mensagem
De paz e amor
Para ser lida
A cada canto deste mundo
Que tanto carece deles
Amor e paz.

Diogo Cosmo ∞ 12:55 12-12-2024
Hospital de São José

Para as minhas Amigas pelo seu
apoio incondicional e preocupação.
Que a nossa amizade vá para além da eternidade!
Marylin Silva / M. Conceição Santos
Portugal / Brasil
 
Nostalgia IV

A ultima subida

 
Acordei,
Com uma sensação muito estranha,
Senti que algo diferente,
Se estava a passar,
Não,
Não era falta de ar,
Nem palpitações.

Levantei-me da cama,
Eu parecia flutuar,
Acerquei-me da janela,
E olhei para o céu…

Mais auroras boreais,
Por tudo quanto era céu.

Vi todos aqueles sonhos,
Que brincavam e bailavam em espiral,
No céu indefinido de tanta cor,
Passeavam-se harmoniosamente,
Bem na minha frente.

Estenderam-me as suas mãos,
Convidando-me a entrar na dança.

Saí para a rua,
Fui imediatamente prendado,
Com o mais belo tapete de estrelas,
Que se estendia mesmo à minha frente,
Em direção ao infinito.

Vejo gente alada tal como eu,
Voando sobre esta terra de ninguém,
Esta terra deserta,
Que já ninguém a quer.

Eu quero voar,
E livremente vaguear,
Pelo seu imenso deserto,
Capaz de derreter gente.

Vejo a colossal montanha,
Bem na minha frente,
Apelativa,
Cativante,
Desafiante,
Apaixonante,
Mas como é tão cruel…
O seu viver.

Parece intransponível,
Mas tenho uma mão invisível,
Que me ajuda,
Que me puxa,
Que empurra.

Tenho que vencer.

Estou muito perto do cume,
Uma sensação sublime invade todo o meu ser,
A melodia,
Está cada vez mais perto,
De atingir o seu clímax,
Nesse momento estarei pronto,
Para tudo.

Aqui estou eu,
Pronto para o que der e vier,
Pouco ou muito espero,
Num universo,
Seja ele escuro ou iluminado,
Desde que seja a teu lado,
Nesta viagem alucinante,
Que se aproxima do fim,
Ou de um novo começo.

Eis que a derradeira viagem,
Começa finalmente agora.

Agora que já derreti,
E deslizei até ao fundo desta montanha.

Fui encontrado à beira mar,
Por um sonho que ia a passar,
E o sonho perguntou-me,
Se eu ainda sabia sorrir,
Pois eu tinha a cara deformada,
De tanto chorar.

Foi quando eu lhe disse,
Que tinha perdido,
O sonho da minha vida.

Tinha perdido tudo aquilo,
Que me agarrava à vida,
Foi então,
Que o sonho me deu a mão,
E em uníssono,
Chorou comigo,
Até ao romper da aurora.

Cansei-me,
De esperar,
Que os sonhos,
Que aqueles lindos sonhos,
Que me entrariam,
Porta adentro.

Não importa o quanto eu tente,
Não importa quantas vezes eu falhe,
O que verdadeiramente importa,
É não desistir.

Eu quero,
Mais que não seja.

Se um dia,
Eu puder preparar o meu funeral.

No dia que morrer…
Em troca quero…
Que as guerras parem nesse dia,
Não quero ninguém vestido de preto,
Quero que vão todos vestidos,
Como para um casamento ou batizado,
Cores alegres, muitas cores,
Quero um dia de festa,
Quero uma mesa farta para toda a gente,
Quero que todas as diferenças,
Se desfaçam nesse dia,
Ainda que seja só nesse dia,
Não quero choros,
Quero alegria ,
Que cantem,
Que dancem,
Até não terem forças para mais.

Eu cá estarei,
Quem sabe,
Talvez algures um pouco mais acima,
Vendo-vos a todos unidos,
Nesta minha derradeira despedida.

Finalmente será o dia mais alegre,
De toda a minha vida!

Pois finalmente,
Estarei a seu lado,
Na sublime simbiose,
Entre o espírito e o corpo,
Contemplando toda a felicidade,
Que nos foi roubada em vida!

Diogo Cosmo ∞
Lisboa HSJ
16-12-2024
 
A ultima subida

Flor enjeitada

 
Por onde andaste tu,
Minha alma quase gémea,
Alma sofrida já à nascença.

Não te queriam dar o direito à vida,
Por meras futilidades,
É isso mesmo,
Minha querida,
A humanidade perde-se nas futilidades.

Tornaram-te,
Revoltada,
Amarga,
Desconfiada.

Minha querida,
Ambos temos as mesmas perdas,
Embora de formas,
Bem diferentes.

Por onde andavas tu,
Minha alma quase gémea,
Quando o meu sofrimento começou?

Ah …
Pois é …
Minha querida…
Ainda não tinhas nascido!

Porém…
Já és tão errante como eu,
Num mundo que não é o nosso,
Perguntamos um ao outro,
Com os olhos marejados de lágrimas,
Qual é o nosso destino.

Seja ele qual for,
Só queremos que seja,
Para onde não haja sofrimento.

Queremos um novo alento,
Ainda que seja ao sabor do vento.

Nada nos fará parar,
Iremos de mão dada,
Unidos pelo que somos,
Somos tudo,
E nada… seremos,
Um sem o outro,
Continuaremos incompletos,
Condenados,
A vaguear pelo universo,
Como se fosse um deserto.

Amiga alada,
Vai e abre as tuas asas,
E voa,
Voa sem parar,
Para onde bem quiseres,
Voa para qualquer lado do mundo,
Até te não teres forças para mais,
Se tal for necessário.

Mas nunca te esqueças,
Deste porto seguro,
Aqui me encontrarás,
Sempre disponível,
Para te ouvir,
Para te acarinhar,
Para te proteger,
Dar-te-ei o tempo necessário,
Para lamberes as tuas feridas,
E sará-las em segurança,
Até conseguires,
voar outra vez.

Obrigado,
Amiga,
Por me teres deixado,
Entrar no teu mundo,
Aquele tão profundo,
Que só tem acesso,
Quem nós deixamos.

Foi aí que te vi,
Tal como és,
Venerável …
Frágil …

Como a mais bela,
A mais vistosa,
De todas porcelanas,
Que corre o risco constante,
De se quebrar em mil pedaços.

Se sopesarmos o nosso sofrimento,
Seremos ambos,
Perdedores e vencedores.

A tua mágoa junta com a minha,
Dava para construir,
Um monumento à eternidade.

Mas nada disto nos traz a saudade,
Minha querida,
Do que verdadeiramente sentimos na pele,
A indiferença do sofrimento,
Que nos dilacera a alma,
A cada dia que passa.

Somos meros passageiros do tempo,
Será que sairemos juntos,
Ou um de cada vez?
Só o tempo…
Nos dirá,
Se chegamos,
Ao mesmo tempo.

Diogo Cosmo ∞
Com a Kelly Couto no aeroporto
01:31 21-07-2024
 
Flor enjeitada

Um Amor… Único!

 
O nosso amor era tão lindo,
Tão puro,
Mas…
Acompanhado à nascença,
Por uma terrível maldição.

Uma maldição,
Que te acompanhava,
Noite e dia,
E passou a ser minha, também.

Partilhávamos tudo,
Até essa maldita,
Fazia parte da nossa vida.

Por vezes tentávamos,
Simplesmente esquecê-la…

Mas era impossível,
Fugirmos dos seus desígnios,
Porque ela…
Matreira como sempre,
Depressa nos fazia voltar,
À triste realidade,
Da sua omnipresença,
E por vezes da forma mais cruel.

Meu amor,
Por mais que eu queira,
Já não aguento mais,
Tenho de ir para onde possa,
Construir para ti um monumento,
De palavras,
De muitas palavras.

Palavras construídas,
Letra a letra,
Que irei juntar,
Uma após outra.
Trabalharei noite e dia,
Até não ter forças para mais.

Acredita meu amor,
Que a nossa história,
Também será conhecida,
Para além do Cosmos,
Para além do infinito,
Nada,
Mesmo nada,
De nós morrerá.

Sei bem, meu amor,
Que lá estarás algures,
Para me guiar,
Para me orientar até ti…
Bem sei que esperarás por mim,
Nem que leve uma eternidade.

Meu amor…
Meu amor…
Meu amor…

Tenho tanto medo,
De não te encontrar,
E perder-me para sempre,
Onde nunca,
Me poderás encontrar.

Diogo Cosmo ∞
24-08-2024
Aeroporto/O piquenique
 
Um Amor…  Único!

A Minha Epopeia

 
Acordo de madrugada,
Sobressaltado por uma melodia,
E uma que eu bem conheço,
É ela que apela por mim.

Saio a rua,
Em alta velocidade,
Na ânsia de a encontrar,
Seja onde for,
Tenho na certeza que a irei encontrar.

Subirei todas as montanhas,
Que forem necessárias,
Correrei pelos seus vales que nem um louco,
Nadarei nos rápidos,
Contra acorrentes mais fortes,
Nem a tempestade mais forte me deterá.

Nada me travará,
Pois este amor tão puro,
Tão forte,
Tão único,
Vale toda esta odisseia.

E continuarei…

A minha resiliência,
Será a minha força,
O meu animo,
Para nunca desistir.

Se necessário,
Mergulharei nas profundezas dos oceanos,
Em busca do teu rasto,
Que me será indicado,
Por seres luminescentes,
Alados que me segredaram,
O sítio onde estás,
Sob a sua eterna proteção.

Diogo Cosmo ∞
15:34 15-06-2025
Parede – Pequeno Edem
 
A Minha Epopeia

Este e o Meu Mundo

 
EU SOU O REI!
Este,
É o meu Mundo,
Onde…
Eu sou o Rei.

É o Mundo,
Que eu próprio criei,
Com tijolos,
Feitos do meu sofrimento.

E vou construindo,
Edifícios uns atrás dos outros,
Todos eles elevados,
Na cidade da agonia,
Onde o meu sofrimento,
Está a cada esquina.

Este,
É o meu Mundo,
Onde…

Vou continuar,
A juntar tijolo a tijolo,
Para finalmente,
Acabar o meu,
Palácio da solidão.

Por mais que eu queira,
Nada me poderá mudar,
Nem mesmo tu... meu amor,
Por mais que tentes.

Fazeres-me,
Parar de sonhar,
Com ela...

Seria o mesmo que,
Me roubares,
O ar que respiro,
Todos os dias,

Seria o mesmo que,
Pedires ao rouxinol,
Para que nunca mais,
Cantasse.

Seria o mesmo,
Que roubasses,
As ondas ao mar,
Que me trazem a esperança,
De um dia ela voltar.

Este é,
De facto,
O Mundo que eu criei,
Este é o meu mundo,
Feito com tijolos do meu sofrimento.

Eis-me mais uma vez à espera,
Nem eu próprio,
Sei bem… do quê.

Sem ti,
Sinto-me perdido.

Se eu pudesse, meu amor,
Compunha a mais bela canção,
De propósito,
Para te ter,
Na palma da minha mão,
Só para te poder embalar,
E depois afagar-te,
Com as pontas dos meus dedos,
Com uma ternura,
Como seria impossível descrever,
Num dos mais belos,
Poemas de amor.

Como suportar a tua ausência,
Meu amor,
Sem mais uma vez,
Alagar tudo à minha volta.

Procuro um sinal,
Por mais tênue que ele seja,
Neste céu,
Que já há muito,
Que perdeu a cor.

Este é o mundo,
Onde…
Eu sou o Rei.

E este é o mundo,
Que eu próprio criei,
Com tijolos feitos,
Do meu sofrimento.

Como poderia eu.
Ser egoísta,
E pedir-te,
Para seres a rainha,
Deste meu Reino,
E pedir-te
Para aceitares metade da minha dor.

Como poderia eu ser tão egoísta,
E pedir-te vires,
Viver metade desta dor.
Vai,
Minha querida,
Este Mundo,
Não é …
O teu.

Abre as tuas asas,
E voa,
Nem que seja,
Para além do infinito,
Vai,
E deixa-me,
Mais a minha dor.

Eu sou o Rei!
E este é o meu Mundo!

Diogo Cosmo ∞

O prometido é devido!
Promessa cumprida!
Diogo Cosmo ∞
 
Este e o Meu Mundo

Se eu fosse Deus

 
Se eu fosse Deus,
Acreditem que…
Não estaria aqui agora na terra,
Sentir-me-ia envergonhado,
Por nada ter feito,
Por nada ter evitado,
Limitei-me tristemente a comtemplar,
E deixar isto chegar,
Ao ponto a que chegou.

Se eu fosse rei,
Não estaria aqui agora no meio de plebeus,
Que prestam vassalagem,
Subjugados,
A reis sem nome,
Gente descrente,
Gente bem engalanada,
Gente que já não engana,
Nem a própria sombra,
Gente com dentes de ouro,
Que não lhes serve para nada,

De gente…
Que nunca terá entrada no meu reino,
Pois aqui,
A maldade é proibida.
A maldade,
Essa…
Fica de fora,
Mais com quem a tem.

O cheiro de sofrimento,
Que vem no pó das areias,
É o claro sinal,
De que na terra prolifera o mal.

Tornou-se claro,
O teu eco que vem nas ondas do mar.

Mas que posso eu fazer mulher?
Já não sou omnipotente,
Já não sou rei,
Deste deserto tão grande como o teu sofrimento.

Se eu fosse Deus,
Há muito que terias a teu lado,
O teu menino,
Agora homem,
Perdido em direção
Quem sabe
A que destino.

Vai Mulher!
Procura o teu filho,
Nas cinzas que restam.

Trouxeste-o ao mundo,
Não foi para matar homens,
Nem para ser morto pelos homens!

Grita,
O teu clamor,
Grita com toda a força,
A tua dor,
Faz como que as tuas lágrimas
Afoguem as desgraças do mundo.

Vai mãe,
Grita,
O teu lamento,
Grita ao eco,
Para que ele,
Nunca perca o seu vigor.

Para que ele,
Nunca,
Pare de replicar a tua voz,
E fazê-la chegar até aos confins do universo.

Vai mãe,
Grita…
Grita com toda a força,
Do âmago das tuas entranhas
Onde a dor da tua voz é mais forte
Onde a tua dor,
É muito mais profunda,
Do que quando o trouxeste ao mundo,
De quando o deste a vida.

Vai…
Grita,
Até ficares sem voz,
Pode ser que assim alguém te ouça,
Na tua prece o teu lamento,
E traga o teu menino homem de volta.

Vai mãe grita,
Grita,
Até que os mortos se levantem,

Até que a humanidade te ouça,
Até que a humanidade se torne,
Mais humana.

Vai mãe,
Procura o sangue do teu sangue,
A carne da tua carne,
E fá-lo regressar ao teu regaço.

Agora que o encontraste,
Verás que há nele,
Um novo alento,
Uma nova vida,
Ele…
Agora,
É um Anjo da Paz.

BASTA...
Já chega...
Basta de tanto Sofrimento,
De Todas as mães,
Desta, e de todas as terras em redor.
Vamos... Irmãos!
Vamos dar as nossas Mãos,
Unos seremos mais fortes
Unamo-nos contra a desgraça dos outros,
Que bem um dia,
Poderá vir a ser a nossa,
Se hoje não fizermos,
NADA !

Diogo Cosmo ∞

Este trabalho é dedicado,
a todas as mulheres do mundo
que perderam um filho.
16:21 19-02-2025
 
Se eu fosse Deus

Quando se é invisível

 
Tratam-te com se fosses invisível,
Mas não,
Tu nunca foste invisível.

Eles,
É que sempre foram cegos,
Apenas conseguiam ver,
E mal,
O seu próprio umbigo.

Eu sou o verdadeiro dono,
De um vasto oceano,
Que eu próprio criei,
Mas sempre,
Fiel a estes sonhos
Sonhos sem prazo de validade.

E quando finalmente,
O Verdadeiro amor chega,
Como uma avalanche,
Que varre as colossais Montanhas,
Tem o poder de transformar,
Não apenas uma vida,
Mas o mundo inteiro em seu redor.

É quando sem motivo aparente,
O nosso coração dispara,
À velocidade da luz,
Como se toda a energia,
Do cosmos,
Entra-se adentro,
do nosso corpo,
Sem que o motivo,
O saibamos explicar.

Um mundo aparte
Onde o silencio é constante.

A escuridão da noite,
Aproxima-se lentamente,
Mas determinada a engolir mais uma vez
A luz do dia,
Que amanhã voltará,
Mas sempre a fugir
Desta esta escuridão,
Que não para…
De perseguir,
Esta luz maravilhosa.

E acabo,
Por ficar no meio desta suave simbiose,
Que não arrefece,
Nem aquece os meus dias,
Que espero que nunca mais acabe.

São pequenos passos,
Que a lugar algum me levam,
Já não há preto,
Nem branco,
Ou amarelo,
Ou qualquer cor que tenhamos inventado,
Apenas corpos,
Muitos corpos,
Espalhados pelo chão.

Diogo Cosmo∞
Parede - Pequeno Éden.
 
Quando se é invisível

É nos teus olhos

 
É na memória dos teus olhos,
Que encontro o meu lar,
Era no teu corpo,
Que encontrava,
O meu refúgio,
O meu Porto Seguro.

É seguramente,
O lugar que o meu amor,
Ainda que por vezes divagasse,
Sempre teve,
Como morada única,
O teu doce coração.

Hoje só o teu sorriso,
Desenhado nas nuvens,
Com as mais belas cores,
Existentes em todo Universo,
Ilumina cada um dos meus dias,
Como se fosse o sol mais brilhante,
De toda a Galáxia.

É teu indelével toque,
Que como uma marca de água,
Que ficou gravada no meu amago,
Desde o primeiro dia,
Que me faz sentir vivo,
Nos momentos de melancolia.

É só nos teus braços,
Que eu encontro a paz,
Um refúgio seguro,
Mais forte do que qualquer outro,
Dito…
Porto Seguro.

É onde posso me esconder,
De tudo o que me faz sofrer.

Ainda hoje,
O teu amor é a minha força.

Cada beijo teu,
far-me-á,
Sentir ainda mais completo.

Sem ti meu Amor,
Serei como um Rei sem Rainha,
Serei o Rei de um deserto,
Num reino de profunda melancolia.

Quero passar a eternidade contigo,
E dar continuidade aos momentos,
Que a vida interrompeu…

E agora a teu lado,
Quero de novo amar-te,
Proteger-te,
Fazer-te ainda mais feliz,

Eu sei que irei ser amado,
Por ti,
Meu amor,
Com a mesma intensidade.

Amo-te muito mais,
Do que qualquer palavra,
Que o meu âmago possa expressar,
Mais do que qualquer poema possa descrever,

Amo-te de toda a alma
E coração.

Diogo Cosmo∞
1988
Algures no Deserto
 
É nos teus olhos

Um Amor Sem Tempo

 
Um dia…
Sonhei…
Sonhei que estavas deitada
na minha cama,
Aproximei-me lentamente
Desse leito,
Onde repousava
A minha guerreira.

Suavemente
Estendi a minha mão,
Até chegar ao teu cabelo,
Feito de veludo,
Mesmo a condizer,
Com os teus olhos
Feitos de avelã.

O teu cabelo parecia flutuar,
Ao sabor da brisa,
Nascida,
No teu respirar.
Por instantes,
Meu amor …
Limitei-me a ficar ali,
Simplesmente a teu lado
Totalmente maravilhado
A seguir com o olhar,
Cada milímetro da tua nudez,
Oh …
Como é sublime,
E leve … o teu respirar.

Meu amor,
Nem imaginas como é terrível,
Ter-te ali …
Tão perto …
Mesmo ao alcance da minha mão
Querer…
E não poder
Simplesmente tocar-te.

Meu amor,
Nem imaginas
Como é terrível,
Sentir o calor da tua respiração,
Tão perto da minha boca,
E ver …
Que não a consigo alcançar,
Para nela,
Poder depositar,
A ternura de um doce beijo

Então por instantes
Fecho os meus
Olhos marejados
Limito-me a recordar
Para não me esquecer
De cada curva tua
Do calor da tua pele,
Do teu sorriso
Do brilho dos teus olhos
Nos momentos de sedução
Nos de sôfrega paixão.

Meu amor,
Meu amor,
Suavemente
Estendi a minha mão
Até chegar ao teu cabelo
Feito de veludo,
Cor de avelã.

Meu amor,
Por favor não acordes ainda
Deixa-me sonhar
Um pouco mais que seja
Até que o sol apareça.

E ao nascer do sol
Bem sei,
Que mais uma vez,
Fugirás de mim.

Não faz mal
Meu amor…
Amanhã cá estarei
De novo
Para mais uma vez …
Simplesmente sonhar.

Diogo Cosmo ∞
Para o meu eterno AMOR,
À minha doce ‘CRIS’
Odiáxere, Lagos
04:33 07-09-2024
 
Um Amor Sem Tempo

Bom Coração

 
Acredita-me,
Que é do fundo do coração,
Que te digo
Se salvares uma alma,
Ainda que seja só uma,
Num bilião ou trilião,
A tua missão nunca terá,
sido em vão.

Acredita-me que à noite
Quando te preparares para dormir,

E pousares suavemente,
A tua cabeça sobre a almofada.

E após um longo sopro,
Até exaurir ,
todo ar que tens no teu interior,
Como que expulsando,
todo o cansaço do dia,
E após um breve suspiro,
Com os olhos fixos,
No teto do teu quarto,
Verás um firmamento de estrelas,
Feito de olhos brilhantes,
Que fizeste nessa noite.

Terás certamente ,
um sorriso nos lábios,
Com a fotografia ainda viva,
No teu olhar,
de todos aqueles olhos,
agora cintilantes.

Dirás em surdina para ti mesmo,
Obrigado meu Deus…
‘Missão cumprida’

Diogo Cosmo ∞
23:18 14-11-2024
 
Bom Coração

Uma Aurora... na Escuridão

 
Sinto plenamente,
Que ainda vives em mim,
O que me dá forças e alento para me,
Continuar a arrastar.

Mas em direção...
A quê?
Ao vazio?
Como poderei eu,
Encher o vazio de …nada.

Durante alguns tempos,
Ainda sonhei acordado,
De que havia alguém,
Capaz de tomar por emprestado o teu lugar,
De ser a tua sósia de corpo e alma.

Mas foi uma pura ilusão
O curto tempo mostrou-me que tinhas razão…

Só se muda quem quer mudar.

Nada te afasta de mim.

É talvez esse,
O meu cruel destino,
Deste-me a liberdade,
Suplicaste-me inclusive,
Que vivesse pelos dois,
Bem sei que atraiçoei,
A minha palavra,
Quando te prometi… que sim.

Hoje, nos rasgos de memória,
Lembro-me de que poderia ser bem diferente,
A nossa história.

Lembras-te de quando,
Subíamos ao céu e voltávamos num instante?
Diante de quem quer que fosse,
Nada nos incomodava,
Vivíamos alheios a tudo.

Nem mesmo esses pardais,
Abrigados sobre nós,
Intrigados com a nossa estranha forma de falar.

Não quero fazer mais nada que contrarie,
A minha promessa,

Foste a única,
Que conseguiu efetivamente,
Destruir todas as minhas defesas,
Deixando por terra o meu exército sem eira nem beira,
Totalmente desnorteado,
A teus pés.

Diogo Cosmo∞
23-08-2017

Em memória da 'Cris' 1959-1979
 
Uma Aurora... na Escuridão

O Mais Belo Sonho

 
Serás sempre,
O mais belo sonho,
De todos os dias,
Até ao último dia,
Da minha vida.

Ainda me lembro,
De quando,
Trauteavas baixinho,
Uma doce melodia,
Junto do meu ouvido,
Ternamente.

Ao mesmo tempo,
Que os teus dedos,
Se enrolavam nos meus cabelos,
Totalmente ensopados em suor,
Que brotava por todos os meus poros.

Era o doce torpor,
De um guerreiro,
Duma batalha sem vencidos
Nem vencedores,
Tu…
Eras a minha guerreira,
E eu…
O teu guerreiro.

Meu amor,
Juro-te,
Que ei-de chamar,
Todas as borboletas deste,
E todos os outros universos,
Para te acompanharem
Nessa linda coreografia
Que tu própria,
Inventaste,
E danças-te,
Para mim,
Todas as noites.

Quando saíamos à rua,
A tua alegria era estonteante,
Era impossível,
Ficar ou ser indiferente,
O teu sorriso era,
Verdadeiramente contagiante,
A quem te via,
A quem passava,
Plantavas sorrisos,
Espalhavas sorrisos,
Por onde passavas.

Punhas sorrisos,
Na cara,
Do rico,
Do pobre,
Até mesmo dos indiferentes,
Não havia quem resistisse.

Todos eles ganhavam o dia,
Ganhava um pouco de felicidade,
Ainda que momentânea,
Ao assistirem,
Ao desabrochar,
De tanta alegria,
E de tanta felicidade.

Por certo que à noite,
Também eles terão,
Um dos mais belos sonhos.

Diogo Cosmo ∞
09:55 16-11-2024
Rua da Prata
Padaria Portuguesa
 
O Mais Belo Sonho

Eu queria...

 
Aí como eu queria,
Lavar a minha cara,
No rio das tuas lagrimas de saudade,
Flor enjeitada,
Não deixes os teus sonhos voarem por aí
Eles perder-se-iam no ocaso,
Acaso o vento os abraçasse,
Ainda que piedosamente.
Deixa que o sol ilumine de novo,
O teu caminho,
A tua jornada,
O teu destino,
Para que nunca mais te fuja,
Como nuvens sabidas,
Que se escapam sempre por entre os dedos.
São os segundos,
Que penosamente se arrastam,
Nesta diabólica espera.
São segundos em constante metamorfose,
Em minutos, em horas, em DIAS, MESES, ANOS.
Tempo que o tempo se apercebeu,
Que tudo foi uma grande perda de tempo.

Diogo Cosmo ∞
10:31 21-07-2014
 
Eu queria...

A Minha Epopeia

 
Acordo de madrugada,
Sobressaltado por uma melodia,
E uma que eu bem conheço,
É ela que apela por mim.

Saio a rua,
Em alta velocidade,
Na ânsia de a encontrar,
Seja onde for,
Tenho na certeza que a irei encontrar.

Subirei todas as montanhas que forem necessárias,
Correrei pelos seus vales que nem um louco,
Nadarei nos rápidos,
Contra acorrentes mais fortes,
Nem a tempestade mais forte me deterá.

Nada me travará,
Pois este amor tão puro,
Tão forte,
Tão único,
Vale toda esta odisseia.

E continuarei…

A minha resiliência,
Será a minha força,
O meu animo,
Para nunca desistir.

Se necessário,
Mergulharei nas profundezas dos oceanos,
Em busca do teu rasto,
Que me será indicado,
Por seres luminescentes,
Alados que me segredaram,
O sítio onde estás,
Sob a sua eterna proteção.

Diogo Cosmo ∞
15:34 15-06-2025
Parede – Pequeno Edem
 
A Minha Epopeia

Hoje e… Sempre!

 
Hoje és tu,
Amanhã serei eu!

A desfazer a distância que agora nos separa.

Vamos amiga alada,
Estende também as tuas asas,
Feitas de cristal que mais ninguém vê.

Que há muito,
Que as nossas almas se tocaram,
Se tornaram unas algures,

Nos confins do Universo,
Sem que o soubéssemos.

Serão os ventos de feição,
Que embalarão os nossos corações,
Para fazer frente às amarguras,
Do dia a dia.

São aqueles que nos darão,
A resiliência necessária,
Para continuar em frente,
Indiferentes aos ruídos.

Aquilo que temos em comum,
É muito mais do que alguém,
Possa imaginar!

É o amor incondicional,
Que nos une,
Que nos torna,
Unos,
Nesta forma de…
Ser…
De estar.

Em amar quem foi desprezado.

Não basta brincar com eles,
Não basta dar-lhes comida,
Não basta passar-lhes a mão no pelo.

Que faria um amigo incondicional?

Isso mesmo…
Um amigo incondicional,
Sempre a teu lado,
Aconteça o que acontecer…

Para eles somos o chefe,
O chefe da matilha!

Aquele que guia,
Aquele provede o alimento,
Aquele que ombro a ombro,
Vai à luta.

E não aquele que o abandona!

Hoje és tu,
Amanhã seremos ambos,
Lado a lado!

Lado a lado nesta missão,
Incondicional,
Em salvarmos quantos podermos,
E fazer um Mundo melhor.

Diogo Cosmo ∞
Para a minha Amiga Incondicional
Margarida Pialgata
15:35 01-06-2025
Aeroporto Lisboa
 
Hoje e… Sempre!

DIOGO Cosmo ♾

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